domingo, 2 de março de 2014

Nem mais uma virgula, nem menos um ponto!

Há textos que pela realidade, e pertinência da análise, deviam ser de leitura obrigatória. O texto que publico abaixo é um deles.
Porque o subscrevo na íntegra, deixo-vos o belíssimo texto/opinião, da nossa Amiga Helena, do blog
"cabide de simplicidades".


"A EUROPA É PIMBA


A Europa nunca foi grande coisa mas agora é demais e tudo que é demais é veneno, já ouço dizer desde pequenina.
Uma Europa que gosta da Joana Vasconcelos tem que ser pimba. Uma Europa que tem como presidente um Barroso de Valpaços/Lisboa chamado cherne na intimidade, tem que ser pimba. Uma Europa que gosta duma Alemanha gorda tem que ser pimba. Uma Europa que gosta duma França fraquita tem que ser pimba.
A Europa é pimba a escolher os seus dirigentes, apenas é robusta na aparência.
A velha Europa culta, a que toda a gente queria pertencer, até mesmo os E. U. da América, hoje é uma lenda.
Se houvesse União Europeia não se falaria em Mercados, onde há mercados há lucros, não há união nem amizades.
A Europa está seca de alma, é violenta e apoia as guerras imperialistas dos Estados Unidos, é uma sua filial.
A Europa criou-se um sítio de egoísmos vários, um sítio mal frequentado, quase um prostíbulo.
A América quis em tempos ser como a Europa, era chique, hoje a Europa quer ser como a América.
Não sei se a decisão é mudar a geografia e mudar tudo, mas que apetece até apetece.
É um cansaço pertencer à Europa.
Há aquele conselho matemático que se deve acreditar em metade da metade, já que não há método infalível, mas de facto, metade da metade é muito no que respeita à Europa.
Quem achou que não tínhamos com quem falar e que tínhamos que falar com alguém foi o Mário Soares, sempre o inefável MS.
Quem disse que não temos com quem falar? Temos sim, temos os povos explorados do mundo, esses não nos querem o País, não nos querem hipotecar. Se nos unirmos todos, somos mais que a Europa e a América juntos.
Porque nos queremos os náufragos da história? Não temos que o ser.
Obedecemos cegamente aos carrascos. Não temos que o fazer, temos que os enfrentar, enfrentando-nos.
O crime do criminoso é não sentir o seu crime. Está na hora de nos libertarmos das correntes e deixarmos de ser escravos."
 
O meu agradecimento, Helena, não só pela permissão da partilha, mas pela pertinência da análise.
 
 

24 comentários:

  1. Respostas
    1. Desgraçadamente, para uma grande maioria!

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  2. Sou da mesma opinião. «A Europa é pimba», «Nem mais uma vírgula, nem menos um ponto!»

    Já tinha lido lá, mas as palavras quase não saem... :(

    Beijinho

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    1. As políticas seguidas estão aí, "transparentes" na sua finalidade.
      Não posso, em consciência, aprovar, aceitar, uma Europa que visa empobrecer - e a todos os níveis - uns, muitos, e enriquecer outros, poucos.
      Os pratos da balança estão demasiadamente desequilibrados.

      Beijinho.

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  3. Excelente texto! E eu a pensar que era o único tuga que não gosta da Joana!

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    1. Um texto de uma lucidez e pragmatismo que dói.
      No que respeita à Joana apetece dizer: e somos dois.
      Já afirmei várias vezes, e volto a fazê-lo, não gosto da sua obra, ponto. Nem os materiais, nem os temas, nada daquilo me diz nada, excepção feita ao coração de Viana.

      Abraço.

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  4. De facto, uma Europa assim "cabe" num qualquer festival com a praça do Comércio cheia a transbordar...

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  5. Eu ia perguntar porque apreciar alguns dos trabalhos da Joana Vasconcelos é pimba...
    Mas, por respeito ao comentarista CBO, desistoda pergunta.

    Um beijo.

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    1. Gostas, João? Óptimo!
      Que seria do mundo, em todas as vertentes, Arte, Literatura, etc., etc., se todos gostássemos do mesmo?! Uma sensaboria sem nome!

      Beijinho.

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  6. Como eu, europeísta convicto (já fui mais...), gostava de poder discordar.
    Mas não, nadinha mesmo :(
    Boa semana!

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    1. Está tão evidente, há tanta gente a sentir na pele o resultado do drama a que tem sido conduzida a velha Europa que é difícil "aceitar" tudo isto.

      Abraço.

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  7. Sem dúvida...bastante pimba em muitos aspetos e vamos lá saber o porquê?!
    Gostei do que li e refleti um pouco!!! Bj

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    1. Um texto para lêr e meditar sem dúvida!
      Estamos perante um apontar o dedo certeiro que remete para os "porquês" do estado calamitoso a que a Europa chegou.

      Beijinho.

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  8. Lá terei de ser eu a discordar! Lá por haver algumas "pimbalhices" na Europa, como em todo o mundo e como sempre houve e haverá (a prova disto é o texto apresentado, que é pimba a armar aos cucos) não se pode concluir que a Europa é hoje o mal do mundo e onde tudo é pimba.
    Lamento dizer isto no teu blog, mas já que "tomaste como teu" o post e como nem sei quem é a autora (nem me interessa para o caso) é aqui que deixo a minha opinião.
    Eu podia dizer que até "conheço" este tipo de pessoas, mas também pouco interessa.
    A ti apresento as minhas descupas, mas não podia dizer outra coisa. Isto não invalida, claro, que continue a vir aqui e a dizer o que penso, pois tenho consideração por ti.
    Já agora não teria sido mau a autora dizer onde fica esse paraíso terrestre "não pimba".
    Nos Galápagos, certamente...
    O abraço do costume.

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    1. Pois, lá terá(ia) que ser!...
      Discordas? Muito bem, é um direito que te (nos) assiste, ou não?
      Um bom contraditório é sempre positivo, permite-nos fazer uma análise mais enriquecedora do tema em discussão.
      Posto isto, avancemos.

      Sentado? Sim? Conversemos, então.
      Diz-me uma coisa. Achas que esta Europa, na pessoa dos seus governantes,, nos está a conduzir a bom porto? Quando tens, um pouco por toda ela a miséria num crescendo (não, não é demagogia!) , o desemprego que não para de aumentar, a maioria das famílias a empobrecer, a fome, repito, a fome, a aumentar de forma absolutamente intolerável, quando em vez de vivermos (como era suposto!) uma evolução cultural, económica, etc., etc., estamos precisamente a fazer o caminho inverso, ou seja estamos a regredir em direcção ao obscurantismo, quando tens um sistema de Saúde que não responde, uma política de Educação que é uma desastre. Podia continuar com os exemplos, mas é desnecessário. Perante tudo isto, consideras que é de aplaudir a política levada a cabo pela Europa? É bom, também, não esquecer que destas medidas resultam dois grupos: os pobres e os muito ricos.
      Classificar a Europa como sendo "pimba", ou com qualquer outro adjectivo é irrelevante. Importa, isso sim, que este caminho não nos conduz a lado nenhum a não ser ao do desastre.
      Tenho afirmado várias vezes, e faço-o uma vez mais, não pertenço a qualquer partido político, seja ele qual for, logo estou completamente à vontade, mas que vivemos um tempo em que imperam/governam os medíocres, isso está à vista de todos.

      Não tens que apresentar desculpas, era só oque faltava. Gosto de pessoas que dizem o que pensam, que estão receptivas a uma discussão saudável, que não dizem "ámen" a tudo só porque é mais fácil. Uma troca de impressões onde impere o respeito pelo outro - como é o caso - é sempre positivo e saudável.

      Em jeito de síntese.
      Prezo muito a autora do texto e por um razão muito simples, identifico-me com muitas das suas opiniões/análises. Gosto da forma desassombrada como escreve. Nem todos estão de acordo? Normal, não?

      Vais voltar? Livra-te de não o fazer!...:) Sabes que tenho um enorme apreço por ti, logo...
      Não conheço pessoalmente uma única pessoa, quer que por aqui passe, quer que eu visite, o que não invalida que estime e respeito todos vós.
      Estamos entendidos, menino Carapauzito?!

      Aliás, quem é que não gosta de um bom carapau?! Assado? É do melhor!

      Abraço grande. (Olha, nem vale a pena fechar as barbatanas. Estou tão cansadinha!)

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  9. obrigada GL e a todos os seus amigos e um abraço especial ao amigo Carapau

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    1. Nós é que agradecemos.
      Só saímos enriquecidos da partilha da análise de uma realidade que afecta a maioria e, à qual, ninguém pode(ria) ficar indiferente.
      Abraço.

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  10. Este texto...não tanto pelo conteúdo mas pela forma tipicamente portuguesa como foi escrito, não me convenceu.

    Abraço?

    (li a resposta que deste ao teu "velho amigo", mas por vezes sinto-me desanimar, quando dás a cana de pesca em vez do peixe...)

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    1. Claro!
      Como já referi, respeito a opinião de todos vós. Onde estava a coerência com a minha forma de estar na vida se assim não procedesse?
      Diz-me só uma coisa. O que é que queres dizer com: ..."pela forma tipicamente portuguesa como foi escrito...". Há uma forma "tipicamente portuguesa" de analisar a realidade?

      Quanto ao meu "velho amigo", (é bem verdade que o considero muito, não duvides!) não desanimes. Deve dar-se o peixe àqueles que não sabem pescar, e não é o caso. O "meu" Carapauzito sabe muito bem de pescarias, se bem que possamos estar, por vezes, em desacordo. O contraditório é um processo enriquecedor da discussão, não te parece?!

      Abraço grande, grande.

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