terça-feira, 22 de novembro de 2016

A esperança, e o orgulho, pela mão de uma Portuguesa.


E pronto, eis-nos felizes!

Portuguesa distinguida em Israel por investigação sobre doenças cardíacas

Estamos perante noticias que, não só nos enchem de esperança em termos de avanço no tratamento de doenças cardíacas,  como também de um imenso orgulho nos nossos jovens cientistas.


Fonte: Google


Penso que já todos vimos a reportagem. Como não é demais rever, e para algum de vós mais distraído, fica o link.


Numa primeira fase, Renata Gomes tinha sido premiada com o prémio Prata, conforme notícia abaixo:


"Renata Gomes criou uma nano-molécula e com ela ganhou o prémio Prata que o parlamento britânico atribui às melhores investigações realizadas em Inglaterra na área da Biologia. Renata Gomes nasceu há 26 anos em Barcelos. Vive e trabalha em Oxford, no Reino Unido."
Noticia datada de 15-05-2012." in, sicnotícias 

Posteriormente, e na sequência da sua investigação:

"Renata Gomes acaba de passar um ano na universidade de Jerusalém, onde foi premiada pelo seu trabalho na investigação das doenças do coração. Trabalhou com judeus e com árabes, e os seus colegas pensam que a cientista pode vir a ser o próximo Prémio Nobel."




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Finalmente, a justiça sinónimo de esperança!



Sim, pela importância da mesma, vou abordar a Lei recentemente publicada, a Lei n.º 17/2016, de 20 de Junho, aquela que garante o acesso a todas as mulheres à procriação medicamente assistida.


Se para muitas(?!) mulheres a maternidade, o ser Mãe é uma coisa de somenos, ou melhor, é algo absolutamente irrelevante(?) e, pasme-se, constitui ainda uma tremenda prisão - não deixa progredir na carreira, não possibilita a liberdade de e para (como, caríssimas, importam-se de explicar?! Afirmo algo que desconheço? Não! Conheço várias "ilustres" que fazem este discurso, o  que se passa é que NÃO as entendo, mas isto deve ser problema meu), outras, ainda, remetem para problemas de ordem económica, factor que não tem aqui cabimento, enquanto isto, dizia eu, MULHERES há para quem a impossibilidade de viverem a maternidade - muitas delas por questões de saúde ou outras, mas que podem ser ultrapassadas -, de terem a bênção maior que é ser Mãe, de gerarem uma vida, de darem vida a outro Ser, aquelas que vivem o pesadelo que as impede de se cumprirem enquanto Mulheres, MULHERES perante as quais me curvo num imenso respeito, as que vivem o desgosto, a mágoa, o vazio, a frustração, não terão direito à esperança?

Seria justo que estas MULHERES fossem condenadas a este calvário, um calvário que as acompanharia vida fora? Seria justo que não lhes fossem proporcionados todos os meios médicos já existentes e, que comprovadamente resultam?

Ora, digam de vossa justiça. O que vos parece?


Mãe amamentando.
Bernardino Luini (1480/82 - 1532)

Por tudo isto só posso regozijar-me. Por tudo isto celebro a esperança que é, a partir de agora oferecida a todas estas Mulheres, Mulheres dignas desse nome.

Aqui fica a Lei em texto integral para que tomem, caso vos interesse, claro, conhecimento da mesma.

Partilhar é isto, ou não?!



"SUMÁRIO
Alarga o âmbito dos beneficiários das técnicas de procriação medicamente assistida, procedendo à segunda alteração à Lei n.º 32/2006, de 26 de julho (procriação medicamente assistida)
_____________________

Lei n.º 17/2016, de 20 de junho
Alarga o âmbito dos beneficiários das técnicas de procriação medicamente assistida, procedendo à segunda alteração à Lei n.º 32/2006, de 26 de julho (procriação medicamente assistida)
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
  Artigo 1.º
Objeto
A presente lei procede à segunda alteração à Lei n.º 32/2006, de 26 de julho, alterada pela Lei n.º 59/2007, de 4 de setembro, garantindo o acesso de todas as mulheres à procriação medicamente assistida (PMA).

  Artigo 2.º
Alteração à Lei n.º 32/2006, de 26 de julho
Os artigos 4.º, 6.º, 7.º, 10.º, 19.º, 20.º, 25.º e 31.º da Lei n.º 32/2006, de 26 de julho, Procriação medicamente assistida, alterada pela Lei n.º 59/2007, de 4 de setembro, passam a ter a seguinte redação:
«Artigo 4.º
Recurso à PMA
1 - ...
2 - ...
3 - As técnicas de PMA podem ainda ser utilizadas por todas as mulheres independentemente do diagnóstico de infertilidade.
Artigo 6.º
[...]
1 - Podem recorrer às técnicas de PMA os casais de sexo diferente ou os casais de mulheres, respetivamente casados ou casadas ou que vivam em condições análogas às dos cônjuges, bem como todas as mulheres independentemente do estado civil e da respetiva orientação sexual.
2 - ...
Artigo 7.º
[...]
1 - ...
2 - ...
3 - Excetuam-se do disposto no número anterior os casos em que haja risco elevado de doença genética ligada ao sexo, e para a qual não seja ainda possível a deteção direta por diagnóstico genético pré-implantação, ou quando seja ponderosa a necessidade de obter grupo HLA (human leukocyte antigen) compatível para efeitos de tratamento de doença grave.
4 - ...
5 - ...
Artigo 10.º
[...]
1 - Pode recorrer-se a ovócitos, espermatozoides ou embriões doados por terceiros quando, face aos conhecimentos médico-científicos objetivamente disponíveis, não possa obter-se gravidez ou gravidez sem doença genética grave através do recurso a qualquer técnica que utilize os gâmetas dos beneficiários e desde que sejam asseguradas condições eficazes de garantir a qualidade de gâmetas.
2 - ...
Artigo 19.º
[...]
1 - É permitida a inseminação com sémen de um dador quando não puder obter-se a gravidez de outra forma.
2 - ...
Artigo 20.º
Determinação da parentalidade
1 - Se do recurso às técnicas de procriação medicamente assistida previstas na presente lei vier a resultar o nascimento de uma criança, é esta também havida como filha de quem, com a pessoa beneficiária, tiver consentido no recurso à técnica em causa, nos termos do artigo 14.º, nomeadamente a pessoa que com ela esteja casada ou unida de facto, sendo estabelecida a respetiva parentalidade no ato de registo.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, e no caso de ausência no ato de registo de quem prestou o consentimento, pode ser exibido nesse mesmo ato documento comprovativo de que foi prestado o consentimento nos termos do artigo 14.º, sendo estabelecida a respetiva parentalidade.
3 - Se apenas teve lugar o consentimento da pessoa submetida a técnica de PMA, nos termos do artigo 14.º, lavra-se apenas o registo de nascimento com a sua parentalidade estabelecida, sem necessidade de ulterior processo oficioso de averiguação.
4 - O estabelecimento da parentalidade pode ser impugnado pela pessoa casada ou que viva em união de facto com a pessoa submetida a técnica de PMA, se for provado que não houve consentimento ou que a criança não nasceu da inseminação para que o consentimento foi prestado.
Artigo 25.º
[...]
1 - ...
2 - A pedido das pessoas beneficiárias, em situações devidamente justificadas, o diretor do centro pode assumir a responsabilidade de alargar o prazo de criopreservação dos embriões por um novo período de três anos.
3 - Decorrido o prazo de três anos referido no n.º 1, sem prejuízo das situações previstas no n.º 2, podem os embriões ser doados a outras pessoas beneficiárias cuja indicação médica de infertilidade o aconselhe, sendo os factos determinantes sujeitos a registo, ou doados para investigação científica nos termos previstos no artigo 9.º
4 - (Atual n.º 3.)
5 - (Atual n.º 4.)
6 - Consentida a doação nos termos previstos no n.º 3, sem que nos seis anos subsequentes ao momento da criopreservação os embriões tenham sido utilizados por outras pessoas beneficiárias ou em projeto de investigação aprovado ao abrigo do artigo 9.º, podem os mesmos ser descongelados e eliminados, por determinação do diretor do centro.
7 - Se não for consentida a doação nos termos previstos no n.º 3, logo que decorrido qualquer um dos prazos indicados no n.º 1 ou no n.º 2, podem os embriões ser descongelados e eliminados, por determinação do diretor do centro, comunicada previamente ao Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida.
Artigo 31.º
[...]
1 - ...
2 - ...
3 - ...
4 - ...
5 - ...
6 - Os membros do CNPMA mantêm-se em pleno exercício de funções até à tomada de posse dos novos membros.»

  Artigo 3.º
Regulamentação
O Governo aprova, no prazo máximo de 120 dias após a publicação da presente lei, a respetiva regulamentação.

  Artigo 4.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no primeiro dia do segundo mês seguinte ao da sua publicação.

Aprovada em 13 de maio de 2016.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
Promulgada em 7 de junho de 2016.
Publique-se.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Referendada em 9 de junho de 2016.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa."




quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porque mereces...


... porque me apetece, este vídeo é para ti, Carpe Diem.


Porque és a lufada de ar fresco, a Alegria como te "crismei" desde que te conheci, porque consegues fazer a diferença, aqui fica um dos teus eleitos.

Delicia-te, sê feliz, sempre.
Não percas a alegria, não deixes de acreditar na Vida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Até já, até sempre.

Mais um Grande que partiu. E nós, pobres, cada vez mais pobres.
E nós vazios de homens dignos desse nome, homens que de Homens nada têm.
Impera a mediocridade que dói, assusta, inquieta.



E faço silêncio.
E calo mágoas e já saudade.

Homens como Leonard Cohen não necessitam de elogios.

Apenas uma palavra se impõe.

Obrigada.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Batemos no fundo...


... estamos perante um mundo completamente ensandecido, louco e, por isso, extremamente perigoso.

Temo, particularmente, não por aqueles que estão na curva descendente da vida, mas pelos outros,  pelos que estão em plena curva ascendente, os jovens e as crianças. 
Que futuro, que mundo os espera?
A incógnita que aterroriza, a incógnita que não se afigura promissora.

Como é que chegámos aqui, como?! 
Há, há muitas explicações, causas, mas mesmo assim havia, ainda que ténue, uma réstea de esperança.

Agora?!...

sábado, 5 de novembro de 2016

Apaziguamento e beleza...


... algo de que necessitamos com urgência.

Por mero acaso assisti, no canal Mezzo, à transmissão na integra, deste magnífico bailado.



Um deslumbramento, diria mesmo, pura magia.

Atentos ao movimento magnífico daqueles bailarinos temos a sensação, ou melhor, a certeza de que a Palavra é desnecessária - logo eu, que amo a Palavra! - quando há corpos que falam, que gritam bem alto emoções e sentimentos, que contam histórias.

Todos os bailarinos "falam" com o corpo, dirão. Há, só que uns murmuram, sibilam, outros gritam bem alto, sem dar espaço a equívocos, tudo o que lhes vai na alma.

Como a partilha faz parte da minha forma de estar na vida deixo-vos este pequenino excerto.

Outro "miminho", aceitam?


 É a fotografia, claro.  Gostam?

Deliciem-se, sim?! Com o bailado, óbvio!

Bom Domingo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Vergonha...

... é o que nos resta!
Que País é este? Já não há homens honestos, homens de mãos limpas?
Corrupção parece ser a palavra de ordem.
Roubar mais, e mais, seja qual for o sector é "obrigatório".

"O Grito", de Edvard Munch
Fonte: Wikipédia 
O que é que sucedeu ao meu País? Ou melhor, onde estão os responsáveis por este estado de coisas? Ninguém os conhece, não há quem os responsabilize? Não, não há!
Há, isso sim, uma dor e uma revolta imensas.