terça-feira, 30 de abril de 2013

Partilha



E recolho-me, como que em oração. 

   

 E estas vozes a lembrarem - ainda! - que Algo superior a nós existe. 

 Ainda!



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paz, eu quero paz!


A magia feita Paz!


Ouçamos estas belíssimas vozes. 
Deixe-mo-nos elevar por elas.

Paz, eu quero paz!



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Recordando (sempre), e reflectindo!


"A poesia vai




A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o principio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
- Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? -"

Pina, M. A. (2012). Poesia, Saudade da Prosa - Uma antologia pessoal


E deixo-vos a interrogativa.


domingo, 14 de abril de 2013

Alegrias (ou arrelias?!)

Uma alegria, mais, uma imensa felicidade!

Finalmente?
Finalmente, o desemprego desce!

Logo?
Logo, o emprego aumenta!

Logo?
Logo, temos um dos maiores problemas que aflige a nossa sociedade, resolvido.

Como?
Simples, tão simples!
A solução está na "profissão" de comentador político, uma profissão de grande saída profissional.

Eles, os ditos comentadores, 
surgem,
florescem, 
desenvolvem-se, 
multiplicam-se de forma desordenada. O mercado assim o exige!

Eles comentam, comentam, comentam.
Eles são competentes, sapientes. 
Eles acreditam no que comentam.
Eles alimentam-se do que comentam.

E é o comentador que comenta o comentador, comentador que, por sua vez, comenta o comentador, e...?   E assim ad nauseam.  

E nós fartos deste comentar sem fim, deste comentar sem consequência, sem competência, deste...


  
ensurdecedor.

Calem-se, por favor, calem-se!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mães Coragem

Vem este post a propósito de um outro, intitulado "Trabalho de parto (2)", e publicado pela "maepreocupada" (aqui).


O post em questão aborda a dor de uma Mãe perante a morte de seu filho.
A mágoa que isto me causa! De cada vez que sou confrontada com esta realidade considero estarmos perante uma alteração da lógica da vida.

É "lógico" o filho antecipar-se, na morte, à Mãe?
É "lógico" uma Mãe sofrer esta perca?
É "lógico"...?   

Sim, eu sei, aqui não há lógica! Aqui há dor, aqui há o sentimento de um imenso vazio, aqui há o desmoronar do mundo.    

Nunca mais esquecerei uma Mãe que conheci, que perdeu o seu filho único, o seu menino, o seu projecto de vida (quer queiramos, quer não, um filho representa sempre um futuro, algo nosso que se projecta para além de nós) e que, de um dia para o outro, envelheceu anos, mas envelhecer inclusive em sentido físico.
Como é que é possível num espaço de tempo curtíssimo a cara transformar-se numa ruga, o cabelo, num manto branco?! 
E eu numa aflição perante a impotência em acalmar tamanha dor.

Depois?
Depois temos outras Mães, também elas Mães Coragem, que à semelhança de todas as outras sonharam vidas, mundos para os seus meninos.
Quanto a estas, alguém que não eu, escreve:

"A mãe deu à luz.
A mãe entrou na escuridão.
A mãe fez o luto pelos sonhos que tinha para o filho.
A mãe procurou uma nova luz.
A mãe trouxe o filho para essa luz.
A mãe sonhou novas ilusões.
A mãe nunca deixou de ter contracções.
A mãe nunca deixou de pedir ajuda a Deus.
A mãe tem medo de certa luz..."

Perante esta(s) Mãe(s)?
Curvo-me, faço silêncio!