terça-feira, 8 de abril de 2014

"Quem protege os mais frágeis?"

Faço minha a interrogativa: quem os protege?



Para aqueles que não assistiram ao "Prós e Contras (XII)", de ontem, e dada a pertinência e gravidade da temática em debate, aqui fica o link.
Estamos perante um problema gravíssimo.
A deficiência e a inclusão(?!), a igualdade, a escola e o seu papel, as promessas que não se cumprem, a falta de sensibilidade dos responsáveis, a ignorância daqueles que, nitidamente, conhecem mal a realidade, os meios que não existem, etc., etc.
Questões e mais questões. Um problema recorrente mas que se agrava a cada ano que passa.
A senhora da Segurança Social? Cada um que ajuíze, abstenho-me de comentar.
Um convite. Ouçamos as Mães, os Pais destas crianças/jovens, ouçamos o seu testemunho.
Quem melhor do que eles para gritar, bem alto, a realidade/verdade da situação que se vive.

Para todos vós, Amigos, voto de boa semana.


18 comentários:

  1. Os mais frágeis
    são os que no segredo do voto

    alimentam os tartufos

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    1. Achas?
      Claro, como são uns eleitos tratados com toda a dignidade e justiça, a começar na educação, passando pela saúde, pelo apoio de que muitos necessitam para ter uma vida minimamente digna, é natural que se sintam gratos e o manifestem através do voto.
      Mar,desculpar-me-ás, mas não posso concordar. Não, não são eles que os alimentam.

      Abraço.

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  2. Tenho uma irmã que é deficiente profunda.
    Uma criança com quase 46 anos.
    E convivo com esses dramas desde que me lembro de ser gente.

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    1. O que significa que conheces muito bem esta realidade.
      Não são sei que apoios têm aí, só espero que sejam mais eficazes do que aqueles que existem por cá.
      Estamos, em muitos casos, perante situações extremamente graves.
      Os pais, sem recursos, incapazes de responder às necessidades dos seus filhos, e estes, muitos deles ainda com possibilidade de recuperarem das suas limitações, sejam elas quais forem, a ficarem condenados a um futuro sem futuro.
      Apetece-me perguntar: que raio de sociedade é esta?
      Alguns dizem: "ah, mas o Estado não pode fazer face a tudo". Não? Ok! Então que não prometa, mais, que não destrua aquilo que existia e que, melhor ou pior, ia funcionando.
      Um beijinho às tuas filhotas.
      Abraço.

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  3. GL,
    Não vi o programa.
    No entanto, há casos que só uma escola especializada pode dar uma resposta cabal.
    É um tema deveras difícil de discussão porque existe algum relativismo. É preciso é ter bom senso.
    Beijinho e desculpe uma opinião destas pouco precisa e pouco assertiva.

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    1. ana,

      Valeu a pena, principalmente para ouvir o testemunho dos pais, aqueles que na realidade conhecem as dificuldades, os entraves, as dificuldades, o mundo que espera os seus filhos, muitos deles com possibilidades de melhorar as suas competências se devidamente acompanhados.
      Estamos perante um problema muito delicado, é facto, mas, e precisamente por isso, que devia merecer por parte de quem de direito, a maior das atenções.

      Beijinho.

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  4. Obrigada,
    Não tinha tido oportunidade de ver o programa!

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    1. Boop,
      Não tem que agradecer.
      No meio de muito lixo televiso, há um ou outro programa que merece, quando nos é possível, que lhe dediquemos um pouco do nosso tempo.
      Bom fim-de-semana.

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  5. Vi o programa. Fica sempre tanto por fazer... e teria sido bom um tradutor gestual no programa, claro, mas a "gerência" tem destas coisas...


    beijinho

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    1. Tens razão, Lobinho, mas isso já era "luxo" a mais!
      Seja como for, penso que o programa valeu a pena.
      Lobo Antunes tocou nalguns pontos essências, os pais em MUITOS outros.

      Beijinho, Amigo.

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  6. um grande desconforto eivado de alguns momentos de raiva...

    beijo

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    1. Nem mais!
      É esse desconforto que afugenta(?) alguns "responsáveis", é essa raiva que me deixa em fúria. Fúria pela impotência, fúria por ver Mães e Pais, num sufoco, sem resposta às necessidades - algumas, básicas -, dos seus filhos.

      Beijinho.

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  7. as senhoras que defendiam (no programa) o lado do Governo fizeram-me sentir vergonha...

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    1. Tétisq,

      Ainda bem que remetes para as ditas. Será que têm consciência do problema que tratam(?!), da responsabilidade DIRECTA que lhes cabe? Pobrezitas, metem dó!
      Uma vergonha, mesmo!

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  8. Entre a irracionalidade de cortes, a insciência da segurança social, as leis bonitas aprovadas por todos os partidos, o idealismo improvável da escola inclusiva e os sonhos impossíveis de cumprir dos pais, estas crianças/jovens/adultos foram apanhadas pela realidade.
    Quem os protege? A resposta deveria ser: TODOS NÓS!

    Abraço grande

    P.S. havia um tradutor de língua gestual, mas estava a traduzir para a plateia:))

    Outro abraço

    Porque é que estes posts nunca têm tantos comentários como os outros?

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    1. Olá, Argos,

      Concordo com parte do teu primeiro parágrafo, mas só parte.
      Por que consideras "idealismo improvável da escola inclusiva"?
      Idealismo? E improvável? Porquê? Não acreditas da sua viabilidade? Achas que não resulta? Se disseres que não é fácil, claro que não é. Se te reportares à falta de professores na generalidade, em particular no ensino especial, aí concordo. Depois temos outro aspecto que não é menos importante: as diversas limitações destas crianças. Um exemplo? Provavelmente se puseres uma criança autista (atenção ao grau) numa turma dita normal, aí, não vais ter resultados, nem por parte da criança em causa, nem, provavelmente por parte de alguns outros. Outro exemplo. Tens uma criança em cadeira de rodas, com um QI normalíssimo. O que a impede de fazer o seu percurso escolar integrada no grupo dos seus coleguinhas? Há situações em que a "limitação" é apenas resultante da existência das barreiras arquitéctónicas.

      Desculpa, mas importas-te de me explicar como é que a protecção destas crianças devia ser responsabilidade de todos nós?
      Esta discussão levar-nos-ia muito longe, mas fico por aqui.

      Pois havia! Mas o espectador, aquele que estava em casa, NÃO tinha tradutor que lhe permitisse acompanhar um assunto que, muito provavelmente lhe interessaria.

      Não tenho, como é óbvio, resposta para a tua última questão. Contudo, o senso comum diz-me que as pessoas, de uma maneira geral não gostam de falar de temas que dominam menos bem. Faz sentido, ou não?

      Abraço grande, grande.

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  9. não vejo este programa há muito, só a voz da apresentadora me irrita, mas a resposta à pergunta que faz é: muito poucos, quase nada. Beijo GL e se não nos virmos uma Boa Páscoa

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    1. Sem dúvida, Helena!
      O que se faz é tão incipiente que dói, assim como dói, revolta, indigna, aquilo que, pura e simplesmente NÃO se faz.

      Boa Páscoa também para si.

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