A morte de um filho? É, pura e simplesmente, contranatura. Há dores, desgostos, aflições cuja dimensão é impossível de imaginar.
Vem isto a propósito da morte abrupta do filho de Judite de Sousa.
Choro, não só com Judite de Sousa, mas com todas as mães que - e independentemente da idade -, perderam o seu filho. Uma mãe nunca devia assistir à partida de um filho, nunca.
Choro os colos vazios, todos eles.
Choro os futuros roubados, os sonhos desfeitos, as vidas que não foram cumpridas.
Choro os braços sem abraços, o amor roubado.
Choro.
De raiva, de impotência, de fúria.
Não há palavra que sirva de consolo, uma única!
