... vida(s), e "carnaval", este que se desenrola diariamente perante os nossos olhos. E nós, actores participantes desta "comédia" que é a vida.
Olho os que passam, muitos são.
Muitos os que são indiferentes àquilo que os rodeia. Passam, simplesmente, passam!
Mas?!...
Mas há o homem triste, sozinho com a sua menina que do tampo da mesa faz a caminha da sua boneca. Ele, o homem magro, esquelético, olha-a, ar enternecido onde se lê amargura.
E ele a querer estar ausente da realidade que é a sua.
É a rapariga de saia super justa, com uma racha que lhe descobre a perna até à coxa.
E ela indiferente à deselegância que aquilo representa.
Há os que conversam, poucos.
Há os que não veem o mundo. O mundo deles resume-se ao telemóvel, smartphone, tablet, portátil.
E eles longe do mundo real, a ausência a que as novas tecnologias os condenou.
Indiferença? Comodismo? A que se deve este comportamento?
Mas...?
Mas também há - benza-as Deus! - crianças que riem, brincam, saltam, falam, correm, sonham. Crianças, meninas(os) que ainda são gente.
E são joaninhas, e fadas, e sevilhanas, e ursinhos, e palhaços, e reis, e pajens, um mundo de sonho que torna estes dias únicos para elas.
Depois...?
Depois há os outros, os velhos que tudo fazem para mascarar a idade. E aqueles que já mal andam, porque a idade ou a doença a isso os obriga.
E há os solitários, homens e mulheres de rosto sem expressão, olhar vazio, gente quase sem idade definida.
Gente do avesso, gente que se esconde dentro de si própria, gente/casulo.
Que aprendizagem, mas ao mesmo tempo que dramático por vezes olhar, com olhos de ver, o mundo que nos rodeia.
O Ser humano como que constitui um mundo novo sempre a desbravar.
Gratificante? Na maioria das vezes, não.

Um excelente e assertivo texto, GL !
ResponderEliminarNa mouche !
Um beijo amigo.
Obrigada, João!
EliminarQuando se olha o(s) Outro(s)com olhos de vêr, a conclusão só pode ser esta.
Continuação de boa semana.
Um beijinho, Amigo.
Fiquei com um nó na garganta.
ResponderEliminarUm texto com esta dimensão só pode ser escrito por alguém muito grande.
Um beijinho, Gl.
Este exemplo é simples, não demasiado grave, mas quantas vezes acontece ficarmos sem chão quando perdemos - ou ganhamos?! - algum do nosso tempo a olhar o mundo que nos rodeia.
EliminarBeijinho, António.
Palavras repletas de sabedoria escritas com a alma de quem sabe! Bj e obrigada pela visita
ResponderEliminarPalavras de quem está atenta ao que a rodeia, isso sim.
EliminarBom Domingo, Graça.
Beijinho
Um abraço Gl, eu depois venho aqui, mas sabes que tocaste, não sabes?
ResponderEliminarSei, olá se sei!:)
EliminarBom Domingo.
Abraço, Amigo.
Um texto recheado de verdades dolorosas e façamos o que pudermos para marcar a diferença, porque uma diferença aqui, ali e outra acolá poderá inverter/mudar a imagem de um mundo em decomposição!
ResponderEliminarUm abraço de bom dia
Tens razão Fatyly, só que por vezes essa coisa aparentemente simples é bem complexa.
EliminarBeijinho
Aí pelo meio há alguns vícios que confesso não suportar.
ResponderEliminarSobretudo os ligados aos abusos das novas tecnologias.
A obsessão por tudo o que é nova tecnologia, a começar por telemóveis e similares, afigura-se-me a doença do século, e isto não é em sentido figurado. Que leitura fazer de duas - ou mais - pessoas que estão à volta de uma mesa, onde era suposto estarem a conversar uma vez que são amigas(?), e nem sequer se olham, estando cada uma a viver no seu mundo virtual? Isto já entra no patológico, o que é muito grave.
EliminarBom Domingo.
Beijinho