Recebi, através de mão amiga, este pedacinho de sonho, da autoria de José Gomes Ferreira, que muito me sensibilizou, que muito agradeço.
Quantas recordações, quantas imagens, quantos "amiguinhos" construi a partir de uma simples nuvem.
Querem recordar?
Aqui está.
Aquela nuvem
Aquela nuvem
Parece um cavalo...
Ah! Se eu pudesse montá-lo!
Aquela?
Mas já não é um cavalo,
É uma barca à vela.
Não faz mal.
Queria embarcar nela.
Aquela?
Mas já não é um navio,
É uma torre amarela
A vogar no frio
Onde encerraram uma donzela.
Não faz mal.
Quero ter asas
Para a espreitar da janela.
Vá, lancem-me no mar
Donde voam as nuvens
Para ir numa delas
Tomar mil formas
Com sabor a sal
- Labirinto de sombras e de cisnes
No céu de água-sol-vento-luz concreto e irreal...
Fotografia de minha autoria.
Ao ler este singelo poema não voltamos a ser crianças, não voltamos ao imaginário da nossa infância?
Algum de vós não idealizou que aquela nuvem, AQUELA, era a vossa nuvem, aquela com que podiam brincar, que seria aquilo que quisessem que fosse?
Não? Não acredito! É que a ser assim nunca foram verdadeiramente crianças.
Uma vez mais um grande Obrigada para ti, Amigo.

Um dos grandes trabalhos de José Gomes Ferreira.
ResponderEliminarBeijinho, GL, bom fim de semana.
Um singelo, mas lindo poema.:)
EliminarBom Domingo, boa semana.
Beijinho.
Gl,
ResponderEliminarSe possível, devemos manter num cantinho dentro de nós aquela esperança inocente, aquele acreditar e o faz de conta que até se transforma em verdadeiro . Manter a todo o custo, para aqueles momentos mesmo maus.
Abraço grande
Olá, Ricardo,
EliminarPenso que o segredo está aí, em preservar uma certa inocência, em saber transformar a nuvem má, aquela que todos temos em algum momento das nossas vidas, em algo que faça a diferença, algo que se metamorfoseei em esperança.
Palavras vãs, estas? Olha que não!...:)
Bom Domingo.
Abraço grande.
Quando deixarmos de sonhar morremos um bocadinho.
ResponderEliminarBoa semana
É isso, Pedro, mas sem dúvida!
EliminarContinuação de boa semana.
É mesmo! E num instante a nuvem se transforma levando-nos a sonhar outra história. :)
ResponderEliminarÉ isso, Luísa. Aliás, esse é o "milagre" mais fascinante que nos oferecem!:)
EliminarGostei imenso do poema e também da tua foto. Sempre fiz esse "jogo" com as nuvens e ainda hoje o faço e muitas vezes com os netos:)
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia
O poema é lindo na sua singeleza. Tão simples e ao mesmo tempo tão rico de significado, não é?
EliminarImagino-te, feliz, a fazer este "jogo" com os netos. E assim que se regressa à idade da inocência.:):)
Beijinho.
A virtude da vida não está apenas em não deixar morrer a criança que há em nós, está na perspectiva com que vemos as coisas, as que nos acontecem e as que provocamos.
ResponderEliminarPor isso, chamem-me Peter Pan e eu ficarei de sorriso de orelha a orelha.
Abraço apertado.
Uma perspectiva e visão da vida sábias, muito bem.
EliminarPor isso, e para que conste: elego-te, por mérito, Peter Pan. Agora que venha esse sorriso, o tal de orelha a orelha.:):)
Abraço apertado.:)