segunda-feira, 31 de março de 2014

Coisas do tempo


Pára, exausto.
Senta-se. O tempo escorrega-lhe no corpo, dilui-se nele, amalgamam-se.  
Passado e presente, unos, mas não cúmplices, mas não consequência.
Passado que se adivinhava sem futuro, presente que se queria intermédio de um outro qualquer tempo. Tempos, eles próprios confundidos, incoerentes, perdidos.
Ontem, hoje, amanhã. E ele a querer que o tempo retroceda, a querê-lo de volta à origem, à inocência do início de todas as coisas.
 
Clepsidra persa

Fecha os olhos.
Rebobina.
O filme vai começar.
E é a voragem.

domingo, 30 de março de 2014

Somente

Votos de bom domingo, de boa semana. Que importa a chuva, o frio, o inverno que não acaba? Peguemos num bom livro, ouçamos, em fundo, uma bela melodia. Tomemos um delicioso chocolate bem quentinho. Tentemos ter a sabedoria de ser felizes com as pequenas coisas.
Difícil? Sim, muito, mas tentemos!
Abraço-vos, a todos.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Quem dá uma ajudinha?!

Ando numa "aflição".
Porquê, perguntarão os mais curiosos.
Passo a explicar.

 
Este velho sonho de conhecer Florença levou-me a tentar traçar um itinerário onde coubesse tudo aquilo que é de visita obrigatória.
 Muito bem, dirão! Muito mal, digo eu!
Apenas dois singelos pontinhos, a saber:
 
Ponto um.
De quanto tempo necessito(aria)?
Ponto dois.
POR ONDE COMEÇAR?
 
Tarefa árdua, esta!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Há dias assim...

...tristes, que deprimem.

É o homem, andrajoso, caído na rua, encostado à parede de um prédio numa imobilidade que assusta. Pede-se ajuda à polícia. Ajudam-no a erguer-se. Mal se segura em pé.
É o homem, de telemóvel colado ao ouvido, que fala, melhor, que grita em desespero, dizendo que a ser assim prefere emigrar. Dramas que parece virem ter comigo.
Gostava(?) de ser como a maioria que, não vê, não ouve, nem sequer se apercebe do que se passa ao seu lado. Por tudo isto, desculpem-me, mas hoje procuro, desesperadamente, algo que apazigue um pouco este desconforto.

Assim:
Uma Amiga ofereceu-me este postal de belas flores.

Uma outra, este postalinho que remete para um conjunto das nossas coisinhas, tão boas, tão genuínas, tão portuguesas.

 
E por último. Haverá algo mais bonito que a minha amada Lisboa? Ora vejam.


 
Há dias assim, dias em que é absolutamente necessário encontrar um qualquer lenitivo, nem que seja nas coisas mais simples.
 
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um calvário que não acaba!



Segundo o Diário Digital, (texto e foto):

 "Barcos da Marinha italiana socorreram segunda-feira 596 imigrantes na ilha de Lampedusa, palco de centenas de naufrágios envolvendo estrangeiros que tentam chegar à Europa."


Não há palavras que descrevam a revolta, a raiva, a indignação, a fúria.
Até quando este calvário? Que mal fizeram todas estas pessoas, que mal fizeram para estarem condenadas a este tormento?
 
Caríssimos responsáveis...
Não, não vale a pena dizer-vos o que quer que seja!
Nem me ouviam? Claro que não.
Se bem que não me ouçam ainda vos digo que lamento, e muito, pertencer à vossa espécie, só isso!
 
Se ao menos tivessem um pingo, ainda que ínfimo, de respeito pelo ser humano, mas sabem lá o que isso é!
Que lástima viver neste mundo convosco.
Que lástima partilhar o mesmo universo.
 
Mas não, caríssimos, não somos todos iguais!
EU não sou IGUAL a vós, responsáveis por este drama.
Não há responsáveis?
 
Ah, está explicado o suplício, o castigo, a afronta, a condenação à morte!

terça-feira, 18 de março de 2014

Ei-la! E eu numa saudade sem nome.

Para a Sandra, do blog: "Presépio com Vista para o Canal", e outros Amigos que manifestaram interesse em conhecer a minha Miuzinho.
Deixou-me ao fim de 16 anos de partilha. Partilha de alegrias, mas também de tristezas.
Que bem sabia adivinhar-me, que bem!
 
Quando chegou a casa.
O pote, loiça de Coimbra, é de tamanho normal. Ela é que era minúscula.


Os olhos, magníficos, numa curiosidade sem limites.


Uma "cusca" linda de morrer. Uma amiga como há poucas.

 
 Continuas comigo, Miuzinho, acredita!
 
 

sábado, 15 de março de 2014

Apenas, e só.

Voto de bom fim-de-semana. Usufruam do belo sol, de tudo o que a Natureza generosamente nos oferece. Esqueçam o Homem e a sua maldade. Vivamos, pois. Simplesmente!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Velórios e quejandos.

Há comportamentos para os quais não encontro explicação/justificação.
Um exemplo?
Por que será que num velório o comportamento dos presentes remete mais para um ambiente de festa, um qualquer evento social?
Passo a explicar.

 
Há dias fiz questão de estar presente no velório de um familiar de uma amiga que muito prezo.
Lá chegada, deparo-me com o "respeito" costumeiro. Pessoas que riem, que falam de tudo e de nada, que se abraçam efusivamente num imenso alvoroço, ignorando de forma inconcebível (para mim) o caixão onde repousa o corpo daquela que partiu, e que era suposto ser o alvo primeiro de todas as atenções.
Sei que vivemos em sociedade, sei que há normas vs obrigações a cumprir, sei que as mesmas por vezes nos obrigam "a" se bem que nos custe.
Sei que já não estamos no tempo das carpideiras, da mesma forma que tudo me remete para a certeza que o respeito pela morte também pertence ao passado.
Não seria (é) suposto haver compostura, tendo em conta não apenas os familiares, mas o corpo, ainda presença física, da pessoa que acaba de partir? A presença de todas aquelas pessoas limita-se ao cumprimento de uma obrigação social?
Sim? Para mim, não, obrigada!
Detesto, de forma visceral, o "politicamente correcto", seja em que situação for. A sociedade obriga-me ao cumprimento de uma série normas? De acordo, assim deve ser, só que, ou as cumpro com o respeito que merecem ou, pura e simplesmente, não compareço. Não sei viver nesse limbo dos "nim".
 
Ah! Já agora espero que ninguém vá ao meu funeral!
Conversa mórbida, esta? Nada disso! É que o reverso da vida, é a morte, uma realidade que a maioria quer exorcizar o todo o custo.
Não estará aqui a resposta às minhas questões?!
 

sábado, 8 de março de 2014

Porque gosto, e muito!

Quem é que não gosta/vibra com a magia do flamenco?
Quem não admira a elegância da mulher - e do homem, claro! - quando dança(m)?

 
Porque o aprecio muito particularmente, porque me apeteceu "mimar-me", aqui fica, para mim e para todos vós.
Deliciem-se, por favor!
 
 
Bom Domingo, boa semana.
 

terça-feira, 4 de março de 2014

Veneza e as suas máscaras.

Quando a máscara vai para além de si própria.

 
Quando o mero disfarce se transforma em algo de muito belo onde impera, não só o mistério, mas a beleza, a elegância, o bom gosto, a criatividade.
 
Um imenso prazer, admirá-las!

domingo, 2 de março de 2014

Nem mais uma virgula, nem menos um ponto!

Há textos que pela realidade, e pertinência da análise, deviam ser de leitura obrigatória. O texto que publico abaixo é um deles.
Porque o subscrevo na íntegra, deixo-vos o belíssimo texto/opinião, da nossa Amiga Helena, do blog
"cabide de simplicidades".


"A EUROPA É PIMBA


A Europa nunca foi grande coisa mas agora é demais e tudo que é demais é veneno, já ouço dizer desde pequenina.
Uma Europa que gosta da Joana Vasconcelos tem que ser pimba. Uma Europa que tem como presidente um Barroso de Valpaços/Lisboa chamado cherne na intimidade, tem que ser pimba. Uma Europa que gosta duma Alemanha gorda tem que ser pimba. Uma Europa que gosta duma França fraquita tem que ser pimba.
A Europa é pimba a escolher os seus dirigentes, apenas é robusta na aparência.
A velha Europa culta, a que toda a gente queria pertencer, até mesmo os E. U. da América, hoje é uma lenda.
Se houvesse União Europeia não se falaria em Mercados, onde há mercados há lucros, não há união nem amizades.
A Europa está seca de alma, é violenta e apoia as guerras imperialistas dos Estados Unidos, é uma sua filial.
A Europa criou-se um sítio de egoísmos vários, um sítio mal frequentado, quase um prostíbulo.
A América quis em tempos ser como a Europa, era chique, hoje a Europa quer ser como a América.
Não sei se a decisão é mudar a geografia e mudar tudo, mas que apetece até apetece.
É um cansaço pertencer à Europa.
Há aquele conselho matemático que se deve acreditar em metade da metade, já que não há método infalível, mas de facto, metade da metade é muito no que respeita à Europa.
Quem achou que não tínhamos com quem falar e que tínhamos que falar com alguém foi o Mário Soares, sempre o inefável MS.
Quem disse que não temos com quem falar? Temos sim, temos os povos explorados do mundo, esses não nos querem o País, não nos querem hipotecar. Se nos unirmos todos, somos mais que a Europa e a América juntos.
Porque nos queremos os náufragos da história? Não temos que o ser.
Obedecemos cegamente aos carrascos. Não temos que o fazer, temos que os enfrentar, enfrentando-nos.
O crime do criminoso é não sentir o seu crime. Está na hora de nos libertarmos das correntes e deixarmos de ser escravos."
 
O meu agradecimento, Helena, não só pela permissão da partilha, mas pela pertinência da análise.