Ouvi hoje (os meus pecados a isso me obrigaram!) parte do debate quinzenal levado a cabo, como todos sabemos, na Assembleia da República.
Não vou discutir o debate em si, não me apetece proceder a tal exercício. Limito-me, apenas, a congratular-me com a "qualidade" dos nossos deputados, seja qual for a bancada, da direita à esquerda.
Salva-se, pela positiva, Jerónimo de Sousa. Não me interessa o partido que representa uma vez que não é disso que se trata. Trata-se, tão simplesmente, de ajuizar da participação dos deputados, da sua (des)qualidade.
A maioria são autênticos discos riscados, alminhas que decoraram uma qualquer frase, frase essa que repetem à exaustão.
A maioria são autênticos discos riscados, alminhas que decoraram uma qualquer frase, frase essa que repetem à exaustão.
Se não se tratasse de um assunto tão sério dava vontade de rir. Assim?
Assim resta-nos lamentar a mediocridade obscena daqueles que, independentemente das ideias/ideais defendidos, deviam ser o porta voz daqueles que os elegefé ram, logo, que neles confiavam.
Qual é a novidade? Nenhuma, sem dúvida!
Manda contudo, a justiça, que reconheçamos que até determinada altura havia dois ou três deputados que faziam a diferença. Abstenho-me de avançar nomes, todos sabemos a quem me refiro.
Agora é o vazio.
Mediocridade, nada mais.
Alguém se sentirá representado por algum daqueles elementos?
Não creio!
Um parlamento onde há poucas figuras, muitos figurões e o resto são figurantes.
ResponderEliminarAbraço do longe
Nem mais! Com a agravante de o bom desempenho ser exclusivo dos figurões.
ResponderEliminarAbraço.
de facto...
ResponderEliminardiscursos de "verdade verdadeira" são raros...
Sou mais céptica.
EliminarDiria que inexistentes!
Em primeiro lugar congratulo-me com o facto de haver alguém que assiste aos “debates” parlamentares. Forte pecado a menina deve ter cometido para tal penitência. No entanto fez bem, pois teve assim um bom motivo para um post.
ResponderEliminarEm segundo lugar quero dizer-lhe que concordo com tudo o que escreveu (com pequenas ressalvas, já agora) e com o mais que poderia ter escrito.
Em terceiro lugar quero dizer que discordo em absoluto da sua conclusão. O “bom povo português”, (que somos todos nós, a menina, eu, os meus vizinhos e os seus e o resto da população) está lá todo muitíssimo bem representado, pois somos assim mesmo sem tirar nem pôr.
Discorda? Está no seu direito. Mas que estamos lá todos, isso estamos.
Um abraço. (Quer também um conselho? Não dou).
Se havia de se compadecer, congratula-se?
EliminarUi, os meus pecados. Nem imagina quantos, caro PM! A dimensão da penitência dá-lhe uma ideia da gravidade dos ditos.
Concorda comigo? Ora aí está algo insólito.
Pode não concordar, mas garanto-lhe que não me incluo neste, repito, NESTE, "bom povo português". O nosso maior pecado reside no facto de sermos umas criaturas amorfas, mas não necessariamente medíocres.
Se quero um conselho? Mas nem se pergunta! Ora faça o favor de dizer.
Se não disser não há abraço, a opção é sua caro MP. (Não, não é lapso!) :)
Os chamados tribunos há muito que estão ausentes do Parlamento, GL.
ResponderEliminarQue foi assaltado por carreiristas.
Boa semana
Tribunos? Dá-me ideia que já nem existem.
EliminarRestam os carteiristas sem escrúpulos.
Abraço, Pedro.
Acho o nosso sistema eleitoral caduco. Devia ser alterado para que os deputados fossem de facto responsabilizados por quem os elege. Mas, acredito que a muitos interesse mais como está...
ResponderEliminarDisso não restam quaisquer dúvidas. Não fora haver interesses, e muitos, e provavelmente as coisas teriam mudado.
EliminarBeijinho