sábado, 1 de agosto de 2015

Flash, tristes flashs!


 
Uma pastelaria como tantas outras.
A bica que se pede. Uns que a tomam de um golo e saem, outros que se sentam na costumada cavaqueira. 
Ao meu lado, duas mesas livres rapidamente ocupadas, cada uma delas, por três elementos. Numa um casal e uma jovem (filha?), na outra, um rapaz, uma adolescente e um pequenito. Começam a conversar os seis, até que a conversa fica na exclusividade da mesa onde estão o casal e a jovem.
A certa altura, uma vozinha: "pai, já posso comer o gelado?" O rapaz, olha a rapariga, como que a interrogá-la, mas a resposta não vem. Levanta-se, vai buscar o gelado. "Obrigada, pai", diz o pequenito em festa.
A determinada altura o tom de voz da jovem eleva-se, de forma agressiva, e o discurso com os pais (?) é esta "pérola".
- Pois, as tarefas têm que ser partilhadas, e ele já sabe que a lavagem da loiça é uma tarefa que lhe pertence. Está assim determinado e assim é.
O rapaz não reage, não diz nada.
Passado um bocado levantam-se. Ela afasta a cadeira, olha para ele e ordena: "arruma a cadeira".
Uma vez mais sem reagir, arruma a cadeira, pega na mão do filho, e segue atrás dos outros três elementos.
 
Ah, a violência doméstica, um flagelo, etc., etc.!
Sim, um flagelo e gravíssimo.  Convinha é que houvesse discernimento para não diabolizar uns e endeusar os outros.
 
 
 

8 comentários:

  1. E quem aguentará viver assim, por muito tempo?...
    Cedo ou tarde... mais um pequenito com os pais separados... quando o respeito se vai... nem filhos mantêm nenhuma relação...
    E no que diz respeito a violência doméstica... cada caso, será sempre um caso...
    Aproveitando, para deixar um beijo, e me despedir por algum tempo, pois irei fazer uma pausa no blog...
    Tudo de bom, GL! Até breve!
    Ana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É impossível viver assim, quanto mais não seja pelo filho e, mais, pelo respeito que cada um deles deve merecer do outro.
      Uma lástima que entrou na banalidade, mas que não deixa de confranger.

      Espero que a ausência seja breve. Faz falta, e a Ana sabe isso.

      Tudo de bom!
      Até já. :)

      Eliminar
  2. Uma vida como a descrita não pode prolongar-se no tempo.
    O que me indigna é arrastar as crianças, neste caso o filho, para uma mediocridade existencial.
    Beijinho, GL.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas é que não pode mesmo, é simplesmente impossível! O que estará a acontecer à auto-estima daquele rapaz?
      E as crianças? Pobres crianças a crescerem num ambiente daqueles!...

      Beijinho.

      Eliminar
  3. Quando me separei do meu ex...meus filhos rondavam uma dezena de anos!
    Tivémos sempre o cuidado de os educar em valores que os tornassem cidadãos responsáveis e felizes...apesar da nossa infelicidade! Bj amigo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, Graça, essa é a atitude inteligente que qualquer casal deve tomar perante uma situação de ruptura, só que poucos a tomam, donde resulta serem os filhos as grandes vitimas.

      Beijinho.

      Eliminar
  4. ~~~
    ~ Cena muito lamentável, mais pela criança...

    ~ A mulher conquistou a emancipação ou a escravatura com várias responsabilidades?

    ~ Poucas mães educam os filhos a cooperarem nas tarefas domésticas.

    ~ Tenho amigos que começaram a interessar-se por culinária depois de reformados!
    ~ Amigas que criaram os filhos sem os ensinar a arrumar os quartos e a usar o aspirador...

    ~ Os pais, na maioria, gostam mais de comprar gelados, mas detestam ajudar nos trabalhos de casa.

    ~ Penso que o 'busilis' de tanto divórcio é um problema de educação.

    ~ Já a relação violenta, apesar de depender também da formação, é mais dependente de temperamento, de carácter, de genes...

    ~~~ Beijinhos. ~~~~~~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A questão que coloca não será o cerne do problema? A emancipação é isto? A igualdade é isto?

      O problema educacional tem um enorme peso, sem dúvida.
      A maioria dos pais descura um aspecto importante: ensinar responsabilidade. É que a responsabilidade é transversal à vida, toda ela, quer na escola, na família, na sociedade.

      A relação violenta, Majo, pode depender de muitos factores, como os que refere, mas alguma dose de respeito poderia colmatar muitas situações gravíssimas.

      Beijinho.

      Eliminar