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de pessoas, todas, mas APENAS de todas aquelas verdadeiramente dignas desse nome.
Assim, sem ordem predefinida e, muito menos, preconcebida:
- Mulheres que o são por inteiro. Não alminhas balofas, patetas, convencidas, como há tantas. Há excepções? Há, felizmente, há!
- Mães que dão a vida pelos filhos. Mães/amor, mães/sacrifício, mães/entrega, mães colo, mães protecção: MÃES.
- Pais, eles também amor. Pais para quem os filhos são o "motor" que os move, e incentiva, que os faz ver a vida de outra forma, que os faz sentir que a sua vida se perpétua nos filhos em que se projectam, e revêem.
- Crianças a quem foi negado o direito de o serem. Crianças abandonadas, sem amor, sem pão, sem colo. Crianças que são OBRIGADAS a crescer rapidamente, é que há urgência neste processo, o "mundo cão" não espera, não se compadece com elas.
- Velhos abandonados, eles também sem o conforto que só o amor dos filhos, dos netos, propícia. Velhos que tudo fizeram pelos seus e que acabam a vida vazios de tudo, muitos deles, literalmente, de TUDO, e não apenas de afectos.
- Vítimas da guerra, todas elas, independentemente do sexo e idade. Gente que só têm direito ao inferno mais obsceno, absolutamente intolerável e que nos devia envergonhar a todos. MULHERES, HOMENS, VELHOS, CRIANÇAS a quem foi negado tudo, inclusivé o direito mais sagrado: VIVER.
Para os dois últimos grupos vai o meu imenso respeito, um respeito que é um misto de vergonha, mágoa e revolta.
Hoje? Que dia é hoje?!
Estes são os verdadeiros "dias de..." aqueles que choro a cada dia que passa.
Obra: "Espiral", de Helena Vieira da Silva
Os outros? Por favor!...