Porque será que não acredito? O nosso comportamento tem muito a ver aquilo que sempre fomos. Podemos ter momentos de menos paciência, mas daí a avinagrar?! Na idade adulta há pessoas azedas, mal dispostas, sempre zangadas com a vida. É de estranhar que essa característica se mantenha vida fora? Aqui há é uma coisa diferente. Tendencialmente atribui-se esse azedume à velhice, quando o dito tem tudo a ver com aquilo que sempre caracterizou aquela pessoa.
Mais do que a idade, o tempo e a atitude. Se não houver um apaziguamento a dor continua para nós e para os outros, mas os primeiros a sofrer somos nós porque a noção de consciência foi alterada. O julgamento deixa de ser objectivo e o bom senso desaparece. Erguem-se barreiras entre o "nós" e os outros e o sentimento de justiça cega impera. O melhor é saber baixar as "guardas" com consciência.
O apaziguamento de que falas deve processar-se seja em que idade for, mas apenas porque nos permite viver melhor a variadíssimos níveis. Barreiras iguais a defesa? Erguer barreiras nunca resolveu qualquer problema, muito antes pelo contrário. Baixar as "guardas"? Não estaremos a falar de uma certa forma de cobardia? Sim, sei que a palavra é forte, mas é a única que me ocorre.
Não me entendeste, ou melhor, fui eu que não me expressei como devia, mas não importa muito, afinal escreva eu o que escrever tu "acertas-me sempre"! E como um comentário nunca poderá ser isento, digo-te, covardia? e porque não? Sou covarde em algumas situações da vida e também ergo barreiras, quem nunca ergueu barreiras, consciente ou inconscientemente que me atire a segunda pedra!
Acertei com quê, pode saber-se? Uma rosa, um cravo, uma estrela? Vou pela última hipótese. Agora a sério. Não, não te considero covarde, não estranho que ergas barreiras, e não atiro pedras. Mas porque é estamos a usar a primeira e segunda pessoas do singular? A questão abrange um universo muito mais alargado.
Abraço grande, grande. P.S. Pode ser sem pedrinhas?:))
Estou aqui de novo porque me esqueci de acrescentar uma coisita, se me permitires... Quando entro no teu blog, vejo o título e os posts ao centro, dos lados, duas margens brancas, imaculadas, mas quando clico nos comentários, aparece do lado esquerdo a tua lista de blogs, entre elas está o "mãe preocupada" e este teu último post poderia ter como resposta um texto ali colocado. É de Novembro e intitula-se * FAla de tristeza e infelicidade.
Antes de mais as minhas desculpas. É que também me está a suceder o mesmo, só que não faço a mínima ideia sobre a causa desse disparate. Já tinha lido o texto que referes. Uma possível resposta, sim!
GL, Tenho uma grande dose de tolerância. Mas se alguém trai a minha confiança (inata) o corte é definitivo. Quando gostamos muito de uma pessoa há o perdão. Porém, tudo tem limites. Gostava de adoçar com a idade. :))) Beijinho.
Concordo, se concordo! Só que essa qualidade nada tem a ver com idade. Tanto quanto me parece tem a ver com verticalidade de caracter. Não adoce, ana, não adoce!:))
Eu ainda só tenho 24 anos, mas acho que cada vez estou mais temperamental. Nem é preciso ir longe, a minha velha do alto dos seus quase 80 anos, de doce tem muito pouco. Ainda está capaz de desmanchar uma cadeira nas minhas costas, por exemplo.
Calma, calma menina Lacorrilha! A tua velha - como carinhosamente tratas a tua avó - é o exemplo de que velhice nada tem a ver com mudanças temperamentais. Que parta uma cadeira nas tuas costas, minha cara, lamento. Ela lá saberá porquê!:))) Mas que não parta, uma pluma que seja, na cabeça da Sofia, ok?! Beijinho à Sofia. Ao Matias? Também, pronto!
tenho A CERTEZA QUE NÃO. Uma chatice, mas é o que sinto. Cada caso deve ser um caso, mas a frase não é para levar a sério. Com a idade isso passa, diziam-me na juventude, quando me sentia indignada com as injustiças. De facto, passou, a indignação passou a revolta, por as injustiças permanecerem cada vez mais em carne viva. Tudo passa quando as circunstâncias se alteram, não se alterando essas e se estivermos vivos,VIVOS... não passa, avivam, mas isto sou eu a dizer...eu sou só uma
O segredo está, precisamente, nessa condição: estar VIVO! Se estivermos vivos, e lúcidos, não é a idade que nos faz aceitar tudo aquilo que nos indigna, que vai contra os nossos principios e forma de estar na vida. A verticalidade de carácter não tem idade. Apetece-me parafraseá-la: "isto sou só eu a dizer." Abraço.
Depende de quem se trata !
ResponderEliminarEu, quando corto, á PARA SEMPRE !
O tempo de jogar às escondidinhas foi na primária...
Um beijo, GL.
Penso ser mais lógico, não?!
EliminarBeijinho.
ResponderEliminarSinceramente, penso que a idade nos vai avinagrando. Já fui melhor do que sou. :(
Beijinho
Porque será que não acredito? O nosso comportamento tem muito a ver aquilo que sempre fomos. Podemos ter momentos de menos paciência, mas daí a avinagrar?! Na idade adulta há pessoas azedas, mal dispostas, sempre zangadas com a vida. É de estranhar que essa característica se mantenha vida fora?
EliminarAqui há é uma coisa diferente. Tendencialmente atribui-se esse azedume à velhice, quando o dito tem tudo a ver com aquilo que sempre caracterizou aquela pessoa.
Beijinho.
P.S. AVINAGRADA???? Huummm!!!:))
A perguntar aprendemos a não responder
ResponderEliminarTarefa nada fácil, essa!
EliminarCom a idade a avançar não é mau saber perguntar.
ResponderEliminar:)
Isso enquanto o Alzheimer deixar! :))
EliminarJá vi de tudo.
ResponderEliminarMas é o açúcar e o afeto que fazem o meu doce perdileto.
:)
Beijinho
Eis a resposta!
EliminarTudo o mais que acrescentasse (eu) seria desnecessário.:))
Beijinho.
A idade apenas realça o que se é. Não acredito que mudamos a natureza, mas podemos aprender a fazer diferente.
ResponderEliminarbjs meus
Podemos limar arestas, nunca fazer uma viragem de 360º.
EliminarBeijinho para todas.
Mais do que a idade, o tempo e a atitude.
ResponderEliminarSe não houver um apaziguamento a dor continua para nós e para os outros, mas os primeiros a sofrer somos nós porque a noção de consciência foi alterada. O julgamento deixa de ser objectivo e o bom senso desaparece. Erguem-se barreiras entre o "nós" e os outros e o sentimento de justiça cega impera.
O melhor é saber baixar as "guardas" com consciência.
Abraço grande
O apaziguamento de que falas deve processar-se seja em que idade for, mas apenas porque nos permite viver melhor a variadíssimos níveis.
EliminarBarreiras iguais a defesa? Erguer barreiras nunca resolveu qualquer problema, muito antes pelo contrário.
Baixar as "guardas"? Não estaremos a falar de uma certa forma de cobardia?
Sim, sei que a palavra é forte, mas é a única que me ocorre.
Abraço grande.
Não me entendeste, ou melhor, fui eu que não me expressei como devia, mas não importa muito, afinal escreva eu o que escrever tu "acertas-me sempre"!
EliminarE como um comentário nunca poderá ser isento, digo-te, covardia? e porque não? Sou covarde em algumas situações da vida e também ergo barreiras, quem nunca ergueu barreiras, consciente ou inconscientemente que me atire a segunda pedra!
Abraço grande
Acertei com quê, pode saber-se? Uma rosa, um cravo, uma estrela? Vou pela última hipótese.
EliminarAgora a sério.
Não, não te considero covarde, não estranho que ergas barreiras, e não
atiro pedras.
Mas porque é estamos a usar a primeira e segunda pessoas do singular? A questão abrange um universo muito mais alargado.
Abraço grande, grande.
P.S. Pode ser sem pedrinhas?:))
Estou aqui de novo porque me esqueci de acrescentar uma coisita, se me permitires...
ResponderEliminarQuando entro no teu blog, vejo o título e os posts ao centro, dos lados, duas margens brancas, imaculadas, mas quando clico nos comentários, aparece do lado esquerdo a tua lista de blogs, entre elas está o "mãe preocupada" e este teu último post poderia ter como resposta um texto ali colocado. É de Novembro e intitula-se * FAla de tristeza e infelicidade.
Abraço grande
Antes de mais as minhas desculpas. É que também me está a suceder o mesmo, só que não faço a mínima ideia sobre a causa desse disparate.
EliminarJá tinha lido o texto que referes. Uma possível resposta, sim!
Abraço grande.
Ainda bem que mais alguém se apercebeu, estavam a fazer com que me sentisse mais louco.
EliminarAbraço grande
Obrigada pelo alerta. O problema é que não sei como resolver essa questão.
EliminarAbraço grande.
GL,
ResponderEliminarTenho uma grande dose de tolerância. Mas se alguém trai a minha confiança (inata) o corte é definitivo. Quando gostamos muito de uma pessoa há o perdão. Porém, tudo tem limites.
Gostava de adoçar com a idade. :)))
Beijinho.
ana,
EliminarConcordo, se concordo! Só que essa qualidade nada tem a ver com idade. Tanto quanto me parece tem a ver com verticalidade de caracter.
Não adoce, ana, não adoce!:))
Beijinho.
a idade melhora a qualidade...
ResponderEliminarbeijo
Depende do produto...
EliminarBeijinho.
Eu ainda só tenho 24 anos, mas acho que cada vez estou mais temperamental.
ResponderEliminarNem é preciso ir longe, a minha velha do alto dos seus quase 80 anos, de doce tem muito pouco. Ainda está capaz de desmanchar uma cadeira nas minhas costas, por exemplo.
Calma, calma menina Lacorrilha!
EliminarA tua velha - como carinhosamente tratas a tua avó - é o exemplo de que velhice nada tem a ver com mudanças temperamentais.
Que parta uma cadeira nas tuas costas, minha cara, lamento. Ela lá saberá porquê!:)))
Mas que não parta, uma pluma que seja, na cabeça da Sofia, ok?!
Beijinho à Sofia.
Ao Matias? Também, pronto!
Acho que sim...
ResponderEliminarSerá?!...
Eliminartenho A CERTEZA QUE NÃO. Uma chatice, mas é o que sinto. Cada caso deve ser um caso, mas a frase não é para levar a sério. Com a idade isso passa, diziam-me na juventude, quando me sentia indignada com as injustiças. De facto, passou, a indignação passou a revolta, por as injustiças permanecerem cada vez mais em carne viva. Tudo passa quando as circunstâncias se alteram, não se alterando essas e se estivermos vivos,VIVOS... não passa, avivam, mas isto sou eu a dizer...eu sou só uma
ResponderEliminarO segredo está, precisamente, nessa condição: estar VIVO! Se estivermos vivos, e lúcidos, não é a idade que nos faz aceitar tudo aquilo que nos indigna, que vai contra os nossos principios e forma de estar na vida. A verticalidade de carácter não tem idade.
EliminarApetece-me parafraseá-la: "isto sou só eu a dizer."
Abraço.