domingo, 10 de dezembro de 2017

Quisera eu...


... ter arte para escrever uma bela Canção de Amigo.

E escrever gratidão, e escrever Amizade, e escrever admiração pela pessoa bonita que és.



Há quanto tempo deixei este meu/nosso - porque de todos vós - cantinho?!

Mas tu, Amigo, não desistes. E vens, uma vez e outra, e outra ainda, e a porta, a malvada, sempre fechada numa teimosia obscena.
Não, isso não se faz a um Amigo que tanto se preza. Não, isso é de uma ingratidão que dói porque não mereces.
Quantas vezes me "zango" com a blogosfera? Quantas me insurjo contra isto ou aquilo? Quantas? Nem há possibilidade de contagem. 
Mas depois!?!
Depois lá vem o dia em que a Amizade fala mais alto, em que a prova de uma Amizade verdadeira me entra, casa dentro, qual lufada de ar fresco. E é nesse momento, nesse instante que me enche a alma, e me faz acreditar que por AQUI também é viável a Amizade, que escancaro as portas.

Obrigada por nunca teres desistido. Obrigada pela persistência que faz a diferença.
Este post é para todos aqueles que por aqui passarem(?!), e quanto aprecio cada um de vós que conheço há tanto tempo, mas hoje, e desculpar-me-ão todos os outros Amigos, este é muito em especial para TI.  

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Breve passagem...

... apenas para desejar, a todos vós, uma Santa e Feliz Páscoa.

Se tenho saudades? Claro que sim! Recordo cada um de vós nas suas particularidades, na complementaridade que constitui o todo, aquilo que enriquece todos aqueles que vos conhecem.

Ceia em Emaús, de Caravaggio

Como miminho  só podia deixar-vos este pedacinho de beleza.
Meu Deus, o quanto admiro este Homem! 

Tudo de bom para vós, Amigos.
Procurem um pouco de felicidade, de paz.

Sim, eu sei! Neste mundo ensandecido alcançar aquilo que vos imploro é um verdadeiro milagre.

SANTA PÁSCOA

sexta-feira, 17 de março de 2017

Até já?!

Até já? Até logo? Até amanhã? Que sei eu!




Sei, isso sim, que vos devo, a todos vós, os que ainda têm paciência para vir até aqui, uma palavrinha, e essa palavrinha é simples: decidi fazer uma nova pausa. É que o meu "olhares" anda meio "cego" - andará(?!) - e um "olhar" que não se alimenta, morre, não se justifica, não faz sentido.
Assim...? Assim deixo-vos por um tempo. Quanto? Não sei, não faço ideia.
Desejo-vos, a todos, tudo de bom. Que a vida vá sendo, no mínimo, "simpática", sem grandes oscilações no sentido errado.

Até já?
Até logo?
Até amanhã?
Que sei eu?!...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Quando adjectivar é impossível!

Afirmar que estamos perante um filme imperdível, é uma banalidade.
Afirmar que estamos perante um filme que vai muitíssimo para além disso, que se transcende enquanto tal, é quase uma falta de respeito. É que a forma como são tratados sentimentos tão dispares como o amor pelo Outro e por si próprio, a solidariedade, o respeito, o sonho, a coragem, a beleza, a sensibilidade, tudo isto numa amálgama a que nunca falta o belo faz-nos curvar numa gratidão imensa: isto significa que ainda há Homens dignos desse nome.
Afirmar que este "Moonlight" ficará para a história do cinema como O filme, aquele que faz a diferença...?!
 

E faz a diferença por variadíssimas razões. Vou limitar-me a salientar duas: pela qualidade do filme propriamente dito, como referi acima, e por alguns comentários que vi publicados. É que por vezes, um "nada" pode mostrar-nos a evolução da pessoa, enquanto tal.
Não gostar é um direito que assiste a todos, não "saber" ver é outra completamente diferente. Nalguns comentários, poucos é verdade, esta forma de "cegueira" mostra, à exaustão, quantos de nós ainda somos pequenininhos, medíocres, incapazes de voar, óptimos no rastejar.
Se fico triste quando confrontada com esta triste realidade? Sim, não só triste como num desencanto sem nome.
Quanto caminho nos falta percorrer, quanto?!... 

Um óptimo filme para todos vós, Amigos.

    

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Divirtam-se, sim?!


Que tal uma ida até Veneza? Já não têm oportunidade?
Quem sabe, quem sabe!
Vamos tentar?!




Não, não andamos mascarados o ano inteiro, nem pensar, ora essa!

Nada de pessimismos, pode ser?!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Eutanásia, sim, ou não?


Questão que me inquieta, mas...?...
Depois de uma aparente acalmia, ei-la que volta, a ideia. Ideia, ou ameaça?
Voltámos á "carga", nada a fazer!

"Do grego euthanasía, «morte doce e fácil», pelo latim eutanasĭa-, «idem», pelo francês euthanasie, «eutanásia».
Fonte:  https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/eutan%C3%A1sia

A definição «morte doce e fácil» até é simpática. Mas será que a "simpatia" tranquiliza alguém?! 



Apenas um alerta.
Cuidado, muito cuidado com as "caixas de Pandora"!
É bom que não nos esqueçamos de uma coisa, simples, muito simples, chamada não retorno.

sábado, 21 de janeiro de 2017

E?...

Por acaso alguém me sabe dizer para que é que serviu o desfile - manifestação?! - de algumas alminhas? Foi ridículo, ou é impressão minha?


Se querem fazer alguma coisa que valha a pena, que tal pensar em algo que vá para além destes desfiles que não aproveitam a ninguém? Mais, que não resolvem o que quer que seja. 
Lutar pelos direitos da mulher, lutar contra a discriminação, toda ela, e tantas outras coisas assustadoras que espreitam sem pudor, seja qual for o grupo visado, é de louvar, mas assim? 
Por favor, um pouco de bom senso nunca fez mal a ninguém. 
Quem se lembra de Timor?  
Pois é! Tendo em conta essa experiência e o resultado, esse sim, positivo, consideram que "isto" serve para alterar as ideias dos "Trumps" deste mundo?!
Vamos lá pensar a sério, muito a sério. É tempo de tudo, menos de fazer "nadas".


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Palavras? Para quê?!


Quando a lucidez dos Homens Grandes lhe permitem ver futuros.




Um óptimo fim-de-semana
para todos vós.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Opções, é tudo uma questão de opções!


Um grupo de amigos que se reúnem. Amigos que vão chegando a pouco e pouco para uma tarde passada em conjunto. Dois deles, um casal, entra, cada um com seu telemóvel na mão. Mal transpõem a porta, e sem sequer cumprimentar os restantes, um dos elementos tem esta exclamação que se afigura, magnifica: "a mesa, tão bonita a mesa, vou tirar uma fotografia para enviar para... ". E é um frenesim. E tira uma, e duas, e três e n fotografias.
A anfitriã, ar de espanto, nada diz, mas nota-se o desconforto. Os outros? Esses nem ligam, é que "aquilo" aquela fixação, mais, aquela alienação "faz parte".
E é este "faz parte" que nos devia colocar a questão óbvia
Para onde caminhamos? Que sociedade construímos? Que mundo é este em que somos escravos de máquinas.
Máquinas e mais máquinas.
Máquinas que mostram, máquinas que "espreitam", máquinas que retratam, máquinas que desnudam até à alma.
Máquinas. Telemóveis, smartphones, tablets, toda uma panóplia que poderia ser (e é) de imensa utilidade se usada com inteligência.   
Máquinas que quebram a privacidade, e que impedem o diálogo e a conversa olhos nos olhos. Máquinas que cegam, numa cegueira absoluta.
Máquinas que escondem o que está à nossa volta, que não nos deixa ver o Outro, vê-lo tal qual é, VÊ-LO.
Máquinas que substituem a partilha, a conversa, a cumplicidade.
É isto que queremos para os nossos filhos?
É isto que lhes CONTINUAMOS a transmitir? É este o legado que lhes deixamos?
Quem lhes ensina convivência, mas autêntica? Quem lhes ensina camaradagem, quem lhes ensina o jogo, a gargalhada, o verdadeiramente lúdico?

 *
É isto que queremos? O acompanhado/sozinho?

 *
É esta prisão, estas grilhetas que queremos para as nossas vidas?
Será por acaso, por mero acaso, que já existem instituições para tratamento desta forma de dependência?

 *
É esta tendência para a alteração/deformação até da parte esquelética, que queremos, não só para nós como para as gerações futuras? 

 *
Queremos transformarmo-nos nuns tristíssimos e desgraçados zombies, vazios e ocos de tudo? É isto que queremos?

 *
Ter capacidade de viver o simples e a liberdade. De usufruir do belo, da VIDA, meus caros, da VIDA, esse bem maior, é JÁ uma utopia?

Acordemos. Não teremos, também, uma quota parte significativa de culpa em todo este processo?
Façamos tudo, mas tudo o que estiver ao nosso alcance para inverter este processo, um desastre  mascarado de normalidade.

Recordando o nosso querido José Régio no seu belíssimo poema Cântico Negro afirmo, de forma categórica e muito, muito consciente:

(...)
Não sei por onde vou,  
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí.


* Imagens tiradas do Google