sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pobreza, esse flagelo!

Gente.

Gente que sofre, gente numa descida aos infernos.

Gente com FOME. 

Gente (quanta?) que tem como último recurso buscar nos contentores do lixo qualquer coisa que a ajude a matar a fome. Isto num país dito civilizado, isto em pleno século XXI.

Gente sem rumo, sem fé e sem esperança.

Gente.

Gente. Gente a quem tudo foi roubado, até a dignidade.

Gente. Novos, e velhos, a quem resta um enorme vazio.

Gente, ainda criança que cedo conheceu a maldade do homem.



E eu numa raiva surda.
E eu a querer, a exigir responsabilidades.
E eu a pedir que se faça justiça.

Onde estão os responsáveis que nos conduziram até aqui?

Os senhores do mundo?
Os senhores do mundo a tratarem-nos como marionetas.

E os senhores do mundo indiferentes ao sofrimento. 
Que lhes interessa isso? A sua zona de conforto não é intocável?!

E deixámos de ser gente. 
E converte-mo-nos em números, qualquer coisa abstracta, qualquer coisa que se soma, subtrai, manipula. 
Uma qualquer coisa sem importância.

E é a pobreza num crescendo. 

E a minha raiva, num misto de revolta, igualmente num crescendo.

E é a desolação, a mágoa, e a mágoa !


2 comentários:

  1. Fome e miséria, qualquer coisa intolerável em qualquer parte do mundo.

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  2. Haverá alguém que fique indiferente a este drama? Infelizmente, sim!

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