... e eu? Em fúria.
Mas porque "diabo" sou confrontada com situações destas? Se é para ficar numa revolta sem nome, objectivo conseguido.
O que foi?
Passo a contar.
Há pouco assisti à seguinte cena.
Uma pastelaria - belíssimos pontos de observação, para quem estiver atento! -, uma mãe e a sua criança, um pequenito com uma idade que deve rondar os cinco anos.
Ela, sentada, telemóvel na mão. O pequenino, andou por alí, às voltas de um lado para o outro, mas ela, a "mãe", completamente abstraída do mundo, filho incluído.
Fonte: Google
A determinada altura a criança começa a chamá-la, a puxá-la, a abraçá-la, mas ela, a "mãe", nem o ouvia.
E o menino insistia: mãe, anda, vamos dar uma volta, mãe, mãe...
A resposta, durante um período de tempo que foi muito para além do razoável, foi zero.
Que raio de sociedade é esta em que um miserável telemóvel tem mais importância que um filho? A troca de mensagens devia ser super importante, pelo tempo que levou...
Que raio de sociedade é esta em que os valores estão a ser completamente invertidos?
Que raio de sociedade é esta em que o que importa é o acessório: o "diz que diz", o que A fez, o C deveria ter feito, o que B vestiu e despiu, etc., etc. Isto é o quê? Para onde caminhamos? Para uma alienação total? Estamos lá perto, mas tão perto! Será que ninguém se apercebe disso?!
E os nossos adolescentes? Terão/teremos, muitos de nós verdadeira consciência, e conhecimento, do mundo deles? Um mundo não só verdadeiramente assustador, como perigosíssimo.
Se estiverem interessados em conhecer melhor este universo leiam o livro, O Fim da Inocência, da autoria de Francisco Salgueiro, que é - pelo menos para mim, foi - um verdadeiro murro no estômago. Aconselho, muito vivamente, que todos os Pais, principalmente os que têm filhos adolescentes, a lerem-no.
Aqui fica a capa.
Se algum de vós o ler, gostaria de saber qual a vossa opinião. Um espanto, um susto, uma revolta sem nome o que se passa, o drama que é a vida de muitos dos nossos jovens.
Será que os Pais começam a demitir-se quando os filhos ainda são crianças, como a cena que presenciei hoje, e continuam a "assobiar para o lado" sem parar, um pouco que seja, para conhecer/perceber/saber/orientar a vida deles?
Pobres filhos, que tais Pais têm!
NOTA: As aspas, colocadas quando me refiro à mãe, ainda são poucas. Mãe?!...