quarta-feira, 23 de abril de 2014

LIVROS!

Mestres.
E companheiros, e amigos que nos levam alma(s) fora, mundo(s) fora. Que ensinam, mas também aconchegam. Que nos prendem numa qualquer magia resultante dessa coisa singela como a união das letrinhas, uma a uma.
E depois é o vocábulo, e depois a frase, e depois...  
 
 

 
"O meu pai, Steindór, põe palavras nas mãos e elas começam a piar e são iguais às andorinhas. Vão embora com elas. Para sempre. Palavras para sempre. Rimos muito. Conversávamos assim e ríamos muito. Algumas palavras, depois, têm outras como filhas. Andam acompanhadas delas e ensinam-lhes a brincar e a serem felizes. Quando passam os bandos a voar, o meu pai diz que é um texto. Diz que o podemos ler."
Mãe, Valter Hugo. (2013). A Desumanização. Porto. Porto Editora. (pg. 68).

E permitem-nos o sonho.
E permitem-nos visitar mundos e gentes.
E permitem-nos conhecer Pensadores, Homens vários. Vários no sentir, vários na forma de ver e estar no mundo: Homens.
 
Livros. O grande suporte, a maior "descoberta" e herança do Homem.

Nota. Itálico do texto meu.


    

17 comentários:

  1. É sempre bom ouvir de novo Caetano Veloso e este belo vídeo. Gostei de tudo.
    Beijinho. :))

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  2. Bela homenagem com o Dia do Livro em pano de fundo

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    1. Para mim é sempre dia do livro, Pedro, e por uma razão simples: não sei viver sem eles :).

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  3. Os livros dão-nos asas para outros voos.

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  4. Um grande suporte , sim .
    Um povo que lê , dificilmente será dominado .
    Estamos a necessitar de ler mais . . .

    Gosto do vídeo de Caetano Veloso . Agradeço a partilha .

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    1. Não podia estar mais de acordo!
      Um povo inculto é um povo muito mais vulnerável.


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    1. Recriar, alimentar os cravos, sempre.

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  6. No dia do livro "et pour cause" recebi dois: um que já tinha, outro que não. Este último, "por acaso" sobre literatura.
    Creio que todos nós temos "meia dúzia deles" que são "os nossos livros". E de vez em quando a eles voltamos. Suponho que é para recarregar as baterias. Não sei bem.
    Abraço.

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  7. Carapau mais sortudo! Logo dois? E um "por acaso" sobre literatura? Pois, há acasos felizes, há!
    Agora a sério.
    Tens razão. Há sempre alguns que são os nossos, os de (re)visita obrigatória, os que fazem parte de nós.
    Abraço grande, "peixinho" de água doce.:)

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  8. e depois o voo.

    Abraço grande

    P.S. A desumanização não era o livro do lado esquerdo do teu blog?

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  9. Esse é o objectivo primeiro, se bem que nem sempre alcançado.
    Boa memória. Era, era, mas quase já tinha bolor. :)

    Abraço grande.

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  10. Os livros são uma das minhas grandes paixões, desde que me conheço como gente que "eles" colaram-se em mim e passaram a fazer parte da minha vida, não seria capaz de viver sem eles.
    Sou muito infiel ao tipo de leitura, neste momento estou lendo dois: "A Piada Infinita" de David Foster Wallace ( excelente, mas que precisa de uma leitura muito atenta) e "Margarida e o Mestre" de Mikhail Bulgakov .
    Nunca tinha lido nenhum deles!
    Abracinho meu

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    1. E somos duas! Também não sei viver sem os livros. Aliás, é qualquer coisa que nem consigo imaginar.
      És infiel ao tipo de leitura? Porquê? Importa-se a menina maria teresa de explicar isso melhor?! :)
      Nem imaginas como fiquei quando me apercebi que tinha perdido o rasto ao "Cem anos de solidão"!
      A mudança de casa levou a tivesse que desfazer-me de boa parte dos livros que tinha, mas não dos que considero importantíssimos. Hoje lá fui a uma (das muitas) FNAC comprar o meu querido livrinho.

      Beijinho sem embrulho.

      P.S. Sempre que escrevo este "beijinho sem embrulho" não posso deixar de rir ao imaginar (?) o que pensará quem não sabe a história do dito. :)

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    2. Claro que explico menina GL, leio vários géneros literários; narrativos, líricos, científicos, filosóficos, (devo ter feito para aqui algum disparate mas sei pouco destas definições) ... em prosa ou em verso...não tenho um favorito, aprecio-os de acordo com a minha disposição. Há romances que não consegui ler em determinados momentos da minha vida,mais tarde voltei a pegar neles e gostei.Entendida a minha infidelidade?
      Eu consigui ter uma mini biblioteca, tenho alguns livros editados no séc. XIX, sinto-me tão bem folheando-os, pensando nos meus antepassados que os adquiriram. São muito variados desde grande parte da obra de Júlio Dinis, passando por livros técnico-científicos, ...e de culinária.
      Tenho "A Arte de Viver na Sociedade" de Maria Amália Vaz de Carvalho que faz as minhas delícias. As regras da sociedade para ir a um jantar de gala, nele descritas, são "deliciosas" (faz-me sorrir e pensar na Paula Bobone que pensa que descobriu a pólvora)

      Um certo "mistério" numa saudação é interessante :)
      Abracinho meu!

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