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domingo, 1 de dezembro de 2019

E é assim...

...

Depois do post anterior , e perante as tragédias várias que assolam o mundo, desde os desastres naturais, aos atentados, passando pelas guerras, tragédias humanitárias, é preciso, é urgente, que me  "agarre" a qualquer coisa, e essa "qualquer coisa" pode estar contida nas palavras do "meu" Fernando Pessoa":

Fonte: Google

"Matar o sonho é matarmo-nos". 

Não dá que pensar, este tão singela, mas tão bela frase?!...

Depois? Bem, depois, e olhando o Outro, tão triste e desencantado como nós, que tal sorrirmos, o sorriso que faz a diferença?!
É que para muitos faz MESMO a diferença, não duvidemos.



Fonte: Google

Em jeito de síntese, e para todos vós, votos de boa semana com uma pitada de esperança, e um grande sorriso.

Nota: Itálico e sublinhado meu. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Nem mais!

Nem mais!..
As grandes lições de vida, aquelas que conduzem à sabedoria, vêm dos simples, daqueles que ainda não foram conspurcados por hipocrisias, olhares cegos, falsos  preconceitos, tudo isto igual a uma obscena, e intolerável,  indiferença.

Fonte: Google
 
Soubéssemos nós  seguir esta verdade, tão básica mas tão ignorada,  da autoria de Cora Coralina (1889-1985), poetisa e contista brasileira, e o mundo seria bem melhor.

Bom fim-de-semana!

domingo, 19 de agosto de 2018

Apesar do mundo ensandecido....

... e da Natureza "zangada", que não se cansa de nos mostrar, um pouco por todo o mundo,  quem "manda".

E dos desastres causados pela displicência, e estupidez, e inconsciência do Homem.

E das injustiças sofridas pelos pobres sem tecto, sem pão, sem chão.

E dos tormentos causados a crianças, meninos indefesos tirados a seus pais, meninos que nada podem contra a malvadez dos senhores do mundo.

Mau grado tudo isto ergamos a nossa voz e cantemos com Joan Baez e Mercedes Sosa:


 

GRATIAS A LA VIDA, GRACIAS!

É que a VIDA é o dom maior.
É algo de inestimável, é a essência das essências.




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E pronto!

Mais um ano que finda.
Coisas boas, coisas menos boas, outras más, muitíssimo más, diria mesmo, intoleráveis. O mesmo de sempre, se bem que com as variáveis que são normais(?) à medida que o tempo, esse  ditador, decorre.
E a vontade de outros (tantos) ditadores - esses bem mais perigosos -, os que pululam um pouco por todo o lado?
Ah, aí é que reside o grande problema. Essa é a causa da maioria dos grandes males que afligem as sociedades dos nossos dias. 

Passando por um espaço que muito aprecio, este, deparo-me com um belo e lúcido texto, um texto que aborda alguns dos aspectos que me inquietam.

Em síntese, a questão é esta: em que sociedade vivemos? Que gente, que forma é esta de estar na vida?
A Maria, do "Amanhecer tardiamente", assim se chama a dona do espaço referido, é de uma lucidez que dói. E analisa vários aspectos, e chama a atenção para aquilo que considera pertinente porque, segundo ela, está errado. E aponta o dedo, e desafia á discussão,  e questiona, e - quantas vezes! - inquieta.
Li, reli, e...? E já estão a adivinhar? Pois, é isso mesmo: pedi autorização para o "roubar", isto porque subscrevo, integralmente, a sua análise tão lúcida. Simpática como sempre, a Maria aquiesceu.
Por isso, aqui fica o texto. O texto e o meu agradecimento para si, Maria.
Ora vejam se tenho, ou não, tenho razão.

*****

"Cozido à portuguesa com... todos (e se calhar um bocadinho indigesto)

Hoje de manhã, ainda mais de manhã do que a esta hora em que escrevo meia dúzia de palavras já menos polvilhadas de açúcar e canela, dei comigo a pensar se as pessoas hoje que já é segunda-feira se sentem assim, mais felizes. É que pelos vistos acabou o Natal. Coisa estranha essa de arrancar coisas do peito à força porque o calendário assim o dita...

Deve ser como o amor entre duas pessoas, uma pessoa ama alguém, casa-se com alguém, fica ali ao lado dois dias a amar intensamente e depois vai à rua limpar os vidros do carro, atravessa-se um amor mais sorridente e vestido de novidade pela frente, entretanto a pessoa sobe a correr as escadas de casa para dizer ao amor antigo que já não é aquilo que quer, está a modos que confuso. Eu por mim comecei a desconfiar e muito das pessoas confusas desta vida. Sempre que alguém me diz que está confuso eu vou a correr comprar um grande guarda-chuva só naquela de me proteger o mais possível.

Bom, e voltando ao Natal que já se faz tarde, tenho para mim que as pessoas andam muito confusas, parece que querem que acabe rapidamente o Natal real para voltar para a sua felicidade virtual.  Estarão as pessoas fartas da família? Das suas vidas? Será que o mundo virtual as realiza muito mais? Será isso que está a dar cabo do verdadeiro cheiro a sonhos? Será que é isso que está a dar cabo realmente e, decididamente, do Natal? O Natal como a maioria bem conhece. Continuo a pensar no que estariam as pessoas a fazer quando era Natal daquele vindo do passado, quando não se batia furiosamente com os dedos no teclado oferecendo aos outros em modo grátis, textos azedos, sarcásticos, textos como que a deitar abaixo toda e qualquer hipótese de alguém dizer que gosta do Natal apenas e só porque gosta de ver luzes de todas as cores acesas pela cidade.

E que não me tentem as pessoas sequer argumentar que o mundo está em guerra e só por isso o Natal deixou de fazer sentido. Pergunto-me se só acordaram agora para o mundo?! Pergunto-me se viveram todos estes anos, anos em que o mundo sempre foi mundo e só por isso envolto em crueldade, com as cortinas do seu mundo privado bem corridas para não lhes ferir a felicidade individual? Ah, nesse tempo, sim, nesse tempo é que o Natal era bom. Agora não, agora as notícias mostram-nos em directo e em modo repetitivo a morte de um ser humano (a memória das pessoas que habitam o mundo já deve ter esquecido o caso do embaixador), quanto mais repetirem a morte em directo mais acreditamos que ela existe, mais ficamos sem Natal. Portanto todos aqueles que já morreram de forma cruel e continuam a morrer não contam porque... não assistimos em directo. O mundo em directo cheira a azevinho. 

Acho que não me vai apetecer desligar as luzes de Natal este ano. Vou fazer como já fiz um ano lá mais atrás, deixei-as ligadas o ano todo. E acho que também vou começar a escrever mais em papel. E enviar cartas daquelas com selos nos aniversários das pessoas que me são especiais. E telefonar no Natal só para ouvir a voz em vez de enviar uma mensagem escrita. E desligar a tv uma semana antes do Natal e só voltar a ligar duas semanas após. E não ler ninguém nisto da Internet antes do Natal, essa parte é bem capaz de nos roubar a alegria da época. A ver se aponto esta última parte num post-it amarelo muito fluorescente e ponho lá em cima da árvore de Natal em jeito de estrela.

Despeço-me em modo de:
tenham um excelente ano de 2017
se não for excelente, que seja pelo menos bom se não for bom,
que seja pelo menos razoável,
se não for razoável, que pelo menos estejamos vivos para recomeçar em 2018
(se calhar viver é mesmo isso, um eterno recomeçar)"*

* Negrito e cor meus.

E como recordar é viver, eis a imortal Edith Piaf.

Bom Ano Novo para todos vós, Amigos.

Um 2017, se possível, melhor do que este malfadado 2016.

Tentem ser felizes, tentem.



quarta-feira, 30 de março de 2016

Ora vejam!

Que tal a fotografia, não é linda? Linda na autenticidade, menos bonita na realidade que atesta.



Captada pelo olhar sempre atento do nosso Amigo João Menéres, do blogue "Grifo Planante" (haverá alguém que não conheça este Amigo?!)  a quem agradeço, e muito, a gentileza de me permitir o "roubo".
Roubo concretizado, eis o testemunho de que em Portugal ainda existe esta realidade: mulheres de rostos amargos, rostos marcados por uma vida dura, meninos de rosto inocente, mas olhar sombrio. 

Apetece pegar no menino, aconchega-lo no colo, dizer-lhe baixinho:
Não desanimes menino, não desanimes. Esta geração, a responsável pelo teu futuro, tudo fará - temos que acreditar menino, temos que acreditar! - para que sejas um Homem feliz, um Homem a quem seja permitido concretizar sonhos e projectos.
Ri, menino, ri! A vida não te vai pregar a partida de envelheceres com o ar dorido daquela que agora te protege, num amparo ditado pelo amor.   

Não desanimes menino, não desanimes!

Nota: Fotografia captada em Fafião.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Apenas, porque sim?!


A selecção deste vídeo.

Nem mais, apenas porque sim!
Mas será mesmo?!



Ou será, porque?

Necessitamos de algo que nos aconchegue a alma. (Não, não estranhem, a alma também necessita de aconchego, o aconchego bom que nos mantém de pé.) 
Que nos faça sentir vivos.
Que nos faça acreditar no amor.
Que nos faça acreditar na ternura.
Algo que:
Preencha vazios.
Arranque do marasmo que suga, num movimento centrifugo sem escapatória.   
Liberte da mediocridade que destrói, corrói, sem piedade.  
Liberte da maldade, da hipocrisia, da mesquinhez que tudo mata.
Algo que:
Nos faça acreditar que o sonho é possível.
Que a Paz é possível.
Que o Homem é possível.
Que o mundo é possível.
Que nós, cada um de nós, é possível.

sábado, 25 de abril de 2015

Adenda ao post anterior


Na sequência da dúvida de alguns de nós se não haveria outra forma - uma conta, por exemplo - que possibilitasse comparticipar nesta investigação através de donativos, em especial aqueles que não tinham viabilidade de participar na corrida, o nosso Amigo Argos teve a amabilidade de enviar o link através do qual se pode proceder à referida oferta.

Aqui fica:

http://www.wingsforlife.com/en/donation-accounts/

Em nome de todos nós, Argos, os que nos interessámos por ajudar/participar  nesta investigação que se me afigura da maior importância, um grande Obrigada pela ajuda.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quando a solidariedade pode fazer a diferença.


Todos sabemos da importância desempenhada pela espinal medula.
Todos sabemos como a vida pode desabar numa fracção de segundos quando a mesma sofre um  traumatismo.
Todos sabemos existirem milhares de jovens, ou menos jovens, que ficaram tetra ou paraplégicos em consequência de um qualquer acidente.

Vejamos o que diz o Director Desportivo Internacional:
"O britânico Colin Jackson, uma lenda do atletismo mundial, é o Diretor Desportivo Internacional da corrida. “As lesões na espinal-medula podem acontecer a qualquer pessoa. Qualquer um pode sofrer uma queda acidental que pode mudar a sua vida. E não há investimento suficiente na investigação destas lesões. Precisamos de reunir dinheiro para que os melhores cientistas do mundo trabalhem no tema e façam a diferença na vida das pessoas”, afirmou." (aqui)


 
 
 "Depois do sucesso da edição inaugural, a Wings for Life World Run regressa em 2015 para dar continuidade à maior corrente solidária da história do desporto. No dia 3 de maio, o Mundo volta a correr em simultâneo por aqueles que não podem, em 35 percursos dos seis continentes - procurando desta forma angariar fundos que permitam à Fundação Wings for Life tornar real a cura para as lesões na espinal-medula. Portugal continua no mapa, apresentando um novo percurso com partida do Porto."

Não há investimento suficiente? Mas o valor da inscrição reverte a favor da Fundação que se dedica a esta pesquisa.   
 
"100% DO VALOR DA INSCRIÇÃO REVERTE PARA A PESQUISA DA CURA DAS LESÕES DA ESPINAL-MEDULA" (aqui)

Perante esta luzinha ao "fundo do túnel" ficamos indiferentes? Será que temos coragem para isso?

Nem todos podem correr, mas mesmo esses podem participar inscrevendo-se.  
 
Vamos a isso??!
 
Nota: Negrito e sublinhados, meus.
 
 

domingo, 12 de abril de 2015

Mas às crianças, Senhor...


Foi hoje noticiada a morte de outra criança em consequência do espancamento de que foi vítima, espancamento esse infligido pelo padrasto.

Que é que se está a passar, alguém consegue explicar-me? É normal que todos os dias morra uma criança às mãos de um qualquer louco?

Os responsáveis - Segurança Social, entre outros - não teriam sinalizado estas crianças? Porquê?
E as mães, confiavam nestes homens? 

Tanto se fala de violência doméstica exercida sobre as mulheres, e bem, mas e as crianças? A mulher, com mais ou menos dificuldade ainda tem hipótese de se defender, mas a criança NÃO, NÃO e NÃO uma vez mais. É assim tão difícil entender isto?

Senhores responsáveis por todas as crianças em risco - não venham com a conversa estafada que não podem estar em todo o lado. Há muitas Assistentes Sociais, ou não? Que tal colocá-las no terreno, particularmente em zonas que se sabe problemáticas? - façam aquilo que vos compete, ou seja, proteger todas as crianças, ou será necessário que morram algumas mais?

Por uma vez, façam aquilo que é elementar: proteger inocentes que não têm culpa de pertencer a famílias disfuncionais, assim como muitas dessas famílias também não têm culpa de ter caído nessa situação.

A sociedade está doente, sim, só que as crianças não têm culpa.

Estamos entendidos, ou nem por isso, senhores responsáveis pela sua protecção?




domingo, 22 de março de 2015

Inquietações, dúvidas, medos.


Algum de vós já leu este ensaio da autoria de Miguel Real? Trata desse problema imenso que é a eutanásia, aqui denominada "morte livre".
Apenas folheei, meramente ao acaso, uma página aqui, outra ali, logo ainda não tenho opinião formada.


No início da contra capa pode ler-se: "A eutanásia deve legal e moralmente obedecer a princípios racionais (liberdade e dignidade humanas) e assentar no principio ético da bondade activa (o princípio da compaixão como prática racional do bem)"
 
 
Inquietam-me as consequências que uma legalização poderia acarretar.
Duvido da bondade da intenção de alguns que decidissem pelo próprio.
Temo pelo que seria (muito provavelmente) feito a coberto da dita "compaixão".   
 
Estamos perante um tema demasiadamente sério onde os conceitos podem constituir uma armadilha. 
Um livro que  me (nos)  faz, de certeza, pensar.

Fica o convite de leitura para todos aqueles que se interessarem por esta problemática.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Atitudes!


Andamos pelo mundo e,...?
Bastará?
 
Vivemos a vida numa vertigem, com sofreguidão.
Vivemos a vida sem lhe tomar o "sabor".
Vivemos a vida sem olhos de "ver".
Vivemos a vida sem a "palpar" com o coração, de sangue, de nervos, de solidariedade.
Vivemos a vida sem a "sentir", sem mergulharmos nela até ao fundo, bem fundo, ao doce, mas também ao amargo, ao belo e ao seu oposto.


Muitos de nós limita-se a respirar/vegetar.
Muitos de nós não tem atitude, força, querer, nem sabe o que isso é.
Muitos de nós não luta por ideais, sejam eles quais forem.
Viver em pleno é utopia.

Muitos de nós  luta por uma sobrevivência o mais digna possível. Para estes a vida não passa de um fogo fátuo, algo que os consome sem os deixar viver. 

Que vida é esta?!
  

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Maneiras de ser, formas de estar!

Atitudes, posturas, maneiras de estar na vida que dão que pensar.
Há pessoas que vivem encasuladas no próprio casulo sem que disso se apercebam.
Não se pode considerar que sejam más pessoas, mas também não são boas. São amorfas, ocas, vazias de tudo, até de si próprias. Vivem a vida num só sentido, de dentro para dentro. As suas vidinhas limitam-se a um universo restrito, pobre, sem ambições de qualquer espécie, uma vida onde não cabe, sequer, o golpe de asa que eleva, o querer voar acima da mediocridade.
 Uma vida sem cor, sem contornos, sem o claro e o escuro, sem luz mas também sem trevas. Vivem num limbo, numa penumbra castradora de tudo, até de afectos que, regra geral, não vão além daqueles que dedicam à família muito próxima. Quaisquer outros elementos não têm permissão de entrada.
Generosidade e solidariedade não passam de abstrações. Incapazes de um gesto de ternura, incapazes de dedicar um minuto do seu tempo a qualquer drama/tragédia que aflija o mundo, dão a sensação de nunca abandonar a sua zona de conforto.
E consomem-se sem glória.
Gastam-se e desgastam-se numa vida vã, uma vida sem futuro mas também sem passado e muito menos com presente. Um presente de faz-de-conta não é presente, é apenas um somatório de horas que é necessário cumprir até ao minuto final.
E partem, simplesmente partem.
E partem sem deixar rasto. Nem recordações, nem exemplos, nem saudade, nada.
Desaparecem, tal como a faúlha que se consome num momento e logo esquece.


Tristes vidas, estas!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Coisas do tempo


Pára, exausto.
Senta-se. O tempo escorrega-lhe no corpo, dilui-se nele, amalgamam-se.  
Passado e presente, unos, mas não cúmplices, mas não consequência.
Passado que se adivinhava sem futuro, presente que se queria intermédio de um outro qualquer tempo. Tempos, eles próprios confundidos, incoerentes, perdidos.
Ontem, hoje, amanhã. E ele a querer que o tempo retroceda, a querê-lo de volta à origem, à inocência do início de todas as coisas.
 
Clepsidra persa

Fecha os olhos.
Rebobina.
O filme vai começar.
E é a voragem.