É caso para dizer que até a estupidez tem limites.
Há pouco, ao passar numa banca de revistas deparo-me com isto. Vêr aqui
Como classificar esta "pérola"?!
Apenas encontro uma palavra: VERGONHA.
Vergonha de ser Mulher, vergonha do quão baixo a dita desceu. Isto tudo em nome de quê?
Haverá alguma causa, alguma luta, algum ideal que justifique este trambolhão de dignidade?
Tenham um pouco de respeito por vós próprias, ainda que ínfimo.
Olho as meninas, hoje ainda crianças, e inquieto-mo, e temo pelo seu futuro. Se estas criaturas(?) um dia forem mães como as educarão?
A palavra respeito caiu em desuso, melhor, creio que poucas a conhecem, mas e as gerações futuras?
Quando a mulher perde assim o respeito por si própria, meus Amigos, estamos conversados!
Uma tristeza sem nome, é o que as ditas me causam.
Que dizer dos últimos, e tristíssimos, acontecimentos em França?
Lutar por direitos, sejam eles quais forem, é uma coisa, DESTRUIR é algo de intolerável, principalmente quando se trata de Património Nacional vs Mundial.
Fonte:Google
A figura acima, o que testemunha, escusa palavras.
Que triste mundo, este!
Quem se recorda de ouvir este Homem?
Tenho a certeza(?) que muito poucos, daí o ir "repescá-lo" para gáudio de muitos de nós, não só pela voz, como pela letra da canção.
A que propósito vem isto? É urgente atenuar a raiva, a revolta, a fúria de nada poder fazer que trave o desnorte dos energúmenos, logo...
Coisas boas, coisas menos boas, outras más, muitíssimo más, diria mesmo, intoleráveis.
O mesmo de sempre, se bem que com as variáveis que são normais(?) à medida que o tempo, esse ditador, decorre.
E a vontade de outros (tantos) ditadores - esses bem mais perigosos -, os que pululam um pouco por todo o lado?
Ah, aí é que reside o grande problema. Essa é a causa da maioria dos grandes males que afligem as sociedades dos nossos dias.
Passando por um espaço que muito aprecio, este, deparo-me com um belo e lúcido texto, um texto que aborda alguns dos aspectos que me inquietam.
Em síntese, a questão é esta: em que sociedade vivemos? Que gente, que forma é esta de estar na vida?
A Maria, do "Amanhecer tardiamente", assim se chama a dona do espaço referido, é de uma lucidez que dói. E analisa vários aspectos, e chama a atenção para aquilo que considera pertinente porque, segundo ela, está errado. E aponta o dedo, e desafia á discussão, e questiona, e - quantas vezes! - inquieta.
Li, reli, e...? E já estão a adivinhar? Pois, é isso mesmo: pedi autorização para o "roubar", isto porque subscrevo, integralmente, a sua análise tão lúcida. Simpática como sempre, a Maria aquiesceu.
Por isso, aqui fica o texto. O texto e o meu agradecimento para si, Maria.
Ora vejam se tenho, ou não, tenho razão.
*****
"Cozido à portuguesa com... todos (e se calhar um bocadinho indigesto)
Hoje de manhã, ainda mais de manhã do que a esta hora em que escrevo meia dúzia de palavras já menos polvilhadas de açúcar e canela, dei comigo a pensar se as pessoas hoje que já é segunda-feira se sentem assim, mais felizes. É que pelos vistos acabou o Natal. Coisa estranha essa de arrancar coisas do peito à força porque o calendário assim o dita...
Deve ser como o amor entre duas pessoas, uma pessoa ama alguém, casa-se com alguém, fica ali ao lado dois dias a amar intensamente e depois vai à rua limpar os vidros do carro, atravessa-se um amor mais sorridente e vestido de novidade pela frente, entretanto a pessoa sobe a correr as escadas de casa para dizer ao amor antigo que já não é aquilo que quer, está a modos que confuso. Eu por mim comecei a desconfiar e muito das pessoas confusas desta vida. Sempre que alguém me diz que está confuso eu vou a correr comprar um grande guarda-chuva só naquela de me proteger o mais possível.
Bom, e voltando ao Natal que já se faz tarde, tenho para mim que as pessoas andam muito confusas, parece que querem que acabe rapidamente o Natal real para voltar para a sua felicidade virtual. Estarão as pessoas fartas da família? Das suas vidas? Será que o mundo virtual as realiza muito mais? Será isso que está a dar cabo do verdadeiro cheiro a sonhos? Será que é isso que está a dar cabo realmente e, decididamente, do Natal? O Natal como a maioria bem conhece. Continuo a pensar no que estariam as pessoas a fazer quando era Natal daquele vindo do passado, quando não se batia furiosamente com os dedos no teclado oferecendo aos outros em modo grátis, textos azedos, sarcásticos, textos como que a deitar abaixo toda e qualquer hipótese de alguém dizer que gosta do Natal apenas e só porque gosta de ver luzes de todas as cores acesas pela cidade.
E que não me tentem as pessoas sequer argumentar que o mundo está em guerra e só por isso o Natal deixou de fazer sentido. Pergunto-me se só acordaram agora para o mundo?! Pergunto-me se viveram todos estes anos, anos em que o mundo sempre foi mundo e só por isso envolto em crueldade, com as cortinas do seu mundo privado bem corridas para não lhes ferir a felicidade individual? Ah, nesse tempo, sim, nesse tempo é que o Natal era bom. Agora não, agora as notícias mostram-nos em directo e em modo repetitivo a morte de um ser humano (a memória das pessoas que habitam o mundo já deve ter esquecido o caso do embaixador), quanto mais repetirem a morte em directo mais acreditamos que ela existe, mais ficamos sem Natal. Portanto todos aqueles que já morreram de forma cruel e continuam a morrer não contam porque... não assistimos em directo. O mundo em directo cheira a azevinho.
Acho que não me vai apetecer desligar as luzes de Natal este ano. Vou fazer como já fiz um ano lá mais atrás, deixei-as ligadas o ano todo. E acho que também vou começar a escrever mais em papel. E enviar cartas daquelas com selos nos aniversários das pessoas que me são especiais. E telefonar no Natal só para ouvir a voz em vez de enviar uma mensagem escrita. E desligar a tv uma semana antes do Natal e só voltar a ligar duas semanas após. E não ler ninguém nisto da Internet antes do Natal, essa parte é bem capaz de nos roubar a alegria da época. A ver se aponto esta última parte num post-it amarelo muito fluorescente e ponho lá em cima da árvore de Natal em jeito de estrela.
Despeço-me em modo de:
tenham um excelente ano de 2017
se não for excelente, que seja pelo menos bom
se não for bom,
que seja pelo menos razoável,
se não for razoável, que pelo menos estejamos vivos para recomeçar em 2018
(se calhar viver é mesmo isso, um eterno recomeçar)"*
* Negrito e cor meus.
E como recordar é viver, eis a imortal Edith Piaf.
Bom Ano Novo para todos vós, Amigos.
Um 2017, se possível, melhor do que este malfadado 2016.
... é o que nos resta!
Que País é este? Já não há homens honestos, homens de mãos limpas?
Corrupção parece ser a palavra de ordem.
Roubar mais, e mais, seja qual for o sector é "obrigatório".
"O Grito", de Edvard Munch
Fonte: Wikipédia
O que é que sucedeu ao meu País? Ou melhor, onde estão os responsáveis por este estado de coisas? Ninguém os conhece, não há quem os responsabilize? Não, não há!
Há, isso sim, uma dor e uma revolta imensas.
... vida(s), e "carnaval", este que se desenrola diariamente perante os nossos olhos. E nós, actores participantes desta "comédia" que é a vida.
Olho os que passam, muitos são.
Muitos os que são indiferentes àquilo que os rodeia. Passam, simplesmente, passam!
Mas?!...
Mas há o homem triste, sozinho com a sua menina que do tampo da mesa faz a caminha da sua boneca. Ele, o homem magro, esquelético, olha-a, ar enternecido onde se lê amargura.
E ele a querer estar ausente da realidade que é a sua.
É a rapariga de saia super justa, com uma racha que lhe descobre a perna até à coxa.
E ela indiferente à deselegância que aquilo representa.
Há os que conversam, poucos.
Há os que não veem o mundo. O mundo deles resume-se ao telemóvel, smartphone, tablet, portátil.
E eles longe do mundo real, a ausência a que as novas tecnologias os condenou.
Indiferença? Comodismo? A que se deve este comportamento?
Mas...?
Mas também há - benza-as Deus! - crianças que riem, brincam, saltam, falam, correm, sonham. Crianças, meninas(os) que ainda são gente.
E são joaninhas, e fadas, e sevilhanas, e ursinhos, e palhaços, e reis, e pajens, um mundo de sonho que torna estes dias únicos para elas.
Depois...?
Depois há os outros, os velhos que tudo fazem para mascarar a idade. E aqueles que já mal andam, porque a idade ou a doença a isso os obriga.
E há os solitários, homens e mulheres de rosto sem expressão, olhar vazio, gente quase sem idade definida.
Gente do avesso, gente que se esconde dentro de si própria, gente/casulo.
Que aprendizagem, mas ao mesmo tempo que dramático por vezes olhar, com olhos de ver, o mundo que nos rodeia.
O Ser humano como que constitui um mundo novo sempre a desbravar.
Gratificante? Na maioria das vezes, não.
Há algum tempo, num restaurante
onde estava a almoçar, fui confrontada com uma situação que me deixou de
coração apertado.
Numa mesa, mesmo frente à nossa, almoçava um casal com duas filhas adolescentes. Até aqui nada de novo, uma
situação igual a n, dirão. Pois, mas
só até aqui, e já perceberão porquê.
Então o que é que se passou?
Muito bem, faço questão de partilhar convosco o que testemunhei e por uma razão muito simples: este é o
tipo de comportamento que nunca, mas
nunca se deve ter.
Do que se trata?
Antes de prosseguir, eis o cerne da questão: uma das adolescentes sofria de
paralisia cerebral. Espasmos severos, agitação, muita dificuldade em falar,
etc. e neste “etc.” cabe um mundo, o “mundo” que faz a diferença.
Vamos ao caso concreto.
A determinada altura, em plena
refeição, uma senhora que estava numa outra mesa levanta-se e dirige-se à mesa
do casal. Aproxima-se da adolescente com paralisia cerebral, estende-lhe um bombom, e diz: “toma, é
para ti”. O pai, sorriso sereno, ar tranquilo – meu Deus, o que apreciei aquele sorriso,
aquela atitude! - informa a senhora que a filha não consegue comer aquele tipo
de alimento dada a sua dificuldade em deglutir. A senhora não percebe, e
insiste. Olho atentamente a menina e vejo, naquele rosto, um misto de
desgosto, “raiva”, aflição. É que ela estava a perceber o que se estava a passar,
muito provavelmente queria dizer que não podia comer, etc., só que não
conseguia.
Fiquei estarrecida! Não saberia a
dita “benemérita” que paralisia cerebral não é igual a défice cognitivo? Não saberia, não se teria apercebido do desgosto, do desespero da jovem? Pois, este é
um dos grandes "dramas" daqueles que são confrontadas com pessoas que sofrem desta patologia. Para muitos – a maioria?! – paralisia
cerebral é igual a défice cognitivo, e isto é um tremendo erro. Há, de facto,
crianças/adolescentes que também são afectadas a esse nível, mas não todas. Há pessoas com paralisia cerebral
que têm um QI muito acima da média, mas mesmo muito. Podia dar-vos uma série de
exemplos de pessoas nessas condições,mas
fico por aqui.
Ora vejamos, e por pontos.
Ponto um – A adolescente já não
tinha idade para que lhe fossem oferecidos bombons e quejandos. Ponto.
Ponto dois – Tratava-se de duas
irmãs com idades aparentemente muito próximas. Se se dava o bombonzinho a uma
porque não à outra? Ah, porque uma era doentinha?! Não, não, o caminho não é por aí!
Admite-se, compreende-se a ignorância, mas não a insensibilidade. É que a expressão da jovem era indiciadora de um imenso desconforto vs sofrimento.
Atenção a estas situações. Estas
crianças/adolescentes/adultos sofrem horrores com estas atitudes tidas por pessoas ditas
normais.
Porque acreditamos que a intenção é boa(?!), porque acreditamos que a maioria destes casos se fica a dever a simples desconhecimento
daquilo que é, realmente, a
paralisia cerebral, porque informar é urgente numa tentativa de reduzir a ocorrência de casos como o que presenciei, deixo-vos um link que poderá ajudar a esclarecer algumas das dúvidas mais
comuns relativas a esta problemática.
Cinco, apenas cinco minutos do vosso tempo na visita ao link, pode fazer a diferença.
Tinha interesse em ver o este filme e por razões várias.
Comecemos pelas mais simplistas: ver um pouco do Everest e a forma como o realizador tinha abordado esta temática.
Outro motivo, o mais importante, o que me suscita imensas dúvidas e interrogações para as quais não encontro/encontrei resposta: qual a motivação que leva a que o Homem queira participar neste tipo de expedições? Que fascínio é esse que o leva a assim arriscar a vida? Porquê sujeitar-se ao sofrimento que a caminhada implica?
Depois há ainda os que sobrevivem mas ficam com lesões gravíssimas causadas por queimaduras, consequência do frio, como um dos elementos que viu as duas mãos amputadas bem como o nariz. Todos eles conhecem bem os riscos que correm, e mesmo assim nada os demove?
O que quer o Homem mostrar/provar a si próprio? É que isto não tem nada a ver com conhecer o Monte Everest, não, não, estes desafios que impõem a si mesmos vai muito para além disso.
Têm uma resposta? Venha ela, porque não consigo encontrar nenhuma que se me afigure minimamente aceitável.
A bica que se pede. Uns que a tomam de um golo e saem, outros que se sentam na costumada cavaqueira.
Ao meu lado, duas mesas livres rapidamente ocupadas, cada uma delas, por três elementos. Numa um casal e uma jovem (filha?), na outra, um rapaz, uma adolescente e um pequenito. Começam a conversar os seis, até que a conversa fica na exclusividade da mesa onde estão o casal e a jovem.
A certa altura, uma vozinha: "pai, já posso comer o gelado?" O rapaz, olha a rapariga, como que a interrogá-la, mas a resposta não vem. Levanta-se, vai buscar o gelado. "Obrigada, pai", diz o pequenito em festa.
A determinada altura o tom de voz da jovem eleva-se, de forma agressiva, e o discurso com os pais (?) é esta "pérola".
- Pois, as tarefas têm que ser partilhadas, e ele já sabe que a lavagem da loiça é uma tarefa que lhe pertence. Está assim determinado e assim é.
O rapaz não reage, não diz nada.
Passado um bocado levantam-se. Ela afasta a cadeira, olha para ele e ordena: "arruma a cadeira".
Uma vez mais sem reagir, arruma a cadeira, pega na mão do filho, e segue atrás dos outros três elementos.
Ah, a violência doméstica, um flagelo, etc., etc.!
Sim, um flagelo e gravíssimo. Convinha é que houvesse discernimento para não diabolizar uns e endeusar os outros.
Não, a questão não é simples, muito antes pelo contrário, além de que as opiniões nestes casos, regra geral divergem, o que não surpreende.
Então, vejamos.
Há dias, numa conversa entre amigos, alguém colocava a questão sobre o que cada um de nós pensava no que respeita ao comportamento entre homens e mulheres, muito em particular quando casados, ou dito de forma simplista: num casal quem tem maior poder/capacidade de influenciar quem?
Calma, já sei que não estamos perante uma "regra de três simples", que há uma imensidade de variáveis que não podem ser descuradas, que há situações e situações, etc., etc., etc.
Mas...?
Mas peguemos na questão sem ideias pré-concebidas, ou, pelo menos, tentemos.
Perante uma situação problemática, até conflituosa, qual dos dois tem maior capacidade de gerir o conflito com inteligência, pragmatismo, sangue frio? Qual dos dois tem maior capacidade de ceder, aceitar uma opinião diferente da sua?
Qual dos dois procura a via do apaziguamento, em vez de partir para a discussão? Qual dos dois tem o discernimento necessário para resolver a questão dando ao outro a impressão de que o "jogo" está do lado dele/a?
Não, não, não se trata de hipocrisia, trata-se de bom-senso. O "jogo de rins" nem sempre é fácil, mas o mérito reside precisamente aí.
E no que respeita à família do outro? Qual dos dois permite que o parceiro/a se mantenha igual a si próprio, mantendo-se fiel à educação, princípios e valores que lhe foram ensinados e que sempre cumpriu? Qual dos dois não quer transformar o outro à sua "imagem e semelhança"?
Qual deles aceita aquela família como fazendo parte integrante da sua? Qual deles a aceita com as suas particularidades?
Perante isto, para que lado pende o prato da balança? Quem sai, predominantemente, "vencedor"?
Ainda que o tema tenha sido abordado de forma simplista, a verdade é que se trata de um problema de extrema importância, com implicações que podem alterar toda uma vida em comum.
Ora, digam de vossa justiça. Qual a vossa opinião?