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domingo, 29 de maio de 2016

Incógnitas, ou nem tanto?!


O mundo, num misto de beleza e desgraça.
E é outra semana que nos espreita, e espera, e desafia.

O que nos trará de novo? Boas novas?


O mundo que se acalma?
A desumanidade, algo que já pertence ao passado?
Os homens que, finalmente, se entendem?
As guerras, todas elas, que tiveram o seu fim?
A Natureza que se reconciliou com aqueles que a destruíram? 

A utopia não passa disso mesmo, UTOPIA.

Por isso, e porque o BELO é fundamental à sobrevivência equilibrada de cada um de nós, deixo-vos este pedacinho de belo.

No universo pequenino que é o nosso, lutemos por uma semana melhor para todos aqueles que nos estão próximos.

São poucos? Serão mesmo, ou são os nossos olhos que estão meio cegos?! 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Adenda ao post anterior


Para que conste, para que não haja qualquer tipo de confusão.

Diz, quem entende destas coisas (?!), que hoje é dia dos namorados. 
Ai é?!

Pois, para  mim - quem me conhece sabe desta minha aversão - não há "dias de", há, isso sim, dias mas todos, de estar atenta ao mundo que nos rodeia, isso sim, é válido.

Não, não sou boazinha nem tenho pretensões a tal, apenas não consigo, nem quero, não posso  abstrair-me do que se passa no mundo em que vivo.
Logo?!...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Hoje é dia, ou devia ser...

...daqueles que têm um coração grande para amar.


Amar os filhos, sempre e em primeiro lugar. 
Amar a família, em particular os mais velhos, os mais carentes de afecto e de amor.
Amar os mais sós, aqueles para quem uma simples palavra pode fazer a diferença. 
Amar os simples, aqueles que nos dão verdadeiras lições de vida. 
Amar aqueles que deixam tudo, país e família, para ir ajudar outros que, lá longe, sofrem horrores vítimas da guerra ou de outras calamidades. Amar aqueles que têm esse dom que é amar o mais fraco, mais pobre, mais triste, mais carente.  

Por estes, por todos eles, tenho um profundíssimo respeito.

Para todos vós vai o meu sentido agradecimento e admiração.

sábado, 14 de novembro de 2015

Não há palavras, não há!

Apenas:

Paris,


estou contigo.

Com todos os que sofreram o horror. Com todos os inocentes a quem foi roubado o direito de viver.

Sim, estou convosco!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O "orgulho" do séc. XXI


É verdade! Chegados que fomos ao séc. XXI tivemos a "alegria" de ver de volta o regresso da barbárie em todo o seu "esplendor".
 
Voltaram as imigrações em massa, isto porque os senhores donos do mundo decidiram que os naturais dos países visados - é necessário dizer quais?! - não têm direito ao seu quinhão de paz, nem de viver com dignidade.
 
E todos os dias morrem milhares de pessoas, continuam a morrer milhares de pessoas da forma mais obscena, mais inacreditável.
Fogem numa tentativa de encontrar um canto onde possam viver em paz, mas o que encontram é, primeiro aqueles que lhes cobram as passagens para esse sonho roubando-lhes os parcos haveres que tinham, oferecendo-lhes as "condições" com que somos confrontados diariamente.
Depois?
Depois aqueles que conseguem chegar a um qualquer país fronteiriço encontram uma recepção de boas-vindas digna de um qualquer país civilizado: um muro de arame farpado, polícia que os espanca e escorraça e mata sem dó, é assim que são recebidos.
 
Segundo notícia do Jornal de Negócios, o único país europeu que está a receber/acolher refugiados é a Alemanha.
 
Perante isto, qual de nós se atreve a não ter um imenso orgulho em pertencer a esta Europa que NUNCA esqueceu que uma das suas obrigações primeiras era a SOLIDARIEDADE?
 
Qual de nós não se sente impante de orgulho por pertencer a tão nobre grupo?
 
Só mais uma questãozita, mas esta de somenos.
O que sucede aos velhos que ficam para trás uma vez que a idade já não lhes permite fugas para onde quer que seja? O que sucede aos doentes, aos deficientes, a todos aqueles que, por uma razão ou outra, não podem acompanhar os seus na fuga?
O que é que isto interessa? Para os senhores donos do mundo, NADA!
 
Tenho vergonha de pertencer a esta Europa.
 
Esta não foi a Europa sonhada, idealizada por Homens como Adenauer, Churchill, Monnet, entre outros.
Para aqueles que estejam esquecidos aqui fica um resuminho da história, dos princípios que nortearam a criação da União Europeia.

Alguém imaginava reviver situações destas?


 
Haverá alguém que se reveja NESTA Europa, a de hoje, aquela que permite esta barbárie?
 
 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ainda a Margarida.



Adenda ao post anterior.

Sei que a inércia por vezes nos prega partidas.
Abrir um link? Ui, que "complicado"!
Assim, e para vos ser mais fácil, aqui fica o NIB da conta da Margarida, isto caso pretendam fazer parte do grupo daqueles que estão com ela, que querem dar-lhe o mimimho - neste caso o único possível para a maioria de nós que nem sequer a conhecemos! - que é a vossa contribuição.
 
Ora anotem. Pegar num bloco, numa caneta e não se me afigura muito difícil!...


 NIB: 0035 2111 00007617400 16





segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Porque a Margarida merece!


Porque todas as "Margaridas" merecem viver as suas vidas em pleno, terem saúde, serem felizes. Porque têm direito à esperança, à solidariedade, ao nosso grito de "Presente", ao nosso abraço, que se quer de força.
Por tudo isto,  e fazendo minhas as palavras do "homemsemblogue" fica o pedido para esta Margarida em particular:

"Vamos ajudar a Margarida?"


 
Fonte: Aqui
 
Querem espreitar o blogue e saber mais pormenores? Está lá toda a informação necessária. Contudo, para todos vós os que tenham menos disponibilidade de tempo, saibam mais aqui e aqui. 

A Margarida espera por nós, não a desiludamos!


sábado, 18 de julho de 2015

Pobre Grécia!


Como se não bastasse o martírio de cariz político, económico e social porque estão a passar, vêem-se agora a braços com incêndios de grandes dimensões que devastam tudo por onde passam.

Para os crentes apetece perguntar porquê: porquê martírio a somar a martírio; porquê desgraça a somar a desgraça?

Estou solidária convosco, irmãos. Irmãos na desgraça, irmãos enquanto joguetes às mãos de gente que de gente têm muito pouco.


sábado, 25 de abril de 2015

Adenda ao post anterior


Na sequência da dúvida de alguns de nós se não haveria outra forma - uma conta, por exemplo - que possibilitasse comparticipar nesta investigação através de donativos, em especial aqueles que não tinham viabilidade de participar na corrida, o nosso Amigo Argos teve a amabilidade de enviar o link através do qual se pode proceder à referida oferta.

Aqui fica:

http://www.wingsforlife.com/en/donation-accounts/

Em nome de todos nós, Argos, os que nos interessámos por ajudar/participar  nesta investigação que se me afigura da maior importância, um grande Obrigada pela ajuda.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quando a solidariedade pode fazer a diferença.


Todos sabemos da importância desempenhada pela espinal medula.
Todos sabemos como a vida pode desabar numa fracção de segundos quando a mesma sofre um  traumatismo.
Todos sabemos existirem milhares de jovens, ou menos jovens, que ficaram tetra ou paraplégicos em consequência de um qualquer acidente.

Vejamos o que diz o Director Desportivo Internacional:
"O britânico Colin Jackson, uma lenda do atletismo mundial, é o Diretor Desportivo Internacional da corrida. “As lesões na espinal-medula podem acontecer a qualquer pessoa. Qualquer um pode sofrer uma queda acidental que pode mudar a sua vida. E não há investimento suficiente na investigação destas lesões. Precisamos de reunir dinheiro para que os melhores cientistas do mundo trabalhem no tema e façam a diferença na vida das pessoas”, afirmou." (aqui)


 
 
 "Depois do sucesso da edição inaugural, a Wings for Life World Run regressa em 2015 para dar continuidade à maior corrente solidária da história do desporto. No dia 3 de maio, o Mundo volta a correr em simultâneo por aqueles que não podem, em 35 percursos dos seis continentes - procurando desta forma angariar fundos que permitam à Fundação Wings for Life tornar real a cura para as lesões na espinal-medula. Portugal continua no mapa, apresentando um novo percurso com partida do Porto."

Não há investimento suficiente? Mas o valor da inscrição reverte a favor da Fundação que se dedica a esta pesquisa.   
 
"100% DO VALOR DA INSCRIÇÃO REVERTE PARA A PESQUISA DA CURA DAS LESÕES DA ESPINAL-MEDULA" (aqui)

Perante esta luzinha ao "fundo do túnel" ficamos indiferentes? Será que temos coragem para isso?

Nem todos podem correr, mas mesmo esses podem participar inscrevendo-se.  
 
Vamos a isso??!
 
Nota: Negrito e sublinhados, meus.
 
 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Pobreza, a vergonha que devia ser de todos nós.

Numa visita ao blog "carpe diem to me" deparo-me com este vídeo.
Não conhecia, só que a causa que levou Zlatan Ibrahimovic a tatuar o seu corpo não podia ser mais nobre.
 


805 milhões de pessoas com fome é qualquer coisa que nos devia envergonhar, mas a todos.
Tendencialmente a responsabilidade desta calamidade é sempre de um "outro", "outro" que não nós, logo podemos dormir tranquilos. É qualquer coisa abstrata que não nos diz respeito, mas é aí que reside o engano.
A responsabilidade pode não ser nossa, mas a obrigação de contribuir para minimizar a tragédia é de todos nós, e uma das formas é divulga-la.
Partindo deste principio, são acções como esta, iniciativas aparentemente simples, que podem fazer a diferença, "pedradas no charco" que talvez ajudem a acordar consciências de todos aqueles que andam distraídos.

Convido-vos a visitar o site que contem toda a informação relativa a esta tragédia. (aqui).

Verão que vale a pena.
Mas mais do que "valer a pena" ver,  o importante é: 

AJUDAR.

Vamos a isto?!

 
 

sábado, 1 de novembro de 2014

Uma questão de consciência? Sem dúvida!

É do conhecimento da maioria de nós o drama que estão a viver os pais da criança que nasceu prematura, no Dubai, com uma gestação de apenas 25 semanas.




É que para além da mágoa, da aflição de não saberem se a filha sobrevive, e se sobreviver quais as sequelas que pode vir a sofrer, há ainda o questão de carácter económico, esse, para já, o mais premente. 
 
Segundo parece o Governo português está a seguir a situação, o que em abono da verdade não convence, ou tranquiliza seja quem for que se preocupe, realmente, com este problema.
 
"Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, adiantou que a situação está a ser seguida pelo Governo português.
"Estamos em contacto com eles [casal]. O nosso embaixador no Dubai está em contacto com as autoridades locais e estamos a avaliar todas as formas de ajudar aquela família, mas reconhecemos a enorme delicadeza da situação", disse."
Ler notícia na íntegra, aqui.
 
O senhor secretário de Estado das Comunidades reconhece estar perante uma situação de "enorme delicadeza". Pois é, senhor secretário de Estado, mas enquanto V. Excelência avalia a "delicadeza da situação", a conta vai aumentando, conta que os pais não têm hipótese de pagar.
Trata-se de emigrantes, não se esqueça senhor secretário de Estado, e não sabemos se pertencentes ao grupo daqueles que foram convidados a sair.
 
Perante os factos, resta-nos a obrigação de ajudar estes pais. Já nos roubaram muita coisa, mas não o sentido da solidariedade.
 
Vamos a isto Amigos. Uma ajuda, ainda que pequena, pode fazer a diferença.
 
O NIB da mãe, Eugénia Queiroz, é o seguinte: 0035 0655 0000 1439 200 65.
 
Sei que muitos de nós tem alguma relutância em participar nestes "peditórios". Há sempre a dúvida relativamente à veracidade dos factos, se bem que neste caso, e tanto quanto parece, essa questão não se coloque.
 
Vamos a isto?
 
 Ainda que seja com um valor simbólico, vamos a isto.



 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014

O que se espera deste novo ano?



Que todos vejam salvaguardado o direito a:

Paz.
Justiça.
Igualdade.
Dignidade.

Que a Fraternidade não seja uma palavra vã.
Que a ignomínia da fome pertença ao passado.
Que a Esperança seja devolvida a todos aqueles a quem foi roubada.

Devolvam-nos aquilo que nos roubaram!
É pedir muito?!
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

É NATAL!

Por isso, porque diz quem sabe, ou melhor, quem é crente, quem acredita na justiça social, que o Natal é tempo de fraternidade vs solidariedade.

Não quero.
Que a solidão marque presença, seja onde for.
Uma criança com fome, nem de pão nem de afectos.
Homens e Mulheres, vazios e perdidos.
Velhos abandonados, aí, num qualquer canto.
Jovens castrados de esperança.

Não quero.
Uma mesa sem pão.
Uma casa vazia, esventrada/despojada sem dó.
Homens e Mulheres roubados num dos seus direitos mais sagrados: o direito ao trabalho.
Homens e mulheres espoliados na sua dignidade.


 
Não quero.
A pobreza, num crescendo.
A miséria, num crescendo.
O desespero, num crescendo.
 
NÃO ACEITO ESTA IGNOMÍNIA!!!

Queria.
Que soubéssemos perdoar.
Que ensinassem como é isso possível.

Para todos, um ABRAÇO!
 
ESTOU CONVOSCO, COMUNGO DO VOSSO DESESPERO!
 
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

GENTE!


Ainda há GENTE digna desse nome.
Os outros? Abstenho-me de os classificar.


 
Os meus PARABÉNS, mais, o meu AGRADECIMENTO a José António Pinto que recusou receber a medalha de ouro com que fora homenageado no âmbito do Prémio Direitos Humanos.
 
"José António Pinto" foi um dos homenageados no âmbito do Prémio Direitos Humanos, anualmente entregue pela Assembleia da República, tendo aproveitado para dedicar a medalha de ouro dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos seus utentes e aos seus pobres."1) 
E diz o porquê, e aponta o dedo de forma bem clara, e aponta caminhos para o descaminho.
 
Resta-me uma palavra.
 

OBRIGADA!
OBRIGADA PELA VOZ QUE REPRESENTOU AQUELES QUE NÃO A TÊM.
 
 
1) Fonte: Antena Um. (Não consegui o link).
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Recado!

A quem?
Ora aí está a magna questão: a QUEM?
Quero que saibam caros ... (como é que vos hei-de tratar?! senhores? cavalheiros? responsáveis? dirigentes? ...? farão o favor de substituir as reticências de acordo com o vosso prestimoso "estatuto"), que hoje fui confrontada com uma situação que me deixou, enfim, muito feliz.
 
Vejam, se não tenho razão para tamanha felicidade.
 
Hoje,  uma cidadã - uma entre milhares - do vosso(?) MEU país, veio ter comigo,  em pranto, para me dizer esta coisa simples: "sabe? Não recebi o MEU subsídio de Natal!..."
Lágrimas, cara abaixo, era a  imagem da desolação.
 
Quero que saibam, caros (...) que a conheço há longos anos, que conheço parte do seu percurso de vida, razão pela qual tenho o maior prazer em partilhá-lo convosco.
 
 Casada com um engenheiro, sempre teve uma vida digna, sem qualquer espécie, quer de dificuldades, quer de ostentação. "Condenada" ao seu papel de mulher e mãe, deixou para trás uma vida profissional promissora. Assim era, nos tempos idos da sua juventude
A vida, por vezes bem madrasta, levou-lhe o marido, e em consequência da sua doença, as poupanças de uma vida.
Hoje, a sua única fonte de rendimento é a parca reforma deixada por ele, e essa, caros (...) foi-lhe ROUBADA.
 Pela primeira vez, foi-lhe ROUBADA.
Não, não só a ela, sei! Se os caros (...) sabem? Ah, isso, ignoro!
 
Os duodécimos? 
Pois, o RECADITO remete para esse ponto!
É que uma coisa é receber uma miséria de uma só vez, outra é dividir a miséria em várias misérias. É que as coisas são diferentes. Será que não percebem isto?
Já agora, e se me permitem, pedia-vos um favorzinho.
Quando tomarem uma QUALQUER MEDIDA, expliquem bem, mas muito bem o que pretendem fazer, de preferência, sem procederem a  alterações dia sim, dia não.
É que há uma coisita, de somenos, chamada RESPEITO, que seria bom respeitar. 
 
A responsabilidade deste descalabro social cabe a A, B, C, D? Não interessa! Mas, se  quem manda no nosso destino tem todo o direito a condenar milhares de cidadãos à miséria, aí, meus caros (...), aí...?
 
E nós, cegos!
 Obedecemos, e obedecemos, e obedecemos, e obedecemos. 
 
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CONVITE, sem hipótese de recusa!

No próximo dia 26, como todos sabemos, vai ter lugar uma Manifestação que visa manifestar o nosso descontentamento, o nosso desgosto e revolta pelo caminho que nos obrigam trilhar.
O abismo ali, e nós, aqui, impávidos?
 
Melhor do que eu, a Helena, do blog:  INVERNO EM LISBOA (Um lugar de brumas azuis), explica não só o conteúdo do seu post, como a finalidade do mesmo.
 
"(Este é um post em construção, com notícias, textos, declarações e testemunhos relevantes sobre as pontes que nos unem e nos fazem ocupar as ruas, exercendo o direito de manifestação.)"
 
Não resisti a  "roubar-lhe" este pequeno texto, da autoria de Rui Zink, com imagem de José Teófilo Duarte. Acho-o uma delícia.
   



Apelo à manifestação em linguagem gestual.


 
 
O meu pedido de desculpa à Helena. É que nem esperei pela sua permissão.
 
É que sinto  cada vez mais,  que a passividade é imperdoável!


 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dias

Abomino, de forma visceral, os dias disto, daquilo, daqueloutro.
Porque, na sua génese, está um imenso cinismo.
Porque a finalidade primeira visa o lucro.
Porque que aquilo que alegam defender(?) fica na mesma.
Porque.
Porque.
 
Mas.
Pois, há sempre um "mas"!
Os defensores acérrimos dos ditos "Dias" - que respeito - alegam ser para lembrar "que"...
 
Lembrar?!
Será necessário  melhor exemplo do que o fornecido pelos resultados práticos do que hoje se celebra?
 
Sim, celebra-se o "Dia Internacional para a Irradicação da Pobreza", e o que vemos?
 
 
 
 
A pobreza que cresce a nível planetário.
Países, ditos desenvolvidos, que sofrem um retrocesso imparável.

Cada vez mais pessoas a viverem abaixo do limiar da pobreza.
Crianças, adultos, velhos e novos, ninguém é poupado, respeitado,  nesta voragem que tem por finalidade única a defesa do direito dos "pobres, mais pobres", os muito ricos.
 
Calem-se!
Deixem-se de hipocrisias.
 
Aqueles que facto se preocupam com esta tragédia não necessitam de um dia. Necessitam, isso sim, de todos os dias, de manhã à noite, dia após dia, semana após semana.
 
Até quando, caros responsáveis por este atentado ao respeito pela dignidade a que todo o ser humano tem direito?
 
Respeito.
 
Será pedir muito? 
 
Nota: A fotografia é por demais conhecida. Pena é que continue tão actual.
 
 
 
 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Globalização da indiferença.


A indiferença, na classificação do Papa Francisco, uma classificação inquestionável.


Quem se preocupa com o drama, a morte e o sofrimento de milhares de imigrantes de Lampedusa? 
Estamos perante um dos maiores dramas dos nossos dias, mas...?
Quem procura ajudar aqueles milhares de pessoas? Quem os ajuda a minimizar a miséria em que vivem e da qual procuram fugir?

«Imigrantes mortos no mar, nesses barcos que em vez de ser uma via de esperança se transformaram num caminho de morte», afirmou o papa. Francisco disse ainda que o ser humano actual está imerso na cultura do bem-estar, «que nos leva a pensar em nós mesmos, nos torna insensíveis ao grito dos outros».
in, http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=643266 

O olharmos apenas para nós, para os problemas que nos afligem,  a preocupação com a nossa própria  sobrevivência, (uma heresia, esta classificação!) esta visão limitada ao nosso "mundinho", este centralizar de preocupações, torna-nos cada vez mais pobres: pobres de bens, mas pobres essencialmente de sensibilidade, de solidariedade, de amor pelo Outro.   

Por tudo isto não posso deixar de me regozijar com a iniciativa do Papa Francisco em visitar Lampedusa. 
Esta visita é muito mais do que isso. É um alertar de consciências ao qual nenhum de nós devia ficar indiferente.

NOTA: Itálico e sublinhado meu.