A morte de um filho? É, pura e simplesmente, contranatura. Há dores, desgostos, aflições cuja dimensão é impossível de imaginar.
Vem isto a propósito da morte abrupta do filho de Judite de Sousa.
Choro, não só com Judite de Sousa, mas com todas as mães que - e independentemente da idade -, perderam o seu filho. Uma mãe nunca devia assistir à partida de um filho, nunca.
Choro os colos vazios, todos eles.
Choro os futuros roubados, os sonhos desfeitos, as vidas que não foram cumpridas.
Choro os braços sem abraços, o amor roubado.
Choro.
De raiva, de impotência, de fúria.
Não há palavra que sirva de consolo, uma única!
É inominável!
ResponderEliminarUma dor inimaginável para quem nunca a viveu, um absurdo.
EliminarServe para alguma coisa o meu abraço desejeitado, GL?
ResponderEliminarHá alturas em que as palavras são inúteis.
queria escrever desajeitado.
ResponderEliminarArgos,
ResponderEliminarNão há abraços desajeitados, se sinceros. Cada abraço pode ser o consolo, o conforto, a amizade feita gesto.
Obrigada, pois, pelo teu abraço, pelas palavras não ditas mas adivinhadas.
Abraço grande, Amigo
Na verdade
ResponderEliminarE é a derrocada.
EliminarGL,
ResponderEliminarTambém me tocou e chocou esta morte prematura. Não imagino a dor e a revolta.
O destino é por vezes tão difícil de aceitar.
Associo-me à sua dor e à dor de todas as mães.
Beijinho especial. :))
Obrigada, Ana!
EliminarNão há nada que mais me aflija, me revolte, me faça questionar a justiça de Deus, seja ele qual for, do que este castigo exercido sobre mães e pais que perdem os seus filhos.
Beijinho.
morrem os filhos - todos os dias...
ResponderEliminarE as mães com eles.
EliminarConvivi por diversas vezes com a dor dessas mães que, de mãos atadas, só conseguem chorar e lamentar, vivendo momentos em que o Deus em que tanto acreditam passa a ser mencionado com tristeza e amargura. Foram poucas as que aceitavam esta 'sina' com resignação e mesmo assim, lá no fundo de seus corações, pressentia-se sentimentos que nem elas, apesar da imensa dor, ousariam proclamar, escudadas que estavam em crenças que não lhes outorgavam o direito de blasfemar. Não existem palavras nem manifestações, por mais sinceras que sejam, que possam minimizar a dor desse momento em que a natureza dribla a lógica e rouba dos braços de uma mãe o seu bem mais precioso. A ti, amiga, minha solidariedade num abraço e a certeza de que comungo com a revolta de todos aqui manifestada.
ResponderEliminarHelena
(http://helena.blogs.sapo.pt)
Obrigada Helena pelas suas palavras e testemunho. O contacto com essas mães, o testemunhar da sua dor e reacçõesa é uma experiência que nunca mais esquecerá, tenho a certeza.
EliminarAbraço.
Olá, GL!
ResponderEliminarAinda não me tinha apercebido do seu regresso. O blogger não anda a dar-me notícias de ninguém!
:)
Bjs
Olá, Helena!
EliminarDigamos que não é bem um regresso. Continuo com um pé cá, outro lá.
Bjs
Passando apenas para desejar-te um resto de domingo de paz e uma semana abençoada com o sorriso dos anjos e iluminado de mimosas estrelas.
ResponderEliminarCom meu carinho,
Helena
(http://helena.blogs.sapo.pt)
Muito obrigada, Helena!
EliminarAbraço
Há alturas (como esta) em que as palavras não bastam...
ResponderEliminarUm beijo amigo
É verdade, Lobinho, não há palavras.
EliminarBeijinho, Amigo.