segunda-feira, 31 de março de 2014

Coisas do tempo


Pára, exausto.
Senta-se. O tempo escorrega-lhe no corpo, dilui-se nele, amalgamam-se.  
Passado e presente, unos, mas não cúmplices, mas não consequência.
Passado que se adivinhava sem futuro, presente que se queria intermédio de um outro qualquer tempo. Tempos, eles próprios confundidos, incoerentes, perdidos.
Ontem, hoje, amanhã. E ele a querer que o tempo retroceda, a querê-lo de volta à origem, à inocência do início de todas as coisas.
 
Clepsidra persa

Fecha os olhos.
Rebobina.
O filme vai começar.
E é a voragem.

18 comentários:

  1. Não tenho saudades nenhumas do passado.
    Nem do futuro.
    Gosto muito do meu presente.

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    1. Quando o presente nos preenche!...

      Abraço.

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  2. O Tempo!

    Esse amigo tão ingrato.

    E com fome insaciável.
    Voraz.

    beijos


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  3. O tempo que nos esculpe, forma e deforma!

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    1. Nem mais! Pena é que deforme uma imensa maioria.
      Mas será que podemos culpabilizar apenas o tempo? A nossa vontade não conta?

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  4. O tempo... é sempre inevitável quer no regresso ao passado, quer no presente. O regresso à inocência é por vezes a esperança no futuro...
    Beijinho.:))

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    1. Inevitabilidade da qual não podemos fugir. Importante é saber vivê-lo nas suas diferentes fases, bebendo o que de bom tem cada uma delas.

      Beijinho.

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  5. O tempo é tanto da ilusão quanto da realidade.
    Cadinho RoCoi

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    1. Onde acaba uma e começa outra? Eis um dos problemas.

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  6. exaustão do tempo - na voragem dos dias...

    beijo

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    1. Dias que passam numa vertigem.

      Beijinho.

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  7. O meu desejo para este ano era viver o aqui e agora.
    Saiu-me o tiro pela culatra. Agora, mais do que nunca, vivo muito o amanhã.
    Beijinho

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    1. E por que não? Exige sabedoria, e calma, e força, mas consegue-se! Não reúnes estas condições? Claro que sim!
      O amanhã depende (não só, sei isso) muito de nós.

      Beijinho.

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  8. Nunca tive, não tenho, nem certamente venho a ter uma clepsidra, mas ampulhetas tenho ali várias a olhar para mim. Quietas. É das coisas que mais me dá a sensação do Tempo a passar é ver a areia a cair, numa ampulheta. Daí elas estarem ali, quietinhas. "Sinto" que paro o Tempo...
    Abraço.

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    1. Sabes que sempre tive um fascínio muito especial por ampulhetas? Fascinava-me ver a areia a escoar-se, lentamente, de forma sempre igual, sem pressas nem paragens. Ainda criança, na idade em que ainda não se sabe ver as horas mas já se tem um raciocínio lógico (?) lembro-me de me questionar sobre quanto tempo levaria a areia a cair toda. A questão do Tempo já latente.
      Parar o Tempo é que não é viável. Aí, querido Carapauzito, não há nada a fazer!

      Abraço, Amigo.

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