quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Votos, desejo sincero de BOM ANO!

Para todos votos de bom 2015, mas para TODOS, sem direito a excepções!
 
 
Para os crentes o pedido de que orem por todos, por uma Humanidade doente. Doente, principalmente de valores como sentido de justiça, de respeito, de honestidade,  de solidariedade, de humanidade, de..., de..., de...
 
Abraço-vos, a todos os que por aqui passarem. Desejo a cada um de vós que vos seja permitido o direito ao trabalho, à saúde, à educação. Que ninguém, seja a que pretexto for, nos roube o direito ao sonho, à esperança, a uma vida com dignidade.
 
Desejo que vos/nos respeitem nos nossos direitos mais básicos, muitos deles já adquiridos a partir da tão almejada democracia.
 
Pedir respeito e cumprimento dos direitos alcançados não se me afigura pedir muito.
 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Miminho, igual a ternura.

 
Passei no (In)Cultura, o blog de visita obrigatória da nossa Amiga Ana, e deparo-me com esta delicia.
É escusado, não resisto perante peças bonitas, peças que fazem a diferença. Quem é que já tinha visto um Menino Jesus, não só nesta posição, como com estas dimensões?
O atrevimento que me caracteriza, e que muitos de vós já conhece, levou-me a pedir à Ana permissão para o "roubar".
Permissão dada, ele aqui está, não só com a simpatia da dedicatória que gentilmente me é dirigida, como com as características e autoria da peça: "Para GL, o Menino Jesus de rabo para o ar, artesanato contemporâneo, assinado, Rodrigues.
(4 cm x 4 cm)" 
 

 
Partilhar beleza é uma bênção para quem usufrui dela, e a Ana é perita nesta partilha.
Num dia mais conturbado, mais cansativo, mais "zangado", uma visita ao espaço da Ana é o antidoto que acalma todo esse desconforto.  Por tudo isso/isto, Ana, mais uma vez o meu muito e muito obrigada.
Acredite que este Menino Jesus será visitado, e revisitado,  muitas e muitas vezes.
 
 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal e Novo Ano, que votos?!

Uma vez mais - e desculpem a franqueza mas não sei ser de outra forma -, não gosto do Natal.
Abomino a hipocrisia que, em muitos casos, lhe está colada como uma erva daninha.
Não gosto da prendinha que se dá porque sim. 
Não gosto do telefonema, da visita, do "olá", do suposto mimo apenas porque sim. 


 
E sem querer ser "boazinha", longe, muito longe disso, não consigo esquecer que é nesta quadra que tudo tem mais peso, que tudo é sentido de forma muito mais intensa, o bom e o mau, com grande relevância para o mau.
Há dias a RTP transmitiu uma reportagem - mais uma! - de um almoço de Natal servido a um grupo de pessoas sem-abrigo. Nunca mais esquecerei a imagem do menino - teria, talvez 6/7 anos - que enquanto os pais (?) respondiam à questão "importante" sobre o que tinha sido o almoço, gritava, numa excitação e alegria sem nome: "e bolo, e bolo, e bolo!". Há quanto tempo aquela criança não teria tido o simples prazer de comer um bolo?! 
Não, não quero! Enquanto tiver no meu país - para já não falar das tragédias humanitárias de fome extrema que grassam um pouco por todo o mundo - meninos que não têm direito ao mais básico do básico, não comungo com hipocrisias natalícias.
É que o Natal celebra-se num, dois dias, e as pessoas em questão necessitam de ajuda todos os dias, mais, necessitam que lhes sejam dadas condições para que possam viver com dignidade, e isto é transversal a toda a sociedade, a todos os grupos etários.
Sim, de forma pragmática sei que nada é linear. Sim, sei que há quem se aproveite, quem não tenha tanta necessidade como aparenta, mas também sei que há muitos que têm muito mais, que estão no extremo oposto: necessitam mas a vergonha, o que lhes resta de dignidade, impede-os de pedir ajuda.
 
Espero ter o meu Natal "normal", à semelhança da maioria de voz, mas acreditem, é um Natal dorido, tão dorido! É que não consigo abstrair-me de todos aqueles que nada têm.
 
Deixo-vos, como presente, o meu singelo Presépio.
 
 
SANTO NATAL PARA TODOS AQUELES
QUE TÊM A BENÇÃO DE O
PODER VIVER/TER.
 
Votos sinceros de um 2015 menos dramático que os anos antecedentes.
 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Prece.

Há dias, numa das muitas passagens por Alvalade, paro num sinal vermelho.


Olhar distraído, de repente algo chama a minha atenção.
Um homem aproxima-se da estátua de Stº. António existente no local, faz uma genuflexão, seguida de um curvar de cabeça. Num recolhimento breve a oração que se impunha, a oração que se lhe impôs.
Que prece teria sido a daquele Homem? Que força, que urgência, que necessidade o levou a parar, a orar? Seguimos, cada um de nós, o nosso caminho. Só que a imagem do Homem em prece continua, bem viva, na minha memória.
Pequenos nadas, dirão. Ou grandes "nadas", temo eu.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nada disso!

Não fugi para parte incerta, se é isso que estão e pensar.

Estive aqui.








 



Gostam do aspecto deste miminho? E se vos disser que era delicioso?!

Um doce a quem adivinhar onde estive.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Que ninguém duvide...

... não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista.


 
 
Frase feita, dirão muitos de vós, mas quanta verdade encerra.
Pode haver bons interpretes, boas vozes, mas sem a essência, sem aquilo a que se chama alma, sem isso, não há fado, há qualquer outra coisa que até pode ser agradável de ouvir, mas fado, não.
 
Vem isto a propósito do espetáculo a que assisti no CCB, intitulado "Há fado no cais".
Dos três interpretes - se bem que não queira minimizar a actuação/interpretação de qualquer dos outros dois -  não posso deixar de salientar Raquel Tavares. É que esta Mulher é fado, é um vulcão, uma força da natureza que transpira fado, que respira fado, que "ensina" fado.
 
O facto de ser lisboeta terá algum peso neste "sentir", neste viver o fado? Que responda quem souber!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Fúria mansa.

Título sem nexo? Têm toda a razão, mas...

Fonte: Imagem retirada do Google. 
 
 
... não é que a barra lateral desapareceu, UMA VEZ MAIS?!

Não, já não há paciência!

Se já não vos "vir" por aqui desejo, a todos vós, um óptimo fim-de-semana.

Ah! Se virem a dita barra façam o favor de lhe apresentar os meus cumprimentos.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Querem fazer o favor de ouvir?


Há dias, ouvi na Antena Um, no programa "Dias do Avesso" da responsabilidade de Eduardo Sá e Isabel Stilwel, a opinião/comentário de ambos sobre a violência doméstica exercida sobre o homem. O primeiro, psicólogo, a segunda, jornalista, abordam finalmente, um problema que sempre me causou um imenso desconforto.
 
Fonte: Google
 
Quem me conhece sabe, e bem, o quanto me indigna, o quanto me revolta, o quanto me dói a violência exercida seja sobre quem for, mas por favor, não falem SEMPRE, apenas e só na mulher. Então o homem? Então os idosos, muitos deles completamente indefesos e à mercê das mãos, tão "amigas", daqueles que os deviam respeitar e amar acima de tudo, a começar pelos filhos?!

Há homens com a vida destruída, ou porque as companheiras lhes levaram os filhos, ou porque a violência psicológica (sim, o homem vence pela força física, a mulher pela psicológica, aquela que pode ser a mais poderosa das duas) os destruiu na sua autoestima, os desestruturou completamente.
Quem conheceu um homem que tentou o suicídio, acto falhado mas que teve como consequência uma paraplegia que o deixou acamado para o resto da vida, tudo porque a mulher o maltratava, quem conheceu um caso destes, jamais aceita esta forma redutora de abordar uma questão tão séria.

Escuso-me de continuar. Quer o Eduardo Sá, quer a Isabel Stilwel, fá-lo-ão muito melhor do que eu.


sábado, 22 de novembro de 2014

Inevitabilidades (dispensáveis) II

Há poucas horas deu-se uma "hecatombe" no nosso belo rectângulo à beira mar plantado.
É verdade, o Sr. da fotografia abaixo foi detido.


Há quanto tempo se falava de irregularidades várias?

Sem mais comentários por desnecessários.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Felicitações, uma inevitabilidade porque merecida.

Parabéns a Carlos do Carmo, pelo prémio que lhe foi atribuído.
Parabéns a todos nós que fazemos parte deste universo, deste "mundo" mágico que se chama FADO. Parabéns ao realizador do vídeo que considero muito bem conseguido.



 
Haverá quem não goste - a vida é feita de dualidades, ou não faria qualquer sentido -, mas o que é facto é que o fado diz muito de nós, da nossa maneira de estar, sentir, viver a vida.
Ouçamos/vejamos, pois!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A pedido de...

De quem?
Ah, pois, isso não digo!



Uma ópera destas, cantada na Opernhaus Zurich (quem conhece esta magnífica sala?), exige ambiente adequado.
Então, e para começar, façam o favor de arranjar as almofadas do sofá por forma a ficarem confortáveis. Já está? Agora, pegam num cálice - ou vários, de acordo com "espectadores" -, colocam os ditos na mesinha de chá. Ao lado, a garrafa do licor - para mim pode ser de café - e uma taça com nozes, passas e tudo o mais que vos aprouver. O pão-de-ló vai ser cortado em fatias fininhas que serão, delicadamente, colocadas em cima do naperon de linho que cobre o prato.
Depois?
Depois vou-me embora, a lição acabou.
Regalemo-nos, pois, a ouvir esta belíssima ópera.
 
E esqueçam os vistos dourados, e a corrupção, e os protagonistas desse "teatro" que só nos nauseia.
 
ESQUEÇAM!
 
Calma, não se ponham aos gritos! É difícil, mas é necessário a bem da nossa sanidade mental.
 
Ouçamos, pois!
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quem é amiga, quem é?!


Ora façam o favor de passar um óptimo fim-se-semana.




E se possível, façam o favor de ser um bocadinho, só um bocadinho, felizes!

Para isso(?) aqui fica o meu contributo.
 
Que tal?!
 
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Nem mais!


Ora leiam, e depois, se for de vossa livre e espontânea vontade, façam o favor de opinar.





Segundo Araújo Pereira, e passo a transcrever:
 
"(...) De onde vem a má reputação dos cães? Nos livros, aparecem quase só para morrer. (...) Os gatos, por outro lado, têm um prestígio literário impecável.
Quando, há pouco tempo, passei a ter um gato, comecei a perceber a razão do fascínio. De facto, é um bicho que nos despreza de uma forma muito elegante. Está evidentemente convencido da sua superioridade em relação a nós - e é capaz de ter razão. Mas continuo firme no meu entusiasmo em relação aos cães. Os gatos sabem qualquer coisa; os cães são tão estúpidos como eu - o que lhes dá um encanto muito especial. Os gatos parecem ter uma informação importante acerca do que é isto de estar vivo; os cães não fazem ideia do que andam aqui a fazer. Acham quase tudo espantoso e não têm vergonha desse maravilhamento constante, apesar de ser tão parecido com estupidez. Os cães são crianças, os gatos são filhos adolescentes: também nos amam, embora com alguma relutância, acham mesmo que são independentes, e às vezes estão escondidos num armário. É a adolescência sem tirar nem pôr.
 
Pereira, R. A. 2014. "Sobre cães e gatos". Visão, n.º 1130. 30 de Outubro a 5 de Novembro, pg. 106.
 
Que tal?!  
 
 

sábado, 1 de novembro de 2014

Uma questão de consciência? Sem dúvida!

É do conhecimento da maioria de nós o drama que estão a viver os pais da criança que nasceu prematura, no Dubai, com uma gestação de apenas 25 semanas.




É que para além da mágoa, da aflição de não saberem se a filha sobrevive, e se sobreviver quais as sequelas que pode vir a sofrer, há ainda o questão de carácter económico, esse, para já, o mais premente. 
 
Segundo parece o Governo português está a seguir a situação, o que em abono da verdade não convence, ou tranquiliza seja quem for que se preocupe, realmente, com este problema.
 
"Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, adiantou que a situação está a ser seguida pelo Governo português.
"Estamos em contacto com eles [casal]. O nosso embaixador no Dubai está em contacto com as autoridades locais e estamos a avaliar todas as formas de ajudar aquela família, mas reconhecemos a enorme delicadeza da situação", disse."
Ler notícia na íntegra, aqui.
 
O senhor secretário de Estado das Comunidades reconhece estar perante uma situação de "enorme delicadeza". Pois é, senhor secretário de Estado, mas enquanto V. Excelência avalia a "delicadeza da situação", a conta vai aumentando, conta que os pais não têm hipótese de pagar.
Trata-se de emigrantes, não se esqueça senhor secretário de Estado, e não sabemos se pertencentes ao grupo daqueles que foram convidados a sair.
 
Perante os factos, resta-nos a obrigação de ajudar estes pais. Já nos roubaram muita coisa, mas não o sentido da solidariedade.
 
Vamos a isto Amigos. Uma ajuda, ainda que pequena, pode fazer a diferença.
 
O NIB da mãe, Eugénia Queiroz, é o seguinte: 0035 0655 0000 1439 200 65.
 
Sei que muitos de nós tem alguma relutância em participar nestes "peditórios". Há sempre a dúvida relativamente à veracidade dos factos, se bem que neste caso, e tanto quanto parece, essa questão não se coloque.
 
Vamos a isto?
 
 Ainda que seja com um valor simbólico, vamos a isto.



 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Convite.


Ora façam o favor de se levantar da cadeirinha, pode ser?
Já está?




Agora, por favor, arranjem um par e deixem-se "voar".
É que beleza é preciso, elegância e sonho são precisos.

Tenho sede de beleza, tenho fome de elegância.

Dancemos, pois!
 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Quando as boas notícias...


... nos deixam o coração em festa.
 
O caso noticiado ontem, relativo ao homem paraplégico que começou a ter melhorias tão significativas que já lhe permitem dar alguns passos, só nos pode alegrar e por dois motivos: primeiro pelo que representa de esperança para tantos indivíduos que se encontram nesta situação, depois por


 
 
estarmos perante uma técnica que começou por ser estudada/experimentada por médicos portugueses.
 
"Britânicos revelaram ontem recuperação de um paraplégico graças a um autotransplante de células da mucosa olfativa. Estas células são usadas desde 2001 no Hospital de Egas Moniz e também há quem tenha voltado a andar". (aqui)

Que importância tem quem começou, quem desenvolveu, dirão muitos de vós. Em termos práticos talvez pouca, em termos de orgulho, muita. A nossa autoestima necessita de "alimento", está sôfrega de pessoas de qualidade, muito particularmente numa área como a saúde.
Necessitamos de pessoas que façam a diferença no meio da mediocridade, se bem que, e sejamos justos, ultimamente tenham aparecido, e nas mais variadas áreas, pessoas de muito valor.
 
No caso concreto deste homem não posso deixar de partilhar da sua alegria e esperança. Deus o ajude nesta caminhada rumo a uma recuperação, que se deseja, o mais completa possível.
 
Hoje estou feliz!
Hoje bendigo os Homens que dedicam a sua vida a estudar, a investigar, tendo em vista o bem estar de outros Homens.
 
 
Nota: Negrito e sublinhado meu.
 
 
 
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Modas e modos!


Muito bem - ou muito mal, ainda não me decidi - não há dúvida que estamos na "era" das selfie.
 
Alguém me consegue explicar a que se deve este "fenómeno"?
 
Alimentação do ego através de um simples clic? Uma nova forma  de narcisismo? O que é isto, afinal?
 
A maioria, considera-se assim tão bonita, que quer registar cada momento da sua vida para que fique para a posteridade?
 
 
Foto retirada do Google.
A selfie mais bonita que por lá encontrei.
 
Acaba por ser confrangedor ver n alminhas, em qualquer local, quase a fazerem o pino só para conseguir a famosa selfie.
 
Oi, gente, há muita vida para além das selfie. Olhem o mundo e deixem de se centrar apenas em vós.
 
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ensandeceram, decididamente ensandeceram!

Alguém é capaz de explicar o que está a acontecer este ano com a (des)colocação dos professores?

Já nos habituámos a que o início dos anos lectivos sejam sempre problemáticos, mas muitos parabéns, é que este ano esmeraram-se.

E ouvem-se meia dúzia de vozes de protesto, e vêem-se professores com a vida completamente desorganizada mas não acontece nada.

Que marasmo é este?
Não há responsáveis a quem pedir explicações, a quem exigir que assumam a responsabilidade pelo transtorno que estão a causar, quer a docentes, quer a discentes e respectivas famílias?

Em que espécie de invertebrados nos tornámos?

Inclassificável tudo isto, lamentável a "resposta" dada por todos aqueles que estão a ser vítimas desta belíssima gestão.

A passividade, como tudo na vida, tem verso e reverso, logo...
... se nada mais há a dizer/fazer somos levados a concluir que todos temos o que merecemos.


sábado, 4 de outubro de 2014

Obrigada, parabéns...


... duas palavras onde queria coubesse a amálgama de sentimentos que me assaltam/aram ontem, aquando da visualização do filme: "Os gatos não têm vertigens".
 

  
Sem querer minimizar o desempenho de qualquer outro actor participante no filme, felicito de forma muito especial, Maria do Céu Guerra e João Jesus. Para ambos os parabéns tão merecidos.
Maria do Céu Guerra, uma Mulher de talento que fez do teatro/cinema a sua vida. João Jesus o menino que, tanto quanto parece, vai longe.
 
Por favor, senhores responsáveis pela Cultura do nosso País, não deixem perder estes valores, não deixem que se percam por falta de verba, o já tão estafado argumento/justificação.
 
Não, não podia esquecer António-Pedro Vasconcelos.   
O que é que lhe hei-de dizer, Amigo, deixe que o trate assim?!
 
Obrigada pela ternura daqueles dois - histórias que se poderiam repetir se a sensibilidade e a ausência de medo o permitissem! - e que tão bem captou.
Obrigada pela denúncia(?) da hipocrisia que grassa nas nossas sociedades,  muita dela vinda dos próprios filhos, pelo lembrar a solidão de tantos, dramas vividos por muitos mais do que seria tolerável.
Obrigada pelo tirar de máscara àqueles que se julgam superiores só porque têm dinheiro.
Obrigada pela denúncia  do mundo cão em que tantos vivem, jovens, menos jovens, velhos. 
Algo de novo? Não! Mas triste, tão triste!
 
Obrigada, apenas e só, uma vez mais, obrigada.
Obrigada pelo pedaço de ternura, pelo testemunho de que o amor ainda não passou a quimera. Obrigada por esse contribuir para que acreditemos que o Homem ainda é possível.

As palmas com que o público premiou realizador e actores, no final do filme, falam por si.

 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quem se lembra...

... desta bela voz?




Ora façam o favor de ouvir.
 
E digam que não sou amiga!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mediocridades

Ouvi hoje (os meus pecados a isso me obrigaram!) parte do debate quinzenal levado a cabo, como todos sabemos, na Assembleia da República.

 Não vou discutir o debate em si, não me apetece proceder a tal exercício. Limito-me, apenas, a congratular-me com a "qualidade" dos nossos deputados, seja qual for a bancada, da direita à esquerda.

 Salva-se, pela positiva, Jerónimo de Sousa. Não me interessa o partido que representa uma vez que não é disso que se trata. Trata-se, tão simplesmente, de ajuizar da participação dos deputados, da sua (des)qualidade.

 A maioria são autênticos discos riscados, alminhas que decoraram uma qualquer frase, frase essa que repetem à exaustão. 

 Se não se tratasse de um assunto tão sério dava vontade de rir. Assim? Assim resta-nos lamentar a mediocridade obscena daqueles que, independentemente das ideias/ideais defendidos, deviam ser o porta voz daqueles que os elegefé ram, logo, que neles confiavam.


 Qual é a novidade? Nenhuma, sem dúvida! Manda contudo, a justiça, que reconheçamos que até determinada altura havia dois ou três deputados que faziam a diferença. Abstenho-me de avançar nomes, todos sabemos a quem me refiro. Agora é o vazio. Mediocridade, nada mais. 

 Alguém se sentirá representado por algum daqueles elementos? Não creio!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Parabéns, Mr. Cohen!

Parabéns, muitos parabéns, Mr. Cohen!
Parabéns pelo aniversário, parabéns pelo novo disco.

Segundo o noticiado pela RTP: "Leonard Cohen faz 80 anos e lança novo disco na 3ª feira"

Para já, recordemos, deliciemo-nos.


E a questão que se impõe.
Afinal quem é que está de parabéns? Quem nos encanta com uma voz única, ou nós que usufruímos dela?
 
Obrigada, Mr. Cohen!
 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Atitudes!


Andamos pelo mundo e,...?
Bastará?
 
Vivemos a vida numa vertigem, com sofreguidão.
Vivemos a vida sem lhe tomar o "sabor".
Vivemos a vida sem olhos de "ver".
Vivemos a vida sem a "palpar" com o coração, de sangue, de nervos, de solidariedade.
Vivemos a vida sem a "sentir", sem mergulharmos nela até ao fundo, bem fundo, ao doce, mas também ao amargo, ao belo e ao seu oposto.


Muitos de nós limita-se a respirar/vegetar.
Muitos de nós não tem atitude, força, querer, nem sabe o que isso é.
Muitos de nós não luta por ideais, sejam eles quais forem.
Viver em pleno é utopia.

Muitos de nós  luta por uma sobrevivência o mais digna possível. Para estes a vida não passa de um fogo fátuo, algo que os consome sem os deixar viver. 

Que vida é esta?!
  

sábado, 6 de setembro de 2014

Partilha, sempre!

 
A Amiga do "todas as cores da vida", - a quem agradeço reconhecida -, partilhando da minha enorme admiração por Elis Regina, postou e ofereceu-me esta belíssima canção que, entretanto, tinha esquecido.

 
 
Aqueles que me conhecem melhor sabem que a partilha é um dos meus lemas de vida. Fazendo jus a essa postura faço questão de vos deixar uma das mais belas canções da Elis.
Convido-vos a ouvir o poema atentamente. É tão bonito!
 
           Bom Domingo, boa semana.
 
 
 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Banalidades!


Para que conste.

Então não é que a amostra de cão, esse cuja fotografia está num post anterior, adora ver desenhos animados?
Senta-se, encosta a cara (salvo seja!) ao écran e fica, embasbacado, a olhar os
bonecos. E "fala" com eles numa linguagem que só ele entende, e acompanha os seus  movimentos inclinando a cabeça, para um e outro lado, numa tentativa de ver para onde vão.
Não, não é normal!
Sempre disse que esta amostra de cão vinha com defeito.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A voz de sempre!


A voz inesquecível de Elis Regina.

Que saudades desta fantástica Mulher, da voz e da força.
Da presença única.
Do corpo que dança, do rosto que fala, que vai muito para além das palavras que canta.
 
 
 Que bom é recordá-la!
Ouçamo-la em silêncio.
 
Bom fim-de-semana, Amigos!
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Maneiras de ser, formas de estar!

Atitudes, posturas, maneiras de estar na vida que dão que pensar.
Há pessoas que vivem encasuladas no próprio casulo sem que disso se apercebam.
Não se pode considerar que sejam más pessoas, mas também não são boas. São amorfas, ocas, vazias de tudo, até de si próprias. Vivem a vida num só sentido, de dentro para dentro. As suas vidinhas limitam-se a um universo restrito, pobre, sem ambições de qualquer espécie, uma vida onde não cabe, sequer, o golpe de asa que eleva, o querer voar acima da mediocridade.
 Uma vida sem cor, sem contornos, sem o claro e o escuro, sem luz mas também sem trevas. Vivem num limbo, numa penumbra castradora de tudo, até de afectos que, regra geral, não vão além daqueles que dedicam à família muito próxima. Quaisquer outros elementos não têm permissão de entrada.
Generosidade e solidariedade não passam de abstrações. Incapazes de um gesto de ternura, incapazes de dedicar um minuto do seu tempo a qualquer drama/tragédia que aflija o mundo, dão a sensação de nunca abandonar a sua zona de conforto.
E consomem-se sem glória.
Gastam-se e desgastam-se numa vida vã, uma vida sem futuro mas também sem passado e muito menos com presente. Um presente de faz-de-conta não é presente, é apenas um somatório de horas que é necessário cumprir até ao minuto final.
E partem, simplesmente partem.
E partem sem deixar rasto. Nem recordações, nem exemplos, nem saudade, nada.
Desaparecem, tal como a faúlha que se consome num momento e logo esquece.


Tristes vidas, estas!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quando a análise, de tão lúcida, dói.


 
Com devida autorização da Amiga Helena, do blog Cabide de Simplicidades, deixo-vos(me) um texto de sua autoria que me prendeu do inicio ao fim.
Não vou classificá-lo - quem sou eu para o fazer! -, apenas registo o prazer que me dá ler quem assim escalpeliza o ser humano e o seu comportamento. 
Não é a primeira vez que publico textos que lhe "roubo", provavelmente não será a última.
 
"EXAGERO
 
Exagero para mim é a maioria das pessoas acharem tudo exagerado.
Quando pensamos de forma clara e concisa há duas atitudes por parte de quem nos observa:
1. verem-nos com um certo respeito
2. acharem que há exagero, falta de moderação e outros substantivos e adjectivos similares.
 
Sim, sou feliz se considerarmos que tenho livros para ler com palavras enfileiradas, linhas, páginas e folhas onde posso ler, absorver no cérebro pensamentos distintos, novos, diferentes, aquela coisa que os livros têm em simultâneo, algo de embriagante e anestesiante. Mas depois penetra em mim aquele sentimento que tenho contra a injustiça e a impunidade...
...E não percebo porque é que as pessoas preferem o silêncio, a comodidade imediata, a pega de cernelha em vez de encararem de frente os problemas.
A cobardia, o deixa andar, mesmo que disfarçado de bom feitio, do social-porreirismo, que se vai resolver, a ausência de dádiva e solidariedade são alguns atributos com os quais convivo mal.
O país vai-se destruindo com a ajuda de todos em parcelas desiguais embora e, tudo quanto seja crítica ao status quo, é severidade para muitos e ficam estolidamente sentados ou a andar e a viver como ovelhas a pastar  como se num prado estivessem, sem participar no mínimo que seja em seu redor.
Talentos unilaterais poder-se-ia chamar.
Sempre me atraíram as pessoas monomaníacas, fixadas numa única ideia, ao mesmo tempo que me causam repulsa. Fazem-me lembrar térmitas que constroem uma abreviatura do mundo curiosa e singular.
O meu país está a parecer um oceano negro de silêncio.
Esta resposta do povo, através do silêncio, corrói e destrói, este nada da oposição que não existe.
Nada, nada assemelha-se à loucura colectiva.
E membros há no meio deste mar que pugnam por menos severidade, maior relaxamento e outras doçuras.
RECUSO-ME."

 Uma vez mais, obrigada, Helena!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tenho o prazer de vos apresentar...


... sua Ex.ª, o Sr. Cão.

 
 
 
O dito "senhor" é a coisa mais aborrecida que há. Pensa, na sua cabecinha tonta, que ninguém tem mais nada que fazer do que brincar, levá-lo à rua, fazer-lhe festas, mimá-lo.
E dar-lhe os petiscos de que mais gosta.
E dar-lhe bocadinhos daquilo que estamos a comer, de preferência na boquinha.
 
Por vezes temos grandes conversas.
Já lhe expliquei que isto assim não pode ser, que tem que mudar de atitude. Que não pode ser tão exigente, que tem que perceber não pode brincar a toda a hora, que tem que saber esperar.
Que não pode ter tudo quanto é brinquedo espalhado pela casa. Que os sapatos, meias, roupinha, toda ela, não é para brincar. Que a trela não é para roer, que, que...
 
... que o atiro pela janela se não começa a comportar-se como um Sr. Cão digno desse nome.
 
Olha para mim, com uns olhos meigos, doces como só ele, e eu...?
 
Vou atirá-lo pela janela! É que não há paciência!!!!
 

sábado, 9 de agosto de 2014

Os deuses devem estar loucos!

 
Em nome de um qualquer deus - o nome é o que menos importa! -, em nome de uma qualquer justiça (?!) vimos assistindo à prática das maiores atrocidades exercidas sobre pessoas inocentes, pessoas cujo único "pecado" foi terem tido a desdita de nascer no país errado.
Como se tudo isto não bastasse outra tragédia cai, desta vez, sobre todos nós. Ébola, um dos vírus mais mortíferos, começou de forma insidiosa num país pobre e ameaça alastrar-se aos países ricos. Ao menos aqui há justiça!



 
Esqueçamos (?) e ouçamos Chopin. É que a alma necessita do antídoto que é o belo.

Bom Domingo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O homem e a sua grandeza!

O homem atingiu o grau de perfeição em diversas vertentes: na monstruosidade; na arte de roubar; na desumanidade; na corrupção; na bestialidade; no desrespeito; na hipocrisia. O homem envergonha o homem. O homem deixou de merecer ser denominado como tal.

domingo, 27 de julho de 2014

Kafka reposto, Kafka revisitado


Mais um livrito que tinha desaparecido na loucura da mudança. Ei-lo, de novo, no lugar que lhe compete, ou seja, a estante.





Ora muito bem!
Perante a alegria do reencontro, deixo-vos o convite/sugestão.
 
Por favor preparem um belo sumo de laranja, mas natural. Num pratinho, de preferência bonito, coloquem umas deliciosas bolachinhas de manteiga, daquelas bem estaladiças.
Um tabuleiro, sumo e bolachas lá colocadas, e eis-nos a caminho do sofá.
Tudo pronto? Óptimo!

Sentemo-nos, pois, e vejamos o belo filme baseado no livro reavido.
 





"Vejo" uns sobrolhos que se franzem, uns narizitos torcidos. Será apenas impressão minha?!

De certeza que sim!
 
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Afinal, que tipo de pessoa somos?




Eis o que se pretende saber com o desafio/convite lançado.

A Sandra, lançou o repto, fez o convite que aceitei com muito prazer.

Eis as questões:

O mundo seria muito mais feliz se ...

... a Paz campeasse, se justiça fosse palavra de ordem, se a pobreza fosse passado, se a honestidade fosse um dogma, se a esperança tivesse lugar num mundo que se desmorona.

 Uma amizade é realmente importante quando ...

... representa o ombro disponível, o abraço aconchego das horas más. Quando  aceita o Outro com virtudes, mas também com defeitos, quando diz "presente" sem que haja necessidade de chamamento, quando a  partilha vai para além disso e passa a ser uma verdadeira comunhão.
 
 Paciência e tolerância são para mim ...

... paciência, uma bênção quando direcionada para aquele que dela carece. Tolerância, em muitos casos uma violência difícil de transpor.

Algo que me irrita profundamente é ...

... o nariz arrebitado, a arrogância, a mania da superioridade, o desrespeito pelos mais fracos, a exploração do homem pelo homem, a cara que se vira áquilo que incomoda, o sorriso que é negado, a palavra que não é dita, o coração que se fecha. 

 Acho que as pessoas mais humildes ...

... têm a capacidade de dar verdadeiras lições de vida, de humanidade. Têm a capacidade de ser felizes com pequenas coisas, de ser gente autêntica e genuína.
 
Quando o dia amanhece nublado eu ...

... penso que o sol existe. Ainda que encoberto não deixou de nos acompanhar.

Uma qualidade indispensável nas pessoas é ...

... a humanidade, por oposição à indiferença. Uma forma de estar na vida que esconde um mundo de consequências que fazem a diferença. 


Convido a participar a Nadine,  e a Helena.

 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quem acode ao Médio Oriente?


E o holocausto continua.
Que nunca se esqueçam os já vividos, mas que se acabe com estes, os de HOJE, os de AGORA, os que se afigura não ter fim.


Quem acaba com a carnificina?
Quem acaba com o horror da realidade que é a Faixa de Gaza?
Quem permite que não fique pedra sobre pedra?
Quem vos deu tamanho poder, senhores, quem? Atacar um povo indefeso, um povo que está à deriva, um povo em vias de extinção? 


Que luta é esta que tudo destrói, que tudo arrasa?
Em nome de quê, esta calamidade? Sim, todos sabemos as vossas (in)justificações. Calem-se, ao menos calem-se.


E o holocausto continua.
E os hipócritas a lamentar guerras e atrocidades passadas, e os hipócritas a permitir guerras presentes, cada vez mais sangrentas, cada vez mais obscenas.
 
E o mundo a assistir, atónito, ao morticínio.
E nós, gente anónima, numa aflição perante a impossibilidade de fazer o que quer que seja para acabar com esta tragédia.
 
Abomino-vos, de forma visceral, homens sem alma, homens besta, homens que de homens têm apenas o nome.
 
 

sábado, 12 de julho de 2014

O BES e nós!


Esta noite acordei em sobressalto.
É que receio que se esqueçam de nós para dar uma ajudinha na recuperação/salvação/"aguentação"/ (vocábulo inexistente? Que importa isso!) sobrevivência do BES.

Segundo o Expresso (aqui)"... E Bruxelas lembra que, caso a situação se deteriore de forma acentuada e o Estado seja chamado a intervir, o governo dispõe de 6,4 mil milhões de euros do resgate financeiro que eram destinados à banca que ainda não foram usados e que, em princípio, seriam mais que suficientes para acomodar a atual crise...."

Pois, o problema é esse: "seriam", e se "não forem"? 



Caros senhores, estamos à vossa inteira disposição, disponham.

NOTA: Sublinhado meu.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Médicos e greves, algo que se afigura incompatível!



Muito bem, ou melhor, muito mal!

Obviamente que podem os médicos fazer todas as greves - como qualquer  trabalhador - que acharem por convenientes.
É um direito que vos assiste, caros doutores, e que ninguém contesta. Há apenas um pequeno pormenor que parece ficar esquecido. É que neste caso os lesados, aqueles que são realmente prejudicados, são os doentes, e estes, meus amigos, deviam merecer-vos o maior respeito por uma simples razão. Já pensaram que a grande maioria destas pessoas não têm voz para dizer o que quer que seja? Já pensaram que estas são as vítimas primeiras, as únicas, da vossa ausência?
Quaisquer que sejam os vossos motivos, e sei de alguns, não seria viável organizarem-se, quer nos Centros de Saúde, quer nos Hospitais, por forma a não atingir aqueles que estão, literalmente, nas vossas mãos?!
 
Ora pensem, ou antes, repensem melhor as vossas lutas laborais e respectivas consequências, qualquer que seja o motivo das mesmas, pode ser?
Agradeço, desde já, em nome de todos aqueles que não o podem fazer.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Contranatura


A morte de um filho? É, pura e simplesmente, contranatura. Há dores, desgostos, aflições cuja dimensão é impossível de imaginar.



 
Vem isto a propósito da morte abrupta do filho de Judite de Sousa.
Choro, não só com Judite de Sousa, mas com todas as mães que - e independentemente da idade -, perderam o seu filho. Uma mãe nunca devia assistir à partida de um filho, nunca.
 
Choro os colos vazios, todos eles.
Choro os futuros roubados, os sonhos desfeitos, as vidas que não foram cumpridas.
Choro os braços sem abraços, o amor roubado.
 
Choro.
De raiva, de impotência, de fúria.
Não há palavra que sirva de consolo, uma única!
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Portugal é todos os dias...

 ... urge que não se esqueça esta realidade óbvia, desgraçadamente apenas para alguns.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Alguém saberá?


Se há coisas que me aborrecem sobremaneira é não perceber o porquê de coisas simples, sem importância, como por exemplo, o desaparecimento da barra lateral esquerda do blogue.
 
 
 
 
O que teria sucedido?
Dado não ter resposta para o "mistério", mesmo após várias diligências no sentido de perceber/resolver esta magna questão, resta-me prolongar a pausa.
 
Para todos, um abraço.
 
 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fico, não fico? Eis a questão!

A cada dia que passa a hesitação, a dúvida: deixo a blogosfera, mantenho-me na blogosfera?
 
Não há qualquer motivo para optar, quer por uma, quer por outra das hipóteses.
A ser assim fazer uma pausa não será o mais acertado? Penso que o caminho é por aí.
Pausa, pois!

 

Neste intervalo sem prazo e sem data, deixo-vos com esta pequena maravilha: uma interpretação fabulosa de Diego Cigala e de muitos outros cantores e bailarinos de flamenco.
 
Os andaluzes defendem, orgulhosos, que o flamenco é  património da alma.
Alguém duvida?!
 Qual o povo que canta, dança, sente desta forma?
 
Amigos, aqui fica o meu: até já, até logo, até amanhã, até sempre.
 
Na minha imprevisibilidade, quem sabe se não volto amanhã?!



quarta-feira, 14 de maio de 2014

Reflexões que fazem a diferença.

Para aqueles que não tiveram oportunidade de assistir ao Programa "Livre Pensamento", na RTP, fica o convite.

 
Pela pertinência e lucidez da análise, é útil, pertinente e urgente, ouvir a professora Maria do Carmo Vieira.





Eis um pequeníssimo excerto das suas palavras. Ver e ouvir mais aqui.

"O Ensino do Português, de Maria do Carmo Vieira

“O ensaio O Ensino do Português salienta a existência de uma certa pedagogia
encarada como inovadora, mas que, na verdade, se baseia na aplicação de teorias
da educação ultrapassadas. Instalada oficialmente no ensino, desde 2003,
refletiu-se nos currículos, fomentando de forma leviana a
rivalidade entre Velho (o que não é bem-vindo e não tem carácter lúdico) e Novo
(o que é privilegiado por ser recreativo), com a consequente alteração de
vocabulário e de valores que caracterizam a Mudança instituída e a validam
acriticamente como certa. (…)”
 
 
Ouvir estas vozes nunca é uma perca de tempo, muito antes pelo contrário. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Há dias (poucos) assim!


Ontem.
Manhã, bem cedo.

O miminho.

Depois.
Lisboa revisitada em todos os cantos, recantos.

    Finalmente... 
Conhecem?
Dou uma dica: Coliseu dos Recreios. 

Espetáculo que acaba.

E é a noite de Lisboa. E é a magia!
Há dias assim!...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Convite.


Queiram sentar-se. Estão confortáveis?

Que tal espreitarem um excerto do espectáculo gravado no DVD, esse que está aí no vosso lado esquerdo?


 
Gostaram?
                                              
Valeu a pena, ou não?!
 
 
 BOM FIM-DE-SEMANA
 
 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Impossibilidades.


Não festejei o dia que hoje se comemorava. Em consciência não o podia fazer.
Quando o trabalhador é cada vez mais desrespeitado, quando o desemprego é a palavra de ordem, não, não posso festejar! Posso recordar, posso agradecer tudo o que se conquistou. Mas não consigo calar a revolta, a mágoa, o desencanto.
Não, não posso festejar!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Aconchegos de alma.

Hoje, alguém, enviou-me a frase que transcrevo abaixo, singela, assim, sem mais nada.

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
Não posso estar mais de acordo.
Os que não deixam ou não levam nada, não passam de zombies que não pertencem ao meu/nosso mundo.
E o que tem a ver a "belíssima" fotografia com que vos presenteio com Amizade que se subentende acima?
Nada, a não ser mostrar-vos os meus "dotes" fotográficos. São capazes de me explicar como é que consegui pôr o meu tão amado Tejo numa perspectiva que parece estar acima do seu leito?
Juro-vos que não estava deitada no chão.  
Há pessoas desajeitadas, outras muitíssimo desajeitadas. Quer parecer-me que a minha zona de conforto está no segundo grupo...

Meninos e meninas, especialistas na arte de bem fotografar, podem rir à vontade!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Inquietação, é só inquietação, inquietação!


E é só, apenas, inquietação.





 
Cada vez mais.

"É só inquietação, inquietação.

               Há sempre qualquer coisa que está para acontecer.

             É só inquietação, inquietação.

                     É só inquietação, inquietação."

Até quando?

Esta?
Inquietação, inquietação.

É que há sempre qualquer coisa que está para acontecer.
 
Só que nada de bom está para acontecer!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

LIVROS!

Mestres.
E companheiros, e amigos que nos levam alma(s) fora, mundo(s) fora. Que ensinam, mas também aconchegam. Que nos prendem numa qualquer magia resultante dessa coisa singela como a união das letrinhas, uma a uma.
E depois é o vocábulo, e depois a frase, e depois...  
 
 

 
"O meu pai, Steindór, põe palavras nas mãos e elas começam a piar e são iguais às andorinhas. Vão embora com elas. Para sempre. Palavras para sempre. Rimos muito. Conversávamos assim e ríamos muito. Algumas palavras, depois, têm outras como filhas. Andam acompanhadas delas e ensinam-lhes a brincar e a serem felizes. Quando passam os bandos a voar, o meu pai diz que é um texto. Diz que o podemos ler."
Mãe, Valter Hugo. (2013). A Desumanização. Porto. Porto Editora. (pg. 68).

E permitem-nos o sonho.
E permitem-nos visitar mundos e gentes.
E permitem-nos conhecer Pensadores, Homens vários. Vários no sentir, vários na forma de ver e estar no mundo: Homens.
 
Livros. O grande suporte, a maior "descoberta" e herança do Homem.

Nota. Itálico do texto meu.


    

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Porque vos estimo...

... porque estamos prestes a celebrar a Páscoa e quero oferecer-vos uns miminhos singelos.

Ei-lo(s).

Uma delícia.
João Villaret, na magnifica interpretação da "Procissão".


Uma guloseima.
Por favor, sirvam-se.


 
Uma ida até ao meu tão amado mar.
Venham. Este o antídoto que nos ajuda neste caminhar, por vezes tão difícil. (Cada vez mais difícil!)
 
 
Depois, o abraço.
Com a força, com o sentido de comunhão/partilha que caracteriza um abraço sincero. 
 
 
 
 
BOA PÁSCOA PARA TODOS VÓS.
 
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O que gosto...

... da voz rouca deste Homem.
 

 
... da singeleza da papoila, a minha flor, a mais bonita porque mais singela.
 
 
... deste pedacinho de céu, que foi criado para nos maravilhar.

 
 
... o que gosto das coisas simples da Vida, porque me fazem sentir de bem com ela.
 
E nestes momentos, não há política nem políticos.
Nem gente sem respeito por outra gente, pela simples razão que essa gente não é "gente".
Simples simulacros não passam disso mesmo, simulacros.
 
Obrigada, Cohen, pela belíssima voz, pelos belos momentos que me/nos proporciona.
Obrigada, papoilas, pela beleza mais simples,  mais genuína.
Obrigada, Rolieiro, meu pedacinho de céu, pelo teu imenso poder em me transportar céu fora.
 
Obrigada por me fazerem esquecer o homem, esse ser cada vem mais imperfeito.
 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A frase!

Há momentos infelizes, outros maus, muito maus, este foi um deles.

"Capitães de Abril" ausentes da sessão dos 40 Anos no parlamento - Política - Notícias - RTP

Sua Excelência, a Sr.ª Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, recusa a pretensão dos Capitães de Abril, ou seja, não lhes permite que falem no plenário. Perante esta recusa os mesmos decidem não estar presentes na cerimónia.
Até aqui? Bem, até aqui, penso que todos conheciam as "regras do jogo", logo...
A estranheza vem depois, quando a Sr.ª Presidente Assunção Esteves, informada que perante a recusa da permissão em poder falar os capitães se recusam a estar presentes,  afirma num tom "amistoso", "simpático", "cordial: "o problema é deles".
 
O problema será só deles?
Com o devido respeito que V.ª Ex.ª me merece pelo cargo que ocupa, permito-me dizer-lhe esta coisa simples: há muita maneira de dizer as coisas.

terça-feira, 8 de abril de 2014

"Quem protege os mais frágeis?"

Faço minha a interrogativa: quem os protege?



Para aqueles que não assistiram ao "Prós e Contras (XII)", de ontem, e dada a pertinência e gravidade da temática em debate, aqui fica o link.
Estamos perante um problema gravíssimo.
A deficiência e a inclusão(?!), a igualdade, a escola e o seu papel, as promessas que não se cumprem, a falta de sensibilidade dos responsáveis, a ignorância daqueles que, nitidamente, conhecem mal a realidade, os meios que não existem, etc., etc.
Questões e mais questões. Um problema recorrente mas que se agrava a cada ano que passa.
A senhora da Segurança Social? Cada um que ajuíze, abstenho-me de comentar.
Um convite. Ouçamos as Mães, os Pais destas crianças/jovens, ouçamos o seu testemunho.
Quem melhor do que eles para gritar, bem alto, a realidade/verdade da situação que se vive.

Para todos vós, Amigos, voto de boa semana.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

La foule!

Pausa!
Que se abram as janelas. Que se deixe entrar a vida. Que se deixe entrar o sol. Que se dê lugar ao vento.
 

Que se afastem as cadeiras. Que se abulam obstáculos. Que o chão seja só nosso.
Que braços se estendam, se entrelacem. Que corpos, em sintonia, levitem. Que pés mal toquem o chão.
Que a magia esteja, inteira, que o sonho diga  "presente"!
Que a multidão engula, mas não separe.