Eis a questão que se nos impõe, cada vez mais e mais.
A guerra, o horror maior que nos entra casa dentro, num inferno sem fim à vista, que outra dúvida nos poderia colocar?
E é a revolta.
E é a fúria.
E é a indignação.
E é a dor da impotência de nada poder fazer.
Depois?
Bem, depois deparamo-nos com esta maravilha, com este assombro que é a Catedral de Barcelona, projectada por Gaudi, e...?
E?!...
Sim, Deus existe. É impossível que aquela obra não tenha a mão de Deus.
Entra-se - já vivi essa "experiência" - e há qualquer coisa, uma "qualquer coisa" inexplicável, divina, que nos toca perante aquele mundo mágico, absolutamente maravilhoso, que nos faz sentir pequeninos, mas em simultâneo, enormes na nossa condição de humanos. É que só um Homem GRANDE, um Homem que vivia muito acima da vida terrena poderia sonhar/projectar/materializar uma obra daquelas.
Enormes, sim, para o bem, só que desgraçadamente, também para o mal.
Bem e mal numa luta sem tréguas? Ontem como hoje? Eternamente, enquanto houver dois homens à face da terra?!
Ambivalências, às quais não podemos fugir.
Para fazer frente a esta angústia, para ajudar a combater o sofrimento que nos assola, façamos uma pequena pausa (?!), isto a bem da nossa sanidade mental.
Para isso fica o convite: deslumbremo-nos com Gaudi, ouçamos a voz espantosa de Mónica Naranjo.
Votos de bom fim-de-semana para todos vós, Amigos.
Nota: Um agradecimento muito especial ao Pedro, o Amigo de muitos de nós, aquele que "devaneia lá pelos orientes". É que foi graças a ele que descobri este pedaço de sonho.