quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sagazes e medíocres


Este diálogo é por demais conhecido, contudo, não quero, não posso deixar de o referir.
É mau demais, é triste demais!


A investigadora Raquel Varela ainda tem muito que aprender, ou será impressão minha?!

Segundo consta na página do Instituto de História Contemporânea (aqui), a sua área de investigação contempla várias vertentes, entre elas a coordenação do "Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais".

Conflitos Sociais?
Sr.ª investigadora, como vê, um adolescente de apenas 16 anos deu-lhe, talvez, a melhor, a maior lição da sua vida. Sabe? Pensar antes de falar sempre foi uma boa prática! 

Por tudo isto faço minhas as palavras de Daniel Oliveira (aqui)

Para ti, Martim, vai o meu abraço, os meus Parabéns, o meu agradecimento pela réstia de esperança que deste a muitos de nós.
Vai em frente, sempre! Não deixes que uma qualquer "Raquel" te coarte sonhos, projectos, ambições e, acima de tudo, lucidez, uma lucidez invejável num jovem com a tua idade.

Obrigada, Martim!
Para si, cara investigadora, que esta lição lhe sirva de lição.
Uma redundância o que acabo de escrever? Talvez!!! 



10 comentários:

  1. À primeira vista parece que o que diz o jovem está correcto...mas não sei.
    Isso de que "vale mais ganhar o ordenado mínimo do que nada", é meio caminho andado para a exploração, num país onde os trabalhadores têm perdido imensos direitos.
    Mas estou a falar de cor, porque não ouvi o programa (não vejo televisão) e esta conversa está desenquadrada.

    Bem, mas o que eu vinha fazer era agradecer a visita.
    Um abraço

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    1. Quanto ä perca, vergonhosa, de direitos por parte de trabalhadores e reformados/pensionistas não posso estar mais de acordo. As medidas tomadas são uma afronta. Contudo, e tendo em conta a situação que se vive, o drama do desemprego com tudo o que o mesmo inplica, etc., o pragmatismo do jovem é digno de nota pela lucidez, na mesma proporção da ignorância(?!) manifestada pela investigadora.
      Não tem agradecer. Gostei de conhecer o seu cantinho
      Abraço.

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  2. Olá GL,
    Vi o programa Prós e Contras e achei o Martim um miúdo fantástico, um jovem empreendedor que pode ajudar outros jovens e não só a terem iniciativas e a pô-las em prática e não ficarem de braços cruzados à espera que a crise passe. Também acho preferível ter trabalho mesmo com o vencimento mínimo do que estar à mercê de um subsídio migalhas, inerte, que só traz frustrações e desequilíbrios emocionais. O ser humano preciso de se estar constantemente a recriar e não ficar parado no tempo, antes do tempo.
    Grande lição de vida, Martim, e vai em frente, não deixes que te coartem os sonhos, porque os sonhos comandam a vida!
    Gostei muito deste tema e bem haja!
    Um beijinho
    p.s. já viu os meus ninhos?

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    1. Olá, Maria Eduardo,

      Sabe o que também me surpreendeu na resposta do Martim? A prontidão da mesma. Para ele não há dúvida: ganhar o ordenado mínimo é incomparavelmente melhor a estar a receber a esmola dada pelo desemprego. Ainda que muito jovem, o Martim mostrou conhecer o calvário que muitas pessoas estão a viver.

      Os ninhos? Não! Tenho que ir lá ver.

      Beijinho

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  3. As coisas que eu (não) perdi...

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  4. GL,
    A ambição é de facto um determinante a ter em conta. O jovem tem poder da palavra, um dom que deve explorar.
    Quanto ao ordenado mínimo, é lamentável que o fosso seja tão profundo e que a vida lhes dê tão pouco.
    Abraço!:)

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    1. Ana,

      Ambição, espírito empreendedor, criatividade, vontade de lutar por uma vida melhor, etc., etc., tudo isto são factores a considerar e a elogiar. A resposta da ilustre investigadora perante esta postura muito fora do comum, num jovem, é que foi lamentável.

      O valor do ordenado mínimo devia envergonhar todos os governantes e demais responsáveis, empresários incluídos. Será que envergonha?!
      Estamos perante um atentado ao direito a uma vida digna, direito inerente a qualquer ser humano, e isso é inquestionável. Só que essa questão nunca, mas nunca devia ser colocada a um jovem cheio de projectos, de sonhos e, manifestamente, lúcido. Lúcido no que respeita às dificuldades que se vivem, como lúcido no que respeita às consequências tão dramáticas que acarreta o desemprego.
      Boa semana.

      Abraço!

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  5. Gostei muito. So não sei como é que algo tao básico é descurado pelos "adultos"...

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    1. Olá Lobinho,

      Os responsáveis(?!) não compreendem o básico porque não andam no terreno, aliás, fogem dele o mais possível.
      Triste isto, tão triste!

      Boa semana.
      Beijinho.

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