segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Alguém que me explique...

... o que leva o Homem a assim desafiar a morte.


 
 
Tinha interesse em ver o este filme e por razões várias.
Comecemos pelas mais simplistas: ver um pouco do Everest e a forma como o realizador tinha abordado esta temática.
Outro motivo, o mais importante, o que me suscita imensas dúvidas  e interrogações para as quais não encontro/encontrei resposta: qual a motivação que leva a que o Homem queira participar neste tipo de expedições? Que fascínio é esse que o leva  a assim arriscar a vida? Porquê sujeitar-se ao sofrimento que a caminhada implica?
Depois há ainda os que sobrevivem mas ficam com lesões gravíssimas causadas por queimaduras, consequência do frio, como um dos elementos que viu as duas mãos amputadas bem como o nariz. Todos eles conhecem bem os riscos que correm, e mesmo assim nada os demove?
O que quer o Homem mostrar/provar a si próprio? É que isto não tem nada a ver com conhecer o Monte Everest, não, não, estes desafios que impõem a si mesmos vai muito para além disso.
 
Têm uma resposta? Venha ela, porque não consigo encontrar nenhuma que se me afigure minimamente aceitável.
 

29 comentários:

  1. Saber do que é capaz ?
    O Guiness ?

    Um beijo.

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  2. ~~~
    ~ Quando desafiar os limites de resistibilidade torna-se um jogo
    ~~~~~~~~ semelhante aos viciados da roleta.

    ~~~ Beijinhos. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. E atinge-se este grau, a roçar a inconsciência? O vício é assim tão grande?

      Beijinhos, Majo.

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    1. Pois que vivam, mesmo quando a morte espreita a cada momento.

      Beijinho

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  4. Não tenho resposta para essa pergunta.
    Que tal o filme??
    Bom resto de semana

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    1. O filme é interessante, vale a pena ver.

      Abraço.

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    1. Deve ser por aí, sim!

      Beijinho, Graça.

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  6. Adrenalina ao máximo e gosto pela aventura.
    Beijinho

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    1. Reduzir a dose de adrenalina talvez não fosse má ideia, pelo menos era mais prudente.

      Beijinho

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  7. Lá estaremos em riste
    no silêncio das urnas

    Bj

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    1. Urnas? Hoje não posso ouvir falar em tal coisa.

      Beijinho

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  8. Quero ver o filme. Vou ver se não o perco.

    Existe algo que impele alguns seres humanos ao abismo. Algo que leva as pessoas a querer desafiar a morte como se tentassem dizer: eu consigo vencer-te... Pura ilusão, digo eu. Quem brinca sempre connosco e se finge de morto é exactamente o abismo. Um dia acorda. Nesse dia somos nós que deixamos de viver.

    Boa noite, GL.

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    1. Um desafio tão desigual, Maria!
      Real, ou em sentido figurado, o abismo ganha quase sempre, não se me afigura inteligente testá-lo.

      Boa noite, Maria.

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  9. Todos temos o nosso Everest! Na grande maioria dos casos são pequenas "elevações" ou pequenos "precipícios" que queremos vencer. Isso anima-nos dá prazer à vida. E não falo em termos (só) físicos. Qualquer obstáculo que se atravesse na nossa vida e que nos esforçamos por ultrapassar dá um grande prazer e sentimo-nos muito bem. Tudo isto elevado à décima potência dá o Everest "lui même".
    Eu, que sou de temperaturas amenas e de correr poucos riscos físicos, fico-me aqui pelo plano.
    Este tipo de filmes que, como espetáculo, leva as coisas ao exagero, não é muito do meu agrado. Prefiro então saber das notícias dos que andam, realmente, por lá.
    Abraço.

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    1. O nosso Everest ou as nossas inseguranças? É que estas são transversais à nossa vida, física e não só.
      Cada degrau que se sobe, cada barreira que se ultrapassa faz-nos sentir bem, faz-nos acreditar que somos capazes, mas é aconselhável que mantenhamos os pés bem assentes na terra, que aceitemos a nossa condição de mortais.
      Pois é, Observador, o problema coloca-se na dificuldade dessa aceitação.

      Beijinho

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    2. PM, desculpa, troquei-te o nome. O meu pedido de desculpas também ao Observador.

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  10. Talvez testar os seus próprios limites, penso que quando se embarca em aventuras destas , não se olham para as consequências, importa é tentar.

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    1. Deve ser isso, sim, mas os riscos são tão grandes!

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  11. Julgo que é vencer a caminhada, a adrenalina que se produz deve viciar e, talvez ainda, alguma inconsciência ou optimização dos recursos que hoje há à disposição do homem. Contudo, as forças da Natureza falam mais alto.

    Duas coisas devem ser maravilhosas: a paisagem e o silêncio. Porém, eu não desafiaria estas forças naturais.
    Beijinhos. :))

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    1. Deve ser um misto de tudo isso, Ana, mas é assustador.

      Sim, a imponência da paisagem é esmagadora, sem dúvida.

      Beijinho, Ana.

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  12. Nisso e em outros desportos radicais é o gosto da aventura e o pulsar máximo da adrenalina. Quando assim é...não consigo ver os limites de "gente doida" porque já basta o que nos acontece e nos leva aos limites totais.

    Beijos e bom domingo

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    1. Ora aí está, Fatyly, é isso mesmo.
      A própria vida não nos testa, e quantas vezes da forma mais violenta? E a aceitação é fácil? Não! Então porquê desafiá-la até situações limite?

      Boa semana.

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  13. Sendo o Homem uma criação com defeito... do Criador... talvez queira ultrapassar os limites além do possível... para se sentir mais próximo de Deus... e do que é inatingível... no fundo para satisfazer a sua necessidade ilimitada de satisfazer o próprio ego...
    Na Natureza... as espécies perfeitas, mantêm-se inalteradas há milhões de anos... veja-se o caso de libélulas ou tubarões...
    O Homem... um ser em contínua mutação... por ainda não estar adaptado ao seu meio... e com tudo isso... ainda arranja tempo, para aperfeiçoar os seus defeitos de carácter... em cada dia que passa... como a vaidade, a ganância, a falsidade, a arrogância, a prepotência, a inveja... Enfim!...
    De qualquer forma um excelente filme, que gostaria de ver...
    Beijinho
    Ana

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  14. Não sei se tenho uma resposta, ou uma que te satisfaça. A mim não me faz confusão. O meu espírito também é aventureiro. Posso não ter saído muito do lugar nem tido grandes aventuras mas, dentro de mim, está essa curiosidade, essa vontade de me colocar a teste. A mim, à minha resistência...

    A minha forma de explicar? Está na natureza humana.
    Faz parte.

    É um dos seus lados. Se for o mais dominante, então o «homem» sobe a montanha e arrisca a vida. Isso é aliciante. Irresistível. Se não dominar, o homem vai subindo outras montanhas... Cada qual na sua. Cada qual com o seu conceito do que é viver e até onde podem arriscar.

    Penso que mulheres também gostam de subir montanhas. Mas têm um organismo diferente em termos de musculatura e força. Deixemos o homem, masculino, dispender a sua adrenalina com a conquista de montanhas. Já não andam de arco e flecha na caçada... :D :D

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