sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Minimizar impossibilidades.

Como é do conhecimento da maioria Miguel Poveda deu, muito recentemente, um concerto no CCB.
Assim que soube da sua vinda, os meus "sininhos" (não liguem, é uma expressão que uso quando fico entusiasmada, feliz!) tocaram, num alerta.
Tens que ir, segredaram-me. E eu num alvoroço!


Depois? Bem, depois dei ordem de silêncio aos sinos, apelei à racionalidade. Não era viável assistir? Ponto final. Uma pesquisa no YouTube, e eis um pedacinho de beleza.
Necessito do belo nas suas diversas vertentes. Preciso, de forma absoluta, daquilo que me faz sentir viva. O flamenco, com a sua força e magia, cobre parte desta necessidade.
Estou saturada de gente medíocre. De gente que me(nos) desrespeita. De injustiças. De gente mal formada. De gente que não presta. De gente que era suposto ter um pouco de bom senso, mas mostra à exaustão, não saber sequer o que isso é. Um exemplo? Os nossos esclarecedores noticiários.
Tenho o maior respeito pelo que aconteceu no Meco, pelos jovens que morreram em consequência de uma qualquer coisa que ninguém sabe explicar, mas CHEGA!
Será que o mundo parou? Será que acabaram as guerras, os atentados à liberdade e dignidade de povos que morrem aos milhares? Que mundo é este?
Não quero! Não se trata de egoísmo. É falta de paciência para aturar a luta despudorada pelas audiências. Bem vistas as coisas é disso que se trata, todos o sabemos.
 
Deixo-vos outras belezas, daquelas que me enchem a alma: as aves.

Eis o Sabiá do Sertão brasileiro.

 
E esse aí em baixo, quem é?
 
Apresento-vos o Bispo-de-coroa-amarela.
 
 
 
Agradeço, à  Helena, a forma bonita como me permite começar o dia. É que todos os dias publica a fotografia de um destes amiguinhos.
 Já há um tempo atrás tinha referido o seu blogue, o: Cabide de simplicidades como sendo imperdível.  
Cada vez mais  confirmo a ideia que tinha.
E não, não se limita ao mundo das aves. A abrangência temática é quase ilimitada. 
 
 
 
 

34 comentários:

  1. E não é que muitos de nós sente o ,mesmo? Fazer um esforço imenso para não se deixar contaminar por essa "mediocridade" acontece a muitos... não estás só neste "modo" de sentir!
    Abracinho meu!

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    1. Tenho a certeza que sima. É impossível ficar indiferente a esta maneira de fazer jornalismo (que se vem arrastando já há uns tempos), tudo menos séria.
      Campeia a mediocridade, a luta pelos malfadados números das audiências.
      Um cansaço e um desânimo que nos deixa exaustos.

      Beijinho sem embrulho.

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  2. GL,
    Uma boa escolha. :))
    Quanto aos amiguinhos, são lindos.

    Sublinho tudo o que foca sobre desrespeito, injustiça e mediocridade. Também já não posso ouvir falar da praia do Meco.
    Apesar de todo o respeito, os pais não deram o dinheiro para os filhos irem passar um fim de semana? Há sempre que arranjar culpados e a consciência do risco?
    Beijinho. :))

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    1. ana,

      Tive pena de não ir ao concerto, mas foi impossível.
      Quanto aos amiguinhos é uma delícia ter, quase todos os dias, a presença de um novo. A minha paixão por aves não é de agora, só que não tenho qualquer formação nessa àrea, daí o meu apreço pela informação dada pela Helena.
      A tragédia do Meco? É isso mesmo, uma tragédia! Mas não se tratava de adultos? Esta ânsia de arranjar culpados, do Ministro à Faculdade, passando pelos alunos que praxam, assumiu contornos estranhos. Não seria mais inteligente fazer a investigação considerada necessária e depois, caso houvesse interesse, divulgar os resultados?
      Pois é, Ana, consciência de risco é qualquer coisa que, claramente, ignoram.
      Beijinho.

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  3. Assino o post todo, se deixares. E assino duas vezes a parte referente à (des)qualidade da nossa informação, seja sobre o Meco, seja sobre os mecos...
    Quanto ao Miguel Poveda, a rtp2 passou há dias um recital que ele deu há pouco tempo em Madrid. Viste? Eu vi. Muito bom.
    Abraço.

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    1. Estás à vontade, Carapauzito, assina tudo o que quiseres e quantas vezes te apetecer. É que já não há paciência!
      Ora vamos lá ao nosso amigo Miguel Poveda. Lembras-te em que dia foi o recital ou o nome do programa? Nem isso vi! Vou pesquisar e ver se localizo, mas se desses uma ajudinha passavas a ser um carapau todo janota.:))
      Abraço amigo.

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    2. Estou a ver que não vou ser nada janota. Não me lembro, mas deve ter sido há umas duas semanas. Creio que foi poucos dias antes do concerto dele cá. Procura por esses dias que vais encontrar.
      Abraço.

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    3. Claro que não é nada janota! Por vezes ainda tenho esperanças, mas de muito curta duração.
      Importa-se de alterar o tempo verbal? Ia, isso sim! Fui, como muito bem aconselhou, localizei a referência à dita, mas da dita propriamente dita, (que bonito este português!) nem vestígios.
      Haja paciência!!!!
      Abraço?
      Hummmm!!!

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  4. Olá GL,

    Sobre o Miguel Poveda...
    Relativamente ao segundo assunto, guerra sem escrúpulos pelas audiências, falta de formação ( profissional e pessoal), curiosidade mórbida,cultura da desculpabilização das vítimas, incapacidade para aceitar as imperfeições...
    Deixa-me acrescentar que todos os intervenientes eram maiores. Suficientemente responsáveis perante a sociedade para conduzir um automóvel, para comprar uma arma, para votar e decidir o futuro de uma nação, mas incapazes de dizer não e seguir como cordeiros?

    Abraço grande

    P.S. As aves, pois...as aves...liberdade?



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    1. Olá, Argos?

      Que dizer de Miguel Poveda a não ser que o aprecio de forma muito particular? Quem gosta de flamenco como eu, inevitavelmente gosta dele:))
      Subscrevo, na integra, todos os aspectos que referes. Dá a sensação que estamos a falar de criancinhas!...
      Sabes o que me doi (para além da morte dos jovens, claro!) é o que estas "praxes" mostram do lado mau, do desrespeito, até da falta de valores de jovens que era suposto serem mais bem formados. Actos absolutamente estúpidos integram alguém, seja onde ou no que for?

      Abraço grande.

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    2. Argos,

      O resto do comentário está a seguir ao do Lobinho.
      Porque é que isto salta?!

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  5. Passou há pouquíssimo tempo no anal 2 uma entrevista com ele... :)

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    1. Olá, Lobinho!

      Parece que sim, mas não me apercebi. Vou ver se a localizo.

      Beijinho.

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  6. Ah! Estava a esquecer-me dos meus amiguinhos matinais.
    As aves, um hino à beleza, um hino à mais completa liberdade.
    Já entrou na rotina. Pela manhã, logo que me é possivel, vou ver qual é o amiguinho do dia. Tão bonitos, tão delicados, alguns com uma plumagem de cores magníficas, dá gosto vê-los.
    Outro abraço.

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  7. GL,
    Por mais apertado que seja o filtro, a mediocridade tende a insinuar-se, aproveitando a menor distracção. Como eu a entendo!

    Beijo :)

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    1. AC,

      Não tenhamos ilusões! Penso serem necessárias algumas décadas para inverter esta situação. O abismo em que caímos é demasiado fundo.

      Beijinho.

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  8. Tem razão basta de morbidez. É preciso respeitar a dor a alheia e desrespeitar as tradições abjectas.

    Abraço

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    1. Fica-se com a sensação que uma, e outras, passaram a ser o alimento preferido de uma grande maioria.
      Abraço.

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  9. Não conhecia...e gostei!
    Quanto à passarada...bem lindos no seu traje multicolor!
    Tudo de bom!

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    1. Adoro flamenco, da força e beleza que transmite. Sinto que a vida está ali, inteira.
      Os meus amiguinhos são uma dádiva em que muitos nem reparam. Azar, o deles!
      Abraço.

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  10. que os sininhos repiquem em belos concertos...

    sempre.

    beijo

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    1. Reparaste nos meus sininhos?
      Obrigada! É tudo o que te posso dizer.

      Beijinho, Amigo.

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  11. Não conseguia abrir a página. Aparecia sempre que não existia. Mas, afinal, sempre existia!!!

    Flamenco, gosto muito! E de pássaros a voar, também.

    Quanto às audiências não sobem com a minha ajuda. Passam-se semanas que não ligo a tv. Os jornais, que leio, mais parecem o Crime!!!

    Beijinho

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    1. Não existia? Ora essa! Quando me retiro aviso, ouviu sr. bloguer?:))

      Pássaros igual a liberdade, flamenco igual a explosão de vida. Necessito de ambas como do ar que respiro.

      Quanto à informação que nos "servem", todos sabemos a qualidade da mesma.

      Beijinho.

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  12. Por falar nos "amiguinhos" do blog "cabide de simplicidades", adivinha o que vi ontem?

    Abraço grande e desculpa a intromissão

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    1. Uma ANDORINHA? Será possivel com este tempo? Para além do mais ainda é cedo. Não, não pode ser!
      Faz favor de me esclarecer, e depressa. Não é um pedido, é uma... Isso mesmo.

      Abraço grande, grande.

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    2. Não, GL!
      Duas águias e uma garça, esta última muito perto de mim.

      Abraço grande
      ( sou doido? não me importo, fico muito feliz quando consigo observar pássaros)

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    3. Que inveja! Tão bom vê-los, segui-los, voando, ou não.
      Nem imaginas o que tenho aprendido no blogue da amiga Helena do "cabide de simplicidades". Um prazer ir até lá diariamente.
      Quanto à "doidice", abençoada seja!:)) Nunca te trates, prometes?

      Abraço grande.

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  13. Que bonitos e coloridos pássaros...sinto a falta do seu chilrear por estas bandas.

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    1. Não há aves por aí? É óbvio que não vou perguntar onde vives. Seja onde for é estranho, uma vez que estão um pouco por todo o lado, inclusivé nas grandes cidades.

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  14. Respostas
    1. Quer umas, quer outra, muito bonitas de facto.

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