quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016. A incógnita.

A certeza é apenas uma: queríamos que o homem fosse mais amigo do homem.
Que não houvesse guerra.
Que houvesse mais justiça, mais igualdade.
E mais amor, e mais compreensão, e "estender de mão" sem essa coisa detestável da caridadezinha.
 
Mas hoje, e independentemente da data e dos festejos, porque uma Amiga que muito prezo está em sofrimento, o sofrimento maior que pode afligir uma Mãe que é a doença de um filho, dedico-lhe este post que gostaria lhe transmitisse esperança, coragem e força.
 

 
 
Mãe, tu e ele vão ganhar a batalha.
O teu pequenininho, como amorosamente o tratas, vai reagir e recuperar a saúde. E crescer saudável, e ser um menino forte e lindo tal como os manos.
Porque tu mereces, porque ele merece.
Deus é justo? Por vezes não entendemos os seus desígnios, mas tenhamos Fé!
Eu tenho Fé, sei que vós, pais, têm Fé, portanto...
 

Fonte: Google
 
A blogosfera tem n finalidades.
Há quem a utilize para dizer "nadas". Outros para falarem de outros agredindo esses "outros". 
Há quem faça dela partilha, mas a partilha que aquece o coração, que nos enriquece, que nos faz acreditar no Homem.
Há quem fale, aborde problemáticas extremamente pertinentes, outros que optem por temas mais aligeirados.
Não avalio/critico nenhuma das posturas - excepção feita aos que querem ferir alguém só porque sim - mas hoje, neste espaço que é "meu" senti necessidade de deixar o abraço que gostaria fizesse a diferença.
 
E fica o abraço.
E fica o testemunho de que estou convosco, principalmente contigo MÃE coragem, MÃE exemplo, MÃE amor incondicional pelos seus filhos.
É nestas alturas - raras! - que admiro a Mulher.
 
Votos de bom
 2016
 para todos vós, os Amigos que por aqui passarem. 
 
 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Adenda ao post anterior.

Nada como um  testemunho na 1.ª pessoa.
Nada mais esclarecedor, nada mais verdadeiro porque sentido e vivido e sofrido.
Por tudo isto, e com a devida autorização do nosso Amigo, um Amigo que também navega nestas "águas" da blogosfera,  faço questão de partilhar convosco o comentário por ele escrito e relativo ao post anterior.
"Seja qual for a deficiência, seja ela visível ou não, no essencial somos iguais aos não deficientes.
Sentimos a dor ou o conforto, rimos e choramos, desejamos, amamos...podemos é não nos expressar da mesma forma que os ditos " normais".
Temos , a maioria de nós , uma vida mais solitária e com mais desafios.  Orgulhamo-nos das nossas conquistas e  valorizamos as pequenas coisas que nos rodeiam.
Aprendemos a ser imensos num mundinho pequeno e com demasiadas fronteiras.
O que  temos dificuldade em compreender?
As pessoas bem " intencionadas " , a indiferença, o desprezo, a " condescendência", o desviar o olhar.
Cá em casa reinventamos a felicidade todos  dias afastando as amarguras e temos reptos em vez de cruzes!

Abraço grande de alguém com paralisia cerebral que todos os dias luta para desmistificar o termo  :)"



Não, aqui não cabe só o sofrimento, muito menos a revolta.
Aqui adivinha-se o "cerrar de dentes".
Aqui adivinha-se a força, a determinação, o querer - e conseguir! - ir em frente.
Haverá melhor presente de Natal do que partilhar esta vivência? É que a vida é composta de tudo: bom , mau, assim-assim, numa roda que não pára.
É, é verdade, há pessoas que apenas querem conhecer(?!) o lado bom da vida. Pobres delas! ... 

Para ti, Amigo, o meu AGRADECIMENTO sincero por esta belíssima lição de vida.

 

sábado, 19 de dezembro de 2015

Aquilo que nunca se faz!

Ora vamos lá conversar, pode ser? Vamos a isto.

Problema de somenos? Não, neste caso, não!
   
 Há algum tempo, num restaurante onde estava a almoçar, fui confrontada com uma situação que me deixou de coração apertado.
Numa mesa, mesmo frente à nossa, almoçava um casal com duas filhas adolescentes. Até aqui nada de novo, uma situação igual a n, dirão. Pois, mas só até aqui, e já perceberão porquê.

Então o que é que se passou? Muito bem, faço questão de partilhar convosco o que testemunhei e por uma razão muito simples: este é o tipo de comportamento que nunca, mas nunca se deve ter.
Do que se trata?

Antes de prosseguir, eis o cerne da questão: uma das adolescentes sofria de paralisia cerebral. Espasmos severos, agitação, muita dificuldade em falar, etc. e neste “etc.” cabe um mundo, o “mundo” que faz a diferença.
Vamos ao caso concreto.

A determinada altura, em plena refeição, uma senhora que estava numa outra mesa levanta-se e dirige-se à mesa do casal. Aproxima-se da adolescente com paralisia cerebral, estende-lhe um bombom, e diz: “toma, é para ti”. O pai, sorriso sereno, ar tranquilo – meu Deus, o que apreciei aquele sorriso, aquela atitude! - informa a senhora que a filha não consegue comer aquele tipo de alimento dada a sua dificuldade em deglutir. A senhora não percebe, e insiste. Olho atentamente a menina e vejo, naquele rosto, um misto de desgosto, “raiva”, aflição. É que ela estava a perceber o que se estava a passar, muito provavelmente queria dizer que não podia comer, etc., só que não conseguia.

Fiquei estarrecida! Não saberia a dita “benemérita” que paralisia cerebral não é igual a défice cognitivo? Não saberia, não se teria apercebido do desgosto, do desespero da jovem? 
Pois, este é um dos grandes "dramas" daqueles que são confrontadas com pessoas que sofrem desta patologia. Para muitos – a maioria?! – paralisia cerebral é igual a défice cognitivo, e isto é um tremendo erro. Há, de facto, crianças/adolescentes que também são afectadas a esse nível, mas não todas.
Há pessoas com paralisia cerebral que têm um QI muito acima da média, mas mesmo muito. Podia dar-vos uma série de exemplos de pessoas nessas condições,  mas fico por aqui.
 Ora vejamos, e por pontos.
Ponto um – A adolescente já não tinha idade para que lhe fossem oferecidos bombons e quejandos. Ponto.
Ponto dois – Tratava-se de duas irmãs com idades aparentemente muito próximas. Se se dava o bombonzinho a uma porque não à outra? Ah, porque uma era doentinha?! Não, não, o caminho não é por aí!

Admite-se, compreende-se a ignorância, mas não a insensibilidade. É que a expressão da jovem era indiciadora de um imenso desconforto vs sofrimento.
Atenção a estas situações. Estas crianças/adolescentes/adultos sofrem horrores com estas atitudes tidas por pessoas ditas normais.
Porque acreditamos que a intenção é boa(?!), porque acreditamos que a maioria destes casos se fica a dever a simples desconhecimento daquilo que é, realmente, a paralisia cerebral, porque informar é urgente numa tentativa de reduzir a ocorrência de casos como o que presenciei,  deixo-vos um link que poderá ajudar a esclarecer algumas das dúvidas mais comuns relativas a esta problemática.
Cinco, apenas cinco minutos do vosso tempo na visita ao link, pode fazer a diferença.
Ora façam favor.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Singelezas!

Bom Domingo, de preferência sem chuva.
Como as previsões parece quererem contrariar-me deixo-vos uns raios de sol, captados há dias num final de tarde.


Estes entardeceres não têm um não sei quê de magia? O que vos parece? Para mim têm, e muita.

Votos de boa semana para todos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Imperdível!


Para todos vós, aqueles que não tiveram oportunidade de ouvir/ver, aqui fica um Concerto que considero imperdível: o "Concert de Paris du 14 juillet 2015".

 

 
 Sentem-se confortavelmente, descontraiam, deliciem-se.

E agora?
Ah, e agora!...
 

 
Um "dois em um" magnifico, um verdadeiro deslumbramento.

Bom espetáculo!...


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Chiu!...

Quando o Amor se faz voz, quando a ternura se adivinha, quando o milagre de ser Mãe se materializa em palavras o resultado só pode ser este: Milagre, Beleza, Magia, Encantamento.
 

 
Esta não é, nem de longe, a melhor canção de Mariza.
É, isso sim, um verdadeiro hino de amor dedicado ao seu filho pequenino.
Haverá algo mais importante na vida de uma Mulher, na vida de um Homem, do que serem pais?
Os filhos são a bênção maior, logo...

Há quem não pense assim? Há, desgraçadamente para ela(e)!
 
Ouçamo-la, pois!