segunda-feira, 30 de junho de 2014

Contranatura


A morte de um filho? É, pura e simplesmente, contranatura. Há dores, desgostos, aflições cuja dimensão é impossível de imaginar.



 
Vem isto a propósito da morte abrupta do filho de Judite de Sousa.
Choro, não só com Judite de Sousa, mas com todas as mães que - e independentemente da idade -, perderam o seu filho. Uma mãe nunca devia assistir à partida de um filho, nunca.
 
Choro os colos vazios, todos eles.
Choro os futuros roubados, os sonhos desfeitos, as vidas que não foram cumpridas.
Choro os braços sem abraços, o amor roubado.
 
Choro.
De raiva, de impotência, de fúria.
Não há palavra que sirva de consolo, uma única!
 

19 comentários:

  1. Respostas
    1. Uma dor inimaginável para quem nunca a viveu, um absurdo.

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  2. Serve para alguma coisa o meu abraço desejeitado, GL?
    Há alturas em que as palavras são inúteis.

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  3. Argos,

    Não há abraços desajeitados, se sinceros. Cada abraço pode ser o consolo, o conforto, a amizade feita gesto.
    Obrigada, pois, pelo teu abraço, pelas palavras não ditas mas adivinhadas.

    Abraço grande, Amigo

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  4. GL,
    Também me tocou e chocou esta morte prematura. Não imagino a dor e a revolta.
    O destino é por vezes tão difícil de aceitar.
    Associo-me à sua dor e à dor de todas as mães.
    Beijinho especial. :))

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    1. Obrigada, Ana!

      Não há nada que mais me aflija, me revolte, me faça questionar a justiça de Deus, seja ele qual for, do que este castigo exercido sobre mães e pais que perdem os seus filhos.

      Beijinho.

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  5. Convivi por diversas vezes com a dor dessas mães que, de mãos atadas, só conseguem chorar e lamentar, vivendo momentos em que o Deus em que tanto acreditam passa a ser mencionado com tristeza e amargura. Foram poucas as que aceitavam esta 'sina' com resignação e mesmo assim, lá no fundo de seus corações, pressentia-se sentimentos que nem elas, apesar da imensa dor, ousariam proclamar, escudadas que estavam em crenças que não lhes outorgavam o direito de blasfemar. Não existem palavras nem manifestações, por mais sinceras que sejam, que possam minimizar a dor desse momento em que a natureza dribla a lógica e rouba dos braços de uma mãe o seu bem mais precioso. A ti, amiga, minha solidariedade num abraço e a certeza de que comungo com a revolta de todos aqui manifestada.
    Helena
    (http://helena.blogs.sapo.pt)

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    1. Obrigada Helena pelas suas palavras e testemunho. O contacto com essas mães, o testemunhar da sua dor e reacçõesa é uma experiência que nunca mais esquecerá, tenho a certeza.

      Abraço.

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  6. Olá, GL!
    Ainda não me tinha apercebido do seu regresso. O blogger não anda a dar-me notícias de ninguém!
    :)
    Bjs

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    1. Olá, Helena!

      Digamos que não é bem um regresso. Continuo com um pé cá, outro lá.
      Bjs

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  7. Passando apenas para desejar-te um resto de domingo de paz e uma semana abençoada com o sorriso dos anjos e iluminado de mimosas estrelas.
    Com meu carinho,
    Helena
    (http://helena.blogs.sapo.pt)

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  8. Há alturas (como esta) em que as palavras não bastam...
    Um beijo amigo

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    1. É verdade, Lobinho, não há palavras.

      Beijinho, Amigo.

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