terça-feira, 14 de maio de 2013

Ausências e regressos

Após uma pequena pausa, aqui estou de novo.
Por muito tempo?
E questiono-me, e volto a questionar-me, e questiono-me uma vez mais: ficarei?!
Ver-se-à!

Hoje apeteceu-me partilhar alguns locais onde estive nos últimos dias (interessará isto a alguém?!).

Por ordem.

Há dias passei a tarde aqui.
Conhecem?



 E o mar, belíssimo, num misto de turquesa e anil.

Depois, aqui.
Onde?!





 E os barcos: pequenos, grandes, minúsculos. Que importa o tamanho?

Não podia viver longe do meu elemento primeiro: a água.
Mar, rio, ribeira, lago, ...? Que interessa isso?

O mar alimenta-me, fascina-me, mais, faz-me esquecer - ainda que seja por momentos, é uma benção! - o desnorte, a desgraça, a tragédia social que estamos a viver.




6 comentários:

  1. Fotos e texto que constituem como que um bálsamo.
    Estar longe nem sempre é estar ausente.

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    1. Quantos ausentes há que estão tão presentes!
      Não, não é o caso!

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  2. Melancolias, nada resolvem.
    Cabeça erguida e vá em frente,"dias melhores virão", é preciso acreditar em "uma luz no fim do túnel". Nas crises, temos que nos "apegar" às máximas do otimismo...Mudanças, acontecem, pode crer!

    Um abraço, GL

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    1. Olá Lúcia,

      Há um provérbio que afirma ser a "esperança é a última a morrer". Só que, quando o barco está em risco eminente de naufrágio, por mais que queiramos, a esperança dificilmente se mantém à tona.

      Abraço.

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  3. Enquanto há vida há esperança! Melhores dias virão e não há nada melhor para afastar as tristezas do que viajar pelo mar, como diz, o mar faz esquecer, pelos menos por uns momentos, o desnorte, a desgraça e a tragédia social que estamos a viver.
    Um beijinho

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    1. Esperemos por melhores dias, esperemos. Mas até quando? Para quando uma inversão do desastre´? Haverá inversão possível?

      Não consigo ficar indiferente a tudo isto, não consigo deixar de engolir lágrimas quando, à minha frente, um jovem, um jovem com um ar tristíssimo, me olha e diz: "não quero dinheiro. Tenho fome. Poderia comprar-me qualquer coisa para comer?" Comprei. Dei-lhe. Se visse a sofreguidão com que comeu?! Não, não admito que no meu país haja fome!

      Desculpe o desabafo.
      Obrigada pelas suas palavras amigas.

      Beijinho.

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