quinta-feira, 23 de julho de 2015

Olhos que falam!



Quanta ternura no olhar destes meninos!

 
Quanta pureza, quanta verdade!
Mãos-dadas, e assim tem sido vida fora.

 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Recusas


Escrevo.

Uma tentativa de desenhar a letra, desenhar várias, uma a uma, letras que juntas cumpram aquilo para que foram criadas. E de seguida? De seguida virá a palavra.

A palavra veio, mas sem nexo, zangada.

Onde estarão as palavras certas, aquelas que façam um qualquer sentido, que digam verdade? E escapam, sem pudor nem remorso, para um qualquer lugar desconhecido.

Palavra fugidia, palavra que se recusa a cumprir aquilo para que foi criada, palavra cúmplice do vazio, palavra que se recusa a sê-lo. 


Autoria de Gustave Klimt
Hoje, é dia da não palavra.
 E a página em branco.

E o silêncio que se impõe sem pedir autorização.

 

sábado, 18 de julho de 2015

Pobre Grécia!


Como se não bastasse o martírio de cariz político, económico e social porque estão a passar, vêem-se agora a braços com incêndios de grandes dimensões que devastam tudo por onde passam.

Para os crentes apetece perguntar porquê: porquê martírio a somar a martírio; porquê desgraça a somar a desgraça?

Estou solidária convosco, irmãos. Irmãos na desgraça, irmãos enquanto joguetes às mãos de gente que de gente têm muito pouco.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Amizade.


Há quem use a palavra "amizade" com a mesma ligeireza com que afirma estar sol, ou de chuva.
A amizade como que se banalizou, perdeu nobreza, verdade. 
Quem respeita, não apenas o conceito, mas também a autenticidade? Quem a oferece sem pensar em retorno?
Quando um Amigo se transcende, e nós somos o alvo, aí sentimos de forma única, inequívoca, o verdadeiro sentido da Amizade.
Hoje, há horas, vivi esses momentos únicos.
 
Para ti, um singelo obrigada.  Pela pessoa maravilhosa que és, pela Amizade incondicional que demonstraste uma vez mais.
 
 
Confúcio
 
"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade." Confúcio
.
 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Uma opinião, pode ser?!

 
Não, a questão não é simples, muito antes pelo contrário, além de que as opiniões nestes casos, regra geral divergem, o que não surpreende.
 
Então, vejamos.
Há dias, numa conversa entre amigos, alguém colocava a questão sobre o que cada um de nós pensava no que respeita ao comportamento entre homens e mulheres, muito em particular quando casados, ou dito de forma simplista: num casal quem tem maior poder/capacidade de influenciar quem?
Calma, já sei que não estamos perante uma "regra de três simples", que há uma imensidade de variáveis que não podem ser descuradas, que há situações e situações, etc., etc., etc. 
Mas...?


Mas peguemos na questão sem ideias pré-concebidas, ou, pelo menos, tentemos.
Perante uma situação problemática, até conflituosa, qual dos dois tem maior capacidade de gerir o conflito com inteligência, pragmatismo, sangue frio? Qual dos dois tem maior capacidade de ceder, aceitar uma opinião diferente da sua?
Qual dos dois procura a via do apaziguamento, em vez de partir para a discussão? Qual dos dois tem o discernimento necessário para resolver a questão dando ao outro a impressão de que o "jogo" está do lado dele/a?
Não, não, não se trata de hipocrisia, trata-se de bom-senso. O "jogo de rins" nem sempre é fácil, mas o mérito reside precisamente aí.

E no que respeita à família do outro? Qual dos dois permite que o parceiro/a se mantenha igual a si próprio, mantendo-se fiel à educação, princípios e valores que lhe foram ensinados e que sempre cumpriu? Qual dos dois não quer transformar o outro à sua "imagem e semelhança"?
Qual deles aceita aquela família como fazendo parte integrante da sua? Qual deles a aceita com as suas particularidades?

Perante isto, para que lado pende o prato da balança? Quem sai, predominantemente, "vencedor"?
Ainda que o tema tenha sido abordado de forma simplista, a verdade é que se trata de um problema de extrema importância, com implicações que podem alterar toda uma vida em comum.

Ora, digam de vossa justiça. Qual a vossa opinião?
 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Há factos que exigem pausa na pausa ...


... o NÃO da Grécia às politicas que lhe eram impostas é um deles.



 De salientar o papel do Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, no papel importantíssimo que teve em todo este processo.
 
E é pela importância deste NÃO, pelo que significa que tenho, quero, devo isso quanto mais não seja a mim própria, felicitar o povo grego.
O caminho a percorrer não vai ser fácil, e os gregos sabem-no bem, mas não foi por isso que ficaram de cócoras, não foi por isso que baixaram os braços, não foi por isso que perderam a verticalidade de carácter.
Já mostraram, e de forma inequívoca, a fibra de que são feitos.
Saber que há um povo, representado pelos governantes por eles eleitos, que não desistem da sua dignidade, é algo que ainda nos faz acreditar em dias melhores.
 
 

 
 
Por isso vos felicito, por isso me orgulho de ainda fazer parte de uma Europa à qual pertencem, só que esta Europa não vos merece, nós não vos merecemos.

Obrigada, uma vez mais, obrigada!
Obrigada pelo exemplo que todos deviam seguir, só que...?

Só que quando a mediocridade impera, pouco, ou nada, há a fazer!