uma vez mais.
Há situações que não podem ser minimizadas, e muito menos esquecidas.
A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), no Relatório (aqui) da autoria do Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA), sobre este problema, fornece uma série de indicadores que nos inquietam, nos causam, inclusive, uma certa estranheza, particularmente no que respeita à faixa etária do maior número de agressores e vítimas.
Tendencialmente pensa-se que estes comportamentos são mais frequentes entre casais mais jovens, só que o estudo mostra-nos uma realidade inversa.
No que respeita à causa da agressão de que resulta a morte da mulher, consta, para além do ciúme, álcool, etc., a "compaixão pelo sofrimento", com uma percentagem na ordem dos 3%.
Relativamente a 2013, verificamos que é o grupo de idades compreendido entre os 51 e os 64 anos, foi o grupo predominante, seguido do grupo de mulheres com mais de 65 anos de idade."
Pág. 8
Estranho, não?!
Apenas alguns elementos.
"FEMICÍDIOS:
IDADE DAS VÍTIMAS AO LONGO DOS ANOS 2004 a 20 NOV. 2013
Comparando os diversos anos desde 2004, podemos observar que o grupo etário mais vitimizado pelo femicídio por violência de género tem oscilado. Apenas alguns elementos.
"FEMICÍDIOS:
IDADE DAS VÍTIMAS AO LONGO DOS ANOS 2004 a 20 NOV. 2013
Relativamente a 2013, verificamos que é o grupo de idades compreendido entre os 51 e os 64 anos, foi o grupo predominante, seguido do grupo de mulheres com mais de 65 anos de idade."
Pág. 8
(...)
"FEMICÍDIOS:
IDADE DOS HOMICIDAS
No que se refere à idade dos autores do crime de femicídio, podemos observar que até 20 de Novembro de 2013 são os grupos etários dos mais de 65 anos e com idades compreendidas entre os 24-35 anos os prevalentes, cada um deles com 9 indivíduos identificados (29%).
"FEMICÍDIOS:
IDADE DOS HOMICIDAS
No que se refere à idade dos autores do crime de femicídio, podemos observar que até 20 de Novembro de 2013 são os grupos etários dos mais de 65 anos e com idades compreendidas entre os 24-35 anos os prevalentes, cada um deles com 9 indivíduos identificados (29%).
Logo de seguida e com 8 indivíduos surgem os homicidas com idades compreendidas no intervalo dos 51 aos 64 anos de idade, a que equivale uma percentagem de 26%.
Com menor taxa de prevalência 3% (n=1) e 13% (n=4) surgem os homicidas com idades compreendidas entre os 18-23 anos e os 36-50 anos, respectivamente."
Com menor taxa de prevalência 3% (n=1) e 13% (n=4) surgem os homicidas com idades compreendidas entre os 18-23 anos e os 36-50 anos, respectivamente."
Pág. 11.
Independentemente dos dados, o que realmente importa é o drama, a angustia, o pesadelo, não só da mulher, mas, e muito principalmente, da criança.
Crianças, muitas delas, também, com a vida desfeita.
Quando é que o Homem aprende a sê-lo, de forma digna?!

Infelizmente um drama que atravessa os tempos e, ao que parece, sem solução. O Homem continua a vestir uma pele desconhecida...
ResponderEliminarUm drama que vai num crescendo, isso sim.
EliminarCulpas? Estamos perante uma realidade de uma delicadeza extrema.
As verdadeiras vitimas são, tanto quanto me parece, as crianças que assistem aos maus tratos.
Atenção: não me estou a reportar à situação limite que conduz à morte.
é que, quanto mais evoluído o homem se acha mais estúpido se torna
ResponderEliminarOra aí está uma grande verdade!
EliminarInfelizmente a "cartilha do marialva" funciona como um manual de procedimentos.
ResponderEliminarE com uma durabilidade considerável!...
EliminarA verdade da violência costuma ter esse ar,
ResponderEliminarcinza e pálido,
a cor do rosto daqueles que morrem,
morrem por dentro.
uma luta para todos os dias.
bjs
E quanta dor, nesses que morrem por dentro!
EliminarE quanto silêncio, quanto "engolir" de lágrimas, de dignidade, de amor próprio.
Beijinho.
E aqui continua a tese que as situações de violência doméstica não devem ser crime público.
ResponderEliminarDeve ser tudo resolvido na harmonia do lar.
Ao murro e pontapé, claro :(
E à anulação da dignidade, do amor próprio:(
EliminarGL,
ResponderEliminarTambém li e vi nas notícias esta triste realidade. Ainda bem que vem a público e que se toma consciência desta dura realidade.
Louvo esta postagem~.
Beijinho. :))
Ana,
EliminarNunca é demais alertar para estas situações degradantes, dramas que deviam envergonhar qualquer sociedade dita civilizada.
Beijinho:)
Infelizmente a violência tende a aumentar...quer física...
ResponderEliminarverbal e sobretudo a psicológica!
Na minha opinião faltam valores que se têm vindo a perder no tempo...aliados
à falta de diálogo...e o descontentamento do dia a dia!
Meu desejo é que a submissão deixe de existir...
e que o ser humano sujeito a violência receba
a devida atenção!
Tudo de bom!!!
Os números remetem para essa triste realidade: a violência que vai num crescendo.
EliminarE é responsabilidade da crise, e, e...? Quantas "justificações"!...
Falta valores, falta respeito, falta amor, até amor próprio.
Há um vazio enorme em termos de afectos, essa é a triste realidade.
Abraço.
ResponderEliminarA tragédia ali ao lado, abafada, escondida e não punida...
E não se fala da violência psicológica e para a qual não há boletim de ocorrência registado na polícia.
Beijinho
E quantas vezes, essa, não deixa marcas mais graves?
EliminarÉ óbvio que a violência física é intolerável, mas há palavras e atitudes que magoam tanto, ou mais.
A violência física pode atribuir-se a um impulso/descontrole(?) momentâneo.
A psicológica é maquiavélica, porque exercida de forma planeada, intencional, com intuito de destruir.
Beijinho.
EliminarÉ a destruição ao minuto e eu sei, infelizmente!
Beijinho
Sem palavras, uma vez mais!
EliminarApenas um ombro amigo que se oferece.
Beijinho.
A canalha no sistema estimula a violência gratuita
ResponderEliminarem todos os poderes
Resistir sempre
O problema é que resistir não é fácil!
EliminarNEM MAIS UMA!
ResponderEliminarDizemos nós todas as vezes que há mais uma...
Beijinho GL
Mas há sempre outra, e outra, e ainda mais outra.
EliminarSabe? Interrogo-me sobre se estas pessoas alguma vez se amaram.
O amor transformado em ódio?
E mata-se por "compaixão pelo sofrimento", conforme é referido no relatório? Surpreendeu-me, este dado.
Beijinho.
o lastro cultural instigado e fomentado durante gerações - vai levar tempo. infelizmente!
ResponderEliminarbeijo
E será que alguma vez terá fim?
EliminarBeijinho.
A violência doméstica é fruto de instabilidade emocional, e quando se perde a razão, a violência física é cega, surda e muda e não para, não contando com a violência psicológica que destrói igualmente qualquer ser humano. Ainda bem que esta realidade foi tornada pública para se compreender a sua verdadeira dimensão. Obrigada pela partilha.
ResponderEliminarUm beijinho grande
Situações que não são novas, mas que não deixam de nos preocupar e angustiar seriamente.
EliminarLamento por todas as vítimas desta tragédia social: mulheres, crianças, homens, idosos. Todos devem merecer a nossa solidariedade e, se possível, o nosso apoio.
Beijinho grande.
Enquanto as relações se fundamentarem no poder existirá sempre violência.
ResponderEliminarNão sei se os casos aumentaram ou se foi a consciência que se agudizou impossibilitando o silêncio que tem envolvido estes casos.
Bom Dia.
Que tipo de poder? Qualquer.
EliminarEstranhei a faixa etária daqueles que mais agridem.
Estranhei aqueles que dizem matar por "compaixão pelo sofrimento". Amor? Hipocrisia?
Boa noite.
Infelizmente tem aumentado em Portugal. Tive uma familiar que foi vítima de violência doméstica ao longo
ResponderEliminarde vários anos, quando deixou o marido, foi ela que teve que sair de casa e em Tribunal ainda teve vizinhas
que o foram defender. E porquê? Porque ela nunca disse o que ele lhe fazia, e ele como era pedreiro
fazia uns trabalhinhos a essas pessoas e foi dado por elas como boa pessoa!
Hoje ela está bem longe da que era sua casa, e sente-se melhor, pelo menos não apanha!
Bj.
Desejo que esteja bem.
Irene Alves
Aí está um caso inconcebível! A vítima é obrigada a deixar a sua casa, muitas delas com filhos pequenos? Qualquer justificação - já ouvi várias! - não faz sentido.
EliminarUm dos problemas/reacção das vítimas é esconder aquilo porque estão a passar. A atitude da sua familiar é disso exemplo. Ela nunca o denunciou, ele, provavelmente era simpático, logo, tudo jogava a favor dele.
Esperemos que estas situações um dia (quando?) tenham fim.
Beijinho, Irene.
Quando é que o Homem aprende a sê-lo, de forma digna?!Nunca. E não é só em relação à violência doméstica. O Homem só é Homem(?) quando à semelhança das feras que se exibem nos jardins zoológicos estiver "saciado".E como já disse num post anterior, neste blog, tantos anos de evolução para quê?
ResponderEliminarAbraço grande
O Homem tem as suas limitações, disso ninguém dúvida, logo ter alguns comportamentos primários. Este aspecto justifica a violência exercida seja sobre quem for? Todos sabemos que não!
EliminarO homem que agride "sacia-se" como? O que é que está aqui em causa?
O ser humano não é perfeito, ele próprio é vítima das circunstâncias, só que há valores como respeito pelo Outro, respeito por si próprio, bom senso, dignidade, verticalidade, enfim, um somatório de princípios que, quando postos em prática podem minimizar estes comportamentos.
A evolução, enquanto dinâmica, continua. Que rumo vai tomar? Amigo, para isto não tenho resposta.
Abraço grande.
GL,
EliminarSabes quando é que o somatório de princípios passou a subtracção? Qundo se começoua desculpabilizar demasiado!
Podes bater à vontade que não mudo uma única apalavra!
Abraço grande
Não só não bato(?!) como concordo.
ResponderEliminarDesculpabilizar não é o caminho, muito antes pelo contrário.
Atenção. Desculpabilizar não é igual a tolerar, e a última, por vezes, prevalece.
Abraço grande.