quinta-feira, 9 de julho de 2015

Uma opinião, pode ser?!

 
Não, a questão não é simples, muito antes pelo contrário, além de que as opiniões nestes casos, regra geral divergem, o que não surpreende.
 
Então, vejamos.
Há dias, numa conversa entre amigos, alguém colocava a questão sobre o que cada um de nós pensava no que respeita ao comportamento entre homens e mulheres, muito em particular quando casados, ou dito de forma simplista: num casal quem tem maior poder/capacidade de influenciar quem?
Calma, já sei que não estamos perante uma "regra de três simples", que há uma imensidade de variáveis que não podem ser descuradas, que há situações e situações, etc., etc., etc. 
Mas...?


Mas peguemos na questão sem ideias pré-concebidas, ou, pelo menos, tentemos.
Perante uma situação problemática, até conflituosa, qual dos dois tem maior capacidade de gerir o conflito com inteligência, pragmatismo, sangue frio? Qual dos dois tem maior capacidade de ceder, aceitar uma opinião diferente da sua?
Qual dos dois procura a via do apaziguamento, em vez de partir para a discussão? Qual dos dois tem o discernimento necessário para resolver a questão dando ao outro a impressão de que o "jogo" está do lado dele/a?
Não, não, não se trata de hipocrisia, trata-se de bom-senso. O "jogo de rins" nem sempre é fácil, mas o mérito reside precisamente aí.

E no que respeita à família do outro? Qual dos dois permite que o parceiro/a se mantenha igual a si próprio, mantendo-se fiel à educação, princípios e valores que lhe foram ensinados e que sempre cumpriu? Qual dos dois não quer transformar o outro à sua "imagem e semelhança"?
Qual deles aceita aquela família como fazendo parte integrante da sua? Qual deles a aceita com as suas particularidades?

Perante isto, para que lado pende o prato da balança? Quem sai, predominantemente, "vencedor"?
Ainda que o tema tenha sido abordado de forma simplista, a verdade é que se trata de um problema de extrema importância, com implicações que podem alterar toda uma vida em comum.

Ora, digam de vossa justiça. Qual a vossa opinião?
 

15 comentários:

  1. Minha querida GL
    Viver não é simples, muito pelo contráro...e tudo depende da capacidade de cada um tem para saber mediar os conflitos...violencia gera violencia e não leva a lado nenhum a não ser um subir da falta de respeito mutuo...
    Quando se gosta verdadeiramente não basta olhar um para o outro, mas sim ambos olharem na mesma direcção!
    Se isso acontecer, o entendimento acontece seja entre o casal, seja nos conflitos familiares.
    Bom senso, e respeito, talvez seja uma "receita" a aplicar.
    Beijinho e bom fim de semana
    Teresa

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    1. Olá Teresa,

      As relações interpessoais nem sempre são fáceis, mas quando se trata de relacionamento entre casais as coisas, em muitos casos, tornam-se verdadeiramente dramáticas.
      Não é só uma questão de bom senso - ou falta dele! -, diria que numa situação de conflito à medida que o mesmo se agudiza há, quase sempre, da parte de um dos elementos a tentativa de anular o outro, e isso afigura-se-me é intolerável.
      Regra geral esse papel é sempre desempenhado pela mulher. Não? Basta estarmos atentos para o confirmar.
      Beijinho.

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  2. A força de um casal é saber ultrapassar todos esses obstáculos, que são naturais, e permanecer junto.
    Até Agosto que eu vou de férias!

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    1. Assim manda a inteligência e o respeito que deve ser mútuo, mas quando um destes factores falha, caro Pedro, o anular do outro é a palavra de ordem.
      Boas férias.

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  3. É simples, se homem e mulher souberem respeitar-se mutuamente, tudo é melhor, ou mesmo bom.
    Beijinho, GL.

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    1. Respeito mútuo? É tudo menos simples, caro Observador.

      Beijinho.

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  4. ~ Tudo depende do carácter de cada um...
    ~ Há parceiros
    capazes de aturar feitios quizilentos, por saberem que são amados.

    ~ Normalmente, todos sabem até que ponto podem insistir...
    ~ Quando não se respeitam os limites, a relação não vale a pena, de todo.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ~~~~~ Beijinhos. ~~~~~~~~~~
    ~ ~ ~

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    1. É mesmo disso que na maioria dos casos, se trata: o não respeito dos limites, cabendo aí até o desrespeito pelo amor próprio do outro.

      Beijinho

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  5. Gostei da forma "simples" como colocou a questão.
    Julgo que a mulher é mais intransigente, no entanto tem mais poder para gerir as emoções. O homem (mesmo o do arquétipo autoritário) acaba sempre por fazer o que a mulher risca. Isto em dois seres inteligentes.
    Se o homem usar a força bruta, talvez a mulher fique a perder de imediato mas a longo prazo, se estiver bem mentalmente, vence.
    Não é um tema fácil pois há diversos perfis a ter em conta.
    Beijinhos.:))

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    1. Ana,


      Só tenho uma resposta ao seu comentário: obrigada pelo enriquecimento que veio dar ao post.

      O segredo, o cerne da questão, é mesmo este:
      "Se o homem usar a força bruta, talvez a mulher fique a perder de imediato mas a longo prazo, se estiver bem mentalmente, vence."
      A mulher, em situações normais, vence sempre, por muito que queiramos negar esta realidade.
      A mulher é mais "habilidosa" na forma como conduz o conflito, diria até, mais insidiosa.
      Atenção, não estou a generalizar, há casos e casos, alguns que, pela sua gravidade nem cabem aqui, mas se fosse elaborado um estudo que nos desse percentagens, não duvido de quem seria o "ganhador".

      Beijinho

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  6. "entre marido e mulher (ou imitações) não meto a colher..."

    que se (des)entendam,,,

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  7. “Quem sai predominantemente “vencedor”?” É uma pergunta que está na parte final do post. Creio que se houver um vencedor em qualquer situação, haverá não um, mas dois perdedores. Pequenos conflitos às vezes até não são maus porque permite baixar as tensões acumuladas; mas, porque são pequenos, não permitem vencedor e vencido.
    Acho que a situação é esta: ou são ambos inteligentes para entenderam as situações de potencial conflito e então evitam-nas, ou então perdem os dois.
    Abraço.

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    1. Os pequenos conflitos não levantam grandes problemas, refiro-me aos outros, àqueles que destroem um dos dois.
      Partindo deste principio, o último parágrafo não será demasiadamente simplista?
      Perdem os dois? Mas será que um dos elementos, o que deu azo ao conflito, não sai a ganhar? Nem se trata de uma questão de inteligência, em muitos casos trata-se, simplesmente, de uma questão de interesses onde não cabe sequer o respeito pelo outro, e aí, caro PM, a mulher sai sempre vencedora.
      Abraço.

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  8. Entre marido e mulher, não pode haver vencedores... senão há partida, está criado um cenário que se repete... um habitua-se a ganhar... ou o outro conforma-se em perder...
    Terá de haver cedências de parte a parte, para que sempre vença o entendimento...
    Os outros... família... têm a influência que se achar que devem ter, ou mereçam ter...
    Caso contrário... se a família se impuser, simplesmente... é meio caminho, para alguém se recusar a ser formatado à força... e ter uma forte tentação de fazer as malitas... para mais nos tempos que correm, em que as pessoas facilmente se impacientam, por qualquer coisa...
    Um tema com pano para muitas mangas... pois cada um verá sempre a situação, ajustada ao seu caso pessoal, com todas as suas circunstâncias muito próprias...
    Beijos, GL!
    Ana

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