quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Votos, desejo sincero de BOM ANO!

Para todos votos de bom 2015, mas para TODOS, sem direito a excepções!
 
 
Para os crentes o pedido de que orem por todos, por uma Humanidade doente. Doente, principalmente de valores como sentido de justiça, de respeito, de honestidade,  de solidariedade, de humanidade, de..., de..., de...
 
Abraço-vos, a todos os que por aqui passarem. Desejo a cada um de vós que vos seja permitido o direito ao trabalho, à saúde, à educação. Que ninguém, seja a que pretexto for, nos roube o direito ao sonho, à esperança, a uma vida com dignidade.
 
Desejo que vos/nos respeitem nos nossos direitos mais básicos, muitos deles já adquiridos a partir da tão almejada democracia.
 
Pedir respeito e cumprimento dos direitos alcançados não se me afigura pedir muito.
 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Miminho, igual a ternura.

 
Passei no (In)Cultura, o blog de visita obrigatória da nossa Amiga Ana, e deparo-me com esta delicia.
É escusado, não resisto perante peças bonitas, peças que fazem a diferença. Quem é que já tinha visto um Menino Jesus, não só nesta posição, como com estas dimensões?
O atrevimento que me caracteriza, e que muitos de vós já conhece, levou-me a pedir à Ana permissão para o "roubar".
Permissão dada, ele aqui está, não só com a simpatia da dedicatória que gentilmente me é dirigida, como com as características e autoria da peça: "Para GL, o Menino Jesus de rabo para o ar, artesanato contemporâneo, assinado, Rodrigues.
(4 cm x 4 cm)" 
 

 
Partilhar beleza é uma bênção para quem usufrui dela, e a Ana é perita nesta partilha.
Num dia mais conturbado, mais cansativo, mais "zangado", uma visita ao espaço da Ana é o antidoto que acalma todo esse desconforto.  Por tudo isso/isto, Ana, mais uma vez o meu muito e muito obrigada.
Acredite que este Menino Jesus será visitado, e revisitado,  muitas e muitas vezes.
 
 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal e Novo Ano, que votos?!

Uma vez mais - e desculpem a franqueza mas não sei ser de outra forma -, não gosto do Natal.
Abomino a hipocrisia que, em muitos casos, lhe está colada como uma erva daninha.
Não gosto da prendinha que se dá porque sim. 
Não gosto do telefonema, da visita, do "olá", do suposto mimo apenas porque sim. 


 
E sem querer ser "boazinha", longe, muito longe disso, não consigo esquecer que é nesta quadra que tudo tem mais peso, que tudo é sentido de forma muito mais intensa, o bom e o mau, com grande relevância para o mau.
Há dias a RTP transmitiu uma reportagem - mais uma! - de um almoço de Natal servido a um grupo de pessoas sem-abrigo. Nunca mais esquecerei a imagem do menino - teria, talvez 6/7 anos - que enquanto os pais (?) respondiam à questão "importante" sobre o que tinha sido o almoço, gritava, numa excitação e alegria sem nome: "e bolo, e bolo, e bolo!". Há quanto tempo aquela criança não teria tido o simples prazer de comer um bolo?! 
Não, não quero! Enquanto tiver no meu país - para já não falar das tragédias humanitárias de fome extrema que grassam um pouco por todo o mundo - meninos que não têm direito ao mais básico do básico, não comungo com hipocrisias natalícias.
É que o Natal celebra-se num, dois dias, e as pessoas em questão necessitam de ajuda todos os dias, mais, necessitam que lhes sejam dadas condições para que possam viver com dignidade, e isto é transversal a toda a sociedade, a todos os grupos etários.
Sim, de forma pragmática sei que nada é linear. Sim, sei que há quem se aproveite, quem não tenha tanta necessidade como aparenta, mas também sei que há muitos que têm muito mais, que estão no extremo oposto: necessitam mas a vergonha, o que lhes resta de dignidade, impede-os de pedir ajuda.
 
Espero ter o meu Natal "normal", à semelhança da maioria de voz, mas acreditem, é um Natal dorido, tão dorido! É que não consigo abstrair-me de todos aqueles que nada têm.
 
Deixo-vos, como presente, o meu singelo Presépio.
 
 
SANTO NATAL PARA TODOS AQUELES
QUE TÊM A BENÇÃO DE O
PODER VIVER/TER.
 
Votos sinceros de um 2015 menos dramático que os anos antecedentes.
 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Prece.

Há dias, numa das muitas passagens por Alvalade, paro num sinal vermelho.


Olhar distraído, de repente algo chama a minha atenção.
Um homem aproxima-se da estátua de Stº. António existente no local, faz uma genuflexão, seguida de um curvar de cabeça. Num recolhimento breve a oração que se impunha, a oração que se lhe impôs.
Que prece teria sido a daquele Homem? Que força, que urgência, que necessidade o levou a parar, a orar? Seguimos, cada um de nós, o nosso caminho. Só que a imagem do Homem em prece continua, bem viva, na minha memória.
Pequenos nadas, dirão. Ou grandes "nadas", temo eu.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nada disso!

Não fugi para parte incerta, se é isso que estão e pensar.

Estive aqui.








 



Gostam do aspecto deste miminho? E se vos disser que era delicioso?!

Um doce a quem adivinhar onde estive.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Que ninguém duvide...

... não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista.


 
 
Frase feita, dirão muitos de vós, mas quanta verdade encerra.
Pode haver bons interpretes, boas vozes, mas sem a essência, sem aquilo a que se chama alma, sem isso, não há fado, há qualquer outra coisa que até pode ser agradável de ouvir, mas fado, não.
 
Vem isto a propósito do espetáculo a que assisti no CCB, intitulado "Há fado no cais".
Dos três interpretes - se bem que não queira minimizar a actuação/interpretação de qualquer dos outros dois -  não posso deixar de salientar Raquel Tavares. É que esta Mulher é fado, é um vulcão, uma força da natureza que transpira fado, que respira fado, que "ensina" fado.
 
O facto de ser lisboeta terá algum peso neste "sentir", neste viver o fado? Que responda quem souber!