terça-feira, 27 de outubro de 2015

Como? Expliquem lá isso melhor, sim? É que somos um bando de idiotas!

À, grandes ilustres!
Quem?
Os visados façam o favor de se chegar à frente. Um prazer para um qualquer país, ter-vos, olarila!



"A partir de dia 01 de janeiro de 2016, para se ter uma pensão de invalidez, será necessário estar-se completamente dependente de terceiros ou com uma esperança de vida de três anos. Isto porque, nesse dia, entra em vigor o novo regime especial de proteção que, entretanto, já foi publicado em Diário da República no passado dia 20 e está a gerar algumas críticas, avança o Correio da Manhã (CM) na sua edição impressa desta terça-feira."

Como? Três anos de esperança de vida? E como é que isso se sabe com essa precisão? E se a alminha em causa se distrai e, porque está feliz da vida, resolve andar cá mais um tempinho? Ah, já têm solução! Qual é, pode saber-se?

(...)
 Continuemos.
"Em resumo, se antes se tinham em conta doenças específicas, agora, e para ser atribuída a pensão de invalidez, é tido em conta o nível de incapacidade."
Este último item é o único que faz sentido, mas não era já assim? Tenho que rever a legislação anterior, querem ver?!
E faz todo o sentido, por uma razão simples. O que deve ser considerado é o grau de incapacidade, não a sua causa. Todos nós conhecemos pessoas a quem falta a "ponta de um dedo" e que pretende que lhe seja atribuído um grau de incapacidade, igual, ou superior àquela que, de FACTO tem, tendo em vista reunir as condições necessárias para usufruir dos benefícios legais. 

Queiram ler o resto da notícia. aqui. Para quem não leu, garanto que vale a pena.

Ah, e façam um favorzinho a vós próprios. Nada de viver mais do que três anos, nem mais um dia.
Despertadores, lembretes, seja o que for, tudo activado para que não haja um lamentável esquecimento.

Que diabo, tenham vergonha! Se não conhecem a realidade por favor, e com o maior respeito por todos vós, calem-se.

Nota: Negrito meu.

36 comentários:

  1. É o país que vamos tendo...não protege quem trabalha...quem estuda...quem cuida...quem educa...quem se sente incapaz!
    Não admira que o desânimo supero o ânimo...bj

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um simulacro de país, isso sim!
      Um país que se preze, que tenha responsáveis que o sejam com sentido de justiça, não age desta forma.
      Beijinho

      Eliminar
  2. Parece-me muito complexo o que essa comissão definiu.
    E as injustiças vão ser muitas e mais.
    Lamentável à primeira vista.

    Um beijo ( vou ver se não fico incapacitado !...).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lamentável é o mínimo que se pode dizer.
      Morte datada? Mas que disparate é este?

      Bom fim-de-semana.

      Beijinho, João.

      Eliminar
  3. Voltando aos comentários de ontem, os loucos tomaram mesmo conta do asilo!!! :(
    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E não estão com vontade de o deixar em paz, o que agrava a situação.
      É mau de mais!

      Bom fim-de-semana.
      Beijinho

      Eliminar
  4. Já nada me espanta e quando li o artigo fiquei como tu, indignada com tanta falta de sensatez. Mas se os próprios "feiticeiros do corte" lhes acontecer algo com eles ou com um familiar...pois terão tudo e mais alguma coisa.

    Beijos e bom dia

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ah, mas isso é mais que certo!
      Alguém, mas alguém pensou nas implicações que esta Lei(?) acarreta?
      A Ordem dos Médicos já se insurgiu, o que é normal. A determinação do grau de invalidez já levanta problemas sérios, agora isto de calendarizar o tempo de vida é de uma insensibilidade e estupidez inqualificável.
      Ai, Fatyly, está tudo louco!
      A ignorância que manifestam é absolutamente intolerável, isto se tivermos em conta que era suposto estarmos perante pessoas devidamente informadas.:(

      Bom fim-de-semana.
      Beijinho.

      Eliminar
    2. Digo-te mais GL, depois não me venham dizer que os filhos abandonam os pais e ou avós nos hospitais. Acompanhei recentemente dois casos. Não tinham possibilidade de cuidarem deles, ausentes todo o dia por trabalho ou até na procura incessante de trabalho. Foi o próprio hospital que os encaminhou para os cuidados paliativos e agora um deles está num lar onde só cobram a pensão da senhora: 350,00€. Para ajudarem quem mais precisa é preciso passar por este "calvário"? e com esta lei...a coisa vai ficar ainda mais negra e os hospitais ainda mais cheios de...

      Dizes bem GL... anda tudo louco e nas costas dos outros eu leio as minhas...porque ninguém sabe se teremos ou não essa necessidade.

      Um bom sábado e beijos extensíveis aos teus

      Eliminar
    3. Tens razão, Fatyly, agora há essa impossibilidade, não só real como gravíssima, mas olha que tempos houve em que até moradas falsas davam. Assisti a situações dessas que guardo na memória até hoje.
      O nosso futuro não se afigura risonho, não, não, muito antes pelo contrário.:(

      Beijinho

      Eliminar
  5. Legislação ao nível de quem a produziu. Mediocridade ao melhor nível.

    Essa coisa do grau de incapacidade tem muito que se lhe diga. Se o 'cliente' conhecer ou for amigo da presidente da Junta Médica ou de algum dos outros dois componentes, arrisca-se a ver sobrevalorizada a incapacidade. Sempre assim foi e há-de continuar a ser.
    Dizem que agora o rigor é maior. Pergunto como se pode acreditar nisso. As pessoas continuam a ser pessoas, os truques continuam a ser truques. Depois, se o médico - que tem que ser o de família - disser que o 'cliente' tem 46 bicos de papagaio', 32 artroses e 81 tendinites em estado de sítio, qual é a Junta que vai duvidar? E não me venham com a história de que o relatório médico deve ser acompanhado de exames auxiliares de diagnóstico. É fácil alguém fazer-se acompanhar de uma TAC feita pela prima que está com os pés para a cova. Que ninguém me diga que não pois eu já vi. E resultou em 65% de grau de incapacidade.

    Beijinho, GL.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O teu primeiro parágrafo sintetiza, de forma clara, esta aberração, sim, porque é disso que se trata!

      Agora o rigor é maior como? Com.a introdução do "prazo de validade"? Por favor, não brinquem com coisas sérias.

      Subscrevo integralmente a tua análise sobre a forma como é atribuído o grau de incapacidade.
      Penso que a maioria de nós conhece exemplos de casos "insólitos" nesta vertente.
      Alguém é capaz de explicar porque é que uma pessoa que tem um problema num braço tem direito a poder parquear junto à porta de casa? A legislação dizia que essa possibilidade era concedida a quem comprovadamente tivesse dificuldade em se deslocar na via pública sem auxiliares de marcha, e isto sim, fazia sentido, agora aquele que tinha um problema num braço?! A criatura não andava de gatas, ou andaria?
      Ui, que fúria!

      Bom fim-de-semana.
      Beijinho

      Eliminar
  6. Acho que foi no ano passado que, a uma professora em estado terminal, lhe foi imposto que se apresentasse no seu posto de trabalho...
    Cada vez me convenço mais, que as leis deste país, serão feitas por quem sofre de acefalopatia congénita... não terão cérebro... nem coração...
    Quanto mais vivo neste país... mais vontade tenho de emigrar...
    Beijos! Continuação de uma boa semana, GL!
    Ana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lembro-me desse caso, sim! Haverá desumanidade maior? Mas que tipo de pessoas são estas? Como classificá-las? Acéfalas, diz bem!
      Tudo isto está a tomar um rumo, no mínimo, assustador e revoltante.

      Bom fim-de-semana.
      Beijinho

      Eliminar
  7. Ontem foi o Dia Mundial da Terceira Idade, mais uma coisa inventada pela modernidade a fazer cair no ridículo quem já não pode ser mais nada senão velho submetido à hipocrisia duma sociedade escondida atrás de si mesma. Vá lá, vá lá!, não terem ainda inventado a guilhotina para os incapazes deixarem de pesar nos cofres desta corja… e querem-nos ainda bafejados de arrogância, fascistas a coberto de discursos presidenciais! Nada lhes sobra da virulência… Nada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mais um "Dia de..." que não serve rigorosamente para nada. O grande argumento a favor dos ditos é que têm como finalidade lembrar os problemas do grupo visado.
      Ai é? Se há coisa que quem de direito (?) se lembra é das pessoas mais velhas! E depois? Em termos práticos, muitas das pessoas incluídas nesse grupo de cidadãos deixou de ter problemas?
      É impossível colmatar todas as lacunas, todos sabemos isso, mas há tanta falta, não apenas de bens materiais, mas até de afecto, tanta!:(

      Bom fim-de-semana.
      Abraço.

      Eliminar
  8. Respostas
    1. A tenda está montada, o.espectáculo continua.

      Eliminar
  9. Por vezes quando leio estas coisas, penso que estou a viver num país onde só há bobos, ou então presumem que o povo é todo desprovido de um QI aceitável.
    Eu acho que ainda me encontro com as minhas funções todas em bom estado, mas por este andar em breve fico incapacitada.

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E que outra leitura se pode fazer? Somos tratados como tal, e a reacção, qual é a nossa reacção?

      Beijinho.

      Eliminar
  10. Este país cada vez me surpreende mais. É incrível.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Surpreende mas pela negativa, e isso é que é dramático.

      Eliminar
  11. GL,
    Temos legisladores que, à noite (ou também durante o dia?), sonham ser comediantes de stand-up. Só pode!

    Um bom final de semana :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Noite e dia, que o tempo urge.
      Pena é que os sonhos se concretizem em pesadelos.
      Abraço.

      Eliminar
  12. Cruzzes!
    Mais vale ser minoria e recorrer ao rendimento de incersão social ou o raio que parta!
    Neste país onde só se pode morrer, agora até fazem com que seja mais depressa!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dizes bem: cruzzes!
      O desnorte, o desrespeito, a falta de tudo, até do sentido de humanidade, atingiram uma dimensão tal que só podemos classificar de insuportável.

      Eliminar
  13. Bolas! Reflexos de um país nada normal. Onde a falta de lucidez e o respeito pelos outros impera! Cada vez mais me convenço que falta quase tudo em Portugal. Falta alma, respeito, civismo... enfim, falta tanta coisa!
    Beijinhos
    Bom fim-de-semana!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um país doente, muito doente!
      Se ainda há esperança de recuperação? Não sei, Carpe, mas estou muito céptica.:(
      Beijinhos.

      Eliminar
  14. GL, não sei se a leitura que fiz desta notícia é errada, no entanto as ilações que tiro de tudo isto vai ao encontro do provérbio de que "paga o justo pelo pecador", Ou seja, acabamos todos por ser penalizados porque o que mais existe neste país é gente que também engana o Estado. Todos sabemos disso. Obviamente que quem acaba por sofrer são as pessoas que realmente precisam de ajuda. Um país a rebentar pelas costuras e não pelos melhores motivos.

    Tenha um resto de bom domingo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Maria, o problema é que enganar o Estado não é de agora, já vem de longe.
      Paga o que "justo pelo pecador"?
      Sem dúvida! Mas sabe que muitas situações dessas se podiam evitar se o legislador, desde sempre, conhecesse verdadeiramente a realidade que está a tratar? O problema é que se legisla sem se ter conhecimento das diversas nuances das situações/patologias em apreço.
      É complexo, sem dúvida, mas não impossível fazer-se um bom trabalho nesta área. Ouçam-se os bons, esclarecidos e honestos técnicos de saúde - médicos, etc. - e estas barbaridades serão minimizadas.

      Continuação de um bom dia.

      Eliminar
  15. GL,

    Porque escolheste este símbolo para ilustrar este texto?

    Abraço grande

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ricardo,

      Por uma razão muito simples. É o símbolo identificativo da pessoa com deficiência, a temática visa essa problemática, logo?...

      Abraço grande.

      Eliminar
    2. Logo...

      Uma pessoa deficiente pode não ser inválida :-)

      O símbolo usado neste texto é o símbolo internacional da acessibilidade criado nos anos sessenta !

      Não te zangues comigo...mereço abraço?

      Eliminar
    3. Logo...
      Desde quando é que me zango com quem passa por este cantinho?:)

      A confusão gerada em torno desta terminologia é recorrente. Para muitos uma coisa implica a outra, o que não corresponde à realidade. Há pessoas deficientes mas não inválidas, como dizes, e bem.

      Uma achega muito pertinente. Gosto disso, obrigada.:))

      Se mereces abraço? Mas nem se pergunta.

      Abraço grande, Amigo.

      Eliminar