terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014

O que se espera deste novo ano?



Que todos vejam salvaguardado o direito a:

Paz.
Justiça.
Igualdade.
Dignidade.

Que a Fraternidade não seja uma palavra vã.
Que a ignomínia da fome pertença ao passado.
Que a Esperança seja devolvida a todos aqueles a quem foi roubada.

Devolvam-nos aquilo que nos roubaram!
É pedir muito?!
 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Preguiça!

Por isso, por causa da preguiça, ficam singela e simplesmente, votos de bom Domingo, cheio de sol e paz.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O bébé está?...


Façam o favor de localizar sua excelência, o  bébé.
Onde está? No meio da confusão, até de cores!


Tarefa árdua, a sua!
E queria chegar a tudo.
E tombava, para um ou outro lado porque o tempo de vida ainda não lhe permite manter o equilíbrio.
E chorava de cada vez que se sentia impossibilitado de voltar à posição inicial, olhando para nós num pedido de ajuda.
Alguém acorria, e tudo recomeçava.
 Agora este, depois aquele, cada brinquedo alcançado era uma vitória. E ria, feliz, o nosso "menino jesus".
 
Deus vos guarde, meus pequeninos!
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

PRENDINHA!

Hoje, um Amigo que muito prezo, ofereceu-me esta bela prendinha.
Porque o espirito natalício está aqui, todo, não quero deixar de o partilhar convosco.



"NATAL

Enquanto a chuva
Escorrer da minha vidraça
E furar o telhado
Daquele farrapo de homem que além passa
Enquanto o pão
Não entrar com justiça
Lado a lado
Mão a mão
Nem Jesus vem
Andar pelos caminhos onde outros vão
Um dia
Quando for Natal
(E já não for Dezembro)
E o mundo for o espaço
Onde cabe
Um só abraço
Então
Jesus virá
E será
À flor de tudo
O redentor
Universal
Quando o homem quiser será Natal


Sérgio, Manuel (1961). Entre o Nevoeiro da Serra, Lisboa.

sábado, 21 de dezembro de 2013

É NATAL!

Por isso, porque diz quem sabe, ou melhor, quem é crente, quem acredita na justiça social, que o Natal é tempo de fraternidade vs solidariedade.

Não quero.
Que a solidão marque presença, seja onde for.
Uma criança com fome, nem de pão nem de afectos.
Homens e Mulheres, vazios e perdidos.
Velhos abandonados, aí, num qualquer canto.
Jovens castrados de esperança.

Não quero.
Uma mesa sem pão.
Uma casa vazia, esventrada/despojada sem dó.
Homens e Mulheres roubados num dos seus direitos mais sagrados: o direito ao trabalho.
Homens e mulheres espoliados na sua dignidade.


 
Não quero.
A pobreza, num crescendo.
A miséria, num crescendo.
O desespero, num crescendo.
 
NÃO ACEITO ESTA IGNOMÍNIA!!!

Queria.
Que soubéssemos perdoar.
Que ensinassem como é isso possível.

Para todos, um ABRAÇO!
 
ESTOU CONVOSCO, COMUNGO DO VOSSO DESESPERO!
 
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Estranhezas.

O mundo da blogosfera não deixa de ser curioso, não pára de me surpreender.
Vejamos.
Expliquem-me, por favor, porque é que há blogues interessantíssimos, muito bons, com uma qualidade impar que, ou não têm comentários (para já não falar de seguidores), ou, se têm, são pouquíssimos.
Será porque as pessoas se inibem? Será por o consideram demasiado erudito? Será por que não têm disponibilidade, para ler/saborear um texto um pouco maior, mesmo que muito bem escrito?
Será, será, será? 
Que sei eu!
Sei, isso sim, que quando me deparo com algum desses blogues nunca mais o largo.
Exemplo disso, é o "cabide de simplicidades".
Com a devida autorização da autora, deixo-vos este belo diálogo.

Fica o convite.
Sentem-se, acomodem-se, saboreiem.

"A ALMA- diálogo

Chegou o teu dia, o dia de falar de ti, só de ti minha querida.
Para já e tu sabes muito bem, és altamente contraditória, às vezes até és mal aparada como um lápis curto e rombudo outras vezes, pareces uma caçadora de borboletas sempre de rede na mão.
Tens uns olhos negros, convergentes (às vezes), estrábicos e congestivos e penso se não serão os olhos da Justiça e por isso lhos vendaram.
Não sei se sabes que dizem que tu não existes.
Pois não sei, se és da classe dos constructos. Para mim como sabes, tens corpo, mãos, cabeça, pés, etc..
Já te vi, inclusivamente, com lágrimas nos olhos, pálida.
Já te vi em bairros de má fama, excêntricos como agora se diz.
Outras vezes e tu sabes muito bem, percebo-te o jogo e narro-te sem dó nem piedade e tu dizes com aquele teu ar pergamináceo, hebdomadário (estas palavras aqui não querem dizer o que querem dizer, convém referir, não vá alguém ler-nos, sabes que agora estamos editadas, ri-te, ri-te...).
Pronto, já me mudaste de lugar outra vez - "Aqui à minha esquerda...sim?"
Sabias que apontar é pecado, é tabu.
Mas olha como te estava a dizer, antes dos piropos, há pessoas que dizem que tu não existes, vê lá tu!
Algumas até me perguntam quando lhes marco um encontro contigo, a rirem-se de nós.
Nessas alturas, eu digo-lhes: é verdade que a Srª Alma está mais anquilosada e já não possui a agilidade necessária para trespassar indiscretamente as pessoas e os factos que as consciências interrogam e condenam. Isso é verdade, no entanto ainda aponta, 'mesmo assim'...
Lá estamos nós a falar ao mesmo tempo, como duas velhas, como toda a gente, ao mesmo tempo e sem se ouvirem ou ouvindo-se a si próprias apenas, certos de que ninguém os escuta.
Achas que já estamos a monologar em coro?
Sei, eu ouvi.
Retorno à simbólica da minha infância quando rezava o terço com a minha avó.
Queres dizer-me que eu sou a tua neta feliz?
Não, agora que já sou avó, somos da mesma idade e por isso te trato por tu.
É engraçado isto, não achas?
De te tratar por tu. Foste tu que rejuvenesceste ou eu que envelheci?
Como é possível dizerem que tu não existes, como é possível?
Pronto, já sei, é tudo possível nesta vida, nós é que não sabemos.
Até logo Alma, já sei que não és alminhas, eu não disse isso, sua pergaminácea hebdomadária!
Eu sei que tens autoridade, mas não exageres nos afectos, nos arrebiques."
 
 
A minha noção de partilha não me permite deixá-lo só para mim.
É bonito demais!
Um grande obrigada, Helena!
 

Nota: Itálico meu.

 
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As minhas desculpas.

Não sei o que sucedeu ao pobrezito do blogue, mas que está doente, e muito, disso não duvido.
Primeiro, só se via a coluna lateral quando se acedia à página dos comentários.(?)
Agora foi a vez dos seguidores. Fugiram, sumiram, desapareceram.
 
Já tentei remediar estas "desgraças" mas sem resultado. Alguém saberá a que se devem estas anomalias?
 
Vou tentar, uma vez mais, perceber o que se passa. Caso não consiga farei uma pausa.
 
Assim.
 
Até já.
Até logo.
Até qualquer dia.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

 
Para todos (que bom seria!) votos sinceros de Santo Natal.

Um 2014 menos mau do que o previsto, aliás, o anunciado.

  
Ofereço-vos este delicioso Presépio, obra da ceramista Júlia Côta (aqui)
O que gosto deste tipo de trabalhos!
 
 
Tentemos ser um bocadinho, já não digo felizes, mas menos amargurados/revoltados.
Tentemos!
 
Abraço-vos com Amizade!
 
 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Alguém sabe?

Hoje, alguém me perguntou se era verdade que a idade apazigua, adoça, aligeira problemas e mágoas.. Será? Não soube que responder.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

GENTE!


Ainda há GENTE digna desse nome.
Os outros? Abstenho-me de os classificar.


 
Os meus PARABÉNS, mais, o meu AGRADECIMENTO a José António Pinto que recusou receber a medalha de ouro com que fora homenageado no âmbito do Prémio Direitos Humanos.
 
"José António Pinto" foi um dos homenageados no âmbito do Prémio Direitos Humanos, anualmente entregue pela Assembleia da República, tendo aproveitado para dedicar a medalha de ouro dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos seus utentes e aos seus pobres."1) 
E diz o porquê, e aponta o dedo de forma bem clara, e aponta caminhos para o descaminho.
 
Resta-me uma palavra.
 

OBRIGADA!
OBRIGADA PELA VOZ QUE REPRESENTOU AQUELES QUE NÃO A TÊM.
 
 
1) Fonte: Antena Um. (Não consegui o link).
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Doçuras

 
Passa, calmo, sozinho.
Pequenino, no seu sobretudo azul, calcinha de fazenda escura, lembra um homem que se tornou criança.
Passada já bem segura, na mão, preso por uma das enormes orelhas, o coelhinho de peluche que balança ao ritmo dos seus passos. Pára, frente a uma montra de cheia de brinquedos. Olha para trás. A mãe(?) sorri.
Coelhinho bem seguro, continua grudado à montra.
A mãe aproxima-se, olham-se. Mão na mão, seguem.
O coelhinho acelera o movimento ao sabor do passo que se torna mais rápido.
Menino, que bonito és nessa tua ingenuidade!
E eu inundada de ternura.
Que poder tens, menino, que "feitiço" é esse?!
E a prece.
Que Deus te guarde, menino, que Deus te guarde!
 
Bom fim-de-semana para todos vós!
 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA

Não, não morreu. Os HOMENS grandes têm a capacidade de se libertar das leis da morte. Mas o mundo chora-o. Eu, na minha pequenez, choro-o. Até logo, até já, até sempre.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paz!

Paz!
Porque necessito(amos)absolutamente de Paz, porque a música é o melhor meio apaziguador/libertador.
Por isso, e independentemente do credo de cada um de vós, convido-vos a ouvir este maravilhoso Pai Nosso.

 

Ouçamos, pois!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Percursos (esquecidos)?

Eis-nos chegados - e a "celebrar" - o dia 1º. de Dezembro.
Sim, eu sei! Que se acalmem os que clamam! O feriado viu chegado o seu fim, mas...? Continuaremos a lutar!...

Numa visita matinal pela blogosfera deparo-me com um belíssimo texto subordinado ao Dia que hoje se comemora. Com a devida autorização da sua autora, do blog "cabide de simplicidades" aqui  vo-lo deixo.

"EXORTAÇÃO/COMEMORAÇÃO 1/dezº/1640 -1/dezº 2013
 
Até aqui lutei/lutamos por Liberdade. Hoje luto por Independência. Quero independência do novo capitalismo e fascismo nacional e estrangeiro a que estamos subjugados. Não quero estas lagartas gordas que estão e têm estado no poder. Não quero estas múmias como presidentes nem que seja de junta de freguesia. Não quero estes ratos armados em chefes de alguma coisa, até do meu país. Não quero estes homens e mulheres que abanam e dobram a cabeça mais ou menos submissas ou procuram com fingida repulsa, fintas várias e insultos. Não deixamos de ser o país das meias solas, como dizia Aquilino, agora não literalmente, porque as meias solas custam mais que sapatos chineses, mas somos o país das meias solas mentais. Continuamos com a cruz às costas enquanto os políticos que fazem os ricos e os ricos que fazem os políticos andam todos a pandegar à nossa custa. Não somos uma nação de rapina, mas muitos gostavam de ser, senão não se deixavam rapinar desta forma. Só quem tem esta ambição pode compreender e aceitar as nações e os governos de rapina. Já não é só a Europa a olhar para nós com um desdém manifesto por nos considerar medíocres, por aceitarmos todas as cangas que nos impõe, mas o mundo todo. Consideram-nos uma raça de estúpidos. E se continuarmos assim, é mesmo o que somos. Estamos a ficar um país chaguento e adusto. O verdadeiro triunfo é o prestígio próprio como dizia Juan Benet. Temos cada um de nós levantar a cabeça e fazer alguma coisa pela nossa terra, pelo nosso País. Cada um de nós tem que dar o melhor que tem e colaborar um país Independente e Livre."

Com vêem, imperdível!
A ler e, principalmente, a  meditar.

Um grande obrigada, Helena. 

Boa semana para todos vós!