terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014

O que se espera deste novo ano?



Que todos vejam salvaguardado o direito a:

Paz.
Justiça.
Igualdade.
Dignidade.

Que a Fraternidade não seja uma palavra vã.
Que a ignomínia da fome pertença ao passado.
Que a Esperança seja devolvida a todos aqueles a quem foi roubada.

Devolvam-nos aquilo que nos roubaram!
É pedir muito?!
 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Preguiça!

Por isso, por causa da preguiça, ficam singela e simplesmente, votos de bom Domingo, cheio de sol e paz.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O bébé está?...


Façam o favor de localizar sua excelência, o  bébé.
Onde está? No meio da confusão, até de cores!


Tarefa árdua, a sua!
E queria chegar a tudo.
E tombava, para um ou outro lado porque o tempo de vida ainda não lhe permite manter o equilíbrio.
E chorava de cada vez que se sentia impossibilitado de voltar à posição inicial, olhando para nós num pedido de ajuda.
Alguém acorria, e tudo recomeçava.
 Agora este, depois aquele, cada brinquedo alcançado era uma vitória. E ria, feliz, o nosso "menino jesus".
 
Deus vos guarde, meus pequeninos!
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

PRENDINHA!

Hoje, um Amigo que muito prezo, ofereceu-me esta bela prendinha.
Porque o espirito natalício está aqui, todo, não quero deixar de o partilhar convosco.



"NATAL

Enquanto a chuva
Escorrer da minha vidraça
E furar o telhado
Daquele farrapo de homem que além passa
Enquanto o pão
Não entrar com justiça
Lado a lado
Mão a mão
Nem Jesus vem
Andar pelos caminhos onde outros vão
Um dia
Quando for Natal
(E já não for Dezembro)
E o mundo for o espaço
Onde cabe
Um só abraço
Então
Jesus virá
E será
À flor de tudo
O redentor
Universal
Quando o homem quiser será Natal


Sérgio, Manuel (1961). Entre o Nevoeiro da Serra, Lisboa.

sábado, 21 de dezembro de 2013

É NATAL!

Por isso, porque diz quem sabe, ou melhor, quem é crente, quem acredita na justiça social, que o Natal é tempo de fraternidade vs solidariedade.

Não quero.
Que a solidão marque presença, seja onde for.
Uma criança com fome, nem de pão nem de afectos.
Homens e Mulheres, vazios e perdidos.
Velhos abandonados, aí, num qualquer canto.
Jovens castrados de esperança.

Não quero.
Uma mesa sem pão.
Uma casa vazia, esventrada/despojada sem dó.
Homens e Mulheres roubados num dos seus direitos mais sagrados: o direito ao trabalho.
Homens e mulheres espoliados na sua dignidade.


 
Não quero.
A pobreza, num crescendo.
A miséria, num crescendo.
O desespero, num crescendo.
 
NÃO ACEITO ESTA IGNOMÍNIA!!!

Queria.
Que soubéssemos perdoar.
Que ensinassem como é isso possível.

Para todos, um ABRAÇO!
 
ESTOU CONVOSCO, COMUNGO DO VOSSO DESESPERO!
 
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Estranhezas.

O mundo da blogosfera não deixa de ser curioso, não pára de me surpreender.
Vejamos.
Expliquem-me, por favor, porque é que há blogues interessantíssimos, muito bons, com uma qualidade impar que, ou não têm comentários (para já não falar de seguidores), ou, se têm, são pouquíssimos.
Será porque as pessoas se inibem? Será por o consideram demasiado erudito? Será por que não têm disponibilidade, para ler/saborear um texto um pouco maior, mesmo que muito bem escrito?
Será, será, será? 
Que sei eu!
Sei, isso sim, que quando me deparo com algum desses blogues nunca mais o largo.
Exemplo disso, é o "cabide de simplicidades".
Com a devida autorização da autora, deixo-vos este belo diálogo.

Fica o convite.
Sentem-se, acomodem-se, saboreiem.

"A ALMA- diálogo

Chegou o teu dia, o dia de falar de ti, só de ti minha querida.
Para já e tu sabes muito bem, és altamente contraditória, às vezes até és mal aparada como um lápis curto e rombudo outras vezes, pareces uma caçadora de borboletas sempre de rede na mão.
Tens uns olhos negros, convergentes (às vezes), estrábicos e congestivos e penso se não serão os olhos da Justiça e por isso lhos vendaram.
Não sei se sabes que dizem que tu não existes.
Pois não sei, se és da classe dos constructos. Para mim como sabes, tens corpo, mãos, cabeça, pés, etc..
Já te vi, inclusivamente, com lágrimas nos olhos, pálida.
Já te vi em bairros de má fama, excêntricos como agora se diz.
Outras vezes e tu sabes muito bem, percebo-te o jogo e narro-te sem dó nem piedade e tu dizes com aquele teu ar pergamináceo, hebdomadário (estas palavras aqui não querem dizer o que querem dizer, convém referir, não vá alguém ler-nos, sabes que agora estamos editadas, ri-te, ri-te...).
Pronto, já me mudaste de lugar outra vez - "Aqui à minha esquerda...sim?"
Sabias que apontar é pecado, é tabu.
Mas olha como te estava a dizer, antes dos piropos, há pessoas que dizem que tu não existes, vê lá tu!
Algumas até me perguntam quando lhes marco um encontro contigo, a rirem-se de nós.
Nessas alturas, eu digo-lhes: é verdade que a Srª Alma está mais anquilosada e já não possui a agilidade necessária para trespassar indiscretamente as pessoas e os factos que as consciências interrogam e condenam. Isso é verdade, no entanto ainda aponta, 'mesmo assim'...
Lá estamos nós a falar ao mesmo tempo, como duas velhas, como toda a gente, ao mesmo tempo e sem se ouvirem ou ouvindo-se a si próprias apenas, certos de que ninguém os escuta.
Achas que já estamos a monologar em coro?
Sei, eu ouvi.
Retorno à simbólica da minha infância quando rezava o terço com a minha avó.
Queres dizer-me que eu sou a tua neta feliz?
Não, agora que já sou avó, somos da mesma idade e por isso te trato por tu.
É engraçado isto, não achas?
De te tratar por tu. Foste tu que rejuvenesceste ou eu que envelheci?
Como é possível dizerem que tu não existes, como é possível?
Pronto, já sei, é tudo possível nesta vida, nós é que não sabemos.
Até logo Alma, já sei que não és alminhas, eu não disse isso, sua pergaminácea hebdomadária!
Eu sei que tens autoridade, mas não exageres nos afectos, nos arrebiques."
 
 
A minha noção de partilha não me permite deixá-lo só para mim.
É bonito demais!
Um grande obrigada, Helena!
 

Nota: Itálico meu.

 
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As minhas desculpas.

Não sei o que sucedeu ao pobrezito do blogue, mas que está doente, e muito, disso não duvido.
Primeiro, só se via a coluna lateral quando se acedia à página dos comentários.(?)
Agora foi a vez dos seguidores. Fugiram, sumiram, desapareceram.
 
Já tentei remediar estas "desgraças" mas sem resultado. Alguém saberá a que se devem estas anomalias?
 
Vou tentar, uma vez mais, perceber o que se passa. Caso não consiga farei uma pausa.
 
Assim.
 
Até já.
Até logo.
Até qualquer dia.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

 
Para todos (que bom seria!) votos sinceros de Santo Natal.

Um 2014 menos mau do que o previsto, aliás, o anunciado.

  
Ofereço-vos este delicioso Presépio, obra da ceramista Júlia Côta (aqui)
O que gosto deste tipo de trabalhos!
 
 
Tentemos ser um bocadinho, já não digo felizes, mas menos amargurados/revoltados.
Tentemos!
 
Abraço-vos com Amizade!
 
 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Alguém sabe?

Hoje, alguém me perguntou se era verdade que a idade apazigua, adoça, aligeira problemas e mágoas.. Será? Não soube que responder.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

GENTE!


Ainda há GENTE digna desse nome.
Os outros? Abstenho-me de os classificar.


 
Os meus PARABÉNS, mais, o meu AGRADECIMENTO a José António Pinto que recusou receber a medalha de ouro com que fora homenageado no âmbito do Prémio Direitos Humanos.
 
"José António Pinto" foi um dos homenageados no âmbito do Prémio Direitos Humanos, anualmente entregue pela Assembleia da República, tendo aproveitado para dedicar a medalha de ouro dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos seus utentes e aos seus pobres."1) 
E diz o porquê, e aponta o dedo de forma bem clara, e aponta caminhos para o descaminho.
 
Resta-me uma palavra.
 

OBRIGADA!
OBRIGADA PELA VOZ QUE REPRESENTOU AQUELES QUE NÃO A TÊM.
 
 
1) Fonte: Antena Um. (Não consegui o link).
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Doçuras

 
Passa, calmo, sozinho.
Pequenino, no seu sobretudo azul, calcinha de fazenda escura, lembra um homem que se tornou criança.
Passada já bem segura, na mão, preso por uma das enormes orelhas, o coelhinho de peluche que balança ao ritmo dos seus passos. Pára, frente a uma montra de cheia de brinquedos. Olha para trás. A mãe(?) sorri.
Coelhinho bem seguro, continua grudado à montra.
A mãe aproxima-se, olham-se. Mão na mão, seguem.
O coelhinho acelera o movimento ao sabor do passo que se torna mais rápido.
Menino, que bonito és nessa tua ingenuidade!
E eu inundada de ternura.
Que poder tens, menino, que "feitiço" é esse?!
E a prece.
Que Deus te guarde, menino, que Deus te guarde!
 
Bom fim-de-semana para todos vós!
 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA

Não, não morreu. Os HOMENS grandes têm a capacidade de se libertar das leis da morte. Mas o mundo chora-o. Eu, na minha pequenez, choro-o. Até logo, até já, até sempre.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paz!

Paz!
Porque necessito(amos)absolutamente de Paz, porque a música é o melhor meio apaziguador/libertador.
Por isso, e independentemente do credo de cada um de vós, convido-vos a ouvir este maravilhoso Pai Nosso.

 

Ouçamos, pois!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Percursos (esquecidos)?

Eis-nos chegados - e a "celebrar" - o dia 1º. de Dezembro.
Sim, eu sei! Que se acalmem os que clamam! O feriado viu chegado o seu fim, mas...? Continuaremos a lutar!...

Numa visita matinal pela blogosfera deparo-me com um belíssimo texto subordinado ao Dia que hoje se comemora. Com a devida autorização da sua autora, do blog "cabide de simplicidades" aqui  vo-lo deixo.

"EXORTAÇÃO/COMEMORAÇÃO 1/dezº/1640 -1/dezº 2013
 
Até aqui lutei/lutamos por Liberdade. Hoje luto por Independência. Quero independência do novo capitalismo e fascismo nacional e estrangeiro a que estamos subjugados. Não quero estas lagartas gordas que estão e têm estado no poder. Não quero estas múmias como presidentes nem que seja de junta de freguesia. Não quero estes ratos armados em chefes de alguma coisa, até do meu país. Não quero estes homens e mulheres que abanam e dobram a cabeça mais ou menos submissas ou procuram com fingida repulsa, fintas várias e insultos. Não deixamos de ser o país das meias solas, como dizia Aquilino, agora não literalmente, porque as meias solas custam mais que sapatos chineses, mas somos o país das meias solas mentais. Continuamos com a cruz às costas enquanto os políticos que fazem os ricos e os ricos que fazem os políticos andam todos a pandegar à nossa custa. Não somos uma nação de rapina, mas muitos gostavam de ser, senão não se deixavam rapinar desta forma. Só quem tem esta ambição pode compreender e aceitar as nações e os governos de rapina. Já não é só a Europa a olhar para nós com um desdém manifesto por nos considerar medíocres, por aceitarmos todas as cangas que nos impõe, mas o mundo todo. Consideram-nos uma raça de estúpidos. E se continuarmos assim, é mesmo o que somos. Estamos a ficar um país chaguento e adusto. O verdadeiro triunfo é o prestígio próprio como dizia Juan Benet. Temos cada um de nós levantar a cabeça e fazer alguma coisa pela nossa terra, pelo nosso País. Cada um de nós tem que dar o melhor que tem e colaborar um país Independente e Livre."

Com vêem, imperdível!
A ler e, principalmente, a  meditar.

Um grande obrigada, Helena. 

Boa semana para todos vós!

sábado, 30 de novembro de 2013

A minha Lisboa, tão amada!

Que melhor forma de vos convidar/incitar a visitar a minha tão linda Lisboa?

Que melhor forma de vos desejar um


óptimo Domingo?
 
E uma semana menos má?
 
E de vos propor que nos esforcemos por ser um pouco felizes?
 
Há missões impossíveis, sei, mas não podemos desistir. 
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Façam o favor de intitular

Os mais ricos viram os lucros aumentar, enquanto os mais pobres viram/vêem a miséria... aumentar. Igualdade de oportunidades, pois então!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Violência doméstica,

uma vez mais.
 


Há situações que não podem ser minimizadas, e muito menos esquecidas.

A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), no Relatório (aqui) da autoria do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA),  sobre este problema, fornece uma série de indicadores que nos inquietam, nos causam, inclusive, uma certa estranheza, particularmente no que respeita à faixa etária do maior número de agressores e vítimas.

Tendencialmente pensa-se que estes comportamentos são mais frequentes entre casais mais jovens, só que o estudo mostra-nos uma realidade inversa.

No que respeita à causa da agressão de que resulta a morte da mulher, consta, para além do ciúme, álcool, etc., a "compaixão pelo sofrimento", com uma percentagem na ordem dos 3%.
Estranho, não?!

Apenas  alguns elementos.

"FEMICÍDIOS:

IDADE DAS VÍTIMAS AO LONGO DOS ANOS 2004 a 20 NOV. 2013
 Comparando os diversos anos desde 2004, podemos observar que o grupo etário mais vitimizado pelo femicídio por violência de género tem oscilado.

Relativamente a 2013, verificamos que é o grupo de idades compreendido entre os 51 e os 64 anos, foi o grupo predominante, seguido do grupo de mulheres com mais de 65 anos de idade."

Pág. 8
  
(...)

"FEMICÍDIOS:

IDADE DOS HOMICIDAS
No que se refere à idade dos autores do crime de femicídio, podemos observar que até 20 de Novembro de 2013 são os grupos etários dos mais de 65 anos e com idades compreendidas entre os 24-35 anos os prevalentes, cada um deles com 9 indivíduos identificados (29%).
Logo de seguida e com 8 indivíduos surgem os homicidas com idades compreendidas no intervalo dos 51 aos 64 anos de idade, a que equivale uma percentagem de 26%.

Com menor taxa de prevalência 3% (n=1) e 13% (n=4) surgem os homicidas com idades compreendidas entre os 18-23 anos e os 36-50 anos, respectivamente."
Pág. 11.
 
Independentemente dos dados, o que realmente importa é o drama, a angustia, o pesadelo, não só da mulher, mas, e muito principalmente, da criança.
Crianças, muitas delas, também, com a vida desfeita.
 
Quando é que o Homem aprende a sê-lo, de forma digna?!

domingo, 24 de novembro de 2013

Rui Pedro, sempre!


Se há imagens que nunca nos abandonam, a da Mãe do Rui Pedro é uma delas.
Estamos perante a imagem de uma Mulher que é a personificação do sofrimento. Há qualquer coisa de grandioso naquela Mãe, naquela busca sem fim, sem tréguas, sem descanso.
Que imenso respeito tenho por Ela!
Por isso, porque todos, (creio), conhecem este drama, não hesitei em postá-lo quando vi o apelo na blogosfera.
Aqui fica.
 
É o mínimo que posso(emos) fazer!
 
 
  
RUI PEDRO NÃO DEIXES MORRER A TUA MÃE. SE VIRES ESTA MENSAGEM A TUA MÃE SOFRE TERRIVELMENTE NÃO TE ESQUECE!!! POR FAVOR CONTACTA-A. OBRIGADA A TODOS QUE REENCAMINHAREM. ESTA MÃE NÃO DESISTE. QUE GRANDE MÃE... RUI PEDRO Esta mensagem é um dos métodos a que a mãe do Rui Pedro tem recorrido para que a ajudem a encontrar o filho, já que as autoridades Portuguesas têm deixado arrastar este caso há já nove anos. O mínimo que podemos fazer é reenviar esta mensagem para os nossos contactos na esperança de que um dia ela venha a dar os seus frutos. Por favor divulguem esta mensagem junto dos vossos contactos nacionais e internacionais.
Só se pede que reencaminhem. E já será uma grande ajuda, quiçá toda a ajuda necessária. Vamos inundar o mundo com este e-mail. Esta mãe já merecia melhor desfecho. A MÃE DO RUI PEDRO NÃO DESISTE impossível não reencaminhar!"

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Por favor, sigam-me!

Até aqui, até ao "Pão, bolos e Noradrenalina".
 
Convido-vos a ler o texto, intitulado: Quando a caridade ocupa o espaço da justiça. Estamos perante um texto absolutamente imperdível.
 
Não o  classifico, nem pensar!
Cada um de vós, os que forem até lá, verão do que estou a falar.
 
Há blogues (já o afirmei várias vezes!) para mim, de visita obrigatória, este é um deles.

Obrigada, Rita, pela permissão! É que só vejo utilidade na blogosfera se a mesma permitir a  partilha, muito particularmente no que respeita a problemas tão sérios como os que, desgraçadamente, afligem a nossa sociedade.
 
 
 
 
Bom fim-de-semana!


 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Recado!

A quem?
Ora aí está a magna questão: a QUEM?
Quero que saibam caros ... (como é que vos hei-de tratar?! senhores? cavalheiros? responsáveis? dirigentes? ...? farão o favor de substituir as reticências de acordo com o vosso prestimoso "estatuto"), que hoje fui confrontada com uma situação que me deixou, enfim, muito feliz.
 
Vejam, se não tenho razão para tamanha felicidade.
 
Hoje,  uma cidadã - uma entre milhares - do vosso(?) MEU país, veio ter comigo,  em pranto, para me dizer esta coisa simples: "sabe? Não recebi o MEU subsídio de Natal!..."
Lágrimas, cara abaixo, era a  imagem da desolação.
 
Quero que saibam, caros (...) que a conheço há longos anos, que conheço parte do seu percurso de vida, razão pela qual tenho o maior prazer em partilhá-lo convosco.
 
 Casada com um engenheiro, sempre teve uma vida digna, sem qualquer espécie, quer de dificuldades, quer de ostentação. "Condenada" ao seu papel de mulher e mãe, deixou para trás uma vida profissional promissora. Assim era, nos tempos idos da sua juventude
A vida, por vezes bem madrasta, levou-lhe o marido, e em consequência da sua doença, as poupanças de uma vida.
Hoje, a sua única fonte de rendimento é a parca reforma deixada por ele, e essa, caros (...) foi-lhe ROUBADA.
 Pela primeira vez, foi-lhe ROUBADA.
Não, não só a ela, sei! Se os caros (...) sabem? Ah, isso, ignoro!
 
Os duodécimos? 
Pois, o RECADITO remete para esse ponto!
É que uma coisa é receber uma miséria de uma só vez, outra é dividir a miséria em várias misérias. É que as coisas são diferentes. Será que não percebem isto?
Já agora, e se me permitem, pedia-vos um favorzinho.
Quando tomarem uma QUALQUER MEDIDA, expliquem bem, mas muito bem o que pretendem fazer, de preferência, sem procederem a  alterações dia sim, dia não.
É que há uma coisita, de somenos, chamada RESPEITO, que seria bom respeitar. 
 
A responsabilidade deste descalabro social cabe a A, B, C, D? Não interessa! Mas, se  quem manda no nosso destino tem todo o direito a condenar milhares de cidadãos à miséria, aí, meus caros (...), aí...?
 
E nós, cegos!
 Obedecemos, e obedecemos, e obedecemos, e obedecemos. 
 
 
 

domingo, 17 de novembro de 2013

Tudo de bom!

Hoje, no que resta do Domingo, na semana que se avizinha, e na outra, e sempre. Queria tanto que todos fossem felizes!...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Gestos que fazem a diferença!

Uma Amiga que muito prezo, sabendo do nascimento da minha pequenina, teve a amabilidade de me presentear com este belíssimo postal acompanhado da respectiva informação, histórica e técnica.

 Um postal do século XVI



"Woodcut illustration (leaf [g]6r, f. lvj) of Ascanius greeting his stepbrother Silvius (left) and Lavinia with her newborn son Silvius (right), hand-colored in red, green, yellow and black, from an incunable German translation by Heinrich Steinhöwel of Giovanni Boccaccio's De mulieribus claris, printed by Johannes Zainer at Ulm ca. 1474 (cf. ISTC ib00720000). One of 76 woodcut illustrations (1 on leaf [e]8v dated 1473), each 80 x 110 mm., depicting scenes from the life of the women chronicled (for a full list of subjects, cf. W.L. Schreiber, Handbuch der Holz- und Metallschnitte des XV. Jahrhunderts (Nendeln: Kraus Reprints, 1969), no. 3506). "Pour la première moitie le nom se trouve inscrit à côte de la tête de chaque femme, pour le reste il es ajouté entre les deux réglettes. Il n'y en a que trois, qui n'ont qu'un seul trait carré."--Schreiber.
Established form: Zainer, Johannes, ‡d d. 1541?. Established form: Ascanius (Legendary character)"

E eu sem jeito!
E eu feliz pela partilha/comunhão.
E eu num agradecimento sem nome.

É que são estes (supostos) pequenos nada que fazem a diferença.

Obrigada!
Obrigada pela prova(?) de sensibilidade, da "adivinhação" tão real da minha imensa alegria.

OBRIGADA,
em  nome  de ambas.



 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Felicidade é isto!

Este sentimento que nos possui, que nos preenche, que toma conta de nós. Este sentimento que nos faz esquecer  mágoas e angustias.

Mary Cassatt

E é a alegria!
A esperança na esperança da continuidade.
A bênção de um novo Ser, tão pequenino, tão frágil e, simultaneamente, tão forte.


Hoje estou FELIZ!
    Hoje estamos em festa!    

 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Por tema: o Amor!


Há vozes de sempre!
Vozes que se ouvem, ontem, como hoje, com imenso prazer.
De uma geração anterior  a belíssima voz de Teresa Tarouca.




Hoje, a voz inconfundível de Ricardo Ribeiro. (que fascínio tenho por esta voz!)




E o tema, também ele, de sempre!

O AMOR,
esse sentimento capaz de levar o Homem às maiores loucuras. 

sábado, 2 de novembro de 2013

Dois Homens, dois mundos!

Ouvi, há pouco, a entrevista a Valter Hugo Mãe. Fiquei com a sensação de estar perante um Homem desassossegado, semi crente, semi ateu, um Homem que, mau grado todo o seu percurso, parece  não se ter encontrado.
Mas...?
 
À tarde fui confrontada com um Homem excepcional. Um Homem liberto de todas e quaisquer dúvidas.
Saio, para tomar a bica imprescindível. A pastelaria habitual, cheia. Olho uma mesa ocupada  com apenas uma  pessoa.
Aproximo-me.
Sentado, tranquilo, um Homem idoso, sózinho, bebe o seu café. Olho-o, sorrio, pergunto se me posso sentar. Rosto simpático, olhos muito azuis, diz que sim. Sento-me. Olha-me, "analisa-me".
- Um vicio, o café, diz.
Concordo.
E a conversa surge, naturalmente. A determinada altura faz uma pausa e, de chofre a pergunta:
- Que idade me dá?
Respondo:
- 70 anos.
Sorriso gaiato, tira a carteira do bolso, mostra o Bilhete de Identidade.
- Veja aqui "ordena".
Olho, e...? 92 anos! Aquele Amigo tinha 92 anos. Boquiaberta, não queria acreditar! A conversa continua.
E fala de História, e fala de política, e fala das potencialidades do país em termos agricolas e piscatórios. E critica as medidas que estão a ser tomadas. E fala da juventude, da dele e da actual. E da vida desses anos idos. E das regalias laborais que tinham.
- Eu trabalhava na Carris, no tempo dos ingleses, esclarece.
 E aponta os caminhos a seguir. E eu maravilhada, e eu a beber cada palavra, cada gesto. É que sentado à minha frente estava, não apenas um Homem, mas um pedaço de História.
Levanto-me, despeço-me.
Caminho fora agradeço a Deus aqueles momentos. Bendigo a lucidez com que presenteou aquele Homem, uma lucidez absolutamente espantosa.
Pegando nas palavras/dúvidas de Valter Hugo Mãe interrogo-me: se Deus existe, porque contempla tão poucos com esta benção?
Hoje?
Hoje pela mão daquele Homem sábio, vivi momentos mágicos.
 
NOTA: As minhas desculpas pela "mancha" anterior do texto, pelos lapsos vários. Queria postar ontem, (receava hoje não ter oportunidade) tendo como único recurso o telemóvel, o que (me) limita seriamente a elaboração de um texto minimamente aceitável.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Menino pobre (...) olha o sol que vai nascendo.

Pegando nas palavras de um Amigo que por aqui passa, não resisto a dar-lhes continuidade.
Convido-vos, não só a ouvir a belíssima balada do nosso querido Zeca Afonso, na voz de Isabel Silvestre, como ver a expressão, a força, o que se "lê" no  todo, que é a sua postura e expressão facial.
Interpretação sentida, tão sentida!... 




Uma balada que é um grito de alerta: 
 "... onde não há pão, não há sossego..."

Alguém duvida?!

Mas também um grito de esperança:
"Olha o sol que vai nascendo,
anda ver o mar..."

Que falta fazem Homens como este!...
 

domingo, 27 de outubro de 2013

Votos de boa semana!

Nos tempos que correm que mais podemos desejar?! Contemplemos o nosso magnífico mar, se possivel acompanhados por um bom livro. É que a nossa sanidade mental exige ser preservada.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CONVITE, sem hipótese de recusa!

No próximo dia 26, como todos sabemos, vai ter lugar uma Manifestação que visa manifestar o nosso descontentamento, o nosso desgosto e revolta pelo caminho que nos obrigam trilhar.
O abismo ali, e nós, aqui, impávidos?
 
Melhor do que eu, a Helena, do blog:  INVERNO EM LISBOA (Um lugar de brumas azuis), explica não só o conteúdo do seu post, como a finalidade do mesmo.
 
"(Este é um post em construção, com notícias, textos, declarações e testemunhos relevantes sobre as pontes que nos unem e nos fazem ocupar as ruas, exercendo o direito de manifestação.)"
 
Não resisti a  "roubar-lhe" este pequeno texto, da autoria de Rui Zink, com imagem de José Teófilo Duarte. Acho-o uma delícia.
   



Apelo à manifestação em linguagem gestual.


 
 
O meu pedido de desculpa à Helena. É que nem esperei pela sua permissão.
 
É que sinto  cada vez mais,  que a passividade é imperdoável!


 

sábado, 19 de outubro de 2013

PRESENTE!

Por razões várias, e que me ultrapassam, não posso participar nas manifestações levadas a cabo. Contudo, quero juntar o meu grito ao de todos os indignados, ao de todos os que sentem ser sua obrigação dizer: BASTA! BASTA DE ESPOLIAR os mais fracos, mais indefesos, mais pobres. CHEGA!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dias

Abomino, de forma visceral, os dias disto, daquilo, daqueloutro.
Porque, na sua génese, está um imenso cinismo.
Porque a finalidade primeira visa o lucro.
Porque que aquilo que alegam defender(?) fica na mesma.
Porque.
Porque.
 
Mas.
Pois, há sempre um "mas"!
Os defensores acérrimos dos ditos "Dias" - que respeito - alegam ser para lembrar "que"...
 
Lembrar?!
Será necessário  melhor exemplo do que o fornecido pelos resultados práticos do que hoje se celebra?
 
Sim, celebra-se o "Dia Internacional para a Irradicação da Pobreza", e o que vemos?
 
 
 
 
A pobreza que cresce a nível planetário.
Países, ditos desenvolvidos, que sofrem um retrocesso imparável.

Cada vez mais pessoas a viverem abaixo do limiar da pobreza.
Crianças, adultos, velhos e novos, ninguém é poupado, respeitado,  nesta voragem que tem por finalidade única a defesa do direito dos "pobres, mais pobres", os muito ricos.
 
Calem-se!
Deixem-se de hipocrisias.
 
Aqueles que facto se preocupam com esta tragédia não necessitam de um dia. Necessitam, isso sim, de todos os dias, de manhã à noite, dia após dia, semana após semana.
 
Até quando, caros responsáveis por este atentado ao respeito pela dignidade a que todo o ser humano tem direito?
 
Respeito.
 
Será pedir muito? 
 
Nota: A fotografia é por demais conhecida. Pena é que continue tão actual.
 
 
 
 

sábado, 12 de outubro de 2013

Agora sim!

Finalmente inaugurei o Outono.

Provas?



Cá estão elas.
Quentinhas, tostadinhas (abundância de diminutivos?!), docinhas.
Uma, ou  duas saboreadas durante o percurso.
Chegada a casa - pecado dos pecados! - dirijo-me ao frigorífico, pego na manteigueira, e...? E é a delícia.
Castanhas quentinhas, coroadas com um pedacinho (tão grande quanto possível!) de manteiga e, garanto-vos, estamos perante um manjar dos deuses.
 
Bom Domingo!
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Imortais!

 
50 anos volvidos após a sua morte, Ei-la, na sua voz única, inconfundível.
 
Edith Piaf, e a interpretação fabulosa de "La foule". 
 
 
 
    Corpos magníficos, dançam, numa belíssima simbiose estética.
 
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Silêncio.

 Tudo se aquietou, o silêncio é absoluto. E eu,num desejo imenso. Quero acordar com a noticía de que a guerra acabou em todo e qualquer canto do mundo acabou; a fome acabou; a injustiça acabou. Quero acordar com a noticía de que todos os Homens são iguais, que são respeitados na sua diversidade/identidade. Quero acordar com a notícia...

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Se dúvidas houvesse!...

Ouço, tão atentamente quanto me é permitido pela minha capacidade de resistência, Sua Ex.ª o Sr. Primeiro Ministro.

Muito bem!

Há um aspecto que me deixou muito tranquila, muitíssimo mais tranquila.

Sua Ex.ª, o Sr. Primeiro Ministro, conhece, muito bem a realidade no que respeita às crianças com NEE.


A questão sobre a falta de professores de Ensino Especial  podia não ter sido colocada da melhor forma, mas a resposta de sua Ex.ª o Sr. Primeiro Ministro sobre este gravíssimo problema, que afecta tantas crianças, que preocupa, sobremaneira pais e professores,  ficou esclarecida de forma clara.
 
Podemos dormir tranquilos. O direito à educação, o direito à igualdade de oportunidades(?) das nossas crianças com NEE está salvaguardado. Os professores, com formação específica nesta vertente, têm emprego garantido.
 
O que é que queremos mais?!...
 
 

domingo, 6 de outubro de 2013

IGNÓBIL!

Simplesmente, ignóbeis, as "medidas" que os responsáveis deste tristíssimo país pretendem aplicar às pensões de viuvez dos nossos idosos.




Sim, meus senhores, sabemos, segundo a "informação" dada há pouco, que as ditas se aplicarão, por exemplo, àqueles idosos que recebem uma pensão de 5.000 euros, e acumulam a dita com a  pensão de viuvez.
 
 
 
É óbvio! Nem outra coisa seria de esperar da vossa magnanimidade, do vosso sentido de justiça, do vosso conhecimento do país real, da vossa imensa preocupação com dignidade a que todas estes cidadãos  têm direito.
 
Em nome de todos eles - cuja voz talvez não seja audível nos vossos gabinetes! - agradeço, mas agradeço muito, o vosso sentido de justiça, a dignidade que lhes proporcionam, agora, no final da caminhada.
 
E assim se faz  História!
 
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

" " " "

 
Uma mulher que, por opção, não cumpre a maternidade, passa pela vida, mas castrada.
 
 
Renoir, "Mãe amamentando"
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aconchegos, sonhos.

Desde sempre que os coretos me deslumbram, me fascinam de forma irremediável.
 
Quando na presença de qualquer um, páro e admiro, quer a singeleza, quer  o requinte que eventualmente o caracterize. Há qualquer coisa de mágico em todos eles.
E imagino a banda que toca.
E imagino pessoas que dançam, que rodopiam felizes ao  som de uma qualquer música, ela também imaginária.
Criancices, dirão. Que importa isso?!
 Pobres de nós quando deixarmos de sonhar!..
 
Assim, uma amiga que muito prezo, sabendo deste meu fascínio, teve a gentileza de me enviar estas belas fotografias, por si tiradas, durante as férias.
 
Ei-las.
 
 

   
 Não são lindos?!

Obrigada, Amiga.
Obrigada  pelo "miminho", pela partilha.
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

Venham mais cinco, mais dez, mais...

Depois de muito reflectir cheguei à conclusão que é indispensável que venham:





Mais dez, mais mil, mais, muitos mais.
É urgente que venham todos.
É urgente...


Bom Domingo.
Óptimo Domingo!

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A palavra em toda a sua força!

"Se dúvidas houver

Este blogue não é um divã. Este blogue é uma mesa.
Aqui não há desabafos. Aqui comunga-se."
 
Roubei este post à "mãe preocupada".
Espero que me desculpe a ousadia, espero que entenda esta necessidade, a pertinência desta partilha.
 
Penso que a blogosfera só cumprirá, cabalmente, a sua função quando partir deste pressuposto.
Muitos de vós não deixarão de se questionar sobre a realidade "função". Sim, este é um veículo que pode desempenhar um papel valioso na vida de muitas pessoas, mas para isso torna-se necessário respeitar alguns princípios.  
É óbvio que o divã é importante, é óbvio que saber ouvir é fundamental, é óbvio que saber que do outro lado há alguém disponível a oferecer-nos um ombro é um consolo, mas se não houver comunhão, e por mais que queiramos, o vazio continua.  
 
Obrigada, "mãe preocupada"!
Apenas e só, obrigada.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Apenas

O voto muito sincero de um óptimo fim-de- semana para todos vós. Sintam-se abraçados com Amizade. Virtual? Sim, mas sincera!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Troika e o FMI dizem de sua justiça.

 
E nós? Não nos é permitido opinar?

O FMI considera não ser este o caminho certo para a resolução dos problemas gravíssimos que o país atravessa.
 
Apetece dizer: "hélas". Há vozes com bom senso! Só que a querida Troika não abdica da posição tomada.
 
Em que é que ficamos, caros senhores?
 
Não se cansem. Todos sabemos a resposta.
 
Cada vez mais espoliados, mais pobres,

e mais pobres, e mais pobres, e mais pobres.



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Presente!

De vez em quando "fujo". Não, não é para parte incerta!...
Desapareço porque o tempo escasseia, apenas e só isso.
Fazem a gentileza de me perdoar?

A oferta da belíssima interpretação de Cristina Braga, no seu "Trenzinho do Caipira", vai (assim espero!) minimizar a penitência que me vão impor.

 
Não a conhecia. Cheguei até ela pela mão da Helena, do blog: "Um Inverno em Lisboa".
 
Obrigada, Helena!
 
E a "penitência" vai diminuir quando vos mostrar o que avisto da(s) janela(s) da minha nova casa.
À noite, é uma verdadeira maravilha!
 
 
Gostam?!...

Calatrava, e um dos seus magníficos trabalhos.
 
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Bombeiros, AINDA!

Navegando por aqui, ouço em fundo, o noticiário.
 
Hoje, morreu mais um bombeiro.
Mais um!
Quantos mais é necessário que morram para que se faça qualquer coisa?
 
Um bombeiro na sua dor e revolta, dizia: "não mandem psicólogos,  apanhem e castiguem os responsáveis." Aqui está o pedido carregado da sabedoria de quem está no terreno, de quem vê a morte todos os dias. As pessoas necessitam que sejam tomadas medidas, não necessitam de palavrinhas de consolo.
 
Já agora, um pedido aos senhores jornalistas.
 
Poupem as pessoas que são vítimas desta calamidade. Tenham o bom senso (sim, é uma questão do mais elementar bom senso e inteligência!), não coloquem questões completamente absurdas - para não dizer estúpidas - como, por exemplo, quando as chamas "lambem" as paredes da casa perguntar a se a pessoa está preocupada, se está aflita. Isto é de uma estupidez intolerável, de uma imensa falta de respeito.
Pensem na vossa casa. Pensem como estariam se vivessem a situação/aflição daquelas pessoas. Talvez esse exercício evitasse a vergonha que são as vossas questões.

Recordando...


Maria Helena Vieira da Silva, um nome, uma Mulher, uma referência no mundo da Arte.
 
 
De sua autoria, saliento a magnífica:
História Trágico-Marítima (ou Naufrage), de 1944
 
 
Complementaridades. 
 

 
O "meu" amantíssimo Mar!
 
SEMPRE!!!!
 
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Poetas e Prosadores

Será que os poetas tem a exclusividade de cantar o amor? E os prosadores? Mais dificil para os últimos? Será? Que "ferramentas" lhes faltam?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Não posso, não quero!


Não posso deixar de agradecer a todos os Homens, a todas as Mulheres que lutam, que dão a vida para salvar o Outro, movidos apenas pelo sentido do dever, dessa coisa, para muitos desconhecida, chamada solidariedade.
 
Não posso deixar de me associar à dor imensa dos familiares que os vêem partir, assim, sem mais nem menos, pagando caro, muito caro, a generosidade que os faz correr todos os riscos.
 
Para Vós, BOMBEIROS deste País, um País queimado, destruído, para vós vai a minha eterna gratidão, o meu imenso respeito.

São Pessoas como vós, com a vossa postura, que ainda me fazem acreditar no Homem.

Quanto aos culpados, aos responsáveis?!...


Haverá responsáveis?

domingo, 18 de agosto de 2013

Afagos!

Belém, ontem.
Como descrever a paz que o meu tão amado Tejo me transmite?!
Como transmitir o orgulho de ver aquele misto de culturalismo proporcionado pela presença de gentes várias, de países vários?
Por isto -  ou por causa disto! - é sempre um enorme prazer enorme ir até lá.
 
Ontem, fim de tarde.
Gente que passeia. Gente que se cruza, que pára, que "bebe", tal como eu, aquela beleza.
Gente que fotografa, aqui, ali.
 
A certa altura, duas jovens adolescentes (alemãs?) fazem pose para a fotografia inevitável. Braços no ar, sorriso feliz num rosto feliz. Por enquadramento, a nossa bela Ponte.
 

Há momentos em que o possessivo me enche de orgulho.
Há momentos em que me sinto afagada por estes pequenos nadas.
É que fico a pensar que um pedacinho do nosso pequenino País vai voar, vai ser visto por outras pessoas, outras gentes, outros mundos.
 
E sinto-me bem, e sinto-me orgulhosa.
Num sentimento muito sincero desejo que voltem, que fiquem "presos" àquilo que é só nosso, apenas nosso: o País.
 
Sim há momentos em que o possessivo me afaga o ego!
 
 
Bom Domingo!
 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Cairo e a morte!

A violência no Egipto vai num crescendo, um crescendo que se afigura imparável. 
Alguém pode ficar indiferente a este massacre?
Gente que mata por um ideal, que morre por um ideal, que destrói em nome de um ideal.

E o mundo atónito(?), mas impotente.


 
Belas imagens que dão lugar a outras, de guerra feroz
 
 
 
 Segundo o Expresso, aqui:
 
"O "dia da ira", convocado em todo o Egito por apoiantes da Irmandade Muçulmana, saldou-se em pelo menos 27 mortos, segundo o Ministério da Saúde local. A Al-Jazeera noticiou 32 mortos, só na Praça Ramses (Cairo), e sete na cidade de Alexandria. Outros órgãos de informação falam em mais de 50 mortos."
 
Todos estamos esclarecidos, cansados de ver estas imagens, e outras, e outras ainda.
Um pouco por todo o mundo: ISTO!
 
E questiono-me: até quando?
 
 Até quando, meu Deus!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sobrevivente, mas a custo!

Meu Deus, quanto trabalho dá fazer uma mudança de casa!
 
E desarruma-se, e seleciona-se, e embrulha-se, e...?
E compra-se. E escolhe-se isto, e aquilo, e mais aquilo.
E o "monte" cresce na proporção inversa do anterior.
 
E são as caixas, ou demasiado grandes, ou demasiado pequenas.
E é o plástico das "bolinhas" que acaba quando já não há possibilidade de ir comprar mais.
E é mais uma paragem, mais um interregno.
E...?
E...?
E...?
 
E é a exaustão.
E é o sentimento de estar à beira de um ataque de nervos.
E é a vontade de adormecer com a certeza de que no dia seguinte já estará tudo nos seus devidos lugares.
E levantamo-nos, e tudo continua ali.
 
E tive que fazer uma trégua.
E tive que descansar olhando algo que transmitisse sossego, paz.
 
 
 
Bom fim-de-semana.
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Obrigada, Professor!

E hoje partiu!
 
Urbano Tavares Rodrigues, partiu. 
 
 
Chegou o momento, Professor, de voar para outros mundos, para outros universos.
Guardarei, bem fundo, o som da sua voz, a passada leve. Havia tanta leveza em si, Professor!
E era a magia das aulas em que as palavras eram quase sussurradas, a era a forma serena, doce, com que lidava e chegava aos seus alunos.
 
Em simultâneo com a "nossa" aula de Literatura, tinha a disciplina de História de Arte. O horário não permitiu alternativa, logo, nada a fazer. Quantas faltas dei História de Arte, quantas?! Faltar a Literatura Francesa? Nem pensar!
 
Lembra-se, Professor, dos triângulos amorosos que gostava de fazer? Era quase uma inevitabilidade! O que se divertia com isso! Lembra-se, de uma obra (qual? não me recordo?) em que o terceiro elemento era o gato? Ainda hoje lembro, deliciada, essa aula, a gargalhada geral, o riso solto da turma que sentia estar entre pares.
 
Mais do que Professor, era um Amigo.
Era o Mestre com quem gostávamos de estar.
O Mestre que nos ensinava segredos e vidas. O Mestre que mostrava o que era verticalidade de carácter.
Quanta noção de justiça, quanta!
 
Sabe, Professor? O Senhor pertence ao pequeno grupo dos que nunca partem definitivamente. Aquele que transmite saber, e em simultâneo, valores, nunca parte.
 
Até já, Professor.
 
Até sempre!
 
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Gentilezas que nos fazem sentir bem, atitudes que fazem a diferença!

 
A simpatia e amabilidade da Ana, do (In)Cultura, deixaram-me sem palavras.
Porquê?
Numa das visitas habituais ao seu espaço - e que agradável é! - fui confrontada com a postagem de  um poema de um autor que desconhecia, Manuel Cintra. Porque gostei imenso, solicitei/sugeri à Ana que quando pudesse postasse um outro, e...? 
 

 
 
*Manuel Cintra, Dentada de Pássaro. Lisboa: edição do autor, distribuído pela etc.
Com capa e desenho de Mário Botas, 1985, p. 6

... e o resultado foi este: a publicação de mais um poema do mesmo autor. Não contente com isto, a Amiga Ana diz que o mesmo tem por finalidade amenizar o meu cansaço
O que fazer perante esta gentileza, esta sensibilidade?!
 
Sim, Ana, este é o verdadeiro espírito de partilha. Pena é que tão poucos o sintam, que tão poucos o ponham em prática.
 
Tenho-me questionado várias vezes sobre a bondade da blogosfera.
Atitudes como a sua, cara Ana, dão-me a resposta.


*Fonte da autoria da Ana.




A belíssima janela que acompanha o post com o poema, é da autoria de Anyon Dieffenbach, Window in Sunlight, 1856.
 
Como vê, Ana, roubei-lhe tudo. Nem a janela escapou!...
 
Obrigada, uma vez mais!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Singelezas!

Vá lá saber-se porquê, sempre tive um fascínio muito especial por quiosques.





 
Há dias, numa ida a uma grande superfície, deparei-me com uma exposição singela constituída por vários monumentos representativos da cidade invicta.
 
De todas as peças expostas, parei mais demoradamente perante estes deliciosos quiosques.
 
Aqui ficam.
Espero que gostem tanto como eu!!!
 
 
Outro dos meus fascínios reside nas Bandas, militares ou outras.
 
 
 
E comovo-me quando as ouço. E apetece-me fazer parte daquele grupo que toca com alma, mais do que com técnica.
 
Hoje, esta é a minha partilha!
 
 
ADENDA: Após a chamada de atenção de um Anónimo,relativamente ao tamanho das imagens - pertinente, sem dúvida!- tentei corrigi-las. Levou algum tempo, mas consegui!
Nada como uma  boa crítica! Nada como um saudável desafio!
 
Obrigada, Amigo! Nunca deixe de fazer a sua crítica sempre que a considere pertinente.
 
Ah! Só mais um pormenor. Podem clicar para aumentar a imagem.
 
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dos fracos não reza a história!

Nem mais: é isso mesmo!

Quero que saibam que ainda ando por cá.

Cansadita? Huummmm!!!!!


 
 
Há sobreviventes na política? Sim?
Graças a Deus não sei nada, não ouço, não vejo, não estou cá!
 
 
Bom fim-de-semana.
 
 
 

domingo, 28 de julho de 2013

Help!!!

Querem saber a causa da minha ausência, querem?



A imagem é suficientemente elucidativa?

Estou num "subterrada" por livros, por móveis, por tudo o que é inerente a uma casa e que, quando retirado dos respectivos sítios, tem a capacidade imensa da multiplicação.

Logo que possa apareço. 
Os poucos momentos que tenho(vir) livres, serão para vos visitar. Posso não deixar rasto, mas visitar-vos-ei sempre.
Sim, sou "aditiva" de alguns de vós!

Até já!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Perdoam-me?

Perdoem-me, sim? É que ando tão ocupada, mas tão ocupada, que quase não tenho oportunidade de vir até aqui.

Garanto que não fugi, garanto que me lembro de todos vós, garanto que tenho saudades, garanto que sinto a vossa falta, garanto...



Em jeito de "penitência" deixo-vos este belíssimo dueto.


domingo, 21 de julho de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Com todo o respeito.



A mão num gesto que fica suspenso. A chave do carro na mão fechada.
Atrás de mim uma voz, calma.



- Mãezinha, com todo o respeito.

Viro-me. À minha frente, um homem parado, olha-me.
Africano, magro, um homem sem idade (que idade terá?) de olhos tristes, mas doces, ingénuos, uns olhos onde não há sombra, nem de raiva, nem de rancor, nada, apenas sorriem num misto de ingenuidade e inocência.
O fato de treino que enverga, enorme, gasto, desbotado, não esconde a magreza extrema, não disfarça o abandono, a carência, uma carência provavelmente de tudo.
Olho-o. Sorrio.
- Mãezinha, com todo o respeito, podia…
O meu gesto fê-lo parar, expectante. 
- Mãezinha, com o todo o respeito.
Pausa.
Olho-o, olhos nos olhos.
- Mãezinha, com todo o respeito, estou com alguns problemas. Será?...
Nova pausa.
- Mãezinha, com todo o respeito, será que me podia ajudar? Mãezinha, com todo o respeito…
À introdução de uma nova fala, sempre, o para mim já adivinhado: “Mãezinha, com todo o respeito”.
Continuo a olhá-lo, continuo a sorrir. Quero que se sinta à vontade, quero que saiba que estou a ouvi-lo, quero que sinta que há alguém que lhe dispensa um pouco do seu tempo.
E a frase suspensa.
- Mãezinha, com todo o respeito, po…
Não o deixo concluir. Abro a carteira, engulo raivas e fúrias que não quero adivinhadas. 
Ele? Ele, num sorriso de menino, num sorriso doce, tão doce!
Estendo a mão. Olha-me. Estende a mão, abre-a. Deposito na concha que forma, a tão desejada “ajuda”.
E o sorriso de sempre, e o ar de menino de sempre, e de sempre o agora:
- Mãezinha, com todo o respeito, muito obrigado.
Afasta-se.
Cruza-se com um jovem que passava. Ainda o ouço dizer:
- Paizinho, com todo o respeito, podia…
Entro no carro. Arranco. E aquela frase que me acompanha o dia todo.
“Mãezinha, com todo o respeito…”


Que dizer da abordagem deste Homem?!