terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Eutanásia, sim, ou não?


Questão que me inquieta, mas...?...
Depois de uma aparente acalmia, ei-la que volta, a ideia. Ideia, ou ameaça?
Voltámos á "carga", nada a fazer!

"Do grego euthanasía, «morte doce e fácil», pelo latim eutanasĭa-, «idem», pelo francês euthanasie, «eutanásia».
Fonte:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/eutan%C3%A1sia

A definição «morte doce e fácil» até é simpática. Mas será que a "simpatia" tranquiliza alguém?! 



Apenas um alerta.
Cuidado, muito cuidado com as "caixas de Pandora"!
É bom que não nos esqueçamos de uma coisa, simples, muito simples, chamada não retorno.

sábado, 21 de janeiro de 2017

E?...

Por acaso alguém me sabe dizer para que é que serviu o desfile - manifestação?! - de algumas alminhas? Foi ridículo, ou é impressão minha?


Se querem fazer alguma coisa que valha a pena, que tal pensar em algo que vá para além destes desfiles que não aproveitam a ninguém? Mais, que não resolvem o que quer que seja. 
Lutar pelos direitos da mulher, lutar contra a discriminação, toda ela, e tantas outras coisas assustadoras que espreitam sem pudor, seja qual for o grupo visado, é de louvar, mas assim? 
Por favor, um pouco de bom senso nunca fez mal a ninguém. 
Quem se lembra de Timor?  
Pois é! Tendo em conta essa experiência e o resultado, esse sim, positivo, consideram que "isto" serve para alterar as ideias dos "Trumps" deste mundo?!
Vamos lá pensar a sério, muito a sério. É tempo de tudo, menos de fazer "nadas".


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Palavras? Para quê?!


Quando a lucidez dos Homens Grandes lhe permitem ver futuros.




Um óptimo fim-de-semana
para todos vós.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Opções, é tudo uma questão de opções!


Um grupo de amigos que se reúnem. Amigos que vão chegando a pouco e pouco para uma tarde passada em conjunto. Dois deles, um casal, entra, cada um com seu telemóvel na mão. Mal transpõem a porta, e sem sequer cumprimentar os restantes, um dos elementos tem esta exclamação que se afigura, magnifica: "a mesa, tão bonita a mesa, vou tirar uma fotografia para enviar para... ". E é um frenesim. E tira uma, e duas, e três e n fotografias.
A anfitriã, ar de espanto, nada diz, mas nota-se o desconforto. Os outros? Esses nem ligam, é que "aquilo" aquela fixação, mais, aquela alienação "faz parte".
E é este "faz parte" que nos devia colocar a questão óbvia
Para onde caminhamos? Que sociedade construímos? Que mundo é este em que somos escravos de máquinas.
Máquinas e mais máquinas.
Máquinas que mostram, máquinas que "espreitam", máquinas que retratam, máquinas que desnudam até à alma.
Máquinas. Telemóveis, smartphones, tablets, toda uma panóplia que poderia ser (e é) de imensa utilidade se usada com inteligência.   
Máquinas que quebram a privacidade, e que impedem o diálogo e a conversa olhos nos olhos. Máquinas que cegam, numa cegueira absoluta.
Máquinas que escondem o que está à nossa volta, que não nos deixa ver o Outro, vê-lo tal qual é, VÊ-LO.
Máquinas que substituem a partilha, a conversa, a cumplicidade.
É isto que queremos para os nossos filhos?
É isto que lhes CONTINUAMOS a transmitir? É este o legado que lhes deixamos?
Quem lhes ensina convivência, mas autêntica? Quem lhes ensina camaradagem, quem lhes ensina o jogo, a gargalhada, o verdadeiramente lúdico?

 *
É isto que queremos? O acompanhado/sozinho?

 *
É esta prisão, estas grilhetas que queremos para as nossas vidas?
Será por acaso, por mero acaso, que já existem instituições para tratamento desta forma de dependência?

 *
É esta tendência para a alteração/deformação até da parte esquelética, que queremos, não só para nós como para as gerações futuras? 

 *
Queremos transformarmo-nos nuns tristíssimos e desgraçados zombies, vazios e ocos de tudo? É isto que queremos?

 *
Ter capacidade de viver o simples e a liberdade. De usufruir do belo, da VIDA, meus caros, da VIDA, esse bem maior, é JÁ uma utopia?

Acordemos. Não teremos, também, uma quota parte significativa de culpa em todo este processo?
Façamos tudo, mas tudo o que estiver ao nosso alcance para inverter este processo, um desastre  mascarado de normalidade.

Recordando o nosso querido José Régio no seu belíssimo poema Cântico Negro afirmo, de forma categórica e muito, muito consciente:

(...)
Não sei por onde vou,  
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí.


* Imagens tiradas do Google

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E pronto!

Mais um ano que finda.
Coisas boas, coisas menos boas, outras más, muitíssimo más, diria mesmo, intoleráveis. O mesmo de sempre, se bem que com as variáveis que são normais(?) à medida que o tempo, esse  ditador, decorre.
E a vontade de outros (tantos) ditadores - esses bem mais perigosos -, os que pululam um pouco por todo o lado?
Ah, aí é que reside o grande problema. Essa é a causa da maioria dos grandes males que afligem as sociedades dos nossos dias. 

Passando por um espaço que muito aprecio, este, deparo-me com um belo e lúcido texto, um texto que aborda alguns dos aspectos que me inquietam.

Em síntese, a questão é esta: em que sociedade vivemos? Que gente, que forma é esta de estar na vida?
A Maria, do "Amanhecer tardiamente", assim se chama a dona do espaço referido, é de uma lucidez que dói. E analisa vários aspectos, e chama a atenção para aquilo que considera pertinente porque, segundo ela, está errado. E aponta o dedo, e desafia á discussão,  e questiona, e - quantas vezes! - inquieta.
Li, reli, e...? E já estão a adivinhar? Pois, é isso mesmo: pedi autorização para o "roubar", isto porque subscrevo, integralmente, a sua análise tão lúcida. Simpática como sempre, a Maria aquiesceu.
Por isso, aqui fica o texto. O texto e o meu agradecimento para si, Maria.
Ora vejam se tenho, ou não, tenho razão.

*****

"Cozido à portuguesa com... todos (e se calhar um bocadinho indigesto)

Hoje de manhã, ainda mais de manhã do que a esta hora em que escrevo meia dúzia de palavras já menos polvilhadas de açúcar e canela, dei comigo a pensar se as pessoas hoje que já é segunda-feira se sentem assim, mais felizes. É que pelos vistos acabou o Natal. Coisa estranha essa de arrancar coisas do peito à força porque o calendário assim o dita...

Deve ser como o amor entre duas pessoas, uma pessoa ama alguém, casa-se com alguém, fica ali ao lado dois dias a amar intensamente e depois vai à rua limpar os vidros do carro, atravessa-se um amor mais sorridente e vestido de novidade pela frente, entretanto a pessoa sobe a correr as escadas de casa para dizer ao amor antigo que já não é aquilo que quer, está a modos que confuso. Eu por mim comecei a desconfiar e muito das pessoas confusas desta vida. Sempre que alguém me diz que está confuso eu vou a correr comprar um grande guarda-chuva só naquela de me proteger o mais possível.

Bom, e voltando ao Natal que já se faz tarde, tenho para mim que as pessoas andam muito confusas, parece que querem que acabe rapidamente o Natal real para voltar para a sua felicidade virtual.  Estarão as pessoas fartas da família? Das suas vidas? Será que o mundo virtual as realiza muito mais? Será isso que está a dar cabo do verdadeiro cheiro a sonhos? Será que é isso que está a dar cabo realmente e, decididamente, do Natal? O Natal como a maioria bem conhece. Continuo a pensar no que estariam as pessoas a fazer quando era Natal daquele vindo do passado, quando não se batia furiosamente com os dedos no teclado oferecendo aos outros em modo grátis, textos azedos, sarcásticos, textos como que a deitar abaixo toda e qualquer hipótese de alguém dizer que gosta do Natal apenas e só porque gosta de ver luzes de todas as cores acesas pela cidade.

E que não me tentem as pessoas sequer argumentar que o mundo está em guerra e só por isso o Natal deixou de fazer sentido. Pergunto-me se só acordaram agora para o mundo?! Pergunto-me se viveram todos estes anos, anos em que o mundo sempre foi mundo e só por isso envolto em crueldade, com as cortinas do seu mundo privado bem corridas para não lhes ferir a felicidade individual? Ah, nesse tempo, sim, nesse tempo é que o Natal era bom. Agora não, agora as notícias mostram-nos em directo e em modo repetitivo a morte de um ser humano (a memória das pessoas que habitam o mundo já deve ter esquecido o caso do embaixador), quanto mais repetirem a morte em directo mais acreditamos que ela existe, mais ficamos sem Natal. Portanto todos aqueles que já morreram de forma cruel e continuam a morrer não contam porque... não assistimos em directo. O mundo em directo cheira a azevinho. 

Acho que não me vai apetecer desligar as luzes de Natal este ano. Vou fazer como já fiz um ano lá mais atrás, deixei-as ligadas o ano todo. E acho que também vou começar a escrever mais em papel. E enviar cartas daquelas com selos nos aniversários das pessoas que me são especiais. E telefonar no Natal só para ouvir a voz em vez de enviar uma mensagem escrita. E desligar a tv uma semana antes do Natal e só voltar a ligar duas semanas após. E não ler ninguém nisto da Internet antes do Natal, essa parte é bem capaz de nos roubar a alegria da época. A ver se aponto esta última parte num post-it amarelo muito fluorescente e ponho lá em cima da árvore de Natal em jeito de estrela.

Despeço-me em modo de:
tenham um excelente ano de 2017
se não for excelente, que seja pelo menos bom se não for bom,
que seja pelo menos razoável,
se não for razoável, que pelo menos estejamos vivos para recomeçar em 2018
(se calhar viver é mesmo isso, um eterno recomeçar)"*

* Negrito e cor meus.

E como recordar é viver, eis a imortal Edith Piaf.

Bom Ano Novo para todos vós, Amigos.

Um 2017, se possível, melhor do que este malfadado 2016.

Tentem ser felizes, tentem.