domingo, 14 de fevereiro de 2016

Adenda ao post anterior


Para que conste, para que não haja qualquer tipo de confusão.

Diz, quem entende destas coisas (?!), que hoje é dia dos namorados. 
Ai é?!

Pois, para  mim - quem me conhece sabe desta minha aversão - não há "dias de", há, isso sim, dias mas todos, de estar atenta ao mundo que nos rodeia, isso sim, é válido.

Não, não sou boazinha nem tenho pretensões a tal, apenas não consigo, nem quero, não posso  abstrair-me do que se passa no mundo em que vivo.
Logo?!...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Hoje é dia, ou devia ser...

...daqueles que têm um coração grande para amar.


Amar os filhos, sempre e em primeiro lugar. 
Amar a família, em particular os mais velhos, os mais carentes de afecto e de amor.
Amar os mais sós, aqueles para quem uma simples palavra pode fazer a diferença. 
Amar os simples, aqueles que nos dão verdadeiras lições de vida. 
Amar aqueles que deixam tudo, país e família, para ir ajudar outros que, lá longe, sofrem horrores vítimas da guerra ou de outras calamidades. Amar aqueles que têm esse dom que é amar o mais fraco, mais pobre, mais triste, mais carente.  

Por estes, por todos eles, tenho um profundíssimo respeito.

Para todos vós vai o meu sentido agradecimento e admiração.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Gente(s) e...

... vida(s), e "carnaval", este que se desenrola diariamente perante os nossos olhos. E nós, actores participantes desta "comédia" que é a vida.
 
 
Olho os que passam, muitos são.
Muitos os que são indiferentes àquilo que os rodeia. Passam, simplesmente, passam!
Mas?!...
Mas há o homem triste, sozinho com a sua menina que do tampo da mesa faz a caminha da sua boneca. Ele, o homem magro, esquelético, olha-a, ar enternecido onde se lê amargura. E ele a querer estar ausente da realidade que é a sua.
É a rapariga de saia super justa, com uma racha que lhe descobre a perna até à coxa. E ela indiferente à deselegância que aquilo representa.
Há os que conversam, poucos.
Há os que não veem o mundo. O mundo deles resume-se ao telemóvel, smartphone, tablet, portátil. E eles longe do mundo real, a ausência a que as novas tecnologias os condenou.
Indiferença? Comodismo? A que se deve este comportamento?
 

 
Mas...?
Mas também há - benza-as Deus! - crianças que riem, brincam, saltam, falam, correm, sonham. Crianças, meninas(os) que ainda são gente.
E são joaninhas, e fadas, e sevilhanas, e ursinhos, e palhaços, e reis, e pajens, um mundo de sonho que torna estes dias únicos para elas.
Depois...?
Depois há os outros, os velhos que tudo fazem para mascarar a idade. E aqueles que já mal andam, porque a idade ou a doença a isso os obriga.
E há os solitários, homens e mulheres de rosto sem expressão, olhar vazio, gente quase sem idade definida. Gente do avesso, gente que se esconde dentro de si própria, gente/casulo.
Que aprendizagem, mas ao mesmo tempo que dramático por vezes olhar, com olhos de ver, o mundo que nos rodeia.
O Ser humano como que constitui um mundo novo sempre a desbravar. Gratificante? Na maioria das vezes, não.