sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inércia.

Hoje, vá lá saber-se porquê, hoje não me apetece escrever.
Hoje, vá lá saber-se porquê, hoje sinto que devia escrever.

Hoje?
Hoje escreveria banalidades, nada mais que banalidades.

 

Hoje...

Bom fim-de-semana para todos vós!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Até já, Paco!

E assim partes, sem aviso, sem esperar.
E deixas-nos mais pobres.
Pobres, particularmente  na beleza do flamenco que interpretavas de forma magistral.

 
Tu, Paco, tu eras o próprio flamenco.
Não tocavas apenas com as mãos, tocavas todo, por inteiro, mais até com a alma.
 
E eu, triste!
Triste por ver partir os melhores.
Triste porque queria ter poder para vos segurar, ter-vos aqui, poder usufruir da beleza que tu - e outros mesmo que de outras áreas - proporcionavas, tornando este nosso mundo menos cinzento.
 
Obrigada, Paco!
Até já.
 
 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Belezas, num misto de magia e mistério!

Com a devida comunicação (sim, estou autorizada!) ao autor desta belíssima fotografia, o nosso Amigo João Menéres, do blog Grifo Planante faço questão de a partilhar com aqueles que eventualmente não tenham passado por lá.

 
Estou (estamos) sôfrega de beleza, de qualquer coisa que me(nos) eleve acima da tristeza que é esta vidinha, sem sonho, sem magia.
Acreditam em coincidências? Começo a acreditar!
Vou regularmente ao Grifo, só que por falta de tempo tenho andado mais ausente. Hoje, mal liguei o computador houve uma qualquer mão que me levou directamente  até lá. Terá sido consequência, inconsciente, desta necessidade absoluta de beleza?
Lá chegada, deparo-me com esta fotografia - entre muitas outras, igualmente bonitas -, mas fiquei, literalmente fascinada por esta.
Aqui fica. Espero que a apreciem tanto como eu.
 
Obrigada, João, e desculpa o abuso!   
 
 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A propósito do lunfardo, ou consequência do lunfardo!


Numa (re)visita a Jorge Luis Borges, o reencontro com o lunfardo.               

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Segundo Borges, o "lunfardo é uma graça literária inventada por compositores de tangos e autores de teatro ligeiro".
 Borges, J. L. (2013). O Relatório de Brodie, Lisboa: Quetzal Editores, p. 10

O lunfardo vai muito para além disto, mas fiquemo-nos por aqui.

Tango vs literatura vs magia? Eis a "receita" para a concretização do belo.

Ora vejam.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Antagonismos. Eutanásia e crianças.

Decididamente, e sem hipótese de erro, sou estúpida, completamente estúpida.
 
A Bélgica, segundo parece, está muito orgulhosa: é o primeiro país a legislar a favor da eutanásia aplicada em crianças.  
Em crianças? Quando ouvi não acreditei!
Quando se discute a eutanásia destinada a adultos, repito, ADULTOS, uma das condições é que os mesmos estejam no pleno uso das suas faculdades e conscientes da decisão que querem tomar.
Muito bem, nada contra! Cada um deverá ter o direito de decidir o que quer, até que ponto está disposto a arrastar uma situação que ele sabe não ter retorno. Mas uma criança?!   
Segundo o Expresso (aqui), a lei belga determina que a autorização deverá ser dada pelos dois pais, acrescentando: 
 
"A lei estipula a possibilidade do recurso à eutanásia quando esse seja o desejo do menor de idade, desde que em estado terminal e de grande sofrimento, que a sua capacidade de discernimento sobre o assunto seja comprovada por um psiquiatra ou psicólogo, e que a decisão tenha o apoio dos pais."
 
A minha questão é esta. Será que uma criança, mesmo um adolescente, tem maturidade para saber exactamente o que quer? Será que lhe disseram que vai morrer, que já não há esperança para ela? Como é que se diz uma coisa destas a uma criança?
Será que vai compreender o porquê daquela condenação (é disso que se trata!), à morte, a razão de ser da opção de escolha?
A sensação com que se fica é que aquelas criaturas nunca estiveram em contacto com crianças vitimas de doença grave, incurável.
Sim, sou estúpida, muito estúpida, mas sempre vos digo, ilustres senhores. A criança perante uma doença incurável - isto em linhas gerais, sem generalizar -, reage desta forma: as mais pequeninas, as que ainda não tem percepção do que se passa com elas, quando o desconforto ou a dor diminuem gostam de brincar, ou seja, gostam de viver. No seu universo, nem sequer vocabular, a palavra morte não existe.
As mais velhas, as que já compreendem, querem ir à luta, seguir em frente, não baixar os braços.
Pois, já sei qual vai ser a vossa questão: "até quando"? O "até quando" vai até que a morte os vença, mas nunca porque eles a procuram.
Sabem da existência de um Serviço chamado "Cuidados Paliativos"? Pois este, destina-se exatamente a minimizar o sofrimento, a prestar os cuidados necessários a que o doente tenha uma melhor qualidade de vida. Será que na Bélgica ainda não existe? Talvez não! 
 
Tinham dúvida sobre a minha estupidez? Pois aqui têm a prova! É que não entendo como é possível tomar "medidas" destas.
Sou estúpida e má. Gostaria que os "inteligentes" responsáveis por este atentado se vissem, um dia, confrontados com a situação de ter que decidir sobre quando um dos seus filhos tinha que morrer.
A minha maldade tem limites.
Não, não desejo que seja quem for sofra a perca de um filho, mas que passasse por uma qualquer situação que os despertasse para uma realidade que, segundo parece, desconhecem.    
 
    
Nota: Negrito e sublinhado meus.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Haverá melhor maneira de começar a semana?

 
Deixo-vos com a beleza do poema do nosso Fernando Pessoa,
 
 
 

e a com voz doce, tão doce de Maria Bethânia.
 
 
Boa semana para todos vós!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Miminhos.

Um Amigo que muito prezo ofereceu-me esta prendinha:

 http://www.bird-songs.com/indexpt.htm

e mais esta:

http://www.avesdeportugal.info/

Digam lá que não sou uma felizarda!

 
Gosto de aves, todas.
Mas aquelas que me conseguem prender, fascinar, encantar,
são estas, as minhas tão amadas e delicadas andorinhas.
Tão frágeis, e simultaneamente tão fortes!
Tivéssemos nós as suas capacidades!... 
 
 
 
Fazem-me sentir livre.
Fazem-me esquecer as "histórias" de todos os dias.
E as guerras e a morte de tantos milhares de inocentes.
E as injustiças, e a miséria, e a fome.  
E a solidão, e o vazio.
E este mundo, cada vez mais "cão", e menos mundo.
 
Esquecimento apenas de segundos?
Sim! Mas segundos de apaziguamento.
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

País aos remendos.

A vida é feita de um conjunto de acontecimentos. Bons, maus, assim-assim, classificáveis ou não.
E é a vida num decorrer "sereno".


Que novidade, dirão!
A "novidade" está na vida tipo "telenovela", feita de episódios, hoje uns, amanhã outros e assim, sempre, e cada vez mais, assim.
Passada, gasta, exausta que está a fase das praxes, entramos na fase Miró.
Episódio após episódio, novidade após novidade, eis-nos, felizes, perante mais um imbróglio sem fim à vista. E nós, gratos e felizes, aguardamos o próximo acontecimento.
A nossa paciência e gratidão não têm limites, podem estar tranquilos.