Mar, meu querido Mar.
Fotografia da autoria do Amigo João Menéres, do blogue: Grifo Planante, a quem agradeço a gentileza da permissão do "roubo".
Vamos conversar.
Diz-me. Por que andas tão zangado? Por que arrasas tudo por onde passas? Por que empobreces quem trabalha, ou vive, junto a ti? Por que matas incautos, inocentes, ou quem se cruza no teu caminho por mero acaso?
O Homem maltrata-te? O Homem destrói-te, o Homem está destruir a Natureza no seu todo?
Tens razão, Mar, tens razão!
Mas sabes?
Gosto de te ver em fúria.
Gosto da tua força incontrolável.
Gosto da tua beleza única.
E gosto de ti quando, mansinho, te vens deitar a meus pés.
E gosto de ti quando, docemente, afagas quem te quer bem.
E gosto de ti quando és o alimento de Homens e Mulheres, para quem és o único sustento.
E gosto de ti quando, em tardes serenas, me fazes companhia.
Gosto de ti.
Gosto muito de ti.
É que quase sempre és amigo.
És a bênção, és o pão, és o modo de vida de Homens que te respeitam.
Acalma-te, por favor, acalma-te.
Compadece-te do Homem, esse insensato!