domingo, 17 de julho de 2016

Quando...

... quando o cheiro a morte é insuportável.
Quando a loucura é a palavra de ordem que comanda o mundo.
Quando a segurança é algo que, cada vez mais, pertence ao passado.

Quando a esperança em dias melhores é uma quimera.
Quando a "esperança" se baseia num retrocesso civilizacional notável, caso se venha a concretizar,  - entre outras enormidades -, a ameaça de implementação da pena de morte num (dos) País(es) conturbado(s).

Quando...?

Quando olho as novas gerações, muito em particular as crianças, e fico de coração pequenino a pensar no seu futuro.

Quando...



... medos me aterrorizam, e estou por perto, numa tentativa de encontrar um pouco de paz olho as duas torres sineiras, e uma terceira, continuidade do frontão triangular da Basílica*,  que se erguem aos céus. E elevo  a oração pela Paz, e imploro aos deuses piedade.

E por momentos, ainda que escassos, é a esperança que espreita, aquieta.
Só por segundos? Que seja, se a alternativa não é outra!



*A que Basílica me refiro? Ah, a fotografia é de minha autoria.


Boa semana para todos vós, Amigos!



16 comentários:

  1. Períodos conturbados em que nos encontramos envolvidos, mas pensa positivo e que tudo na vida tem o seu FIM e ACREDITA que melhores tempos virão. Há que ter cautelas como é óbvio...tal caldos de galinha que nunca fizeram mal a ninguém e seguir em frente de cabeça erguida e fazer o que pudermos até onde chegam os nossos braços.

    Talvez se os órgãos de informação não dessem tanta informação tipo roda dentada encravada-repetem, repetem, repetem...a tal visibilidade que quem faz mal pretende...outro galo cantaria. Informar é preciso, mas massacrar é por demais e GL o mundo não pára.

    A Basílica só pode ser a da Estrela.

    Beijos e uma boa semana

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    1. Quando a violência - acabo de ouvir a notícia de um jovem que esfaqueou passageiros num comboio - nos entra casa dentro a toda a hora, Fatyly convenhamos que é difícil mantermo-nos numa bolha.:(

      Numa coisa estou absolutamente de acordo: esta difusão exaustiva destas notícias, que deixam de o ser para passar a massacre, isso é tudo menos inteligente. É contraproducente, é estúpido, é compactuar/ajudar numa das finalidades primeiras de todas estas acções: instalar o medo.

      A Basilica? Será?!:)

      Beijinho.

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  2. Nem sei que diga, GL. Ando muito pessimista quando ao futuro da Europa...

    Boa semana, GL! Beijinho grande!

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    1. Também eu, Sandra, também eu!
      Lamento que o sonho de Homens bons, Homens que sonharam que a Europa poderia viver unida, e em paz, não passe de uma dolorosa utopia.

      Beijinho amigo.

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  3. Olá GL,

    Concordo com todo o conteúdo do comentário da Fatyly.
    Quanto a mim, quero acreditar, preciso de acreditar.


    Abraço grande, grande

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    1. Olá, Ricardo,

      Tudo bem, é preciso acreditar, é urgente acreditar, mas como quando a realidade com que somos confrontados diariamente nos impede de o fazer? Por mais que não queiramos ESTE é o mundo em que vivemos, aqui e agora.:(

      E a Basílica? Qual é?!:):)

      Abraço grande, muito.

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  4. Será o Sacré Coeur?
    Quanto às suas palavras... as minhas dúvidas também subsistem, até quando este estado de coisas?
    Lamentável.
    Liberdade precisa de se renovar com o verdadeiro espírito que encerra, sem deturpações religiosoas e políticas.
    Gosto de Nana Mouskouri.
    Beijinho. :))

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    1. Não, não é!:)

      A questão, ou uma das questões, Ana, é essa: até quando esta mortandade? Vislumbra-se um fim próximo?
      Religião e política são duas realidades que podem dar azo ao melhor, mas também ao pior, como sabemos à exaustão.:(

      Aprecio, de forma muito especial, esta interpretação da Nana Mouskouri.:)

      Beijinho.

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  5. Não, não pode ser o Sacré Couer, não tem torres...Desisto.:))

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    1. Não desista Ana.:)
      Duas dicas:
      - Inicío da construção 1779.
      - Antigo Convento das Carmelitas.:):)

      Beijinho.

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  6. já não há torres de igreja que nos protejam...
    a banalidade do mal - e seu esplendor.

    boa noite

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    1. Banalidade do mal e da morte. O(s) responsável (eis) por mais este atentado não terá (ão) consciência de quão perniciosa é a divulgação, ad nausea, de todos estes acontecimentos?! Informar é uma coisa, aquilo que nos é "servido"" a toda a hora é outra. O efeito "contágio" não terá também algum peso?!

      Boa noite.

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  7. A banalidade do mal-e seu esplendor.
    Peço desculpa ao comentador, herético
    por aproveitar as suas palavras mas
    parecem-me as mais apropriadas
    para o que se está a passar com a
    informação.
    Quanto ao seu texto acho que diz tudo.
    Boa noite.

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    1. Não tem que pedir desculpa, o herético certamente não leva a mal que tenha feito suas as palavras dele.
      A banalização seja do que for, regra geral não é aconselhável, neste caso concreto é um atentado, um desrespeito absoluto pela Pessoa.

      Boa noite.

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  8. Também me angustia ver os meus filhos crescer com as noticias que vão chegando, amiude, sem filtro, sem aviso, sem esperança.
    E não consigo nem pensar nos filhos de tantas mães, nem nas mães de tantos filhos, para quem é a realidade que chega, sem o filtro de um ecrã…

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    1. Um drama, uma aflição sem nome com a agravante de não se ver, por muito que queiramos, algo que nos propicie uma réstea de esperança.
      Abraço.

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