quarta-feira, 1 de maio de 2013

Alguém que me explique

Interrogo-me, cada vez mais, sobre o "fenómeno", sobre a bondade de realidades como a blogosfera, facebook, redes sociais e quejandos.

Afinal que mundo é este? O que é que leva as pessoas a viver em função desta realidade, a ficar aditivas desta forma de convívio/viver(?!)? Será um problema de solidão? Será a necessidade de preencher vazios, os vazios que ditam as regras de uma sociedade desumanizada?
 Haverá alguma sinceridade nisto tudo? 
Haverá lealdade? A AMIZADE, ainda que virtual, será viável? 
Há pessoas - conheço algumas - que no dia-a-dia mal se falam, quase não interagem, são incapazes de estender a mão quando a outra necessita, mas...? Mas no Facebook são as maiores amigas, mas ali falam disto, daquilo, daqueloutro.




E, igualmente estranho, alimentam-se do número de likes que têm num qualquer comentário/"conversa". E mendigam, imploram  mais likes, muitos likes. 

Haverá alguma explicação plausível para este fenómeno?

Deve haver, só que não entendo. 

5 comentários:

  1. Também me interrogo que mundo será este em que vivemos(?!). Gostaria de poder entender este fenómeno... Travar uma amizade com o virtual, o imaginário sem corpo, sem sentimentos, sem coração, terá algum encanto?! As pessoas que vivem neste mundo mágico do desconhecimento, sentir-se-ão realizadas, acompanhadas?
    Na hora da verdade, elas estarão sozinhas... sem amigos virtuais e sem amigos físicos, porque entretanto ficaram esquecidos no caminho da vida!
    Também gostaria de ter explicação para tanta dúvida. Em Dezembro de 2012 fiz um post no meu blogue sobre esta realidade.
    Um beijinho e bom fim de semana.

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    1. E quantos já não estão esquecidos? E quantos já não vivem numa imensa solidão?
      Para além dos aspectos que refiro no post, aflige-me os perigos que as redes sociais representam, de saber quantas pessoas, de várias faixas etárias, têm sido prejudicadas, ludibriadas.
      E a velocidade a que tudo isto se desenvolve? E as camadas mais jovens cada vez mais aditivas desta coisa sem alma. Os mais velhos também, dirá! Tem razão, só que esses, em princípio, têm mais defesas.
      Decididamente abomino esta forma hipócrita, vazia, de "convívio"!

      Bom fim-de-semana.
      Beijinho.

      P.S. Vou "espreitar" o seu post.

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  2. Olá,

    Primeiro deveríamos tentar saber o que significa amigo, amizade e privacidade para essas pessoas. Estas palavras estão desvirtuadas assim como obrigado, desculpe e sinto muito (eu sei que há muitas mais).

    "likes"? A escolha do símbolo já diz muito ou estarei errado?

    Abraço grande


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  3. Olá,

    Primeiro deveríamos tentar saber o que significa amigo, amizade e privacidade para essas pessoas. Estas palavras estão desvirtuadas assim como obrigado, desculpe e sinto muito (eu sei que há muitas mais).
    "likes"? A escolha do símbolo já diz muito ou estarei errado?
    Abraço grande

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    1. Olá,

      Pois! Uma das dificuldades reside aí. Amigo não é aquele que é solidário, respeitador, cúmplice nos bons e maus momentos? Não é aquele que sabemos ter um ombro disponível quando dele necessitamos? Não é aquele com quem sabemos poder contar? Não é aquele que ouve desabafos, mágoas, dores, desalentos? Nas redes sociais, todas elas, isto é viável?
      O teclado permite dizer n coisas, a minha dúvida é até que ponto são sentidas.

      Os outros exemplos que dá, "como obrigada, desculpe, sinto muito" na minha perspectiva, pertencem ao grupo do que se convencionou estabelecer como algumas regras básicas de boa educação.

      Os "likes"? O símbolo tem significado, sim, só que não entendo a que se deve a "alegria" de ter um milhão de likes num qualquer comentário, post, ou o que for.

      Não valerá mais, mas muitíssimo mais, apenas um ou dois, mas sinceros, genuínos?

      No caso dos blogues, tenho passado por alguns óptimos, de uma imensa qualidade, e que quase não têm comentários.
      E depois? Se quem os escreve tem prazer em escrevê-los?!

      Abraço grande.


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