terça-feira, 25 de novembro de 2014

Querem fazer o favor de ouvir?


Há dias, ouvi na Antena Um, no programa "Dias do Avesso" da responsabilidade de Eduardo Sá e Isabel Stilwel, a opinião/comentário de ambos sobre a violência doméstica exercida sobre o homem. O primeiro, psicólogo, a segunda, jornalista, abordam finalmente, um problema que sempre me causou um imenso desconforto.
 
Fonte: Google
 
Quem me conhece sabe, e bem, o quanto me indigna, o quanto me revolta, o quanto me dói a violência exercida seja sobre quem for, mas por favor, não falem SEMPRE, apenas e só na mulher. Então o homem? Então os idosos, muitos deles completamente indefesos e à mercê das mãos, tão "amigas", daqueles que os deviam respeitar e amar acima de tudo, a começar pelos filhos?!

Há homens com a vida destruída, ou porque as companheiras lhes levaram os filhos, ou porque a violência psicológica (sim, o homem vence pela força física, a mulher pela psicológica, aquela que pode ser a mais poderosa das duas) os destruiu na sua autoestima, os desestruturou completamente.
Quem conheceu um homem que tentou o suicídio, acto falhado mas que teve como consequência uma paraplegia que o deixou acamado para o resto da vida, tudo porque a mulher o maltratava, quem conheceu um caso destes, jamais aceita esta forma redutora de abordar uma questão tão séria.

Escuso-me de continuar. Quer o Eduardo Sá, quer a Isabel Stilwel, fá-lo-ão muito melhor do que eu.


16 comentários:

  1. A violência...exercida em qualquer situação e a outrem é sempre condenável!!
    Bj amigo

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    1. Sempre! Mas deixem-se de hipocrisias e vejam as várias faces do drama.

      Beijinho.

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  2. Bom ponto. A mulher pode exercer violência psicológica, que quanto a mim pode ser tão destruidora como a física, só que a física vê-se facilmente, a outra não.
    Sei de um caso em que uma certa mulher era tão má para o marido, que ele um belo dia, ao passar na Ponte 25 de Abril, pediu ao motorista para parar (ele tinha motorista), teve de insistir, porque não se pára facilmente em cima do tabuleiro da ponte, saiu do carro e atirou-se ao rio. Assim.
    Abraço, GL.

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    1. Infelizmente há mais casos desses, por isso seria bom não endeusar uns e diabolizar os outros.

      Abraço.

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  3. Foi o tema do novo programa da RTP "Fora da Caixa" esta semana.
    Já viste?
    Novo programa de entrevista da Alberta Marques Fernandes com dois convidados: Manuel Peixoto (presidente da soc de terapia familiar) e a Isabel Sá (?) (agora esqueci-me do apelido dela...)
    Googla, acho que vais gostar!

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    1. Não, não vi, vou ver se ainda o "apanho".
      Ver só uma parte do problema é, no mínimo, desumano. Não é desta forma que se tratam problemas tão sérios.

      Obrigada pela dica.

      Beijinho.

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  4. Velhos (abomino a palavra idoso) maltratados tem sido o prato do dia e não se está a dar a devida importância a isso. Esse sim era o tema que eu mais gostaria de ver ser debatido, pelo menos isso, de forma a alertar ainda mais os cérebros congelados.

    Agora Eduardo Sá... recuso-me a ouvir.

    Beijinhos

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    1. Nunca se deu importância, e o problema é que continua tudo na mesma, ou pior.
      Os velhos, como gostas de os tratar, nem sequer têm voz, o que agrava sobremaneira o problema. Há muita lamúria, muito "coitadinhos", mas na prática? Quanto mais longe estiverem melhor.
      Que raio de sociedade é esta? Sim, todos sabemos a resposta. :(

      Beijinhos.

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  5. Essa mania de atribuir a violência doméstica apenas à violência exercida sobre a mulher é redutora e machista.

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    1. Endeusar uns e diabolizar outros não é, de certeza, o caminho.
      Estamos a falar de problemas muito sérios, problemas que mereciam um tratamento mais justo e igualitário.

      Abraço.

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  6. já me aconteceu ouvir uma vez por outra o citado programa. confesso que aquele "psicologismo" tipo "literatura light" me chateia.

    o teu inteligente e sensível texto não necessita de quem o "afiance".
    vale por si próprio...

    bjs

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    1. Pois, há quem não goste, mas neste caso concreto o homem até faz uma análise desassombrada que gostei de ouvir.

      Beijinho.

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  7. Não posso estar mais de acordo com este artigo Gl, fui ouvir a entrevista (não dei por ela passar na RTP).e não posso estar mais de acordo.
    Sou o mais anti-violência possível, talvez porque ela me bateu à porta ... é não é só a violência que os maridos exercem sobre as mulheres, há muitas vezes o reverso da medalha, e a mesma não vem a público por vergonha...
    Quantos pais e mães a exercem sobre os filhos/as ...e os filhos quando crescem pagam na mesma moeda?
    Quantas pessoas de idade são abandonadas em lares e hospitais, principalmente em épocas festivas... porque são um "peso"...
    Triste sociedade a nossa, em que a palavra Amor e Solidariedade deixou de fazer parte obrigatória de muitos "diccionários" e em que os valores morais se vão perdendo diariamente!
    Beijinho
    Teresa

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    1. A violência, por si só, devia envergonhar todos os que a praticam, só que desgraçadamente não é isso que se verifica.
      O que me cria um imenso mal estar é o "sentido da justiça" cair apenas para um lado.
      É óbvio, mais do que óbvio, que condeno aquele que maltrata a mulher, mas, e repito, MAS, também condeno aquela que maltrata o homem, e exactamente com a mesma revolta, e exactamente com o mesmo desejo de que se faça justiça.

      Cara Teresa, os nossos idosos, e até muitas das nossas crianças, são igualmente maltratados, mas quem dá o devida importância/resposta a estas situações? Quantas crianças, quantos idosos têm sido sinalizadas/os como estando em risco? E a resposta? Pois, a resposta fica em stand by.
      Só após a morte é que tudo grita "aqui del-rei"?
      Não, lamento muito, mas hipocrisia, não!
      Protejam a mulher, sem dúvida, mas por favor não esqueçam os outros grupos.

      Beijinho, Teresa.

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  8. Estava aqui a pensar com os meus botões se a violência não é, na grande maioria dos casos, culpa dos dois?
    E por aqui me fico.
    Abraço

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    1. Olá, PM!

      Raramente uso botões, mas questiono-me n vezes sobre essa mesma questão.
      Alguém se preocupa em saber o "porquê", a causa que levou à violência? Isso é que seria, não só pertinente, como interessante!
      A culpa é só de um dos elementos? Pode acontecer, mas se fosse realizado um estudo honesto, não tendencioso, talvez o resultado surpreendesse aqueles cuja balança pende sempre para o mesmo lado.Quem sabe se os resultados não ajudariam a que fossem tomadas medidas que minimizassem, de forma concreta, este flagelo.

      E por aqui me vou.
      Abraço.

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