Vem este post a propósito de um outro, intitulado "Trabalho de parto (2)", e publicado pela "maepreocupada" (aqui).
O post em questão aborda a dor de uma Mãe perante a morte de seu filho.
A mágoa que isto me causa! De cada vez que sou confrontada com esta realidade considero estarmos perante uma alteração da lógica da vida.
É "lógico" o filho antecipar-se, na morte, à Mãe?
É "lógico" uma Mãe sofrer esta perca?
É "lógico"...?
Sim, eu sei, aqui não há lógica! Aqui há dor, aqui há o sentimento de um imenso vazio, aqui há o desmoronar do mundo.
Nunca mais esquecerei uma Mãe que conheci, que perdeu o seu filho único, o seu menino, o seu projecto de vida (quer queiramos, quer não, um filho representa sempre um futuro, algo nosso que se projecta para além de nós) e que, de um dia para o outro, envelheceu anos, mas envelhecer inclusive em sentido físico.
Como é que é possível num espaço de tempo curtíssimo a cara transformar-se numa ruga, o cabelo, num manto branco?!
E eu numa aflição perante a impotência em acalmar tamanha dor.
Depois?
Depois temos outras Mães, também elas Mães Coragem, que à semelhança de todas as outras sonharam vidas, mundos para os seus meninos.
Quanto a estas, alguém que não eu, escreve:
"A mãe deu à luz.
A mãe entrou na
escuridão.
A mãe fez o luto pelos sonhos que
tinha para o filho.
A mãe procurou uma nova
luz.
A mãe trouxe o filho para essa
luz.
A mãe sonhou novas
ilusões.
A mãe nunca deixou de
ter contracções.
A mãe nunca deixou de pedir ajuda a
Deus.
A mãe tem medo de certa
luz..."
Perante esta(s) Mãe(s)?
Curvo-me, faço silêncio!

Olá GL,
ResponderEliminarDeve ser uma dor sem peso e sem medida quando uma mãe perde um filho. Um filho é um fruto de amor gerado no ventre da mulher fazendo parte do seu próprio ser cujas raízes se projectarão na construção do seu futuro e quando essas raízes se quebram o seu futuro desmorona-se, fica sem sentido, sem rumo, sem esperança e sem coragem. A essas mulheres, Mães-Coragem, eu ajoelho e rendo a minha grande e sentida homenagem, já que não teria palavras para a consolar.
Um tema demasiado profundo, pois quando perdemos um animal de estimação sentimos que o nosso mundo se abateu, quanto mais perder um filho que sai dentro de nós. Não sou mãe mas imagino a extensão dessa dor.
Um beijinho GL
Olá Maria Eduardo,
EliminarEstamos perante uma dor com uma dimensão que nos ultrapassa.
É qualquer coisa inimaginável, brutal. Uma dor que rouba não só o chão, mas a vida.
Beijinho.
Na verdade relativa de todas as coisa
ResponderEliminartudo se move
até o vento
Há verdades em que a relatividade não funciona.
EliminarO vendaval, ainda que demasiado forte, não tem força suficiente para apaziguar ESTA verdade.
É o luto, o luto mais doloroso.
É o luto.
A esperança vive em mim,
ResponderEliminaramanhece comigo,
percorre o dia todo
e, quando anoitece, ela está ainda mais fortalecida
Desejo a você
que também tenha sempre a esperança,
que ela permaneça sempre em seus pensamentos.
Que as estrelas iluminem e guiem seus passos.
Que Deus abençoe seu final de semana.
Beijos no coração carinhos na Alma.
Evanir.
Temos por hábito afirmar que a esperança é a última a morrer, só que por vezes é tão difícil, mas tão difícil mantê-la!...
EliminarBeijinho.
Aí como eu entendo este post. Há dias fui ao funeral de uma menina de 8 anos,
ResponderEliminarque morreu de morte fulminante!...Vi a dor dos pais e ainda hoje estou sempre
a rever a cena. Não é justo, os pais deviam morrer sempre primeiro que os filhos.
Desejo que esteja bem.
Bom fim de semana.
Bj.
Irene Alves
Olá Irene,
EliminarAcredito que não tenha sido fácil estar perante esses pais.
O que é se faz numa situação dessas? O que é que se faz quando somos confrontados com tamanha dor? Dão-se as condolências? Dá-se um ombro onde chorar?
O que se faz, diga-me, o que se faz?!
Boa semana.
Beijinho.