Dia da mulher?! Muito bem!
E é a violência doméstica, e são as desigualdades, e é o direito a ter direito, e...? E é uma canseira! ...
Tudo isto é pertinente, ó se é, mas na prática o que é que se faz? Todos sabemos, ou não? Então para que raio - desculpem o "raio" - serve o diazito? Algum de vós é capaz de me explicar qual finalidade do mesmo?
Quem já me conhece há muito sabe do meu "ódiozinho" de estimação aos "dias de" sejam eles quais forem, "cheiram" a hipocrisia que não se aguenta, e quando imploro às santas almas - há, há sempre umas santas almas! - que me expliquem a razão de ser dos ditos o grande argumento da maioria é que os tais, os "dias de", têm por finalidade lembrar aos distraídos, logo, esquecidos, os pais, os filhos, os avós, os tios, os primos, o cão, o gato, o periquito, etc., etc., e também para aumentar as receitas de alguns comerciantes - sim, que isto não cobre todo e qualquer ramo do comércio, era só o que faltava! - com mais umas prendinhas destinadas a parabenizar os visados.
É isto, não é?! Pelo menos é esta a "lição" que me tem sido dada.
Aqui chegada, fico ainda mais confusa. É necessário LEMBRAR que há mulheres a serem mortas quase diariamente? É com este "diazito" que se resolvem problemas desta dimensão? E mais; não somos "bombardeados" com estas notícias a toda a hora? E na práticazita o que é que se faz? Fala-se, e fala-se, e fala-se, e fala-se, mas...?!
Não há paciência, mas não há mesmo!
Em jeito de nota de roda pé.
A mulher quer ter direitos iguais ao do homem, o que é mais do que justo, mas têm que ser mesmo IGUAIS. O estafado argumento: eles têm mais força, eles trabalham menos, eles não colaboram em casa, eles...
"Eles" não me passaram nenhuma procuração para os defender, mas a verdade é que as coisas já não são bem assim.
Apenas mais uma coisinha de nada, sem importância, mas que é bom não esquecer: também há homens vitimas de violência doméstica, também há homens agredidos, também há homens que nem sequer têm autorização de ver os filhos. Ah, pois é!
E não, não me esqueci! Deixei para o fim, intencionalmente, dois grupos que, esses sim, são completamente indefesos: os velhos e as crianças. Quem fala neles? Quem se preocupa com o sofrimento de uns e de outros? Quem os defende? É quase zero, para não dizer um zero absoluto.
Urge que acordemos, que não vejamos só uma face da moeda. A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA é transversal à família, ponto.
O número de mulheres mortas é uma obscenidade, uma vergonha para a sociedade no seu todo, mas não podemos, não devemos esquecer todos os outros elementos.
Subscrevo inteiramente e faço minhas as tuas palavras: "Não há paciência, mas não há mesmo!"
ResponderEliminarbeijocas e bom domingo
Vêr só uma face do drama não se tolera, essa é a minha revolta.
EliminarBoa semana.
Beijinho.
A violência doméstica é um assunto que merece ser tratado com pinças, cirurgicamente, mas nem por isso de forma menos musculada.
ResponderEliminarÉ uma vergonha o que se tem passado ao longo dos séculos. Sim, não se pense que só agora ela, a violência, existe.
Seja como for, urge tomar medidas punitivas para quem, de uma forma ou de outra, encara de ânimo leve o fenómeno.
Bom domingo, GL. Um beijinho.
E estar atento, muito atento ao problema no seu todo. Vêr apenas uma "parcela" torna o dito incompleto, com consequências verdadeiramente dramáticas.
ResponderEliminarBoa semana.
Beijinho.
E quando a justiça, se coloca ao lado dos agressores... tudo é permitido... e... cabeças de mulheres agora até já aparecem nas praias em sacos de plástico... casos de violência... há os que são noticiados... e muitos mais, serão os que nunca o chegam a ser...
ResponderEliminarNunca assinalo o Dia Internacional da Mulher... o facto de existir... já é uma forma caricatural de aceitação de descriminação... perante a dura realidade do dia a dia... que as mulheres sentem na pele... desde o facto que despoletou o assinalar de tal dia... terem umas quantas, morrido carbonizadas e trancadas em várias fábricas, no século passado...
Beijinhos
Ana
Penso que estamos a chegar a um extremo gravíssimo no desvarío.
EliminarNão há justificação, qualquer que seja o argumento avançado, que permita que alguém bata noutro "alguém", trate-se de mulher, homem, velhos ou crianças. Então os dois últimos grupos?!:(
Matar? Nunca! E nesse caso limite qualquer que seja o visado
Há um principio do qual não abdico porque o considero sagrado: o respeito pelo Outro está acima de tudo.
Estamos perante uma sociedade preocupantemente doente, e os responsáveis não dão sinais de vêr esta realidade.
Bater, maltratar de igual para igual já é intolerável, mas quando o Outro é mais fraco, caso dos velhos e das crianças, NÃO, nunca.
Este é um problema que me deixa doente, acredite!:(
Beijinho, Ana.