sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A voz de sempre!


A voz inesquecível de Elis Regina.

Que saudades desta fantástica Mulher, da voz e da força.
Da presença única.
Do corpo que dança, do rosto que fala, que vai muito para além das palavras que canta.
 
 
 Que bom é recordá-la!
Ouçamo-la em silêncio.
 
Bom fim-de-semana, Amigos!
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Maneiras de ser, formas de estar!

Atitudes, posturas, maneiras de estar na vida que dão que pensar.
Há pessoas que vivem encasuladas no próprio casulo sem que disso se apercebam.
Não se pode considerar que sejam más pessoas, mas também não são boas. São amorfas, ocas, vazias de tudo, até de si próprias. Vivem a vida num só sentido, de dentro para dentro. As suas vidinhas limitam-se a um universo restrito, pobre, sem ambições de qualquer espécie, uma vida onde não cabe, sequer, o golpe de asa que eleva, o querer voar acima da mediocridade.
 Uma vida sem cor, sem contornos, sem o claro e o escuro, sem luz mas também sem trevas. Vivem num limbo, numa penumbra castradora de tudo, até de afectos que, regra geral, não vão além daqueles que dedicam à família muito próxima. Quaisquer outros elementos não têm permissão de entrada.
Generosidade e solidariedade não passam de abstrações. Incapazes de um gesto de ternura, incapazes de dedicar um minuto do seu tempo a qualquer drama/tragédia que aflija o mundo, dão a sensação de nunca abandonar a sua zona de conforto.
E consomem-se sem glória.
Gastam-se e desgastam-se numa vida vã, uma vida sem futuro mas também sem passado e muito menos com presente. Um presente de faz-de-conta não é presente, é apenas um somatório de horas que é necessário cumprir até ao minuto final.
E partem, simplesmente partem.
E partem sem deixar rasto. Nem recordações, nem exemplos, nem saudade, nada.
Desaparecem, tal como a faúlha que se consome num momento e logo esquece.


Tristes vidas, estas!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quando a análise, de tão lúcida, dói.


 
Com devida autorização da Amiga Helena, do blog Cabide de Simplicidades, deixo-vos(me) um texto de sua autoria que me prendeu do inicio ao fim.
Não vou classificá-lo - quem sou eu para o fazer! -, apenas registo o prazer que me dá ler quem assim escalpeliza o ser humano e o seu comportamento. 
Não é a primeira vez que publico textos que lhe "roubo", provavelmente não será a última.
 
"EXAGERO
 
Exagero para mim é a maioria das pessoas acharem tudo exagerado.
Quando pensamos de forma clara e concisa há duas atitudes por parte de quem nos observa:
1. verem-nos com um certo respeito
2. acharem que há exagero, falta de moderação e outros substantivos e adjectivos similares.
 
Sim, sou feliz se considerarmos que tenho livros para ler com palavras enfileiradas, linhas, páginas e folhas onde posso ler, absorver no cérebro pensamentos distintos, novos, diferentes, aquela coisa que os livros têm em simultâneo, algo de embriagante e anestesiante. Mas depois penetra em mim aquele sentimento que tenho contra a injustiça e a impunidade...
...E não percebo porque é que as pessoas preferem o silêncio, a comodidade imediata, a pega de cernelha em vez de encararem de frente os problemas.
A cobardia, o deixa andar, mesmo que disfarçado de bom feitio, do social-porreirismo, que se vai resolver, a ausência de dádiva e solidariedade são alguns atributos com os quais convivo mal.
O país vai-se destruindo com a ajuda de todos em parcelas desiguais embora e, tudo quanto seja crítica ao status quo, é severidade para muitos e ficam estolidamente sentados ou a andar e a viver como ovelhas a pastar  como se num prado estivessem, sem participar no mínimo que seja em seu redor.
Talentos unilaterais poder-se-ia chamar.
Sempre me atraíram as pessoas monomaníacas, fixadas numa única ideia, ao mesmo tempo que me causam repulsa. Fazem-me lembrar térmitas que constroem uma abreviatura do mundo curiosa e singular.
O meu país está a parecer um oceano negro de silêncio.
Esta resposta do povo, através do silêncio, corrói e destrói, este nada da oposição que não existe.
Nada, nada assemelha-se à loucura colectiva.
E membros há no meio deste mar que pugnam por menos severidade, maior relaxamento e outras doçuras.
RECUSO-ME."

 Uma vez mais, obrigada, Helena!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tenho o prazer de vos apresentar...


... sua Ex.ª, o Sr. Cão.

 
 
 
O dito "senhor" é a coisa mais aborrecida que há. Pensa, na sua cabecinha tonta, que ninguém tem mais nada que fazer do que brincar, levá-lo à rua, fazer-lhe festas, mimá-lo.
E dar-lhe os petiscos de que mais gosta.
E dar-lhe bocadinhos daquilo que estamos a comer, de preferência na boquinha.
 
Por vezes temos grandes conversas.
Já lhe expliquei que isto assim não pode ser, que tem que mudar de atitude. Que não pode ser tão exigente, que tem que perceber não pode brincar a toda a hora, que tem que saber esperar.
Que não pode ter tudo quanto é brinquedo espalhado pela casa. Que os sapatos, meias, roupinha, toda ela, não é para brincar. Que a trela não é para roer, que, que...
 
... que o atiro pela janela se não começa a comportar-se como um Sr. Cão digno desse nome.
 
Olha para mim, com uns olhos meigos, doces como só ele, e eu...?
 
Vou atirá-lo pela janela! É que não há paciência!!!!
 

sábado, 9 de agosto de 2014

Os deuses devem estar loucos!

 
Em nome de um qualquer deus - o nome é o que menos importa! -, em nome de uma qualquer justiça (?!) vimos assistindo à prática das maiores atrocidades exercidas sobre pessoas inocentes, pessoas cujo único "pecado" foi terem tido a desdita de nascer no país errado.
Como se tudo isto não bastasse outra tragédia cai, desta vez, sobre todos nós. Ébola, um dos vírus mais mortíferos, começou de forma insidiosa num país pobre e ameaça alastrar-se aos países ricos. Ao menos aqui há justiça!



 
Esqueçamos (?) e ouçamos Chopin. É que a alma necessita do antídoto que é o belo.

Bom Domingo.