terça-feira, 27 de novembro de 2018

VERGONHA vs VERGONHA

Que dizer perante as imagens abaixo?
A grande maioria de nós já as viu, à exaustão.
E...? E nada! E coisa nenhuma.

E continua tudo, não na mesma, mas muito pior.
Mas todos dormimos descansados, nada daquele drama tem a ver connosco.


E são meninos que nasceram no país errado, num momento da História errado, num mundo podre, em decadência.

E são mães, e pais, vazios, sem lhes poder acudir, num vazio absoluto porque sem solução.
E nós? Muitos de nós, tranquilamente, a dormir o sono dos justos. Nada daquilo é connosco, tudo se passa num Mundo outro, ao qual não pertencemos.

E é a raiva, a revolta,  a dor da impotência de nada poder fazer, NÓS, individualmente, mas onde andam os Senhores do mundo, os poderosos?!...

Uma vergonha sem nome, uma dor intolerável.

sábado, 24 de novembro de 2018

Partilha


Ontem, uma ida até à Gulbenkian, assistir ao Concerto, orquestra e coros da mesma, baseado no belíssimo poema de Pessoa, "Ode Marítima" dito por João Grosso.


O excerto que vos deixo, dito de forma magnifíca por Diogo Infante, atesta a beleza, a magia, o sonho  que habitava aquele Homem grande e único.

Votos de boa semana para todos, Amigos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Ponto final...

Calma, ponto final só no que respeita a esta questão!

Respeito a opinião de todos - aliás, como sempre! - mas ser conivente, aceitar, apoiar, concordar com a sentença de extinguir uma espécie animal, não, nunca.  É porque é a isso que está condenado o toiro, um belíssimo animal, não tenhamos a menor dúvida.

Vamos lá ver uma coisa, e de uma forma simplista. Haverá algum ganadeiro que crie estes animais para terem, como triste fim, o bifinho que saboreamos, deliciados?!



Enquanto deglutimos  o dito nem sequer pensarmos nisso? Ah, pois não, aí é que reside o problema!...

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O touro, um animal nobre por excelência!

Ainda o touro, esse animal magnífico.


Algum de vós é capaz de responder a uma questãozita que anda, há muito tempo, a inquietar-me?
É simples, e é a seguinte: afinal pretende-se acabar com quê: com o touro ou com as touradas?

Não sei se a maioria já se apercebeu, mas uma "coisinha" não vive sem a outra "coisinha". Assim sendo...
Já coloquei esta questão, via dois e-mails, à responsável pela Protecção dos Animais(?) - há várias, não tenho presente exactamente qual - e a resposta, até hoje, foi zero.

O que vos apraz dizer sobre isto? Ora digam, sim? É que isto aflige qualquer um de bom senso!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Polémicas: conversas e (des)conversas

Prós e Contras, o programa da TTP1 que todos conhecemos.
Ontem, uma vez mais, o debate de ideias. O dito fez jus ao seu nome, até aqui nada de novo, só que consenso...?!
Pois, pois!...



Para algum de vós que eventualmente não tenha assistido, nem saiba qual o tema discutido, fica a informação. O tema foi: tauromaquia, sim, ou não?
Tema recorrente, dirão. Nem mais, mas...?!
Recorrente demais, digo eu! Há quanto tempo se anda a debater este tema? 
Nem estava em causa a "opinião" da sua Ex. a Ministra, que mistura civilização com aspectos que nada têm a ver com a dita. Nem sequer o diferencial do imposto que se pretende aplicar a espetáculos que, segundo a mesma senhora, deveriam ser diferentes desde que o dito, ou seja, o toiro, não fizesse parte da "festa". Não, não era de nada disso que se tratava. Tratava-se de saber essa coisa simples: a TOURADA deve, ou não, continuar? 

O que vos apraz dizer sobre este isto? Toirinhos, sim, ou não?!


domingo, 18 de novembro de 2018

Miminhos!


Já é tarde para vos desejar um bom Domingo? Talvez, mas não para transpor esse voto para a semana que já "espreita".

Que miminhos vos deixo?
Que tal este excerto do Lago dos Cisnes, dançado pela Companhia de Zurique?




Que dizer deste belíssimo Outono da autoria do nosso José Malhoa?! 

Depois?
Bem, depois... 

Perante as duas fotografias seguintes, e no que respeita à primeira, apetece perguntar.
Afinal quem imitou quem? Malhoa, ou foi a própria Natureza, atrevida, que imitou Malhoa?




Esta, bem diferente, mas não menos bonita, também faz as minhas delicias. Muito menos exuberante na cor, mas muito mais rica na suavidade das mesmas. 

A "cereja no topo do bolo"? A fabulosa interpretação deste Senhor, num tema já conhecido mas em interpretações muito mais pobres.


O responsável" é o Pedro, do blogue ""Devaneios a Oriente, que mo deu a conhecer.

Espero que me desculpes, Pedro, pode ser?!...

Uma boa semana para todos, AMIGOS!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Ascensão e queda


Quanto mais alto se sobe na admiração, maior é a queda no desencanto.



Sempre admirei Lobo Antunes.
Tenho quase toda a sua obra. Sempre o li com o maior prazer, nalguns casos com verdadeiro encantamento, mas... ?! 

Dá que pensar a situação agora surgida. Faz-nos questionar sobre o entendimento, ou não, daquilo que se lê. 
Será que Lobo Antunes alguma vez LEU Fernando Pessoa? Quase de certeza que não.

O que pode fazer desmoronar, matar mesmo, uma admiração imensa? Dá que pensar - uma vez mais - a importância da palavra, não só dita, mas escrita, aquela que nos entra casa dentro sem autorização.

Neste caso concreto, para mim a "morte" de Lobo Antunes, como um dos eleitos, está nas palavras por ele escritas, que transcrevo no excerto abaixo. 

"O livro do não sei o quê [Livro do Desassossego] aborrece-me até à morte. A poesia do heterónimo Álvaro de Campos é uma cópia de Walt Whitman; a de Ricardo Reis, de Virgílio. Pergunto-me se um homem que nunca fodeu pode ser um bom escritor". 


A causa deste desencanto não está na última frase que chocou muitos de nós, isso é um fait divers muito ao jeito de Lobo Antunes, o que choca é  a forma como vê/trata um dos nossos maiores. Pode não gostar,  está no seu direito de criticar, assim como está no seu pleníssimo direito, e diria mais, até "obrigação" de mostrar, de forma inequívoca que, de Fernando Pessoa, nunca entendeu nada. 

NOTA: Fotografia e texto retirados do Observador.