sábado, 31 de março de 2018

Eis-nos, na Páscoa!

Crentes, ou não, estamos perante mais uma celebração religiosa que une(?!) famílias, amigos e, quantas vezes, apenas conhecidos. 
Tudo isto em nome de Jesus, um Homem bom, um Homem justo, um Homem que se dizia filho de Deus?
Há cépticos? Há, mas que importa isso?!
Comungamos todos da mesma Fé? Repito: que importa isso?!
Importa, sim, que comunguemos do amor ao Outro, que façamos, mas VERDADEIRAMENTE, desse Outro uma realidade, "um" alguém que merece a nossa atenção, que merece solidariedade, respeito, e isto na prática do nosso dia-a-dia.


Deixo-vos esta belíssima pintura de Jesus na Ressurreição.



Em jeito de síntese, e relativamente à autoria:
"A obra publicada acima é da autoria de Pietro di Cristoforo Vanucci, ou Pietro Perugino, (Italiano). Pietro Vannucci, foi um pintor renascentista italiano, da escola da Úmbria."
in,  Wikipédia.


Para todos vós, Amigos, ficam os votos de uma Santa Páscoa.
Que a vivam em pleno. Que sejam felizes na partilha, na comunhão, na paz possível deste mundo enlouquecido.

terça-feira, 27 de março de 2018

MARAVILHOSO, simplesmente!

Patinagem artística? Eis a minha modalidade de eleição.
Estamos perante a arte feita de corpos em movimento, numa simbiose perfeitíssima, algo que nos transporta ao deslumbramento.



Como classificar este par? O que dizer desta actuação? Apetece-me dizer o meu já vosso conhecido "caramba"!... 
Foi a vez deste par maravilha  ganhar a Medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos deste ano, e que merecida foi!

Parabéns a ambos.
Obrigada pelos momentos mágicos que nos proporcionaram.

###########

Em jeito de síntese, fica para vós, Amigos, para todos vós, votos de SANTA PÁSCOA!


domingo, 18 de março de 2018

Imortais!

Comecemos por Fernando Pessoa, um dos nossos maiores poetas contemporâneos, no seu simples, mas lindo:

Não digas nada!

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Depois? Bem, depois passemos a outros, eles também, IMORTAIS 



A qualidade do vídeo não é famosa, mas...? Mas vale a pena ver, apesar desse "senão".


BOA SEMANA PARA TODOS, AMIGOS! 


domingo, 11 de março de 2018

Menino em desespero...

... e eu? Em fúria.
Mas porque "diabo" sou confrontada com situações destas? Se é para ficar numa revolta sem nome, objectivo conseguido.

O que foi? 
Passo a contar.
Há pouco assisti à seguinte cena.
Uma pastelaria - belíssimos pontos de observação, para quem estiver atento! -, uma mãe e a sua criança, um pequenito com uma idade que deve rondar os cinco anos.
Ela, sentada, telemóvel na mão. O pequenino, andou por alí, às voltas de um lado para o outro, mas ela, a "mãe", completamente abstraída do mundo, filho incluído.


Fonte: Google

A determinada altura a criança começa a chamá-la, a puxá-la, a abraçá-la, mas ela, a "mãe", nem o ouvia.
E o menino insistia: mãe, anda, vamos dar uma volta, mãe, mãe...
A resposta, durante um período de tempo que foi muito para além do razoável, foi zero.

Que raio de sociedade é esta em que um miserável telemóvel tem mais importância que um filho? A troca de mensagens devia ser super importante, pelo tempo que levou...

Que raio de sociedade é esta em que os valores estão a ser completamente invertidos?
Que raio de sociedade é esta em que o que importa é o acessório: o "diz que diz", o que A fez, o C deveria ter feito, o que B vestiu e despiu, etc., etc. Isto é o quê? Para onde caminhamos? Para uma alienação total? Estamos lá perto, mas tão perto! Será que ninguém se apercebe disso?!

E os nossos adolescentes? Terão/teremos, muitos de nós verdadeira consciência, e conhecimento, do mundo deles? Um mundo não só verdadeiramente assustador, como perigosíssimo. 

Se estiverem interessados em conhecer melhor este universo leiam o livro, O Fim da Inocência, da autoria de Francisco Salgueiro, que é - pelo menos para mim, foi - um verdadeiro murro no estômago. Aconselho, muito vivamente, que todos os Pais, principalmente os que têm filhos adolescentes, a lerem-no.

Aqui fica a capa. 



Se algum de vós o ler, gostaria de saber qual a vossa opinião. Um espanto, um susto, uma revolta sem nome o que se passa, o drama que é a vida de muitos dos nossos jovens.

Será que os Pais começam a demitir-se quando os filhos ainda são crianças, como a cena que presenciei hoje, e continuam a "assobiar para o lado" sem parar, um pouco que seja, para conhecer/perceber/saber/orientar a vida deles?
Pobres filhos, que tais Pais têm!

NOTA: As aspas, colocadas quando me refiro à mãe, ainda são poucas. Mãe?!... 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Apenas a singeleza de um voto.

Que o fim-de-semana não seja tão severo como previsto pelos serviços  meteorológicos.

Pelo sim, pelo não, o melhor é protegerem-se, ficarem por casa na companhia de um bom livro, de uma bela música.

Para já, fica esta promessa de primavera.


Bom fim-de-semana para todos vós, Amigos.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Hoje é dia...

...
de pessoas, todas, mas APENAS de todas aquelas verdadeiramente dignas desse nome.
Assim, sem ordem predefinida e, muito menos, preconcebida:

- Mulheres que o são por inteiro. Não alminhas balofas, patetas, convencidas, como há tantas. Há excepções? Há, felizmente, há!

- Mães que dão a vida pelos filhos. Mães/amor, mães/sacrifício, mães/entrega, mães colo, mães protecção: MÃES.

- Pais, eles também amor. Pais para quem os filhos são o "motor" que os move, e incentiva, que os faz ver a vida de outra forma, que os faz sentir que a sua vida se perpétua nos filhos em que se projectam, e revêem.

- Crianças a quem foi negado o direito de o serem. Crianças abandonadas, sem amor, sem pão, sem colo. Crianças que são OBRIGADAS a crescer rapidamente, é que há urgência neste processo, o "mundo cão" não espera, não se compadece com elas.

- Velhos abandonados, eles também sem o conforto que só o amor dos filhos, dos netos, propícia. Velhos que tudo fizeram pelos seus e que acabam a vida vazios de tudo, muitos deles, literalmente, de TUDO, e não apenas de afectos.

- Vítimas da guerra, todas elas, independentemente do sexo e idade. Gente que só têm direito ao inferno mais obsceno, absolutamente intolerável e que nos devia envergonhar a todos. MULHERES, HOMENS, VELHOS, CRIANÇAS a quem foi negado tudo, inclusivé o direito mais sagrado: VIVER.

Para os dois últimos grupos  vai o meu imenso respeito, um respeito que é um misto de vergonha, mágoa e revolta.

Hoje? Que dia é hoje?!

Estes são os verdadeiros "dias de..." aqueles que choro a cada dia que passa.


Obra: "Espiral", de Helena Vieira da Silva

Os outros? Por favor!...

sábado, 3 de março de 2018

Momentos de partilha...

... de magia, com a voz, a "minha" voz de sempre.

Há Homens que conseguem da lei da morte libertar-se.
Homens que fazem a diferença. Que encantam, e fascinam, e maravilham.

HOMENS, verdadeiros SENHORES, não apenas seres humanos banais, e Leonard Cohen é um deles. Que tal, ouvi-lo, uma vez mais? 



Para ler? Vamos revisitar Poe, agora pela mão de Peter Ackroyd?





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Ficam os "convites". Agora? Agora o resto é convosco!

                           Continuação de bom fim-de-semana, Amigos.