sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E pronto!

Mais um ano que finda.
Coisas boas, coisas menos boas, outras más, muitíssimo más, diria mesmo, intoleráveis. O mesmo de sempre, se bem que com as variáveis que são normais(?) à medida que o tempo, esse  ditador, decorre.
E a vontade de outros (tantos) ditadores - esses bem mais perigosos -, os que pululam um pouco por todo o lado?
Ah, aí é que reside o grande problema. Essa é a causa da maioria dos grandes males que afligem as sociedades dos nossos dias. 

Passando por um espaço que muito aprecio, este, deparo-me com um belo e lúcido texto, um texto que aborda alguns dos aspectos que me inquietam.

Em síntese, a questão é esta: em que sociedade vivemos? Que gente, que forma é esta de estar na vida?
A Maria, do "Amanhecer tardiamente", assim se chama a dona do espaço referido, é de uma lucidez que dói. E analisa vários aspectos, e chama a atenção para aquilo que considera pertinente porque, segundo ela, está errado. E aponta o dedo, e desafia á discussão,  e questiona, e - quantas vezes! - inquieta.
Li, reli, e...? E já estão a adivinhar? Pois, é isso mesmo: pedi autorização para o "roubar", isto porque subscrevo, integralmente, a sua análise tão lúcida. Simpática como sempre, a Maria aquiesceu.
Por isso, aqui fica o texto. O texto e o meu agradecimento para si, Maria.
Ora vejam se tenho, ou não, tenho razão.

*****

"Cozido à portuguesa com... todos (e se calhar um bocadinho indigesto)

Hoje de manhã, ainda mais de manhã do que a esta hora em que escrevo meia dúzia de palavras já menos polvilhadas de açúcar e canela, dei comigo a pensar se as pessoas hoje que já é segunda-feira se sentem assim, mais felizes. É que pelos vistos acabou o Natal. Coisa estranha essa de arrancar coisas do peito à força porque o calendário assim o dita...

Deve ser como o amor entre duas pessoas, uma pessoa ama alguém, casa-se com alguém, fica ali ao lado dois dias a amar intensamente e depois vai à rua limpar os vidros do carro, atravessa-se um amor mais sorridente e vestido de novidade pela frente, entretanto a pessoa sobe a correr as escadas de casa para dizer ao amor antigo que já não é aquilo que quer, está a modos que confuso. Eu por mim comecei a desconfiar e muito das pessoas confusas desta vida. Sempre que alguém me diz que está confuso eu vou a correr comprar um grande guarda-chuva só naquela de me proteger o mais possível.

Bom, e voltando ao Natal que já se faz tarde, tenho para mim que as pessoas andam muito confusas, parece que querem que acabe rapidamente o Natal real para voltar para a sua felicidade virtual.  Estarão as pessoas fartas da família? Das suas vidas? Será que o mundo virtual as realiza muito mais? Será isso que está a dar cabo do verdadeiro cheiro a sonhos? Será que é isso que está a dar cabo realmente e, decididamente, do Natal? O Natal como a maioria bem conhece. Continuo a pensar no que estariam as pessoas a fazer quando era Natal daquele vindo do passado, quando não se batia furiosamente com os dedos no teclado oferecendo aos outros em modo grátis, textos azedos, sarcásticos, textos como que a deitar abaixo toda e qualquer hipótese de alguém dizer que gosta do Natal apenas e só porque gosta de ver luzes de todas as cores acesas pela cidade.

E que não me tentem as pessoas sequer argumentar que o mundo está em guerra e só por isso o Natal deixou de fazer sentido. Pergunto-me se só acordaram agora para o mundo?! Pergunto-me se viveram todos estes anos, anos em que o mundo sempre foi mundo e só por isso envolto em crueldade, com as cortinas do seu mundo privado bem corridas para não lhes ferir a felicidade individual? Ah, nesse tempo, sim, nesse tempo é que o Natal era bom. Agora não, agora as notícias mostram-nos em directo e em modo repetitivo a morte de um ser humano (a memória das pessoas que habitam o mundo já deve ter esquecido o caso do embaixador), quanto mais repetirem a morte em directo mais acreditamos que ela existe, mais ficamos sem Natal. Portanto todos aqueles que já morreram de forma cruel e continuam a morrer não contam porque... não assistimos em directo. O mundo em directo cheira a azevinho. 

Acho que não me vai apetecer desligar as luzes de Natal este ano. Vou fazer como já fiz um ano lá mais atrás, deixei-as ligadas o ano todo. E acho que também vou começar a escrever mais em papel. E enviar cartas daquelas com selos nos aniversários das pessoas que me são especiais. E telefonar no Natal só para ouvir a voz em vez de enviar uma mensagem escrita. E desligar a tv uma semana antes do Natal e só voltar a ligar duas semanas após. E não ler ninguém nisto da Internet antes do Natal, essa parte é bem capaz de nos roubar a alegria da época. A ver se aponto esta última parte num post-it amarelo muito fluorescente e ponho lá em cima da árvore de Natal em jeito de estrela.

Despeço-me em modo de:
tenham um excelente ano de 2017
se não for excelente, que seja pelo menos bom se não for bom,
que seja pelo menos razoável,
se não for razoável, que pelo menos estejamos vivos para recomeçar em 2018
(se calhar viver é mesmo isso, um eterno recomeçar)"*

* Negrito e cor meus.

E como recordar é viver, eis a imortal Edith Piaf.

Bom Ano Novo para todos vós, Amigos.

Um 2017, se possível, melhor do que este malfadado 2016.

Tentem ser felizes, tentem.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Porque é Natal



Para todos vós, aqueles que por aqui passarem, votos de
SANTO e FELIZ NATAL.




Que o Novo Ano traga consigo:

O fim das guerras, todas elas.(?!)
O fim das injustiças, sociais e outras.
Que a fome vs miséria de milhares passe a triste e vergonhosa recordação.
Que os homens aprendam a respeitar os outros homens.

Que a ganância acabe.
Que o dinheiro deixe de ser o ditador dos novos tempos.

Que não haja.
Criança, nem velho, nem homem, nem mulher, nem preto nem branco, nem qualquer ser humano, qualquer que seja a raça, a etnia, o credo, que não tenha o suficiente que lhe dê direito, que lhe permita viver com dignidade.
Que o respeito, a solidariedade, o amor ao próximo, não sejam simples quimeras.

QUE A UTOPIA DEIXE DE O SER!

Abraço de Amizade para vós, todos, Amigos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mãos, corrupção, mãos...

... é só uma questão de mãozinhas.



Simples, não? Apenas uma questão de jeitinho, e...?



Depois? Depois amealhar.
A quem pertence o mealheiro? 
Que importa isso?!
Quem fica lesado?
Que importa isso?!


Mãos sujas?
Quem se importa com elas?
Nós? Ingénuos que somos!

Fonte: Imagens retiradas do Google.

A água tudo lava.
Tudo menos a podridão. 
Tudo. 
Tudo, até a vergonha que devia ser de muitos e parece não ser de ninguém.

E nós? Nós, ingénuos - ou estúpidos? - que somos.

E nós? E nós num espanto.
E nós numa revolta, uma revolta que vai num crescendo a cada notícia que nos chega, e chega diariamente.

A corrupção é uma das catástrofes do séc. XXI? É a responsável por muitas das tragédias que afligem o mundo dito civilizado?
Não! Essa é apenas a leitura de ingénuos, de estúpidos, de mentecaptos, ou seja, todos nós.


domingo, 11 de dezembro de 2016

O Homem que escusava a palavra

Se há Homens que caminham para a imortalidade, Charles Chaplin é um deles.
A mímica fez dele um actor único, um Homem que dispensava a palavra com mestria.

Nascido em Walworth, Londres, a 16 de Abril de 1889, e falecido em Corsier-sur-Vevey,  Vau, Suíça a 25 de Dezembro de 1977, ainda hoje, passados que são todos estes anos após a sua morte, continua com a mesma capacidade de nos fazer sorrir, ou mesmo rir com gosto.

Ah, mas não apenas rir!
Moral desta "estória"? Seguir o conselho da mulher nem sempre dá bom resultado!

Votos de uma óptima semana para todos.
Façam o favor de tentar - sim, tentar, porque pôr em prática é muito, muito difícil - ser felizes, sim?!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Meninos/Homens/Bênçãos

Há meninos que, para nós, nunca crescem.
Meninos, hoje, Homens. Homens que nos enchem o coração de alegria, de orgulho nas pessoas fantásticas em que se tornaram.
Só em termos profissionais? Não! Fundamentalmente enquanto Pessoas completas, integras, pessoas que são tão bonitas por fora como por dentro. E é precisamente esse lado, a verticalidade de carácter, a honestidade, o saber ser amigo do seu amigo, o olhar o Outro sempre em linha recta, olhos nos olhos, nunca de cima para baixo, essa humildade tão genuína, tão autêntica que faz dele a pessoa maravilhosa que é. 

A quem me refiro? Alguns de vós já o conhece. Sim, trata-se do meu menino de ouro: Filipe Portugal.

E ficam algumas fotografias do bailado que dança presentemente: a Messa da Requiem, de Verdi.

Acho as fotografias maravilhosas - claro, sou suspeita!... - daí a partilha.





Fonte: http://www.opernhaus.ch/en/activity/detail/messa-da-requiem-03-12-2016-18517/#PhotoSwipe1481305275798



E o Requiem, a música belíssima.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Hoje é dia de...?

... de (re)felicitar o Amigo João Méneres, do blog Grifo Planante, pela publicação do belíssimo livro, fruto do seu hobby de eleição, a fotografia, intitulado "Entre o Ver e o Olhar", de que vos apresento, com a devida autorização do autor, alguns exemplos fotográficos.
Porquê o (re)felicitar? Porque tive oportunidade de o fazer aquando do lançamento, só que nunca é demais parabenizar um Amigo quando o elogio é merecido.
Faço questão, ainda, de agradecer a simpática dedicatória que teve a amabilidade de escrever no livro que agora é o meu.



Escusado será dizer que estamos perante fotografias lindíssimas. A arte e sensibilidade a que já nos habituou estão presentes em cada "boneco" captado pelo nosso Amigo.

Ora vejam esta pequenina amostra:



Com a digitalização qualquer das fotografias perde muitíssimo em termos de cor, de contraste, etc., pelo que apresento, desde já, as minhas desculpas ao Amigo João Menéres.

Se aumentarem a fotografia poderão ver a legenda que acompanha cada uma delas.

Obrigada, João, pela simpatia de sempre.
Um imenso prazer ter-te conhecido. A blogosfera tem destas coisas, raras, mas que acontecem.

Em jeito de agradecimento deixo-te o "teu" Vivaldi com as suas "seasons".


Sei não ser necessário recordar mas, seja como for, fica o alerta: as fotografias têm direitos de autor, está bem?!



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aleppo...




... quem acode a Aleppo?



A L E P P O

Continuará o mundo indiferente à calamidade a que assistimos diariamente?

Poderosos de todo o mundo acudam a Aleppo, acudam à tragédia, ao morticínio, ao sofrimento e quase extermínio de um povo.

É que a responsabilidade, a vergonha é de todos vós.

VERGONHA?
Pois, desgraçadamente estamos no campo da utopia.

Quem acode a Aleppo, quem?!