quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Poetas e Prosadores

Será que os poetas tem a exclusividade de cantar o amor? E os prosadores? Mais dificil para os últimos? Será? Que "ferramentas" lhes faltam?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Não posso, não quero!


Não posso deixar de agradecer a todos os Homens, a todas as Mulheres que lutam, que dão a vida para salvar o Outro, movidos apenas pelo sentido do dever, dessa coisa, para muitos desconhecida, chamada solidariedade.
 
Não posso deixar de me associar à dor imensa dos familiares que os vêem partir, assim, sem mais nem menos, pagando caro, muito caro, a generosidade que os faz correr todos os riscos.
 
Para Vós, BOMBEIROS deste País, um País queimado, destruído, para vós vai a minha eterna gratidão, o meu imenso respeito.

São Pessoas como vós, com a vossa postura, que ainda me fazem acreditar no Homem.

Quanto aos culpados, aos responsáveis?!...


Haverá responsáveis?

domingo, 18 de agosto de 2013

Afagos!

Belém, ontem.
Como descrever a paz que o meu tão amado Tejo me transmite?!
Como transmitir o orgulho de ver aquele misto de culturalismo proporcionado pela presença de gentes várias, de países vários?
Por isto -  ou por causa disto! - é sempre um enorme prazer enorme ir até lá.
 
Ontem, fim de tarde.
Gente que passeia. Gente que se cruza, que pára, que "bebe", tal como eu, aquela beleza.
Gente que fotografa, aqui, ali.
 
A certa altura, duas jovens adolescentes (alemãs?) fazem pose para a fotografia inevitável. Braços no ar, sorriso feliz num rosto feliz. Por enquadramento, a nossa bela Ponte.
 

Há momentos em que o possessivo me enche de orgulho.
Há momentos em que me sinto afagada por estes pequenos nadas.
É que fico a pensar que um pedacinho do nosso pequenino País vai voar, vai ser visto por outras pessoas, outras gentes, outros mundos.
 
E sinto-me bem, e sinto-me orgulhosa.
Num sentimento muito sincero desejo que voltem, que fiquem "presos" àquilo que é só nosso, apenas nosso: o País.
 
Sim há momentos em que o possessivo me afaga o ego!
 
 
Bom Domingo!
 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Cairo e a morte!

A violência no Egipto vai num crescendo, um crescendo que se afigura imparável. 
Alguém pode ficar indiferente a este massacre?
Gente que mata por um ideal, que morre por um ideal, que destrói em nome de um ideal.

E o mundo atónito(?), mas impotente.


 
Belas imagens que dão lugar a outras, de guerra feroz
 
 
 
 Segundo o Expresso, aqui:
 
"O "dia da ira", convocado em todo o Egito por apoiantes da Irmandade Muçulmana, saldou-se em pelo menos 27 mortos, segundo o Ministério da Saúde local. A Al-Jazeera noticiou 32 mortos, só na Praça Ramses (Cairo), e sete na cidade de Alexandria. Outros órgãos de informação falam em mais de 50 mortos."
 
Todos estamos esclarecidos, cansados de ver estas imagens, e outras, e outras ainda.
Um pouco por todo o mundo: ISTO!
 
E questiono-me: até quando?
 
 Até quando, meu Deus!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sobrevivente, mas a custo!

Meu Deus, quanto trabalho dá fazer uma mudança de casa!
 
E desarruma-se, e seleciona-se, e embrulha-se, e...?
E compra-se. E escolhe-se isto, e aquilo, e mais aquilo.
E o "monte" cresce na proporção inversa do anterior.
 
E são as caixas, ou demasiado grandes, ou demasiado pequenas.
E é o plástico das "bolinhas" que acaba quando já não há possibilidade de ir comprar mais.
E é mais uma paragem, mais um interregno.
E...?
E...?
E...?
 
E é a exaustão.
E é o sentimento de estar à beira de um ataque de nervos.
E é a vontade de adormecer com a certeza de que no dia seguinte já estará tudo nos seus devidos lugares.
E levantamo-nos, e tudo continua ali.
 
E tive que fazer uma trégua.
E tive que descansar olhando algo que transmitisse sossego, paz.
 
 
 
Bom fim-de-semana.
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Obrigada, Professor!

E hoje partiu!
 
Urbano Tavares Rodrigues, partiu. 
 
 
Chegou o momento, Professor, de voar para outros mundos, para outros universos.
Guardarei, bem fundo, o som da sua voz, a passada leve. Havia tanta leveza em si, Professor!
E era a magia das aulas em que as palavras eram quase sussurradas, a era a forma serena, doce, com que lidava e chegava aos seus alunos.
 
Em simultâneo com a "nossa" aula de Literatura, tinha a disciplina de História de Arte. O horário não permitiu alternativa, logo, nada a fazer. Quantas faltas dei História de Arte, quantas?! Faltar a Literatura Francesa? Nem pensar!
 
Lembra-se, Professor, dos triângulos amorosos que gostava de fazer? Era quase uma inevitabilidade! O que se divertia com isso! Lembra-se, de uma obra (qual? não me recordo?) em que o terceiro elemento era o gato? Ainda hoje lembro, deliciada, essa aula, a gargalhada geral, o riso solto da turma que sentia estar entre pares.
 
Mais do que Professor, era um Amigo.
Era o Mestre com quem gostávamos de estar.
O Mestre que nos ensinava segredos e vidas. O Mestre que mostrava o que era verticalidade de carácter.
Quanta noção de justiça, quanta!
 
Sabe, Professor? O Senhor pertence ao pequeno grupo dos que nunca partem definitivamente. Aquele que transmite saber, e em simultâneo, valores, nunca parte.
 
Até já, Professor.
 
Até sempre!
 
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Gentilezas que nos fazem sentir bem, atitudes que fazem a diferença!

 
A simpatia e amabilidade da Ana, do (In)Cultura, deixaram-me sem palavras.
Porquê?
Numa das visitas habituais ao seu espaço - e que agradável é! - fui confrontada com a postagem de  um poema de um autor que desconhecia, Manuel Cintra. Porque gostei imenso, solicitei/sugeri à Ana que quando pudesse postasse um outro, e...? 
 

 
 
*Manuel Cintra, Dentada de Pássaro. Lisboa: edição do autor, distribuído pela etc.
Com capa e desenho de Mário Botas, 1985, p. 6

... e o resultado foi este: a publicação de mais um poema do mesmo autor. Não contente com isto, a Amiga Ana diz que o mesmo tem por finalidade amenizar o meu cansaço
O que fazer perante esta gentileza, esta sensibilidade?!
 
Sim, Ana, este é o verdadeiro espírito de partilha. Pena é que tão poucos o sintam, que tão poucos o ponham em prática.
 
Tenho-me questionado várias vezes sobre a bondade da blogosfera.
Atitudes como a sua, cara Ana, dão-me a resposta.


*Fonte da autoria da Ana.




A belíssima janela que acompanha o post com o poema, é da autoria de Anyon Dieffenbach, Window in Sunlight, 1856.
 
Como vê, Ana, roubei-lhe tudo. Nem a janela escapou!...
 
Obrigada, uma vez mais!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Singelezas!

Vá lá saber-se porquê, sempre tive um fascínio muito especial por quiosques.





 
Há dias, numa ida a uma grande superfície, deparei-me com uma exposição singela constituída por vários monumentos representativos da cidade invicta.
 
De todas as peças expostas, parei mais demoradamente perante estes deliciosos quiosques.
 
Aqui ficam.
Espero que gostem tanto como eu!!!
 
 
Outro dos meus fascínios reside nas Bandas, militares ou outras.
 
 
 
E comovo-me quando as ouço. E apetece-me fazer parte daquele grupo que toca com alma, mais do que com técnica.
 
Hoje, esta é a minha partilha!
 
 
ADENDA: Após a chamada de atenção de um Anónimo,relativamente ao tamanho das imagens - pertinente, sem dúvida!- tentei corrigi-las. Levou algum tempo, mas consegui!
Nada como uma  boa crítica! Nada como um saudável desafio!
 
Obrigada, Amigo! Nunca deixe de fazer a sua crítica sempre que a considere pertinente.
 
Ah! Só mais um pormenor. Podem clicar para aumentar a imagem.
 
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dos fracos não reza a história!

Nem mais: é isso mesmo!

Quero que saibam que ainda ando por cá.

Cansadita? Huummmm!!!!!


 
 
Há sobreviventes na política? Sim?
Graças a Deus não sei nada, não ouço, não vejo, não estou cá!
 
 
Bom fim-de-semana.