domingo, 30 de dezembro de 2012

Há momentos...


... em que as palavras se tornam desnecessárias.


Em silêncio, num misto de respeito, gratidão e paz, comungo desta belíssima canção.

E penso na vida dura do Mar. 
E penso nos pescadores, aqueles Homens únicos na sua forma de ver o mundo, a vida, o Outro.
E penso nas Mulheres destes Homens de fibra, Mulheres que sofrem e lutam pelo e com o seu Homem.
E penso nas lições de vida que tantas vezes nos têm dado.
E penso...

E penso na magia que caracteriza o Mar.
E penso no quanto me apetecia mergulhar nas suas águas, ora serenas, ora bravias.

E penso...
E penso que não poderia viver sem Ele, o meu Mar.

Hoje, sentada na areia, agasalho nos ombros, esquecida de tudo, tive-o largos momentos por companhia. 
E é um lavar de alma, e é o esquecimento, ainda que breve, das angustias que nos atormentam.

Escutem o Mar.
Escutem-no...


sábado, 29 de dezembro de 2012

Exorcizar, é preciso!

Eis-nos prestes a entrar em 


o ano - segundo os "entendidos"(?!) - de todas as desgraças.

Pois bem!

Haverá melhor forma de o receber do que dançando ao som de um belo e sensual tango?


E é a ode, não só ao Tango,
mas também à juventude,
à alegria,
à esperança em dias melhores.

Acreditar, cada vez mais, é preciso.

Façam o favor de ser felizes. 
Façam o favor de contribuir para que o Outro, o que menos tem, seja menos infeliz.

Feliz Ano, Amigos.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alguém que me explique

O que se passa neste País.


Que mistérios?
Que políticas de cultura, que de políticas apenas têm o nome? 

O que levará os responsáveis pela programação televisiva dos diferentes canais, a acabar com Programas como o "Câmara Clara" e a fomentar outros, encabeçados com a "Casa dos Segredos", que proliferam, qual cogumelos?

A ideia será tornarem-nos cada vez, mais e mais, espertos?

Por favor, alguém que me explique.



sábado, 22 de dezembro de 2012

A todos os Homens sós

Porque é (deveria ser) tempo de fraternidade.

 

Estou contigo, irmão, amigo!

Não há mais palavras. 
Só vergonha, uma vergonha imensa.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O mundo das Letras, o mundo do nosso contentamento!

Estamos perante uma nova geração de escritores que nos enche de orgulho, um orgulho bom, cúmplice, comungado por todos nós, os amantes das Letras.


Vejamos:

Nuno Camarneiro 


 É distinguido com o Prémio Leya 2012, com a edição do seu segundo livro, intitulado Debaixo de algum céu.


José Luís Peixoto 




Em 2001, recebe o Prémio Literário José Saramago com o romance Nenhum Olhar. 
Em 2007, com o romance Cemitério de Pianos, é-lhe atribuído  o Prémio Cálamo Otra Mirada, atribuído ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. 
Em 2008, recebe o Prémio de Poesia Daniel Faria, com o livro Gaveta de Papéis.



Valter Hugo Mãe 


                                      É o grande vencedor do Prémio Portugal Telecom 2012

Gonçalo M. Tavares


Vence o Prémio Fernando Namora 2012

Se bem que de uma geração anterior Lobo Antunes, através da sua belíssima escrita, é uma presença, uma companhia indispensável.




 Numa outra vertente que não o romance, convido-vos a ouvir Os mortos dos retratos, letra escrita por Lobo Antunes para o disco Moda Impura, cantado por Vitorino & Janita Salomé.  



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Memórias

(Jazigo erigido no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa)

E o Amor que da lei da Morte se liberta.
Escrito, gravado bem fundo na pedra, o testemunho que perdura.

E assim se escreve Amor.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Matanças

Porquê?
Haverá um qualquer porquê que as justifique?


Fonte: http://www.dn.pt/

O que leva alguém a matar, indiscriminadamente, adultos e crianças?
Que causas levam um jovem a cometer estes crimes?
Que loucura, que alienação, que doença, que desespero?
Que vida, que mundo, que universo mental caracteriza estes indivíduos?

Dos EUA à Noruega, à França, estamos perante um fenómeno que começa a ser transversal um pouco a todo o mundo.

E ficamos indiferentes? 
E nada nos inquieta?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Natal!


Haverá lugar ao Sonho, neste Natal?


Não, decididamente não quero Natais de corações vazios, corações a quem tudo foi roubado, inclusivamente a esperança, o sonho.

Não, decididamente não quero Natais de mesas onde não há pão.

Não, decididamente, não quero Natais onde muitos não têm sequer um tecto.

Não, decididamente não quero Natais onde a solidão tem um peso insuportável.

Não, decididamente não quero Natais de crianças com fome.

Não, decididamente não quero Natais onde a única certeza é a incerteza.

Não, decididamente NÃO quero 
estes

NATAIS!!!! 

NÃO, decididamente não perdoo os senhores do mundo que conduzem(iram) o(s) povo(s) à desgraça. 

Numa tentativa de algum apaziguamento ouçamos o saudoso Sassetti e a sua belíssima interpretação de "Sonho dos Outros". 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como?!

Há dias ouvi alguém pronunciar esta frase:

"O português não é triste, é bronco."


Será?

Não é que fiquei a pensar nisto?!



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Imperdível


Por que não aceitar o convite da Bertrand?



Aqui fica o desafio.
Um belo Programa, não acham?!|

Mais informações? Eis o site:  http://ler.blogs.sapo.pt/


domingo, 2 de dezembro de 2012

Finalmente um "olhar" sobre a violência doméstica exercida sobre o Homem

O jornal Expresso (aqui) , numa reportagem que consideramos da maior pertinência, remete para um drama  que muitos consideram não existir.


Fonte: Google

Mas existe, por muito que nos custe aceitar.   

Sobre este tema:

"Homens, pais e vítimas de violência doméstica.


O número de homens vítimas de violência doméstica é cada vez maior e julgar que as agressões delas são menos violentas é incorrer num lugar-comum grave. Conheça a história de João Paiva Santos, que resolveu contar o que outros homens cada vez mais têm vergonha de denunciar."


Vanessa Sardinha (reportagem), Carlos Paes (infografia), Fernando Pereira (vídeo), num trabalho a todos os títulos meritório, mostram-nos de forma inequívoca uma realidade que muitos teimam em não aceitar.

Por tudo isto, aconselho-vos vivamente a ver estes testemunhos.

É que desmistificar é preciso.

Se a violência doméstica exercida sobre a mulher é um drama inquestionável, a mesma se exercida sobre o homem não perde, por isso, a sua gravidade.

Os factos, os números dão que pensar, sim!


sábado, 1 de dezembro de 2012

Coisas que me inquietam

Renato Seabra vai ser condenado, para gáudio de muitos.
 
Culpado? Inocente? Que sei eu!
A psiquiatria, tal como a justiça, não fazem parte da minha área do saber, logo, não posso, não devo pronunciar-me.
O que me move, neste caso, é apenas essa coisa prosaica chamada coração.
 
Sei  estarmos perante um jovem de 21 anos com a vida completamente desfeita, e é a esse facto que não consigo ficar indiferente.
 
O que o teria levado a seguir/acompanhar o homem que assassinou?
Teria corrido atrás de um sonho? Atrás da quimera de uma vida melhor, uma  vida de sucesso, de fama, de muito dinheiro?
 
Não tenho, obviamente, resposta  para qualquer destas questões.
 
Se o Renato tem uma qualquer patologia do foro psiquiátrico, nunca ninguém, ao longo da sua curta vida, se apercebeu? Ninguém teve o discernimento de lhe lançar a "corda" que podia ter feito a diferença?!

E calo-me.
Tudo o que possa  dizer de nada adianta,  nada!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pobreza, esse flagelo!

Gente.

Gente que sofre, gente numa descida aos infernos.

Gente com FOME. 

Gente (quanta?) que tem como último recurso buscar nos contentores do lixo qualquer coisa que a ajude a matar a fome. Isto num país dito civilizado, isto em pleno século XXI.

Gente sem rumo, sem fé e sem esperança.

Gente.

Gente. Gente a quem tudo foi roubado, até a dignidade.

Gente. Novos, e velhos, a quem resta um enorme vazio.

Gente, ainda criança que cedo conheceu a maldade do homem.



E eu numa raiva surda.
E eu a querer, a exigir responsabilidades.
E eu a pedir que se faça justiça.

Onde estão os responsáveis que nos conduziram até aqui?

Os senhores do mundo?
Os senhores do mundo a tratarem-nos como marionetas.

E os senhores do mundo indiferentes ao sofrimento. 
Que lhes interessa isso? A sua zona de conforto não é intocável?!

E deixámos de ser gente. 
E converte-mo-nos em números, qualquer coisa abstracta, qualquer coisa que se soma, subtrai, manipula. 
Uma qualquer coisa sem importância.

E é a pobreza num crescendo. 

E a minha raiva, num misto de revolta, igualmente num crescendo.

E é a desolação, a mágoa, e a mágoa !


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Há momentos assim

Momentos que nos reconciliam com Deus.



Num mundo tão cruel, um mundo brutal, tão feio, tão descaracterizado, tão vazio de valores, assistir a um espectáculo destes é uma bênção.
E neste aconchego, no intimismo(?) que é este espaço, olho, enlevada, a beleza da dança, a beleza dos corpos - que bonitos são! - e curvo-me perante Homens a quem foi concedida a capacidade de idealizar, de concretizar o belo, de me/nos fazer acreditar no Homem.

Olho, enlevada, e por momentos é a paz!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Afectos

Hoje apetece-me falar de afectos.




Hoje não me apetece falar de (de)afectos.

Hoje não me apetece falar de crianças sem colo.

Hoje não me apetece falar de velhos abandonados à sua sorte.

Hoje não me apetece falar de gente que não respeita gente.

Hoje não me apetece falar de desumanidade.

Hoje não me apetece falar de guerra.

Hoje não me apetece falar de mortandade(s).

Hoje não me apetece... 


sábado, 24 de novembro de 2012

Sábado

Sábado de chuva, sábado a pedir aconchego.

Em surdina, a magia do piano como que numa cumplicidade com Chopin.

 

 Na mesa, frente a mim, o chá que liberta o seu doce aroma.

Na mão, nas mãos, aconchegado, o livro que me fará companhia.

Abro-o. 

" - Que fazes aqui, pequeno?
- Nada. 
- Então, porque estás parado?
- Porque...
- Sabes ler?
- Sei, sim senhor.
- Quantos anos tens?
- Nove, já feitos.
- Que preferias: um chocolate ou um livro?
- Um livro.
- (...)"

in, Canetti E. (2011). Auto-de-fé. Cavalo de Ferro.

Ora aí está a resposta não esperada!
E vou relê-lo, sim!

Que gratificante é (re)ler estes Homens maiores!

Óptimo fim-de-semana.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Violência doméstica

Hoje, uma vez mais, algumas estações de rádio debruçaram-se sobre este gravíssimo problema.
Hoje, uma vez mais, o principal actor referenciado foi a Mulher.
Hoje, uma vez mais, ficaram esquecidos os velhos, porque já não têm voz.
Hoje, uma vez mais, ficaram esquecidas as crianças, porque ainda não têm voz.
Hoje, uma vez mais, ficaram esquecidos os Homens, porque raramente têm voz.
Hoje, uma vez mais, foi esquecido estarmos perante um drama transversal à família.



A morte, consequência última da agressão, é dramática, é vergonhosa, é um atentado ao direito à dignidade inerente a qualquer ser humano, seja ele Mulher, Velho, Criança ou Homem.

E hoje, uma vez mais, me espanta o facto de ninguém (?) se preocupar com as causas que levam a este drama, ficando-se, apenas, pelas consequências.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Assim vamos empobrecendo.

Tristemente, empobrecendo.

É que foi chegada a hora de Júlio Resende nos deixar.



 E partiu, o Mestre.


Recorde-mo-lo, numa das suas obras mais emblemáticas, a belíssima "Ribeira Negra" (1984). 

E assim vamos, tristemente, empobrecendo.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Magna questão

Papa reafirma (aqui) virgindade de Maria, acrescentando que o burro e a vaca não estavam no Presépio.
 

Com a quadra natalícia a chegar, estamos perante uma informação de enorme pertinência.

Magna questão, esta!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Livrarias

Entrar numa livraria, um espaço onde o livro é o elemento nobre por excelência, é como que entrar numa Igreja.
Há ali respeito, há ali saber, há ali prazer intelectual prometido. E há silêncio, e há recolhimento.
 


Há qualquer coisa de sagrado neste espaço.
 
 
E é a magia.
 

A beleza da arquitectura como que nos esmaga.
 

O recanto, o intimismo, o convite à leitura. 


 
E nós rendidos, e nós presos à leitura da obra daqueles "deuses", Homens maiores que nasceram para nos presentear com a beleza da sua escrita, da sua inteligência, da sua clarividência, do seu conhecimento acerca da complexidade que é o Ser humano.
 
"deuses"? Muito poucos atingem esse patamar. Um número infímo, os eleitos.
 
Leiamos, pois!
 
Nota: Fotos da Livraria Lello, no Porto, retiradas do Google.